Entenda a influência das emoções nos hábitos de consumo e organize suas finanças

Sobre a Vale

04/05/2020

Entenda a influência das emoções nos hábitos de consumo e organize suas finanças

 ilustração que remete a finanças pessoais

A crise de saúde que o mundo está vivendo já apresenta consequências importantes na economia, com famílias enfrentando restrições de sua renda. Esta situação exige uma atenção ainda maior sobre nossas contas domésticas: precisamos ser ainda mais disciplinados quanto às finanças pessoais. Diante deste cenário, o gerente de Educação e Marketing da Valia (entidade responsável pela previdência complementar dos funcionários da Vale), Daniel Coelho, compartilha algumas informações e dicas para ficarmos atentos ao nosso dia a dia, não deixando que fatores emocionais prejudiquem nosso planejamento financeiro, especialmente a longo prazo.

“O maior desafio para uma boa gestão financeira é entender como nosso consumo é, muitas vezes, motivado por emoções, em vez de racionalidade. O Brasil tem uma tendência voltada ao consumo; isso é uma questão histórica, e não é ruim, porque o consumo movimenta a economia. Mas, em momentos de crise, é preciso ter cuidado redobrado e aproveitar a oportunidade para amadurecer, aprendendo a consumir de maneira mais consciente e também buscar mais equilíbrio entre o hoje e amanhã, por meio de capitalização e investimento”, explica Daniel.

Como os sentimentos podem influenciar nosso comportamento financeiro:

Necessidade de aceitação social. Frequentemente, adquirimos bens acima do que podemos pagar para nos sentirmos inseridos em determinado grupo. Nosso padrão de consumo precisa estar dentro de nossas possibilidades financeiras. 

“Oportunidade! Metade do dobro do preço!”  A simples menção a palavras como “desconto” ou “queima de estoque” às vezes nos conduz a realizar compras de produtos dos quais, de fato, não precisamos, ou que não são tão vantajosas, financeiramente.

“Não vá ao supermercado com fome”. Existem momentos mais adequados para realizar determinadas compras. O que não for urgente pode e deve ser adquirido com planejamento, ou seja, de maneira a caber no seu orçamento.

“Efeito manada”. Às vezes, parece que todas as pessoas estão tendo o mesmo comportamento – seja realizando o mesmo tipo de investimento na perspectiva de uma valorização, seja indo ao mercado na perspectiva de escassez de produtos. Além de aumentar os preços, isto pode nos fazer gastar sem que seja realmente necessário.

Confira dicas para uma boa organização financeira:

Conheça seus gastos.  A maioria de nós conhece bem nossa renda, mas poucos sabem dizer, de cor, quanto gastam. Essa informação irá ajudar você a definir duas coisas importantes: quais dos seus gastos são supérfluos e podem ser eliminados; e quanto você pode guardar ou investir mensalmente.

Procure separar 20% de sua renda mensal para investir. Esse montante também deve ser repartido em três grupos menores: investimentos a longo prazo (como a aposentadoria); médio prazo (como uma viagem ou um carro novo); e uma reserva de emergência, que pode ser definida como três vezes sua renda mensal.

Automatize seus investimentos e “desautomatize” seus pagamentos.  O débito automático de contas é um hábito que oferece comodidade, mas acabamos não verificando as cobranças ou até perdemos o controle de nosso saldo, o que é arriscado. Automatizar investimentos, por outro lado, protege esses recursos de “desejos” passageiros e garante a continuidade da organização financeira. 

Se precisar, busque opções de empréstimos a juros baixos para quitar dívidas com juros altos.  Segundo Daniel Coelho, 65% das famílias brasileiras estão endividadas, e 23% têm dívidas em atraso. A maioria destas dívidas é relativa a cartões de crédito e cheque especial, que, apesar de facilmente acessíveis, apresentam altos juros.

Comece com pouco; o importante é o processo.  Para quem não está acostumado a investir, a tendência é aguardar até que se tenha dinheiro “suficiente” para isso. Mas esta espera pode ser uma ilusão – e resultar na não obtenção dos lucros que viriam caso o dinheiro disponível estivesse aplicado. Educação financeira não depende de valores, mas de disciplina, o resultado também não é apenas financeiro, mas principalmente a conquista de um protagonismo sobre o orçamento da sua vida.  

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