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Vale monitora atividades de botos-cinza da Baía de Sepetiba

Sobre a Vale

01/12/2017

Vale monitora atividades de botos-cinza da Baía de Sepetiba

Você sabia que, há mais de dez anos, a Vale monitora as atividades dos botos-cinza da Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro? Em linha com o valor ‘Cuidar do nosso planeta’, o monitoramento tem como objetivo assegurar que a atividade da empresa no local não impacte a vida desses animais, além de fazer uma estimativa populacional da espécie.

Visando melhorar a qualidade do monitoramento e ampliar a captura de informações sobre a espécie, o acompanhamento conta com novos equipamentos inovadores para esse tipo de atividade: drones e hidrofones, que ampliaram a capacidade de coleta de dados.

“Nossa principal constatação até aqui é de que as atividades das embarcações da Vale não têm interferência na qualidade de vida dos botos-cinza da Baía de Sepetiba”, conta a analista de Sustentabilidade, Angela Araujo.


Como funciona?

Os hidrofones são posicionados na água de acordo com os locais, dias e horários já mapeados ao longo dos anos de monitoramento e registram os sinais sonoros que os botos-cinza trocam entre si. Por meio deles, é possível saber a quantidade de animais que está naquele local e identificar hábitos como o de caça, por exemplo. “Conseguimos detectar um cardume de peixes passando e, logo em seguida, um grupo de botos. Isso significa que eles estão atrás da refeição do dia”, conta Angela.

Novos estudos em andamento

Com a incorporação dos novos equipamentos, a equipe de monitoramento começou a coletar dados que vão além da preservação ambiental. “Estamos observando a presença de botos-cinza de outras regiões e queremos mapear melhor esse comportamento migratório”, explica Angela.

Foto tirada com drone do momento do acasalamento dos botos-cinza

Além disso, foi adicionada uma metodologia de pesquisa para estudar a acústica dos botos. Em outras espécies semelhantes, já foi registrado que o assovio de cada animal seria único, como uma assinatura, e a Vale está tentando estabelecer essa mesma teoria com os botos-cinza da Baía de Sepetiba. O que se descobriu é que o som emitido pelas embarcações não interfere na comunicação entre eles.

Outro aspecto observado é com relação ao acasalamento dos botos-cinza. Foi registrado que eles acasalam o ano todo e, por isso, novos botos nascem o tempo inteiro na Baía de Sepetiba. Isso interfere diretamente no equilíbrio da população de botos-cinza, que são vítimas de redes ilegais de pesca, a maior causa de morte da espécie na região.


Saiba mais sobre o boto-cinza

O boto-cinza é comum nas áreas costeiras da maior parte do litoral brasileiro. Os adultos podem medir até dois metros de comprimento e pesar mais de cem quilos. Podem viver mais de 30 anos e a reprodução é lenta. As fêmeas dão à luz em intervalos de aproximadamente três anos e os filhotes nascem com cerca de um metro de comprimento, depois de uma gestação de 12 meses.

Fonte: Instituto Baleia Jubarte

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