Sobre a Vale

20/11/2021

Dia da Consciência Negra: entenda como surgiu, a importância e como a Vale atua para ser uma empresa cada vez mais diversa e inclusiva

No mês da Consciência Negra, a Vale reforça seu compromisso global de combate ao racismo. Promover a equidade racial é uma das prioridades da nossa empresa. Afinal, como disse a filósofa e ativista norte-americana Angela Davis: “não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”.

Ao lembrar os 50 anos do Dia da Consciência Negra no Brasil, destacamos o significado e a importância desta data: 20 de novembro.

Ícone de 3 mãos levantadas

Como surgiu o Dia da Consciência Negra

Na década de 1970, um grupo de quilombolas do Rio Grande do Sul definiu que 20 de novembro seria celebrado como o Dia da Consciência Negra. A data foi escolhida para homenagear Zumbi, líder do maior de todos os quilombos, Palmares, e morto em 20 de novembro de 1965.

A representação do dia ganhou força a partir de 1978, quando surgiu o Movimento Negro Unificado no País, que transformou a data em nacional.

O dia 20 de novembro é lembrado por resgatar a memória da luta dos negros escravizados que se rebelaram contra o sistema escravista da época. Não se trata de um dia de celebração, mas de reflexão e de conscientização

Racismo x injúria racial

É sempre bom lembrar que racismo e injúria racial são crimes no Brasil, mas você sabe a diferença entre eles?

Crime de racismo

Atinge um grupo de pessoas, como todas as pessoas de uma determinada raça. A lei brasileira enquadra uma série de situações como crime de racismo, por exemplo, recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores, além de negar um emprego.

Injúria racial

Quando a honra de uma pessoa específica é ofendida por conta de raça, cor, etnia, religião ou origem. Em geral, o crime de injúria está associado ao uso de palavras depreciativas referentes à raça ou cor, com a intenção de ofender a honra da vítima.

Ofensa criminal

Em outubro de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que o crime de injúria racial pode ser equiparado ao de racismo, e, assim, considerado passível de punição a qualquer tempo.

Como denunciar?

Presencialmente: caso o crime esteja ocorrendo naquele momento, a vítima pode acionar a Polícia Militar por meio do telefone de emergência 190. Se o crime já tiver acontecido, o recomendado é procurar a autoridade policial mais próxima e registrar a ocorrência.

Telefone: Disque Direitos Humanos - Disque 100.

“Não sou racista, mas...”. Como identificar atos de racismo?

Muitas vezes sem perceber, reproduzimos práticas discriminatórias e utilizamos expressões cuja origem histórica remete a episódios de ofensa ou depreciação. Que tal abolir essas expressões do seu dia a dia?

Criado-mudo

O nome do móvel que geralmente é colocado na cabeceira da cama vem de um dos papéis desempenhados pelas pessoas escravizadas dentro de casa dos senhores brancos: o de segurar as coisas para seus "donos". Como o empregado não poderia fazer barulho para atrapalhar os moradores, ele era considerado mudo. Logo, essa expressão se refere a esses criados.

Substitua por: mesa de cabeceira.

Samba do crioulo doido

Título do samba que satirizava o ensino de história do Brasil nas escolas do país nos tempos da ditadura, composto por Sérgio Porto (ele assinava com o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta). No entanto, a expressão debochada, que significa confusão ou trapalhada, reafirma um estereótipo e a discriminação aos negros.

Substitua por: bagunça, confusão ou trapalhada.

Negro (a) de traços finos

A lógica do clareamento se aplica à “beleza exótica”, tratando o que está fora da estética branca e europeia como incomum.

Não use esta expressão!

Cor do pecado

Supostamente utilizada como elogio, se associa ao estereótipo da mulher negra sensualizada. A ideia de pecado também é ainda mais negativa em uma sociedade pautada na religião, como a brasileira.

Não use esta expressão!

Inveja branca

A ideia do branco como algo positivo é impregnada na expressão, que reforça, ao mesmo tempo, a associação entre preto e comportamentos negativos.

Use apenas: inveja

Amanhã é dia de branco

De acordo com estudiosos e por explicações do senso comum, tal afirmação foi criada em alusão ao uniforme da marinha. Outra justificativa para a declaração é feita com menção a nota de mil cruzeiros, que possuía a estampa do Barão do Rio Branco e, portanto, usava trajes brancos. Resumindo, dizer que o dia posterior é "de branco" significa que é um dia de trabalho ou de ganhar dinheiro. Mas, sabe-se que tal dito popular foi ganhando sentidos preconceituosos, uma maneira de demonstrar a "inferioridade dos negros".

Não use esta expressão!

Denegrir

Usado como sinônimo de difamar, possui na raiz o significado de “tornar negro”, como algo maldoso e ofensivo, “manchando” uma reputação antes “limpa”.

Substitua por: difamar.

Mulata

Na língua espanhola, referia-se ao filhote macho do cruzamento de cavalo com jumenta ou de jumento com égua. A enorme carga pejorativa é ainda maior quando se diz “mulata tipo exportação”, reiterando a visão do corpo da mulher negra como mercadoria. A palavra remete à ideia de sedução, sensualidade.

Substitua por: pardo (a) ou mestiço (a).

Cabelo ruim

Fios “rebeldes”, “cabelo duro”, “carapinha”, “mafuá”, “piaçava” e outros tantos termos derivados depreciam o cabelo afro. Por vários séculos, eles causaram a negação do próprio corpo e a baixa autoestima entre as mulheres negras, sem o “desejado” cabelo liso.

Não existe cabelo ruim. Existem vários tipos de cabelo. O correto é cabelo crespo, cacheado, afro.

Doméstica

Negros eram tratados como animais rebeldes e que precisavam de “corretivos”, para ser “domesticados".

Substitua por: funcionária.

Agora que você já sabe o significado dessas expressões, retire-as do seu vocabulário. Essas pequenas ações no dia a dia fazem toda a diferença no combate ao racismo.

Entenda como a Vale vem contribuindo para este objetivo

Na Vale, não toleramos nenhum tipo de brincadeiras, piadas, agressão verbal, exposição negativa, discriminação em função de nenhum tipo de diferença. Essas atitudes constituem violação do Código de Ética, valores e política de direitos humanos.

A Vale existe para melhorar a vida e transformar o futuro. Juntos. Estamos nos tornando uma empresa cada vez mais diversa, equânime e inclusiva. Confira alguns avanços conquistados:

Letramento Racial

Convidamos especialistas na pauta étnico-racial para sessões com nossos empregados a fim de ampliar o repertório e aprofundar o conhecimento sobre racismo estrutural e seus impactos na sociedade e organizações.

Jornada de Aprendizagem

Campanhas de conscientização e ações educativas têm sido promovidas por meio de webinars, treinamentos e conteúdos na plataforma da Valer Digital. A evolução da organização tem se dado através da criação de espaços para debates à luz da história da sociedade.

Programa de Recém-Graduados

Além da equidade de gênero, o programa da Vale priorizou a contratação de profissionais negros. Dos 144 trainees do Brasil, 66% são negros – percentual que equivale a 95 profissionais.

Adesão ao MOVER

Movimento Equidade Racial (MOVER) é uma iniciativa que reúne mais de 45 grandes empresas. A união de esforços com as outras empresas signatárias potencializa o nosso objetivo de construir uma sociedade mais justa e com igualdade de oportunidades para negras e negros. Saiba mais.

Grupo de Afinidade de Equidade Étnico-Racial

Lançado em 2020, tem como objetivo promover discussões étnico-raciais, propor ações práticas para a equidade étnica e combater comportamentos discriminatórios por meio da propagação de conhecimento e sensibilização sobre o assunto, contribuindo para a transformação cultural da empresa. É formado por empregados e terceiros voluntários da Vale.

Saiba mais

Assista ao nosso manifesto antirracista:

Veja nossos empregados em reflexões importantes sobre antirracismo

Acesse nosso Relatório de Diversidade, Equidade e Inclusão.
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