Sobre a Vale

Relatório de Sustentabilidade 2017

Relatório de Sustentabilidade

Relatório de
Sustentabilidade

2017

Sobre o Relatório

Em sua 11ª edição, o Relatório de Sustentabilidade da Vale segue o Global Reporting Initiative (GRI), versão Standards, e seu Suplemento Setorial de Mineração e Metais.

O conteúdo do relatório contempla as orientações e os compromissos relacionados ao Pacto Global das Nações Unidas, ao Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM, na sigla em inglês) e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além disso, considera a Agenda 2030, documento da Organização das Nações Unidas (ONU) que apresenta medidas concretas para promover o desenvolvimento sustentável e alcançarmos um mundo mais viável para todos, tomando o ano de 2030 como horizonte.

Nossas conquistas, dificuldades, desafios e avanços foram divididos em cinco grandes temas – Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias –, os mesmos que orientam os ODS e a Agenda 2030. A elas, somamos um sexto capítulo (Propósito), que apresenta a maneira como a Vale se organiza para desempenhar seu papel nessas áreas.

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Temas materiais

  • Pessoas

    Atração, desenvolvimento
    e retenção de profissionais

  • Planeta

    Mitigação, adaptação
    e resiliência às mudanças
    climáticas e emissão
    de gases de efeito estufa

    Gestão de recursos hídricos

    Biodiversidade

    Gestão de resíduos minerais

  • Prosperidade

    Gestão de impactos ambientais,
    sociais e econômicos

    Formento à pesquisa
    científica, geração de
    conhecimento e qualificação
    profissional e da população

  • Paz

    Gestão legal e regulatório

    Saúde e segurança da força
    de trabalho e da comunidade

  • Parceria

    Engajamento
    e relacionamento
    com as partes
    interessadas

    Gestão de riscos
    de negócios
    e operacionais

  • Proposito

    Transparência no relato
    e nos negócios

Transparência no relato
e nos negócios

Atração, desenvolvimento
e retenção de profissionais

Mitigação, adaptação
e resiliência às mudanças
climáticas e emissão
de gases de efeito estufa

Gestão de recursos hídricos

Biodiversidade

Gestão de resíduos minerais

Gestão de impactos ambientais,
sociais e econômicos

Formento à pesquisa
científica, geração de
conhecimento e qualificação
profissional e da população

Gestão legal e regulatório

Saúde e segurança da força
de trabalho e da comunidade

Engajamento
e relacionamento
com as partes
interessadas

Gestão de riscos
de negócios
e operacionais

Relato, materialidade e ODS

O Relatório de Sustentabilidade da Vale foi organizado com base nos temas materiais (assuntos considerados mais relevantes na opinião dos stakeholders), resultantes do novo ciclo de revisão de sua matriz de materialidade. Orientado pelas diretrizes da GRI, versão Standards, o processo atendeu aos quatro princípios essenciais para definição de seu conteúdo: o contexto da sustentabilidade, a inclusão de partes interessadas, a materialidade e a completude.

Tanto os temas materiais, quanto os demais assuntos tratados no relatório, foram associados a cada um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), para traçar uma análise ampla de como a empresa colabora para implementá-los. Por fim, foi feita uma avaliação consistente da correlação entre os temas materiais e os ODS, da Agenda 2030, da qual resultou a priorização de 11 Objetivos, distribuídos nos capítulos Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parceria, mais diretamente ligados ao compromisso da Vale com a sustentabilidade e a geração de valor compartilhado.

Propósito

Como a Vale
constrói valor para
a sociedade

Maior mineradora das Américas e uma das maiores do mundo, a Vale tem seu propósito expresso na missão de, por meio da mineração, transformar recursos naturais em prosperidade e desenvolvimento sustentável.
Isso significa trabalhar com o intuito de gerar retorno econômico para acionistas e, ao mesmo tempo, adotar boas práticas para proteção do meio ambiente e de atuação social





Vale e o Novo Mercado

Em 22 dezembro de 2017, a Vale concluiu a migração de suas ações para o Novo Mercado da B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, o que representa a adesão aos mais altos padrões de governança corporativa, gestão e transparência. Na prática, a Vale torna-se uma empresa sem acionista controlador definido e sua estrutura acionária e capital passam a ser pulverizados e difusos. Com a reestruturação societária, os acionistas minoritários passaram a ter mais representatividade, conquistando pleno direito a voto e participação nas principais decisões da empresa. Essa mudança reduz incertezas e aumenta a transparência e a confiança, gerando valor não apenas para os investidores, mas para todas as partes interessadas.



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Presença em
25 países
de 5 continentes

Retorno ao Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), que reúne 23 empresas globais do setor e exige de seus integrantes o compromisso com os melhores princípios e práticas operacionais

Pessoas

Respeito e diálogo

O respeito às pessoas é condição fundamental para a construção de laços fortes e duradouros com os públicos com os quais a Vale se relaciona. É requisito para a criação de ambientes colaborativos, interna e externamente, e para o sucesso das atividades diárias. Como parte dos princípios da empresa, o respeito às pessoas é expresso no relacionamento que a Vale busca construir com empregados, comunidade e todas as demais partes interessadas.



Distribuição dos empregados próprios
e terceiros por região

Cases

Fortalecimento da agricultura familiar para transformar a vida de Vila Ouro Verde

Deixar um legado no território e apoiar as comunidades em seu desenvolvimento e autonomia também é promover a sustentabilidade. Na comunidade rural de Vila Ouro Verde, vizinha ao complexo S11D Eliezer Batista, em Canaã dos Carajás (PA), um projeto desenvolvido pela área Relacionamento com Comunidades ajudou na estruturação da geração de renda de 35 famílias que vivem da terra. O fortalecimento da agricultura familiar com apoio à mecanização do campo e fortalecimento do associativismo e cooperativismo incluiu a compra de equipamentos agrícolas e a capacitação das famílias nas práticas de plantio, visando aumento de produtividade, conservação do solo e do meio ambiente.

Fruto de muito diálogo e de um diagnóstico do potencial econômico para definição da estratégia de apoio às famílias, a iniciativa, que materializa os preceitos da Política de Sustentabilidade da Vale, tem efeitos positivos perenes em toda a cadeia produtiva local. Promoveu diversificação da produtividade do campo, significando mais renda para o agricultor, um incentivo para as famílias permanecerem no campo, e mais produtos na mesa dos consumidores.

Com o projeto, que teve aporte de US$ 146,7 mil da Vale, os produtores locais formaram uma associação, que colheu os seguintes resultados:

  • Total de renda gerada com o projeto: US$ 29,8 mil e contrapartida da comunidade no projeto: US$ 14,1 mil;
  • Redução de 40% no custo de produção agrícola (milho, mandioca, arroz e outros grãos) com a aquisição da patrulha mecanizada.
  • Diversificação da produção em 60% dos participantes.
  • Aumento de 48% das áreas cultivadas.
  • A venda coletiva do leite, via associação, gerou aumento de 53% nos lucros e elevação do preço do leite em até 10%
  • Diversificação em 60% da origem da renda das famílias;
  • Realização de cursos de gerenciamento e armazenamento de resíduos perigosos nas atividades agrícolas;
  • Manejo sustentável: estabelecimento de boas práticas agrícolas com incentivo para proteção de áreas com nascentes.

Incluir para evoluir – investimento no processo de contratação e desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual

Criar uma cultura de diversidade e inclusão é uma das maneiras de reforçar a vivência de um dos nossos valores. Um dos comportamentos associados ao valor Agir de forma correta é o respeito às diferenças e a inclusão de todos. Além disso, a Vale busca contribuir com os ODS por meio de diversas ações e projetos e esses compromissos está em sua Política de Sustentabilidade. O tema aparece em várias partes dos ODS, incluindo erradicação da pobreza, educação, empregos dignos, redução das desigualdades e cidades e comunidades sustentáveis.

Nesse contexto, foi promovido, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018, um diagnóstico de acessibilidade na unidade operacional de Ferrosos, em Minas Gerais, na área de Gestão de EPIs, para melhor qualificação do processo de contratação de pessoas com deficiência intelectual.

Com o diagnóstico, foi identificado e escolhido como parceiro a APAE, que dispõe de uma tecnologia social para integração/inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, chamada Emprego Apoiado. Essa tecnologia conta com estratégias de capacitação em serviço e oferece os apoios para que a pessoa com deficiência intelectual esteja qualificada para o mercado de trabalho.

Na segunda etapa, quatro candidatos participaram do processo de recrutamento e seleção para funções como assistente administrativo na Central de EPI. Também foi realizada uma palestra de sensibilização para com o objetivo de conscientizá-los sobre os tipos de deficiência intelectual e as limitações de cada um, além de dar dicas de relacionamento com colegas de trabalho com deficiência e como manter um ambiente saudável e sem preconceitos.

Ao fim do processo seletivo, em setembro de 2017, duas pessoas foram contratadas e, com isso, foi iniciada a etapa de capacitação específica e acompanhamento de adaptação dos novos empregados em seus postos de trabalho, com ótimos resultados, como desenvolvimento individual e acolhimento dos profissionais pela equipe. Os gestores das equipes também passaram por tutoria, para melhor contribuírem para a integração dos colegas, com acompanhamento semanal da Apae-MG. A iniciativa piloto está sendo disseminada para outras áreas. O investimento com a assessoria para implementação do projeto, durante 12 meses, foi de US$ 1,6 mil por usuário inserido. A Vale está comprometida com o cumprimento da Lei no 8.213/91, que dispõe sobre a proporção mínima de 5% de empregados PCDs nos quadros.



3,6 milhões de horas dedicadas à capacitação dos empregados no mundo

25,9 mil empregados responderam à enquete sobre a evolução dos planos de ação traçados com base nos resultados da última pesquisa interna global

Cerca de 4 mil atuações voluntárias dentro do programa Voluntários Vale

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Planeta

Gestão responsável dos impactos

O desempenho ambiental da Vale reflete o compromisso da empresa com a busca pela sustentabilidade nos territórios onde opera. Isso significa investir recursos financeiros, humanos e tecnológicos para mitigar e compensar os efeitos de suas atividades sobre o ambiente.

8,5 mil km²
de áreas protegidas, equivalentes a 5,6 vezes o total da área ocupada pelas unidades operacionais

55% da eletricidade consumida vem de autoprodução

US$ 487,3 milhões investidos em proteção e conservação ambiental

100% das barragens de minério de ferro auditadas com condição de estabilidade atestada

Cases

Reserva Natural Vale: Projeto de Restauração Florestal do Rio Pau Atravessado

Antes Depois

A crise hídrica pela qual o Brasil vem passando nos últimos anos é uma realidade que afeta diretamente tanto a conservação da natureza, como a produção agrícola e industrial e a vida nas cidades. Hoje sabe-se da importância vital das florestas na proteção dos rios e mananciais que abastecem as cidades, por realizarem a filtração de poluentes, estabilizarem o clima e fluxos da água, reduzirem a erosão, a sedimentação e a incidência de enchentes e secas. Para contribuir com a resolução de parte do problema de escassez hídrica, foi buscada uma solução baseada na natureza pela equipe da Reserva Natural Vale (RNV), que desenvolveu o Projeto de Restauração Florestal do Rio Pau Atravessado: protegendo nascentes e matas ciliares, implementado no Espírito Santo.

A RNV entendeu como prioridade desenvolver ações para a recuperação ecológica com vegetação nativa ao longo da microbacia deste rio, que abastece sua represa. Seus córregos encontram-se à montante, no município de Sooretama (ES), e vêm sofrendo com baixa disponibilidade de água, devido à degradação, represamento por barragens e utilização de água para as atividades agrícolas. Uma equipe de alta capacidade técnica no tema restauração florestal, formada por sete integrantes, entre biólogos, engenheiros e técnicos de campo, ficou responsável pela implementação do projeto.

O primeiro passo foi o mapeamento das barragens e córregos da região, por georreferenciamento, além de visitas de campo para cadastramento dos proprietários rurais e rastreamento in loco das 97 barragens existentes. Na área, foram encontradas 37 nascentes, definidas como áreas prioritárias para a restauração.

Com o levantamento de dados, essenciais para monitoramento hídrico, foram desenvolvidos 23 subprojetos específicos para restauração florestal para essas propriedades, que incluem fornecimento de mudas de plantas e árvores nativas da Mata Atlântica e assessoria técnica para os proprietários rurais.

Até dezembro de 2017, foram implementados 17 subprojetos em parceria com proprietários rurais, que se comprometeram a realizar a restauração da mata ciliar. Os subprojetos serão monitorados por um período de três anos, com visitas semestrais para avaliar o sucesso de plantio. Já foram doadas mais de 23,5 mil mudas nativas para reflorestar mais de 14 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP) de Mata Atlântica.

A etapa final do projeto está prevista para dezembro de 2019. Até lá, espera-se:

  • Desenvolver e implementar todos os 23 subprojetos de restauração florestal.
  • Realizar a doação de 80 mil mudas para proprietários rurais da região.
  • Recuperar cerca de 50 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) de Mata Atlântica.
  • Envolver a comunidade em ações de conscientização ambiental, com foco nas ações humanas que afetam a escassez hídrica na região.
  • Melhorar a oferta hídrica no território.
  • Realizar um ciclo de palestras de conscientização e disseminação de informações sobre a importância de recuperar e preservar os recursos hídricos.

VLOCs: novos navios reduzem emissões de gases de efeito estufa

O consumo de combustíveis e a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) recebem particular atenção da Vale no transporte marítimo de suas cargas, sobretudo na rota Brasil-China.

A empresa utiliza hoje a classe de navios mais eficiente do mundo em termos de consumo de energia e emissões de gases de efeito estufa, considerando os indicadores do Índice de Eficiência Energética em Projeto (ou EEDI, na sigla em inglês) da Organização Marítima Internacional (IMO em inglês), que reúne dados de quase 3 mil navios.

Projeto pioneiro da Vale, os VLOCs de primeira geração, também chamados Valemaxes, estão em operação desde 2011 e emitem 30% menos CO2 em comparação aos navios padrões para o transporte de minério de ferro da época, conhecidos como capesizes. Construída a partir de iniciativa da Vale, a segunda geração de supermineraleiros, com capacidade para 400 mil toneladas, reduz em cerca de 20% as emissões de CO2 em relação à primeira geração e em 41% as emissões em relação às embarcações do tipo capesize de 2011.

Em janeiro de 2018, foi entregue o Yuan He Hai, primeiro de 33 novos navios VLOC (sigla para Very Large Ore Carrier ou mineraleiros de grande porte) de segunda geração. A construção das embarcações iniciou-se em 2016, e estas serão entregues aos armadores até 2019.

EFVM: revisão do modelo de operação e formação de trens

Melhorar os índices de eficiência energética e de redução da emissão de poluentes é um dos focos diários de todas as áreas de uma ferrovia. Buscando ganhos de produtividade e custo e reduzir seus impactos, a equipe da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM) se uniu para reestruturar o modelo operacional da ferrovia para diminuir o consumo de diesel no transporte de minério até o Porto de Tubarão, no Espírito Santo.

O trabalho não demandou qualquer investimento extra. Sem uso de novas tecnologias ou compra de ativos, o projeto teve como objetivo reestruturar o modelo da ferrovia, revisando processos de atendimento de clientes de forma regular e nivelada, com foco em condução mais econômica e formações de trens maiores e também mais econômicos.

Algumas inovações em processo:

  • Adoção produção puxada, ou seja, sem sobras de recursos nos pátios, na malha de circulação e nos terminais. Passou a ser feito o carregamento apenas do que há previsão de descarregar;
  • Grades horárias de saída de trens com maior previsibilidade e autonomia para os pátios, cujas equipes passaram a definir a melhor formação de vagões para cada horário, dependendo da demanda;
  • Criação de procedimentos de condução mais econômicas. que passam frequentemente por revisões, com novos ajustes sugeridos pelos maquinistas, o que aumenta ainda mais os ganhos de eficiência;
  • Revisão dos trens-tipo para formações de trens cada vez maiores e mais econômicos, utilizando de tecnologias já disponíveis. Isso fez reduzir a quantidade de trens na malha e o número de paradas e, também, as interferências nas rotinas das comunidades ao longo da ferrovia.

Estas iniciativas proporcionaram o aumento da circulação de trens com 252 e 336 vagões, maiores trens da ferrovia, cujo percentual passou de 40% para 70% dos trens de grande formação circulando. A mudança possibilitou uma redução de oito trens por dia circulando na EFVM.

Nos últimos 5 anos, a ferrovia melhorou seu patamar de eficiência de 1,985 L/kTKB para 1,599 L/kTKB (total de litros dividido pela tonelada bruta vezes a distância percorrida). Uma melhoria de 19,5% do indicador que representa uma economia de consumo anual em torno de 44 milhões de litros de diesel.

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Prosperidade

Compromisso com o desenvolvimento socioambiental

Um dos compromissos refletidos na Missão da Vale é o de criar valor para seus acionistas e para a sociedade. Essa atuação é orientada pela busca por uma produção cada vez mais sustentável, focada em ativos de classe mundial, por políticas e códigos que visam garantir que os procedimentos da empresa estejam em conformidade com padrões éticos, gestão transparente e a legislação dos países onde a Vale atua.


Desempenho da Vale em 2017


EBITDA

Total:

US$ 15,3 bi

28%
Investimentos

US$ 3,8 bi

26%
EBITDA carvão

US$ 330 mi

711%
Margem EBITDA minerais ferrosos

US$ 37,9/t

24%
Lucro Líquido

US$ 5,5 bi

38,3%
Dívida Líquida

US$ 18,1 bi

28%

Cases

Programa Agir: resultados expressivos na geração de renda por meio de negócios sociais

A Vale acredita que dar sua contribuição para projetos de geração de trabalho e renda é uma das melhores maneiras de construir esse legado para e com as pessoas e comunidades mais vulneráveis e próximas de suas operações. Criado pela Fundação Vale em 2013 e presente em 20 municípios, o programa Agir é uma tecnologia social focada na incubação e aceleração de negócios sociais – prioritariamente, familiares e coletivos –, oferecendo capacitações, assessoria técnica e gerencial, mentoria, investimento direto e acompanhamento dos empreendimentos para que eles prosperem de forma autônoma e sustentável.

Com o seu aprimoramento, o Agir tornou-se, mais do que um programa, uma metodologia que contribui para o desenvolvimento local e que pode ser replicada por entes públicos, privados e de terceiro setor.

A implantação do Agir se dá em três fases: Prospecção, na qual os empreendedores locais são mapeados, recebem capacitação em gestão integrada de negócios e mentoria para a elaboração de seus planos de negócio;

Incubação/Aceleração, com um trabalho personalizado negócio a negócio, promovendo uma contribuição efetiva nos eixos de gestão financeira, produção, comercialização, governança, pessoas, além de investimento direto de capital semente em equipamentos e infraestrutura.; e o Monitoramento, que consiste no acompanhamento dos negócios estabelecidos com ajuda do projeto.

Com mais de 1000 mil empreendedores beneficiados e 80 negócios incubados ou acelerados, o programa tem histórias de sucesso em municípios como Itabira (MG), que beneficia mais de 130 empreendedores locais, principalmente no desenvolvimento da agricultura familiar por meio do aprimoramento das técnicas de produção mais sustentável e da criação de feira itinerante, e Canaã dos Carajás (PA), com destaque para o apoio ao fortalecimento de uma cooperativa de catadores de material reciclável, que ampliou seu faturamento em mais de 300% e contribuiu para evitar que mais de 100 toneladas de resíduos fossem enviadas ao aterro público, somente em 2017.

Na Estrada de Ferro Carajás, o programa teve como foco o desenvolvimento de alternativas de renda para pessoas, sobretudo mulheres, que atuavam no comércio informal de alimentos às margens da EFC . O comércio era feito pelas janelas das composições, a cada estação, e tornou-se inviável com a climatização do novo trem de passageiros.

Para evitar que essas pessoas perdessem sua fonte de sustento, o programa Agir atuou preventivamente e, de 2014 a 2017, trabalhou com esse público na estruturação de negócios. Hoje são 22 negócios sociais em funcionamento com 137 empreendedores engajados. A Fundação Vale obteve a 1ª colocação na edição de 2017 do Prêmio Ser Humano, organizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, por essa iniciativa.

Lucro líquido de
US$ 5,5 bilhões
um aumento de 38,3%
em relação a 2016

243 empresas no
Brasil capacitadas no âmbito
dos programas de desenvolvimento de fornecedores

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Paz

Crescer e evoluir com a comunidade

A Vale trabalha para estabelecer relações responsáveis e sustentáveis junto a comunidades, fornecedores, parceiros e todos os seus públicos de contato nos territórios em que atua. Isso implica, também, a gestão de temas que apresentam potencial de conflito e que precisam ser tratados de maneira transparente, contribuindo para a consolidação ou obtenção da chamada Licença para Operar: a legitimação e aceitação da empresa pela sociedade e demais partes interessadas, em especial as comunidades locais.

68,3 mil pessoas mobilizadas em 19 países no Dia de Reflexão

237 ações de saúde com 341,8 mil participações de empregados, terceiros e moradores de comunidades vizinhas às operações

Cases

Sudbury Alerts previne emergências no Canadá.

Atenta à gestão de seus riscos e aos impactos que pode causar nas áreas de entorno a suas operações e nas relações com a comunidade, a Vale financiou e implementou, no início de 2017, no Canadá, um serviço público de notificação em massa para a cidade de Greater Sudbury: o Sudbury Alerts. Esse sistema de alerta é particularmente relevante para as operações nesse local devido à sua escala e, complexidade das operações e proximidade à cidade. A Vale mantém cinco minas operacionais, uma usina, uma fundição, uma refinaria de níquel e uma das maiores instalações de rejeitos do mundo na região.

Como existem riscos inerentes e associados decorrentes de suas operações, a gestão desses riscos tem como metase norteia por uma meta de uma taxa zero de impactos negativos para pessoas e meio ambiente. Após a identificação de Foi identificada a necessidade de aprimorar a comunicação, tanto da mineradora como da prefeitura da cidade, para informar a população sobre emergências. , foi criado Os o Sudbury Alerts, com o foram criados para preencher essa lacuna, fornecendo a capacidade de objetivo de possibilitar o envio de mensagens instantaneamente sobre possíveis situações de emergência, não somente ligadas à Vale, mas a qualquer necessidade de interesse público.

O sistema notifica os residentes sobre potenciais riscos ou situações que podem ser uma ameaça iminente para a segurança, fornecendo instruções sobre como a população deve agir. A cidade, que tem uma população de 150 mil habitantes, cresceu em torno das instalações da Vale em mais de 100 anos de operações.

O Sudbury Alerts foi lançado com capacidade para receber 60.000 inscrições de moradores que desejassem receber notificações automáticas. Uma campanha publicitária abrangente foi realizada para o serviço: "Inscreva-se, receba a notificação e esteja preparado".

Os residentes puderam registrar números de telefone e meios de contato adicionais, como celular, serviço de mensagem de texto, fax ou e-mail. Também é possível especificar locais em que gostariam de receber notificações de emergência localizadas, como em casa, no trabalho, na escola de seus filhos etc. O serviço foi extensivamente comunicado à população por meio de anúncios em jornais locais, rádio, televisão e mídias sociais.

A Vale também organizou um evento aberto durante a Semana de Preparação de Emergência para incentivar os residentes a se inscreverem e para a mostrar como a Vale mitiga responsavelmente os riscos associados às suas operações.

O investimento inicial no sistema foi de 25 mil dólares e, nos próximos cinco anos, serão destinados ao projeto 75 mil dólares por ano. Os benefícios do Sudbury Alerts foram demonstrados com sucesso durante o primeiro uso em novembro de 2017 para uma emergência de vazamento de gás em um shopping local. O prédio foi esvaziado rapidamente e os residentes em toda a cidade foram instruídos a permanecer fora da área afetada.

Cobertura de celulose para minimizar impactos da emissão de partículas

Um dos principais impactos negativos na etapa de pelotização e o posterior armazenamento do minério de ferro nos pátios dos portos da Vale é a dispersão de partículas na atmosfera. Conhecido como pó preto, esse material se desprende das pilhas de minério com o vento e pode atingir o entorno das operações e cidades próximas. Numa busca contínua de reduzir esse impacto, a Vale investe em desenvolver tecnologias eficientes não ofensivas ao meio-ambiente.

De Omã, uma iniciativa tem demonstrado bons resultados, a aplicação de uma solução biodegradável, feita a partir de fibras de celulose, que tem uma característica muito particular: forma uma crosta branca sobre as pilhas de minério, que chegam a ter 19 metros de altura. O material e a tecnologia foram desenvolvidos em parceria com a empresa holandesa DBD.

O país tem clima bastante seco e temperaturas que chegam a 50 graus. Para reduzir a dispersão de poeira no ar, provocadas por fortes rajadas de vento, as pilhas eram molhadas com água de reuso. Além da baixa eficiência, pois com o calor a pilha seca rapidamente, a água poderia provocar escoamento dessas partículas para a rede de efluentes, aumentando risco ambiental.

A Vale investiu 245 mil dólares na construção de uma estação de mistura e distribuição do material – batizado de Dustcruster – que é diluído em água, armazenado em tanques e aplicado de maneira automatizada, sem risco para os operadores. A solução segue por um sistema de tubulações dos tanques até máquinas instaladas no pátio e contam com um dispositivo para disparar a pulverização durante janelas operacionais. O investimento no material à base de celulose foi de 240 mil dólares.

Além de facilitar o cumprimento de obrigações legais relacionadas à taxa de emissões de material particulado no ar e a gestão dos riscos operacionais e ambientais, o uso do Dustcruster, implementado a partir de janeiro de 2017, trouxe os seguintes ganhos

  • Melhora nas taxas de TSP (partículas suspensas totais) devido ao uso do produto. Em novembro de 2017, a taxa de emissão de TSP foi inferior a 5kg/h durante 83% do tempo medido. O dado de referência anterior, de contenção da poeira com água, era manter essa taxa em apenas 67% do tempo.
  • Crosta dura, inquebrável pelo vento de rajada, com alta resistência à água da chuva ou à sprinklers de água.
  • Cor branca, que facilita acompanhar o desempenho na aplicação e na inspeção visual.
  • Durabilidade por mais de um mês após a aplicação.
  • Material amigável ao meio ambiente (celulose natural biodegradável).
  • Replicação em projeto piloto na unidade de Tubarão (ES), no Brasil.

2,1% foi a taxa global de absenteísmo. No Brasil o índice
chegou a 2,6%

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Parceria

Colaboração para a criação de valor compartilhado

A Vale trabalha para gerar prosperidade, respeitando as pessoas e o meio ambiente. Em sua atuação global, busca colaborar com a sociedade e com as comunidades onde suas operações estão presentes, o que se dá, muitas vezes, por meio de parcerias com organizações e instituições internacionais e regionais, governos, universidades, ONGs e outras entidades civis e de atuação setorial. A empresa procura participar de fóruns temáticos, contribuindo ativamente de discussões sobre temas como meio ambiente, mercado, energia, desenvolvimento sustentável e transparência.

Cases

Programa de triagem ocular e cirurgia de catarata em Dompu, Indonésia

A Vale acredita que dar sua contribuição para projetos de geração de trabalho e renda é uma das melhores maneiras de construir esse legado para e com as pessoas e comunidades mais vulneráveis e próximas de suas operações. Criado pela Fundação Vale em 2013 e presente em 20 municípios, o programa Agir é uma tecnologia social focada na incubação e aceleração de negócios sociais – prioritariamente, familiares e coletivos –, oferecendo capacitações, assessoria técnica e gerencial, mentoria, investimento direto e acompanhamento dos empreendimentos para que eles prosperem de forma autônoma e sustentável.

O projeto foi estruturado levando em consideração o diagnóstico feito a partir do programa local de relacionamento com comunidades e desenvolvimento social, que identificou uma grande defasagem na oferta de programas públicos de saúde e a falta de disponibilidade de exames e tratamentos oftalmológicos, causando limitações de vida, trabalho e geração de renda de boa parte da população.

A Fundação John Fawcett, de Bali, foi escolhida como parceira do projeto por possuir uma unidade cirúrgica móvel e uma equipe treinada de oftalmologistas, enfermeiros e especialistas oculares. Era preciso levar o tratamento até as comunidades para ampliar o acesso a esse tipo de serviço. O investimento na iniciativa foi de 80 mil dólares.

Além de beneficiar diretamente diversas pessoas, o programa deu maior visibilidade ao compromisso com o desenvolvimento econômico e comunitário empresa na regência de Dompu, distrito de Hu’u.

Na Indonésia a Vale possui projeto de pesquisa mineral, uma mina de níquel (Sorowako), três hidrelétricas e um porto para escoamento da produção, além de um polo de capacitação profissional que atende a 42 vilarejos impactados pelas operações da mineradora.

Números Globais
Número de exames oculares (adultos): 4.505 pessoas
Número de exames oculares (crianças): 2.815 crianças
Número de óculos distribuídos: 2. 913 óculos
Número de medicamentos e tratamentos administrados: 1.526 pessoas
Número de cirurgias de catarata realizadas: 284 pacientes

Pesca Sustentável na Costa Amazônica

Os habitantes do litoral amazônico exploram diferentes ecossistemas – o mar, os rios e igarapés e os manguezais – dos quais tiram a principal fonte de subsistência e renda. Nesta região, o Fundo Vale mantém uma importante parceria com a Unesco, com foco na articulação para o desenvolvimento e fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis da pesca artesanal.

Iniciado em 2014 e previsto para ser concluído em 2018, o projeto de Pesca Sustentável na Costa Amazônica registrou diversos avanços em 2017. O projeto apoia o desenvolvimento sustentável e fortalecimento das cadeias produtivas do caranguejo-uçá e dos camarões dos tipos regional-da-amazônia, piticaia e branco, nos estados do Amapá, Pará e Maranhão, com o objetivo de proporcionar o acesso dos pescadores artesanais de pequena escala aos recursos marinhos e mercados.

Entre os beneficiados pelo projeto estão: 30 comunidades em 10 municípios da Costa Amazônica, em uma área geográfica em que residem quase 10 mil famílias; comunidades de pescadores e catadores artesanais; jovens em geral; produtores, vendedores, comerciantes, compradores, empresas e entidades envolvidas nas cadeias de valor dos pescados; além de gestores públicos nas três esferas de governo, ONGs, cooperativas, colônias, sindicatos, universidades e institutos de pesquisa.

Entre os principais resultados observados destacam

  • Dois estudos diagnósticos com pesquisas qualitativas e quantitativas para nortear as linhas de ação (Diagnóstico sociocultural, econômico e ambiental e Diagnóstico das cadeias de valor).
  • Encontro com todos os parceiros do projeto.
  • 21 oficinas de protagonismo juvenil, envolvendo cerca de 300 jovens nos 3 três estados.
  • Seis oficinas para capacitação técnica, fortalecimento comunitário e aplicação de tecnologias sociais de baixo custo, beneficiando direta e indiretamente 800 pessoas, entre pescadores, famílias e comunidades.
  • Articulação de parcerias institucionais (44 parceiros incluindo entidades do setor público e iniciativa privada, universidades, instituições de ensino e pesquisa, ONGs e associações comunitárias).

67% das operações têm planos de engajamento com partes interessadas e 74% trabalham com comitês ou grupos de diálogo social com comunidades locais

US$ 14 milhões investidos pela Fundação Vale
em 52 projetos
em 65 municípios

Do total dos
dispêndios sociais em 2017:
US$ 69,3 milhões aplicados em infraestrutura e
US$ 35,6 milhões aplicados em serviços
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Fundação Renova

Diálogo e transparência para reparar impactos

A Vale, juntamente com BHP Billiton e Samarco, é mantenedora da Fundação Renova, criada com o objetivo de gerir e executar programas de reparação e compensação das áreas e comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 5 de novembro de 2015.


Em um ano de atividades, completado em agosto de 2017, a Fundação apresentou resultados tangíveis em relação aos compromissos assumidos no Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado entre a Samarco e seus acionistas (Vale e BHP Billiton Brasil), com a União Federal, os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e outras autoridades governamentais brasileiras.


Entre as realizações do primeiro ano de atividades da Renova, pode-se destacar os cerca de US$ 858 milhões já destinados ao processo de recuperação, US$ 160 milhões pagos em indenizações, 101 afluentes impactados reabilitados, mais de 500 nascentes cercadas, 2,3 mil fragmentos de bens sacros resgatados e conservados, 47 mil hectares em processo de restauração florestal, mais de 23 mil cadastros de pessoas atingidas realizados e cerca de 700 obras de infraestrutura concluídas, entre outros números relevantes.


A atuação da Fundação se dá por meio de programas integralmente financiados pelas suas mantenedoras. A Vale, como mantenedora subsidiária, indica atualmente três membros para o Conselho Curador e seus respectivos suplentes.


As atividades da Fundação Renova obedecem a princípios de transparência e execução responsável e eficaz dos programas, que incluem participação popular e fiscalização constante do Poder público.


Em 2017, a Vale aplicou US$ 199 milhões no financiamento das ações da Fundação Renova.




Para informações detalhadas sobre as ações desenvolvidas até o momento e planejamento futuro, acesse o site da
Fundação Renova:

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Realizações da Fundação Renova em um ano

US$858
milhões
destinados ao processo de recuperação
US$160
milhões
pagos em indenizações
101
afluentes
impactados reabilitados
Mais de
500
nascentes cercadas
47mil
hectares em processo de
restauração florestal
700
obras de
infraestrutura
concluídas
2.3mil
fragmentos sacros
regatados e conservados