Reparação e desenvolvimento

Biodiversidade

Biodiversidade na bacia do Rio Paraopeba

A recuperação do Rio Paraopeba e de sua biodiversidade é um dos compromissos da Vale no trabalho de reparação. Por isso, desde o rompimento da barragem B1, em Brumadinho, medidas de curto, médio e longo prazos estão sendo realizadas.

Nesta página, você irá conhecer as iniciativas de monitoramento e reparação voltadas para a biodiversidade terrestre e aquática.

Pássaro andorinha-de- coleira em cima de uma superfície rochosa.

Monitoramento

O monitoramento da biodiversidade é realizado de maneira permanente por empresas especializadas na área de meio ambiente, incluindo biólogos, auxiliares de campo e médicos veterinários. Ao todo, são estudados 35 pontos para a biota aquática e 20 áreas para a biota terrestre, que contemplam regiões não afetadas, áreas afetadas em menor intensidade e áreas severamente afetadas pelos rejeitos.

É com base nessas análises constantes que compreendemos os impactos e podemos entender quais as melhores ações a serem tomadas em prol da flora e fauna locais.

Assista ao vídeo abaixo para saber como é feito o monitoramento

Biodiversidade Aquática

Atualmente, a área de estudo das comunidades aquáticas no Rio Paraopeba vai desde a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) de Salto do Paraopeba, em Jeceaba, até depois da represa de Três Marias.

Após estudos de especialistas de instituições governamentais, foram selecionados 35 pontos para o monitoramento aquático, em áreas afetadas e não afetadas. Ao expandir o monitoramento para locais não afetados é possível avaliar as condições ambientais e o real impacto do rompimento sobre a diversidade.

Homem agachado em meio à vegetação do entorno do Rio Paraopeba segura um peixe com as mãos

Explore a área estudada


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Legenda

  • Rio Paraopeba
  • Limites Municipais
  • Pontos de monitoramento
  • Trecho - Local do rompimento

O que é monitorado?

No rio, monitoramos os peixes, insetos aquáticos e organismos microscópicos vegetais e animais, conhecidos como plâncton, utilizando os seguintes métodos:

  • Coleta de sedimento do fundo com equipamentos específicos, como a draga;
  • Coleta manual de pedras e folhas que estão no fundo;
  • Rede de arrasto para coleta de plâncton;
  • Coleta de plantas aquáticas, as chamadas “macrófitas”;
  • Coleta de peixes com redes, tarrafas e outros equipamentos.

A reparação até aqui

No final de dezembro de 2019, a Vale iniciou o Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática, seguindo as diretrizes apresentadas pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF).

A reparação até aqui

Em 2020, foi feita a remoção dos rejeitos na foz do ribeirão Ferro Carvão, desde a Ponte Alberto Flores até a confluência do ribeirão Ferro Carvão com o rio Paraopeba. Também foi feita a estabilização das margens do ribeirão e a reconstituição da sua calha;

A reparação até aqui

Até junho de 2021, já foram reabilitadas e reintroduzidas na natureza 79 aves de diferentes espécies. Dezessete delas foram resgatadas nas áreas atingidas pelo rompimento e mais 62 retiradas de centros de triagem do Ibama para formação de grupos aptos à soltura.

Biodiversidade terrestre

Nas áreas de mata, na bacia do ribeirão Ferro-Carvão e às margens do Rio Paraopeba, as equipes técnicas analisam o ciclo dos nutrientes na natureza, a polinização de plantas, a dispersão de sementes nativas e várias espécies de animais ali presentes. Os principais métodos de estudo utilizados são:

Passe o mouse e conheça os principais métodos de estudo utilizados

Clique e conheça os principais métodos de estudo utilizados

Levantamento e monitoramento de populações de cágado-de-barbicha (Phrynops geoffroanus), capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), e de espécies ameaçadas de extinção: andorinha-de-coleira (Pygochelidon melanoleuca), borboleta ribeirinha (Parides burchellanus), e lontra (Lontra longicaudis)

Amostragem de invertebrados terrestres;

Abertura de trilhas e transectos com instalação de armadilhas de queda, do tipo pitfall, para amostragem da Herpetofauna e Mastofauna;

Instalação de armadilhas de captura viva para amostragem de pequenos mamíferos não-voadores, redes de neblina para a amostragem de morcegos e pontos de amostragem para aves de interior de mata;

Marcação e amostragem de parcelas botânicas para acompanhamento dos parâmetros fitossociológicos (ou seja, o estudo da comunidade de plantas, sua composição florística e estrutura da vegetação);

Coleta de sangue e pelo de animais silvestres para estudos laboratoriais.

A reparação até aqui

Mais de 500 mil metros de cerca foram colocados nas Áreas de Preservação Permanente (APP) da bacia do Rio Paraopeba, medida importante para garantir o crescimento da vegetação presente em espaços próximos a cursos d'água;

A reparação até aqui

Uso de técnicas de bioengenharia para recuperar o solo e controlar a erosão;

A reparação até aqui

Mais de 65 animais silvestres devolvidos à natureza de forma cuidadosa e em conformidade com os procedimentos técnicos e legais adequados;

A reparação até aqui

Mais de 200 profissionais, entre biólogos, veterinários, engenheiros ambientais e auxiliares de campo dedicados ao resgate dos animais, cuidado e preparação para a reintegração à natureza;

A reparação até aqui

Execução do projeto de revegetação no Marco Zero, que plantará 4.000 mudas de espécies nativas da região;

A reparação até aqui

Cerca de 1.400 animais domésticos e silvestres abrigados e cuidados na Fazenda Abrigo de Fauna em Brumadinho

Saiba como funciona a fiscalização

As atividades estão sendo executadas em pleno acordo com a legislação e são acompanhadas por meio de reuniões, visitas de campo e relatórios por diversos órgãos públicos. Nenhuma ação é executada sem a autorização das instituições competentes abaixo.

  • Instituto Estadual de Florestas – IEF
  • Ministério Público de Minas Gerais – MPMG
  • Instituto Mineiro de Gestão de Águas - IGAM
  • Fundação Estadual de Meio Ambiente – FEAM
  • Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SEMAD
  • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA
  • Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio

Conheça os parceiros da Vale

Além do time de especialistas trabalhando em campo, contamos com a orientação e acompanhamento de pesquisadores e professores das seguintes instituições parceiras:

  • Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
  • Universidade Federal de Viçosa – UFV
  • Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP
  • Universidade Estadual de Minas Gerais – UEMG
  • Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF
  • Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM