Vale avança na construção de dique, liberação de acessos e preparação para dragagem de rejeitos da Barragem 1

Sobre a Vale

19/02/2019

Vale avança na construção de dique, liberação de acessos e preparação para dragagem de rejeitos da Barragem 1

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A Vale segue avançando nas obras emergenciais de implantação das medidas de contenção dos rejeitos oriundos da Barragem I, da Mina de Córrego do Feijão, comunicadas à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) em 8 de fevereiro. As ações fazem parte de um plano apresentado ao Ministério Público e aos órgãos ambientais ainda no final de janeiro.

No chamado Trecho 1 da área afetada, faixa de 10 quilômetros de extensão que vai da Barragem 1 até o rio Paraopeba, percorrendo o Córrego Ferro-Carvão, a empresa está realizando a limpeza do local onde será implantado um dique de enrocamento (composto por blocos de rocha compactados) para a retenção dos rejeitos mais grossos e pesados. Paralelamente, está em andamento o transporte e estocagem das rochas que serão usadas na construção da estrutura.

A empresa também iniciou a remoção dos rejeitos que bloquearam um trecho da Avenida Alberto Flores e a instalação de uma barreira metálica para impedir que o material volte a cobrir a via. O trabalho ocorre em paralelo à construção de uma ponte metálica de 50 metros para restabelecer o acesso das comunidades de Parque da Cachoeira e Córrego do Feijão à área central de Brumadinho.

A ponte permitirá o tráfego de veículos em mão dupla e inclui passeio para pedestres. A Vale está empregando um método de construção que impede vibrações no solo e em estruturas vizinhas à obra.

Adicionalmente, a Vale prevê ainda a instalação de mais barreiras hidráulicas, diques de pequeno porte, para auxiliar no processo de contenção de rejeitos. Também está em estudo a implantação de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) para redução de turbidez da água do córrego Ferro-Carvão. O objetivo é devolver a água clarificada para o curso do rio Paraopeba.

Já no Trecho 2, área de 30 quilômetros que vai do encontro do córrego Ferro-Carvão com o rio Paraopeba até a cidade de Juatuba, conforme delimitado no plano emergencial, a Vale está mobilizando e instalando os equipamentos que serão usados na dragagem do material mais grosso, como areia e pedras. Os principais objetivos são a limpeza e o desassoreamento da calha do rio Paraopeba. O material será recolhido por duas dragas e acondicionado para destinação adequada fora da Área de Preservação Permanente (APP) do rio.

Na área denominada Trecho 3, faixa de 170 quilômetros do rio Paraopeba entre Juatuba e a Usina de Retiro Baixo, a Vale colocou em operação cinco barreiras (membranas) antiturbidez, três delas na região de Pará de Minas e outras duas na altura dos municípios de Juatuba/Betim, antes da Usina Termelétrica de Igarapé. Mais três barreiras estão em instalação na altura de Juatuba/Betim. Os monitoramentos específicos para esse fim demonstram, até o momento, que a eficiência das barreiras instaladas implica em uma redução de 10% a 15% da turbidez da água do rio.

Vale ressaltar que todas as ações estão sendo amplamente discutidas com os órgãos competentes, antes de sua implantação, e que as atividades em curso estão sendo devidamente liberadas pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil.

Monitoramento da água

A Vale conta, desde 28 de janeiro, com 48 pontos de monitoramento de água e sedimentos ao longo do rio Paraopeba até a Foz do rio São Francisco, com coletas diárias de água e semanais de sedimentos para análises químicas. Também são realizadas análises de turbidez da água a cada hora em outros quatro pontos.

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