Parceria entre Brasil e Omã ajuda a controlar doenças em plantações de manga e cítricos

Sobre a Vale

11/01/2019

Parceria entre Brasil e Omã ajuda a controlar doenças em plantações de manga e cítricos

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Visita do professor Acelino Alfenas(UFV), com Abdulah AL-Saadi(SQU), Thomas Harrington(ISU) e o doutorando Leonardo Oliveira(UFV)

O que Brasil e Omã têm em comum? Além das operações da Vale, ambos os países são importantes produtores agrícolas. “Quando a Vale iniciou suas operações em Omã​​, buscamos estreitar os laços entre nossos países. Estávamos em 2009 e as autoridades omanis se mostravam preocupadas com doenças que vinham afetando suas plantações de manga e limão. Foi aí que surgiu a oportunidade de uma parceria científica entre os dois países”, lembra o diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Vale, Sérgio Leite, que ​na época era o CEO da empresa em Omã.

A Vale promoveu, então, a aproximação entre pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que é referência no Brasil no estudo de patologias agrícolas, e a Universidade de SultanQaboos. Com financiamento da nossa empresa de R$ 8 milhões, foi realizado um levantamento genético inédito sobre as variedades do fungo Ceratocystis fimbriata, causador da seca-da-mangueira, além de estudos sobre a vassoura-de-bruxa, encontrada em cítricos.

A manga é uma das frutas mais consumidas no Brasil, que é sétimo maior produtor de manga mundo. Já em Omã, a manga é a terceira fruta de maior importância, perdendo apenas para a tâmara e a banana.

A parceria científica, além de inédita, rendeu excelentes resultados para os dois países

CEO da Vale em Omã, Jamil Sebe

Vista parcial das mangueiras ‘Ubá’ cultivadas em vasos e submetidas a vários níveis de estresse hídrico e inoculadas

Saiba mais sobre o convênio

Iniciado em 2011, o convênio entre as duas instituições durou sete anos, promovendo transferência de tecnologia e resultou na publicação de 150 trabalhos científicos e no treinamento de 15 pós-doutores, 11 doutores, 12 mestres e 37 bolsistas de iniciação científica. Também permitiu a modernização da infraestrutura laboratorial da UFV, com a compra de um sequenciador de DNA e de vários equipamentos laboratoriais e máquinas agrícolas de última geração; e a formação de um banco de germoplasma na universidade com 1.208 árvores de 302 variedades de manga, hoje considerado um dos maiores da América Latina.

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