Sobre a Vale

25/11/2021

Violência contra a mulher: combater é um dever de todos

Ao falarmos de violência contra mulher, muito comumente, o tema é relacionado apenas a violência física e sexual. Apesar desses tipos de violência serem ​os mais “visíveis” e atingirem milhares de mulheres em todo mundo, há, infelizmente, outras formas de opressão que, por vezes, não são percebidas.

Ilustração com diversas mulheres em pé em um fundo vermelho

Só no Brasil, em 2020, 1.350 mulheres morreram vítimas de feminicídio, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (atualizado em julho de 2021). Dessas, 81,5% foram mortas por companheiros ou ex-companheiros.

Panorama mundial

Em maior ou menor escala, mulheres de todos os lugares do planeta são atingidas pela violência, independentemente de condições financeiras e culturais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada três mulheres já sofreu violência, seja ela física e/ou sexual, em sua maioria praticada por um parceiro íntimo.

As consequências desses atos são devastadoras para a saúde das vítimas, de acordo com um estudo de 2013 realizado pela OMS, mulheres que sofrem de violência causada pelo parceiro são 16% mais propensas ao aborto e tem 41% mais chances de um parto prematuro.

Além disso, o relatório “Estimativas Globais, Regionais e Nacionais sobre Violência de Parceiros Próximos a Mulheres e Estimativas Globais e Regionais de Violência Sexual advinda de Não-Parceiros” – também divulgado pela OMS – mostra que a violência de gênero está na vida das mulheres desde cedo, visto que, 25% das adolescentes e jovens (entre 15 e 24 anos) já foram vítimas.

Neste Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a mulher, a Vale reforça a necessidade de conhecermos as demais vertentes da violência contra a mulher para que possamos intervir sempre que uma situação de repressão for presenciada, afinal combater a violência é um dever de todos.

Confira os cinco tipos de violências previstos na Lei Maria da Penha: 

                Violência Física: qualquer ato que coloque em risco a integridade ou saúde da mulher. Como, por exemplo, espancamento e estrangulamento. 
                
                Violência Psicológica: qualquer ato que prejudique o emocional e a autoestima ou vise controlar ações e comportamentos. Como, por exemplo, manipulação, perseguição e insultos. 
                
                Violência Sexual: qualquer ato que obrigue a mulher a presenciar ou participar de relações sexuais não consentidas. Como, por exemplo, estupro e impedimento do uso de métodos contraceptivos.  
                
                Violência Moral: qualquer ato de calúnia, difamação ou injuria. Como, por exemplo, exposição da vida íntima, julgar pela forma de se vestir ou utilizar xingamentos que firam a índole. 
                
                Violência Patrimonial: qualquer ato que subtraia, retenha ou destrua, total ou parcialmente, bens e valores pertencentes a vítima. Como, por exemplo, controlar o dinheiro ou deixar de pagar pensão alimentícia.

A violência patrimonial é uma das causas que mantém mulheres em situação de relacionamentos abusivos, pois muitas não possuem condições de se manterem sozinhas.

Por isso, é tão importante fomentar projetos que garantam renda e autonomia para mulheres. Na Vale, estamos investindo cada vez mais na contratação de mulheres para o nosso time. Só até julho 2021, o número de mulheres em nossas operações cresceu 42% em comparação com 2019, segundo nosso Relatório de Diversidade, Equidade e Inclusão.

Além disso, a Fundação Vale criou o programa Máscara + Renda, que durante a pandemia gerou renda para cerca de 2 mil artesãs e costureiras em todas as regiões do país. A iniciativa, que contou com a parceria da Rede Asta e de mais de 20 empresas e instituições, contabilizou quase R$ 4 milhões de receita para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Atualmente, existem vários canais que facilitam a denúncia de casos de violência e qualquer pessoa pode prestar a queixa, mesmo que a vítima não tenha solicitado. Em 2020, houve um chamado de violência doméstica por minuto, só no 190 foram 694.131 ligações, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021.

Se presenciar uma situação de violência, não se cale! Confira baixo algumas maneiras de realizar uma denúncia:

Central de Atendimento à Mulher: pelo telefone 180 você pode realizar denúncias anônimas, 24 horas por dia, de forma gratuita.

Delegacia da Mulher ou Delegacia de Polícia Civil: alguns municípios já contam com delegacias especializadas, mas todas as delegacias são aptas para registrar um boletim de ocorrência. Em caso de flagrante, disque 190.

Canal de denúncias: Se você sofreu ou presenciou algum tipo de violência dentro da Vale, entre em contato conosco por meio do nosso canal de denúncias. Sigilo e anonimato são garantidos aos denunciantes.

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Violência contra a mulher: combater é um dever de todos