Vale amplia esforços para reparação do rompimento de Brumadinho e territórios impactados de Barão de Cocais, Itabirito e Macacos

Sobre a Vale

25/10/2019

Vale amplia esforços para reparação do rompimento de Brumadinho e territórios impactados de Barão de Cocais, Itabirito e Macacos

A Vale segue focada na reparação de Brumadinho, além de priorizar ações que gerem o desenvolvimento da cidade e dos demais territórios impactados (Barão de Cocais, Itabirito e Macacos). Ao longo desses nove meses, a empresa mantém um diálogo contínuo com as comunidades e representantes do Poder Público. Desde janeiro de 2019, a empresa destinou mais de R$2,3 bilhões para ações de reparação e compensação. Para isso, a empresa prioriza sua atuação em quatro eixos principais: social, ambiental, obras e segurança.

Frente social

Ajuda humanitária

A fim de assegurar tranquilidade financeira para as famílias iniciarem as negociações de indenizações, a Vale realiza pagamentos emergenciais, feitos mensalmente, a mais de 108 mil moradores de Brumadinho, Barão de Cocais e cidades da calha do Paraopeba. Além disso, a Vale garante moradia, água, alimentos, medicamentos, roupas e transportes. Também foram feitos mais de 7.500 atendimentos médicos às comunidades.

A empresa está empenhada em dar celeridade aos acordos de indenização individual, por grupo familiar e trabalhista. Para isso, abriu cinco escritórios para as negociações. Mais de 1.200 indenizações cíveis já foram firmadas com famílias das comunidades atingidas, além de outros 500 acordos trabalhistas foram acordadas com famílias de empregados - próprios e terceiros - vítimas do rompimento.

Para além dos pagamentos indenizatórios, a Vale entende que é necessário contribuir para que os moradores possam lidar com nova realidade e retomar sua rotina. O Programa de Assistência Integral aos Atingidos engloba planejamento e educação financeira; retomada das atividades agropecuárias e assistência técnica rural; retomada das atividades de pequenas empresas; assistência ao microempreendedor e às atividades de complemento de renda; apoio para compra de imóveis residenciais, rurais e comerciais; além de acompanhamento social. Lançado a menos de 30 dias, o Programa já possui mais de 500 adesões voluntárias.

Por meio do diálogo com os moradores, a Vale também está promovendo projetos sociais para ressignificar as vidas das pessoas atingidas. Um exemplo é o uso da arte como ferramenta de transformação. O projeto Ateliê Social Comfio permite que moradoras de Córrego do Feijão se reúnam para bordar e trocar experiências, sempre com foco na retomada de suas vidas e trajetórias.

Além disso, a Vale apoia a prefeitura de Brumadinho na ampliação do acesso ao Programa Referência da Família, que inclui o cuidado por meio de psicólogos e assistentes sociais, tendo o diálogo como espinha dorsal do atendimento.

Apoio às instituições e municípios

Em reconhecimento ao trabalho das corporações em Brumadinho, a Vale concluiu a doação de 77 veículos operacionais aos órgãos de segurança pública de Minas Gerais: Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil, além da Defesa Civil. As doações que integram o pacote de repasses formalizado entre a empresa e os órgãos em março, incluem viaturas, ônibus, vans e caminhonetes. O valor total do investimento em veículos e demais itens adquiridos voluntariamente e sem contrapartida fiscal pela companhia é superior a R$ 70 milhões.

Além dos veículos, a empresa doou mais de sete mil equipamentos às corporações e está financiando cursos de capacitação para todos os 6 mil bombeiros militares do estado, além de reformar instalações como o Instituto Médico Legal, o Instituto de Criminalística e a Academia de Bombeiros. A escolha dos bens e serviços disponibilizados foi definida em conjunto com representantes dos órgãos, que se encarregaram de mapear suas principais necessidades.

Para o município de Brumadinho, a Vale prestou ajuda financeira devido à interrupção das atividades da empresa, mantendo os valores arrecadados pelo CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral) somando R$80 milhões. Além disso, destinou R$32,6 milhões para a Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social de Brumadinho para contratação de profissionais multidisciplinares de saúde e novos equipamentos, como o caso dos drones utilizados para liberar larvicidas e combater a dengue na região.  Para outras cidades impactadas com as paralisações das atividades da empresa, foi realizado um acordo com a Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig) para dois aportes de R$ 100 milhões, cada.

Em 24 de setembro, a Vale anunciou o Plano de Desenvolvimento de Territórios Impactados, que prevê investimento de R$190 milhões para as comunidades de Macacos (Nova Lima), Barão de Cocais e Itabirito. O objetivo é desenvolver as vocações econômicas das regiões, além de promover o bem-estar social após as alterações nos níveis de emergência das barragens B3/B4, Sul Superior e Forquilhas, respectivamente. O aporte é direcionado para áreas de turismo, infraestrutura, educação, saúde, meio ambiente e capacitação profissional, entre outros.

Imagem de viaturas em grande estacionamento
Forças de Segurança receberam 77 veículos doados pela Vale

Frente ambiental

Sistema de abastecimento de água

Para complementar as ações de recuperação do rio Paraopeba, foi implantada uma Estação de Tratamento de Água Fluvial (ETAF), localizada próximo à confluência com ribeirão Ferro-Carvão. Desde o dia 9 de maio, quando começou a operar, até dia 23 de outubro, a ETAF devolveu para o rio Paraopeba mais de 1,9 bilhão de litros de água limpa, dentro dos padrões legais determinados pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Para o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Vale aplicará cerca de R$ 450 milhões em obras. A Vale se comprometeu a realizar obras de interligações entre os sistemas de abastecimento hídrico da Bacia do Paraopeba e da Bacia do Rio das Velhas (SRV).

Para garantir o abastecimento de água para a população local, com segurança e seguindo todos os padrões de qualidade de engenharia, a Vale iniciou em outubro as obras da nova adutora do rio Pará, localizada entre Pará de Minas e Conceição do Pará, na região Centro-Oeste do Estado. A estrutura tem vazão de 1 milhão de litros por hora, a mesma que o município captava no rio Paraopeba antes do rompimento. A previsão é que a obra seja finalizada em julho de 2020, quando será entregue à Prefeitura de Pará de Minas e operada pela Concessionária Águas de Pará de Minas (Capam).

Monitoramento do Rio Paraopeba

Desde janeiro, a Vale monitora a qualidade da água do rio Paraopeba. Para isso, realizou mais de 3.2 milhões de análise da água, do solo, do rejeito e do sedimento ao longo da calha do Paraopeba, com base em 387 indicadores. Hoje, a empresa conta com 67 pontos de monitoramento da qualidade de água que se estende por uma área de 2,6 mil quilômetros de extensão do Rio Paraopeba. Desde o fim de março, o Igam não detecta níveis de mercúrio e chumbo acima dos limites legais e atesta que os sedimentos não atingiram o rio São Francisco. A presença desses metais pesados foi o que levou a autarquia estadual a proibir a captação direta da água do rio. A proibição ainda se mantém como medida preventiva.

Para atender as necessidades emergenciais, a Vale distribui água para as propriedades que não possuem água encanada, que captavam água diretamente no rio Paraopeba e os usuários de poços artesianos e cisternas que estão até 100 metros de distância da calha do rio. Desde janeiro, mais de 440 milhões de litros de água potável já foram entregues para consumo humano, dessedentação de animais e irrigação.

Cuidado com animais

No início de outubro, a Vale promoveu mais uma feira de adoção de animais resgatados em Brumadinho, dessa vez em parceria com a PUC-SP. Diversos cães e gatos ganharam novos lares e serão acompanhados por seis meses para verificar se estão recebendo o tratamento e o carinho adequados. No total, 125 cães e gatos que estavam sob tutela da Vale já foram adotados para novos tutores que os receberam vacinados, vermifugados e castrados, quando adultos, além de outros 64 animais domésticos foram reintegrados aos seus lares.

No total, 796 animais foram resgatados da área impactada, encontrados em obras de contenção ou em situação de risco na comunidade em Brumadinho. Esses animais, de pequeno e grande porte, domésticos e silvestres, foram examinados, tratados e acolhidos.

Segurança e descaracterização das barragens

A Vale está investindo na descaracterização de suas barragens que utilizam o método construtivo de alteamento a montante. As obras tiveram início em maio de 2019, com previsão de conclusão entre três e cinco anos, sempre priorizando a contratação de mão-de-obra local.

A empresa está implementando uma série de melhorias, como o rebaixamento do nível de água de todos os reservatórios; limpeza dos canais de drenagem e estudos de sensibilidade junto à empresa auditora para avaliação do impacto do rebaixamento do nível d'água na estabilidade das barragens.

A descaracterização é o processo de encerramento definitivo do uso de uma barragem. Ao final das obras, a estrutura ficará totalmente estável e será reincorporada ao relevo e ao meio ambiente. Os projetos foram protocolados junto a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais, no Ministério Público Estadual e na Agência Nacional de Mineração (ANM).

Contenção e remoção de rejeitos

Em Brumadinho, estão em construção três grandes estruturas de contenção (duas barreiras hidráulicas filtrantes e um dique), além de 23 pequenas barreiras estabilizantes. A finalidade desse conjunto de intervenções é reter o carreamento de sedimentos para o curso do rio Paraopeba. As obras estão avançadas e devem ser concluídas até o final deste ano.

Em meados de maio, a Vale iniciou a dragagem dos rejeitos de trecho impactado do rio Paraopeba. Esse processo é fundamental para a recuperação do curso d'água. Por meio da dragagem é realizada a remoção do rejeito acumulado na região assoreada do rio. O material removido é armazenado e desidratado em grandes bolsas geotêxteis. A água drenada dessas bolsas é bombeada para uma estação de tratamento, retornando limpa ao rio Paraopeba. O planejado é que a dragagem siga até 2020, começando na confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba e seguindo por cerca de 2 km a jusante desse ponto.

Além disso, nos territórios impactados, três barragens estão recebendo obras de contenção: Sul Superior (Barão de Cocais), B3/B4 (Macacos) e Forquilhas (Itabirito/Ouro Preto). As dimensões dos muros de cada contenção são:

- Sul Superior: barreira de concreto; 36m de altura por 306m de extensão; a 8km a jusante da barragem;
- B3/B4: barreira formada por pedras (enrocamento); 30m de altura por 90m de extensão; a 6km a jusante da barragem;
- Forquilhas: barreira de concreto; 60m de altura por 350m de extensão; a 11km a jusante da barragem.

Para mais informações sobre as obras e ações da Vale, acesse www.vale.com/brumadinho.

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