Reparação e desenvolvimento

Água

Recuperação ambiental

É dever e prioridade da Vale executar ações voltadas para a recuperação ambiental de toda a área impactada pelo rompimento da Barragem B1, em Brumadinho.

A restauração ambiental está dividida em cinco frentes:

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Preservação da flora e da fauna locais;

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Remoção dos rejeitos em terra e dentro do rio, destinando-os para áreas seguras e controladas;

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Contenção dos rejeitos, impedindo que cheguem ao rio nos períodos chuvosos;

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Monitoramento e recuperação da qualidade da água e do solo;

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Estudos de avaliação de risco à saúde humana e ecológica.

Nesta página, você irá conhecer um pouco melhor sobre a atividade de monitoramento da qualidade da água do Rio Paraopeba.

Para você entender melhor todas as informações dessa página, produzimos um glossário. Clique aqui

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Monitoramento da qualidade da água

Desde janeiro de 2019, a Vale vem realizando os trabalhos de monitoramento da qualidade da água na bacia do rio Paraopeba, seus afluentes, assim como trechos do rio São Francisco, apesar desses últimos não terem sido afetados pelo rompimento da Barragem B1.

Além do acompanhamento mensal realizado pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), a qualidade das águas do rio Paraopeba e de seus afluentes é monitorada pela Vale, respeitando o compromisso assumido junto aos órgãos públicos responsáveis. Todo esse trabalho é acompanhado por uma auditoria técnica e ambiental independente, indicada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Os dados obtidos pelos trabalhos de monitoramento são periodicamente entregues aos órgãos fiscalizadores e ao Ministério Público de Minas Gerais. 

Conheça aqui todos os pontos de monitoramento que existem hoje

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Mas, afinal, como é feito o monitoramento da água?

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O monitoramento convencional é realizado por amostragens de água superficial em diversos trechos do rio Paraopeba e em afluentes principais, em frequências que variam entre semanal e mensal. Também são coletadas amostras de sedimentos depositados no leito dos rios.

As amostras coletadas são encaminhadas aos laboratórios especializados para realização de análises de parâmetros físicos, químicos e biológicos, totalizando mais de 150 variáveis. Seguindo métodos analíticos validados, é possível identificar eventual alteração na qualidade da água, dos sedimentos e dos ecossistemas locais.

Também para obtenção de dados de qualidade da água, é realizado o monitoramento automático. No total, 11 estações telemétricas encontram-se instaladas no rio Paraopeba, que permitem a medição remota de parâmetros físicos e químicos da água, de hora em hora, com transmissão de dados via satélite, aumentando a eficiência das informações.

Os trabalhos realizados são validados e acompanhados por órgãos fiscalizadores e por instituições de ensino nacionais e internacionais: Coppe-UFRJ, UFMG, UFLA, IFTM, UNESP, Universidade de Illinois (EUA) e Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro (Portugal).

Quais os resultados obtidos até hoje?

  • Os rejeitos ficaram retidos na Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, em Pompéu (MG), não atingindo o rio São Francisco;
  • Não houve contaminação nas águas do reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias, conforme demonstrado nos estudos dos órgãos ambientais;
  • Os níveis de metais pesados estão reduzindo progressivamente durante o período seco;
  • Testes estatísticos apontam tendência significativa de melhora da qualidade das águas, no período de estiagem.

Concentração de metais

Desde janeiro de 2019, uma lista completa de metais está sendo analisada em amostras de água e sedimentos do rio Paraopeba, de afluentes principais e também em pontos dos reservatórios das Usinas Hidrelétricas de Retiro Baixo e de Três Marias.

A presença dos metais na água também pode estar associada à dissolução de composto do solo, e os teores desses metais estão diretamente relacionados à composição geológica dos locais de inserção dos corpos hídricos ou lançamento de efluentes industriais e de outras atividades antrópicas.

Como interpretar os mapas

Para verificação da condição de qualidade dos trechos do rio Paraopeba é feita uma comparação do resultado máximo mensal de cada parâmetro com os máximos dos períodos sazonais obtidos antes do rompimento pelo monitoramento do Igam.

O resultado dessa comparação com o período pré-rompimento (chamado de baseline) é graficamente representado por cores, variando do melhor resultado (azul) até o pior (vermelho), da seguinte forma:

condição pré-rompimento

pior condição

Ferro dissolvido

Manganês Total

A bacia do rio Paraopeba atravessa a região conhecida como Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, sendo comuns os registros de concentrações naturalmente elevadas de ferro e manganês nas águas, inclusive superiores aos padrões de qualidade, mesmo na série histórica de dados do Igam antes do rompimento.

No monitoramento realizado pela Vale, foram identificados resultados significativos desses metais em trechos mais impactados pelo aporte de rejeito, com atenuação à medida que nos distanciamos da região de confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba. Os teores de manganês e ferro, na forma total, apresentam elevação na época de chuvas e redução na estiagem, e a condição atual indica que a qualidade da água está em fase de transição, com uma progressiva redução das concentrações.

Alumínio dissolvido

A análise do metal alumínio tem apresentado níveis de concentração significativos, que podem estar associados ao rejeito. Entretanto, especificamente no trecho do rio Paraopeba após o município de Maravilhas, observa-se que fatores geológicos naturais influenciam na elevação da concentração desse elemento.

Metais traço

Outros metais também podem ser encontrados na água em quantidades muito menores e de maneira esporádica, são os chamados “metais traços”. Alguns resultados analíticos apontaram ocorrências isoladas de concentrações pronunciadas para os metais traços.

Entretanto, para esses elementos, que também estão presentes no rejeito, os dados analisados atualmente mostram que os teores no rio Paraopeba são semelhantes ou mesmo inferiores aos registrados nos bancos de dados públicos para a época pré-rompimento.

Turbidez

A turbidez é um parâmetro básico de avaliação da qualidade da água, facilmente influenciado pelas chuvas e que está relacionado à transparência e à quantidade das partículas em suspensão

A presença de materiais sólidos em suspensão como argila, matérias orgânicas e inorgânicas, organismos microscópicos e algas causam a turbidez da água.

As origens desses materiais podem ser diversas:

  • Sedimentos de fundo do rio;
  • Solos das margens e de áreas com supressão de vegetação;
  • Mineração;
  • Retirada de areia ou a exploração de argila;
  • Resíduos indústriais;
  • Esgoto doméstico.

Entenda a diferença de comportamento da água no período chuvoso x estiagem

Os aspectos climáticos apresentam influência relevante na qualidade da água. Em períodos chuvosos, a água tende a ficar mais turva, principalmente em função do carreamento dos materiais das margens e da ressuspensão dos sedimentos do fundo do rio. Já em períodos de seca (estiagem), os rios apresentam vazão reduzida, baixa velocidade de escoamento e menor ressuspensão dos sedimentos, resultando em melhora das medidas de alguns parâmetros.

Sobre o rio Paraopeba, podemos afirmar que, nos períodos de seca, a qualidade da água se aproxima das condições anteriores ao rompimento.

A análise conjunta dos parâmetros alumínio dissolvido, ferro dissolvido e manganês total mostra que há uma progressiva redução da concentração destes parâmetros, indicando a recuperação próxima às condições de um rio classe 2 em períodos de seca.

No período chuvoso a qualidade da água piora, assim como já acontecia no passado. O aumento na concentração de alguns desses parâmetros como alumínio, ferro, manganês e turbidez pode estar relacionado à suspensão do material depositado no fundo do rio e às novas contribuições provocadas por materiais naturais do solo na região, ou por conta de outras atividades historicamente realizadas na região.

A avaliação da qualidade da água do rio Paraopeba e seus tributários segue apresentando resultados que indicam a redução de diversos parâmetros físico-químicos, independentemente da influência de fatores climáticos.

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Monitoramento em números

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Monitoramento do Rio Paraopeba pelo IGAM

A Vale firmou o Termo de Compromisso (TC) com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), que estabelece a transferência de todas as ações de monitoramento de recursos hídricos e sedimentos ao longo da Bacia do Rio Paraopeba e no rio São Francisco para o Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam). Para absorver os dados de monitoramento após o rompimento, a Vale está desenvolvendo junto com o IGAM um software de monitoramento de Águas para todo o Estado de Minas Gerais. A Vale arca com a contratação de auditoria técnica e independente, que é responsável por supervisionar todo o processo de transferência, previsto para durar 33 meses após a assinatura do Acordo Global.

Acesse aqui os boletins do Igam
Qual o papel do Igam na fiscalização do monitoramento e na análise da recuperação do Rio Paraopeba?

O Igam possui papel fundamental como órgão fiscalizador, no âmbito da avaliação dos resultados e estudos relacionados às amostragens realizadas pela Vale, bem como na solicitação de respostas e proposição de alterações na forma como os trabalhos estão sendo realizados.

Liberação do uso da água do rio Paraopeba

O Igam reforça que ainda se mantêm a recomendação de não utilização da água bruta do rio Paraopeba para qualquer fim, como medida preventiva, no trecho que abrange os municípios de Brumadinho até o limite da UHE de Retiro Baixo, em Pompéu (aproximadamente 250 km de distância do rompimento). O uso da água nos trechos que estão antes do município de Brumadinho (antes do trecho afetado pelo rompimento) e depois da UHE de Retiro Baixo, estão liberados para os mais diversos fins e não existe nenhuma restrição pelos órgãos públicos.

O acompanhamento da qualidade das águas é fundamental para dar subsídio ao órgão e, no futuro, permitir a retomada do uso.  Essa é uma decisão que não depende da Vale, e para dar subsídio à avaliação da condição de qualidade das águas, os resultados do monitoramento são enviados periodicamente aos órgãos fiscalizadores do Estado.

Relatório de Fechamento de Ciclo: entenda para que serve e o que é feito com ele

O Relatório de Fechamento de Ciclo contempla a avaliação dos dados de monitoramento no âmbito dos Planos de Monitoramento.

Ele apresenta o comportamento dos resultados de monitoramento de águas superficiais e sedimentos na bacia do rio Paraopeba até o reservatório de Três Marias, nos distintos períodos sazonais.

O documento tem o objetivo de apresentar uma avaliação da condição de qualidade das águas e sedimento, trazendo considerações em relação às variações ocorridas ao longo dos períodos de chuva e de estiagem dos ciclos hidrológicos, ao longo dos anos de monitoramento.

Clique aqui para ver o Relatório completo

Distribuição de água

O fornecimento de água é feito pela Vale para propriedades rurais e residências que dependiam da captação de água do rio Paraopeba ou de lençóis freáticos a menos de 100m da margem do rio. As demandas são atendidas de acordo com a definição da frente de atuação.

Ações corretivas

São consideradas ações corretivas aquelas voltadas para a dessedentação animal, irrigação de produção e consumo humano

Ações preventivas

Para garantir a segurança hídrica nas localidades impactadas pelo rompimento da Barragem B1, a Vale está realizando uma série de obras como aberturas de poços artesianos, instalações de sistema de filtros de alta performance, implantação de estações de captação e de tratamento de água.

Localização

Confira os municípios que estão recebendo a água fornecida pela Vale.

  • Brumadinho
  • São Joaquim de Bicas
  • Mário Campos
  • Betim
  • Esmeraldas
  • Juatuba
  • Florestal
  • Pará de Minas
  • São José da Varginha
  • Pequi
  • Pompéu
  • Curvelo
  • Maravilhas
  • Papagaios
  • Paraopeba
  • Fortuna de Minas

Volume de água distribuída

Até agora a Vale distribuiu, no total

1.224.701.750
Litros

Irrigação
525.201.717 Litros
Consumo animal
436.143.500 Litros

Consumo humano

Uso doméstico
239.485.483 Litros

Água Mineral
16.016.722 Litros

Água potável
537.000 Litros
Dados de 30 de junho de 2021

Obras para abastecimento de água

Assista ao vídeo do sistema de abastecimento de água de Pará de Minas

Sistemas de abastecimento

As obras dos novos sistemas de abastecimento de água para a população de Pará de Minas e da região metropolitana de Belo Horizonte estão em andamento. Os sistemas contemplam a construção de três novas adutoras. Duas para captação de água, sendo uma no Rio Pará, em Pará de Minas, e outra no Rio Paraopeba, em trecho localizado 12 km acima da atual estrutura de captação, em Brumadinho. A outra irá interligar os sistemas de abastecimento hídrico da Bacia do rio Paraopeba ao da Bacia do rio das Velhas, localizada no bairro Novo Glória em Belo Horizonte.

A adutora que irá fazer a interligação entre os sistemas vai garantir a melhoria no atual sistema de distribuição e foi projetada para atender uma vazão de 430 l/s. As demais obras vão garantir a mesma vazão dos sistemas de captação interrompidos e a operação ficará por conta das concessionárias Águas de Pará de Minas (Capam) e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Proteção de Bela Fama

Embora não tenha sido impactado pelo rompimento da B1, o rio das Velhas está recebendo um investimento preventivo. Dentre as iniciativas contempladas no investimento está a instalação de uma barreira de contenção que circunda a captação de Bela Fama, em Nova Lima. Essa barreira tem cerca de 3 metros de altura e 300 metros de extensão e suas obras foram concluídas em dezembro de 2019. Além da barreira, a Vale também está estudando um sistema complementar para a Estação de Tratamento de Bela Fama, com objetivo de reforçar o sistema, aumentando a eficiência dos atuais processos de tratamento e garantindo a potabilidade da água.

Assista ao vídeo abaixo para conhecer melhor as ações desenvolvidas para contribuir com a segurança hídrica das regiões impactadas.


Perfuração e Reativação de poços

Outra medida tomada pela Vale é a perfuração de poços tubulares para suprimento de água em algumas regiões.

Até então, a Vale já perfurou

76 poços em 15 municípios
  • Pará de Minas
  • Paraopeba
  • Caetanópolis
  • Barão de Cocais
  • Brumadinho
  • Betim
  • Esmeraldas
  • Fortuna de Minas
  • Maravilhas
  • Mario Campos
  • Papagaios
  • Pequi
  • Pompéu
  • São Joaquim de Bicas
  • São José da Varginha

Sistemas de tratamento de alta performance

A Vale está disponibilizando equipamentos de filtragem de água a produtores rurais que utilizam poços e cisternas nas proximidades do Córrego Ferro-Carvão e do Rio Paraopeba. Estima-se que até o mês de junho, cerca de 250 sistemas estejam disponibilizados em 20 municípios, de Brumadinho a Três Marias. Os filtros têm como objetivo tornar a água potável, atendendo a portaria de potabilidade. As diferentes tecnologias para tratamento são selecionadas para cada propriedade, conforme o nível de qualidade da água dos poços e/ou cisternas, a fim de garantir a segurança dos usuários.

Estação de Tratamento de Água Fluvial

A Estação de Tratamento de Água Fluvial (ETAF), localizada na região de Alberto Flores, começou a operar em maio de 2019 e tem capacidade para tratar aproximadamente 2 milhões de litros por hora, o equivalente a cerca de 20 piscinas olímpicas por dia. Seu objetivo é a limpeza do ribeirão Ferro-Carvão e a disposição de água tratada no rio Paraopeba.

Cerca de 10 bilhões de litros de água limpa devolvidos para o Paraopeba

Como a ETAF funciona

Foi instalada uma cortina de estacas metálicas para contenção dos rejeitos do rio. A água deste local é captada e bombeada para a ETAF

Na ETAF, ela é separada dos sólidos por meio de um processo de decantação e, em seguida, passa pela filtragem, retornando tratada ao afluente do Paraopeba

Os sólidos decantados na bacia de sedimentação serão direcionados para grandes bolsas denominadas tubos geotêxteis, responsáveis por conter, armazenar e desidratar o rejeito

A água drenada dessas bolsas será conduzida ao sistema de filtragem instalado e depois será redirecionada para o rio.

Os sólidos que ficam retidos nos tubos geotêxteis serão removidos e transportados para uma área previamente definida e autorizada pelos órgãos competentes.

Saiba mais sobre o impacto dos rejeitos no rio Paraopeba

O que é turbidez da água?

É uma propriedade física de líquidos que se traduz na redução da sua transparência devido à presença de materiais em suspensão que interferem na passagem da luz através do fluido. Ela serve como um importante parâmetro das condições adequadas para consumo da água.

O que causa a turbidez?

A turbidez é causada pela presença de materiais sólidos em suspensão como silte, argila, sílica ou coloides, matérias orgânicas e inorgânicas, organismos microscópicos e algas. As origens desses materiais podem ser diversas, como o próprio solo, a mineração, a retirada de areia ou a exploração de argila, indústrias ou o esgoto doméstico. Após chuvas intensas, as águas da superfície também ficam turvas por causa do carreamento dos sedimentos das margens.

Os rejeitos que atingiram o rio Paraopeba são prejudiciais à saúde?

O rejeito de minério de ferro é formado em sua maioria por minerais ferrosos e quartzo, considerado inerte, conforme NBR 10.004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Existe algum estudo sobre a influência das substâncias tóxicas sobre o meio ambiente?

A Vale realizou ensaios de ecotoxidade com bactérias e invertebrados aquáticos (de acordo com normas ABNT) em amostras de água e sedimento coletados ao longo do rio Paraopeba até a foz do rio São Francisco, com a finalidade de entender as consequências do depósito de rejeitos no curso d’água para a biodiversidade.

Até o momento, existem mais de 10 mil análises ecotoxicológicas, incluindo os períodos antes e após a passagem da pluma de rejeito. Além disso, já foram realizadas cerca de 4 milhões de análises físico-químicas de água, solo e sedimentos em mais de 31 mil amostras. Essas análises monitoram diversos parâmetros, como a presença e quantidade de metais, pH e turbidez da água.

Os testes realizados durante o período de estiagem indicaram uma atenuação das concentrações dos elementos analisados, resultando em um número maior de parâmetros enquadrados nos limites permitidos pela legislação. Os estudos continuam sendo realizados durante o período de chuvas.

O trabalho é conduzido por laboratórios especializados independentes e envolve aproximadamente 250 profissionais.

É verdade que metais pesados são naturais da região?

Análises de 1.019 amostras históricas de solo da região realizadas pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e de 124 amostras de sedimentos coletadas pelo Centro de Desenvolvimento Mineral (CDM) da Vale na bacia hidrográfica mostram que as concentrações de arsênio e chumbo na área impactada pelo rejeito estão em linha com outras áreas da região e abaixo dos limites toleráveis, de acordo com o previsto pela resolução Conama 420/2009. Dados geoquímicos históricos têm mostrado que os teores de metais traços contidos nos rejeitos são da mesma magnitude ou inferiores aos dados existentes nos bancos de dados públicos para solo.

Quem é elegível para receber água da Vale?

A população que fazia captação diretamente no Rio Paraopeba, além de usuários de poços artesianos e cisternas a até 100 metros da margem do rio, de Brumadinho a Pompeu. Não há restrição para captação de água subterrânea para quem está a mais de 100m da margem do Rio Paraopeba (conforme Nota de esclarecimento 9 do IGAM).

Qual a garantia da qualidade da água distribuída?

A água distribuída pela Vale é captada em duas estações de tratamento (ETA) da Copasa, localizadas em Juatuba e Curvelo. Na Copasa a água é tratada de acordo com PORTÁRIA Nº 05/2017 DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, a Vale realiza a análise do teor de cloro antes do descarregamento em 100% das entregas. São realizadas também análises de outros parâmetros como cor, turbidez, pH, coliformes totais e E.Coli por amostragem em laboratórios credenciados e independentes. Os caminhões pipa que fazem as entregas são higienizados mensalmente e respeitam todos os padrões de saúde e segurança.

Mas a água é distribuída por caminhões pipa. É feito um trabalho de higienização deles?

Sim, mensalmente são realizadas as higienizações dos caminhões. Todas as higienizações são realizadas por empresas habilitadas e seguem rigorosamente todas as recomendações da legislação vigente. A Vale fiscaliza todas as higienizações dos caminhões para garantir que não tenha nenhum desvio no procedimento de higienização.

Quantos caminhões pipa fazem a distribuição? Qual a quantidade de viagens diárias? Temos em km quanto esses caminhões pipa percorrem diariamente?

Atualmente temos 55 caminhões fazendo a distribuição de água em 16 cidades, entre Brumadinho e Pompéu. O quantitativo de viagens varia conforme rota do dia, pois cada beneficiário recebe água conforme sua necessidade, logo a frequência e volume é diferente para cada um. Em média são rodados 200km/dia por caminhão.

Mas como vocês sabem a quantidade de água para atender cada família?

Foram realizadas visitas técnicas com o objetivo de identificar a periodicidade e o volume de água ideal para cada propriedade. Em caso de dúvidas, a Vale mantém um canal de atendimento para a comunidade pelo telefone: 0800-0310831.

Quantas pessoas estão envolvidas, entre Vale e terceiros, no trabalho de distribuição de água na Calha? Favor citar exemplos de especialidades.

Já chegamos a ter mais de 400 pessoas envolvidas diretamente no processo de distribuição de água na calha, atualmente temos cerca de 250 pessoas. Para entrega de água foi necessário disponibilizar reservatórios e bebedouros, além de realizar instalações hidráulicas nas propriedades. Temos motoristas, analistas de logística, assistentes de planejamento, engenheiros ambientais, de produção e civil, agrônomos, zootecnistas e técnicos agrícolas.

Moradores de algumas localidades sempre denunciam a falta de abastecimento de água, alegando que isso afeta as famílias que vivem da agricultura e da criação de animais. Eles dizem que o abastecimento dos reservatórios tem ocorrido de forma irregular, o que tem causado a morte de animais. A empresa está ciente deste problema? Há alguma previsão de quando a distribuição de água será normalizada?

O abastecimento de água potável para as pessoas elegíveis na região está dentro da normalidade e ocorre todos os dias, de forma regular.