Vale e Japão: 60 anos de parceria. Conheça os marcos dessa história

Sobre a Vale

27/05/2015

Vale e Japão: 60 anos de parceria. Conheça os marcos dessa história

Vale e Japão: 60 anos de parceria. Conheça os marcos dessa história

 

Em 1953, zarpava pelo Porto de Santos, em São Paulo, um pequeno lote de minério da Vale com destino ao Japão, para que potenciais compradores testassem nosso produto. Com o envio desse lote à terra do sol nascente, começávamos a escrever mais uma página da nossa história. Dois anos depois, iniciamos as vendas regulares de minério de ferro para o Japão, com um primeiro embarque de nove mil toneladas – era o começo de uma relação bem-sucedida, que completa 60 anos este mês.

De lá para cá, mais de 1,2 bilhão de toneladas de minério de ferro já foram comercializadas com o país. A parceria intensificou-se tanto que foi bem além da expansão do fluxo comercial, traduzindo-se em joint-ventures, investimentos em minerais ferrosos, carvão, logística, siderurgia, fertilizantes e metais básicos.

Esses 60 anos de relacionamento mudaram o padrão da navegação mundial, ajudaram a levar o Japão à segunda potência econômica e transformaram o Brasil em um dos maiores exportadores de matéria-prima do mundo. Navegue pelo carrossel e conheça os marcos dessa história.

 
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

O mundo em 1950

Na década de 50, o Brasil atravessava uma fase de grandes transformações, resultado de um processo de modernização e de crescente industrialização. Já o Japão iniciava sua reconstrução pós-guerra e crescia a cada ano com o renascimento das grandes empresas e do desenvolvimento de sua economia, principalmente no setor siderúrgico – o país necessitava de matéria-prima, entre elas, minério de ferro.

 

Tubarão: um porto que expandiu as fronteiras da Vale

Por causa da longa distância entre Brasil e Japão, o custo de transporte era alto, pois era feito em navios com capacidade de 20 mil toneladas apenas. Para atender à necessidade japonesa e melhorar a logística da exportação de minério, em 1962 a Vale assinou um contrato que determinava a construção de um porto para receber navios entre 50 e 100 mil toneladas. Em agosto de 1966, a Vale entregava o Porto de Tubarão, no Espírito Santo, com capacidade para receber navios de até 120 mil toneladas, sendo o nosso primeiro porto particular de grande porte.

 
Porto Vale Japão

Precisávamos de um contrato de longo prazo para justificar o investimento na construção do porto. Nesse processo, os japoneses perceberam a nossa grande vontade em fazer e atender à necessidade deles. Nasceu uma enorme confiança, fortalecida com a conclusão do porto, exatamente na cronologia combinada.”


Eliezer Batista, ex-presidente da Vale.

Assista ao vídeo

 
Menina dos olhos da exportação
A Vale no Japão
Acordo de cooperação

Carajás foi amor à primeira vista. O minério de ferro extraído tinha de 66% a 67% de pureza, de primeira categoria e os depósitos tinham reservas de 18 bilhões de toneladas, quantidade igual a toda a reserva da Austrália.”


Takashi Imai, ex-gerente
da Fuji Steel no Japão

A consolidação do projeto de ferro Carajás, a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, a partir dos anos 80, também se deve ao apoio dos parceiros nipônicos.

Com a descoberta do minério de ferro em Carajás, em 1967, a Vale anunciava, em 1977, a prioridade ao projeto. Com a ajuda do financiamento japonês e europeu, a Vale inicia o processo de construção do Complexo de Carajás.

Flores
 

No Japão, nossa parceria se faz presente na capital Tóquio, onde mantemos um escritório de vendas, e em Matsusaka. Na cidade, a Vale opera uma refinaria produtora de níquel intermediário e refinado, uma joint-venture com a Sumitomo Metal Mining. Uma das maiores produtoras de níquel do mundo, com produção anual de 60 mil toneladas, a refinaria de Matsuzaka é referência na indústria de metais básicos, devido ao seu baixo custo operacional e à eficiência de seus métodos de produção. Além de abastecer o mercado interno, tem como principais consumidores Taiwan, China e Coreia do Sul, locais onde a Vale também possui operações.

Nosso relacionamento não se limita ao eixo Brasil - Japão. No Peru, a Vale é parceira da empresa japonesa Mitsui na operação de Bayóvar para produção de rocha fosfática. Já na Nova Caledônia, a Vale tem um projeto junto com a Sumic, e na Indonésia, com a Sumimoto, para produção de níquel.

No final do ano passado, a Vale fechou um acordo de cooperação operacional com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), com duração de três anos. Com isso, a Vale e o JBIC vão avaliar as possibilidades de financiamento para apoiar os negócios de minério de ferro, carvão, metais básicos e projetos de infraestrutura relacionados, além de ampliar a parceria entre nossa empresa e as empresas japonesas. Além disso, o objetivo é estabelecer um fluxo de troca de conhecimentos e tecnologias em desenvolvimento de projetos e de operação de recursos minerais.

Galeria de fotos

 
​​​​​​

Vale e Japão: 60 anos de parceria. Conheça os marcos dessa história