FAQ - Perguntas frequentes

Reparação e desenvolvimento

FAQ - Perguntas frequentes

Ações de atendimento emergencial às vítimas e familiares

Quais foram as ações já tomadas pela Vale?

Os postos de atendimento da Vale em Brumadinho, criados logo após o rompimento, continuam prestando assistência humanitária aos atingidos. Nesses locais, a análise da situação e das demandas da comunidade é feita e encaminhada a equipes especializadas, responsáveis por assegurar questões como atendimentos médicos e acolhimentos psicossociais, direcionamento para moradias temporárias, distribuição de água e outras.

Como está sendo feito o atendimento às famílias das vítimas?

O atendimento telefônico está sendo feito pela Central de Atendimento 0800 031 0831. Presencialmente, estão em atividade 5 postos de atendimento. Veja aqui os endereços e horários de funcionamento de cada um.

A Vale está oferecendo apoio psicológico às famílias das vítimas?

Sim. Além dos profissionais de saúde que estão no local, a empresa contratou uma equipe de profissionais do hospital Albert Einstein, sediado em São Paulo, que inclui especialistas em trauma, luto e catástrofes.

A Vale oferece transporte para as famílias das vítimas se deslocarem?

Sim. A Vale colocou transporte à disposição dos familiares dos afetados. A empresa transportou famílias indicadas pelas assistentes sociais entre Brumadinho, o IML, hotéis e os locais de velório e enterro. Além disso, a Vale manteve o transporte entre Brumadinho, Córrego do Feijão, Casa Branca e Cantagalo até que as obras de pavimentação estejam concluídas. Todos os esclarecimentos sobre a obra serão realizados em reuniões com as comunidades.

De: Feijão
Para: Brumadinho
De: Brumadinho
Para: Feijão
06h30 09h30
07H30 12h30
08h30 14h30
10h30 16h30
12h30 18h30
14h30
16h30
18h30
De: Casa Branca
Para: Brumadinho
De: Brumadinho
Para: Casa Branca
06h00 06h00
08H00 08h00
10h00 10h00
12h00 12h00
14h0 14h00
16h00 16h00
18h00 18h00
20h00 20h00
De: Cantagalo
Para:Feijão
De: Feijão
Para: Cantagalo
06h00 18h00

Ajuda financeira às famílias das vítimas e aos atingidos da zona de Autossalvamento (ZAS)

Como a Vale está ajudando as famílias dos atingidos financeiramente?

A Vale atuou para dar segurança financeira às famílias impactadas. Doações emergenciais foram feitas às famílias, produtores rurais e comerciantes impactados. Além disso, hoje, mais de 100 mil pessoas já estão recebendo indenizações trabalhistas, individuais e emergenciais.

Como as famílias dos atingidos podem solicitar ajuda financeira?

Atualmente, mais de 100 mil pessoas já estão recebendo indenizações trabalhistas, individuais e emergenciais. Clique aqui para saber os critérios e orientações para solicitar indenizações.

Qual a diferença entre as indenizações?

As pessoas afetadas pelo rompimento da Barragem I da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, podem se cadastrar para receber dois tipos de indenizações: individuais e emergenciais. Clique aqui para saber a diferença entre elas, quem está elegível a cada uma e como realizar o processo de solicitação.

Quem esteve apto a receber as doações?

Representantes legais de empregados Vale, de trabalhadores terceirizados e de pessoas da comunidade falecidas ou desaparecidas, conforme lista oficial validada pela Defesa Civil e disponibilizada no site da Vale. Apenas um representante pôde se registrar para receber a doação, conforme a seguinte ordem de preferência: 1ª – responsável legal por filhos menores; 2ª – cônjuge ou companheiro em regime de união estável; 3ª – descendentes; e 4ª – ascendentes.

Quais os documentos necessários para registro?

Foi necessário apresentar a documentação comprobatória de vínculo familiar segundo o grupo de pertencimento, conforme abaixo, e dados pessoais originais e atualizados (nome completo, RG, CPF, data de nascimento, endereço completo, e-mail, telefone e dados bancários).

1º grupo – documento de guarda ou tutela dos filhos e/ou certidão de nascimento dos filhos;

2º grupo – certidão de casamento ou certidão de união estável;

3º grupo – documento que comprove a filiação (ex. certidão de nascimento, passaporte, RG);

4º grupo – documento que comprove a filiação (ex. certidão de nascimento, passaporte, RG).

Como foi o processo de pagamento?

- Para os representantes que tinham conta bancária:

1) Preenchimento do registro no Posto de Atendimento utilizando a documentação do representante (nome completo, RG, CPF, data de nascimento, endereço completo, e-mail, telefone) e dados bancários (banco, número de conta – com dígitos – e tipo de conta, que pode ser corrente ou poupança).

2) Análise da documentação por parte da Vale no prazo de até 48 horas corridas.

3) A Vale entrará em contato com cada requerente para informar o resultado da análise do pedido.

4) Uma vez apto e com a conta validada, o dinheiro estará disponível na conta informada em até 3 dias úteis.


- Para os representantes que não possuíam conta bancária:

1) Preenchimento do registro na Estação Conhecimento ou no Centro Comunitário Feijão utilizando a documentação do representante (nome completo, RG, CPF, data de nascimento, endereço completo, e-mail, telefone).

2) A Vale apoiou no processo de abertura da conta. Os dados informados no registro foram utilizados para abertura de uma conta poupança no Banco do Brasil, por meio de um processo simplificado.

3) A Vale se comprometeu em entrar em contato com cada requerente para informar o resultado da análise do pedido e solicitar que o representante compareça à agência do Banco do Brasil, em Brumadinho, para cadastramento biométrico, que permite a movimentação financeira.

4) Uma vez apto e com a conta validada junto ao banco, o dinheiro estava disponível em 3 dias úteis.


O que mais a Vale está fazendo pelos familiares? 

A Vale se comprometeu a pagar as despesas com funeral e verbas rescisórias das vítimas fatais, conforme certidão emitida pelo INSS. Também serão mantidos os salários dos que estão desaparecidos. A empresa atuará ainda para que o pagamento do seguro de vida seja realizado da maneira mais célere possível e apresentará à Justiça a relação de nomes e dados de empregados próprios e terceiros, além de documentos relacionados a saúde e segurança dos trabalhadores.

A Vale ajuda os outros atingidos pelo rompimento da Barragem I?

Sim, a Vale ampliou o apoio financeiro humanitário para aqueles que moravam ou tinham suas atividades rurais ou comerciais na zona de Autossalvamento (ZAS) do Plano de ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM).

Como está sendo a ajuda aos atingidos da zona de Autossalvamento (ZAS)?

A Vale criou duas categorias de apoio financeiro: uma para todas as famílias que residiam na ZAS, que recebem a doação no valor de R$ 50 mil; e outra, no valor de R$ 15 mil, para os que não têm residência na região da ZAS, mas desenvolviam atividades rurais ou comerciais cadastradas pela companhia quando da elaboração do PAEBM.

A doação pode ser cumulativa, caso a pessoa se enquadre em mais de uma categoria entre as definidas: residência, atividade produtiva rural ou estabelecimento comercial.

O que é a Zona de Autossalvamento?

Zona de Autossalvamento (ZAS) é a região do vale à jusante da barragem, numa extensão de até 10 km, definida no Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM).

Como estão sendo realizados os pagamentos aos atingidos da zona de Autossalvamento (ZAS)?

O processo de doação está encerrado. Desde o dia 20 de março, os pedidos de registro para o recebimento das doações de R$ 15 mil, R$ 50 mil e R$ 100 mil foram agendados previamente pelo 0800 31 0831.

Após o agendamento, o atendimento foi realizado na data e hora marcadas, no Posto de Atendimento Clube Aurora.

Veja aqui os locais de atendimento.

Quem esteve apto a receber?

A Vale considerou a categoria abaixo para o registro da doação:

- Morador: recebeu uma única doação no valor de R$ 50 mil, por imóvel, mesmo que haja mais de um núcleo familiar residindo no mesmo local. A doação é destinada exclusivamente a quem residia no imóvel na data do rompimento da barragem, independente da relação com a propriedade. Os imóveis considerados são aqueles existentes na ZAS.

- Produtor Rural: recebeu R$15 mil por núcleo familiar de produtos rural que mantinha atividade produtiva na ZAS, independentemente da relação de propriedade, do número de áreas de produção e do tamanho da área. Meeiros, arrendatários e posseiros podem receber a doação.
- Comerciante: aqueles que mantinham estabelecimento comercial ou desenvolviam pequenas atividades industriais na ZAS receberam R$15 mil.

A doação pôde ser cumulativa, caso a pessoa se enquadre em mais de uma das categorias listadas acima.

Quais são os documentos necessários?

Os requisitantes do benefício tiveram que apresentar a documentação comprobatória de vínculo do requerente que comprovem a moradia na ZAS, conforme abaixo, e dados pessoais originais e atualizados (nome completo, RG, CPF, data de nascimento, endereço completo, e-mail, telefone e dados bancários).

- Morador: documentos originais que comprovem a relação do requerente com a moradia na ZAS, tais como: escritura de compra e venda, carnê de IPTU, contrato de locação, contas de água ou de luz, todas com o endereço do imóvel em nome do requerente.
- Produtor Rural: documentos originais que comprovem a relação do requerente com a atividade produtiva desenvolvida na ZAS, tais como: contratos de arrendamento ou meação, escritura de posse, Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), contas de luz com o endereço do imóvel em nome do requerente.
- Comerciante: documentos originais que comprovem a relação do requerente com a atividade ou imóvel, tais como: o registro da atividade na Junta Comercial, alvará municipal.

A Vale disponibilizou o suporte necessário para a abertura de conta bancária no Banco do Brasil, caso haja necessidade.

O que é o Termo de Acordo Preliminar (TAP) que a Vale ratificou?

Visando soluções céleres para as questões emergenciais decorrentes do rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a Vale assinou no dia 20/02 um Termo de Acordo Preliminar (TAP) que permitiu antecipar os pagamentos de indenizações emergenciais para todas as pessoas com registro na cidade de Brumadinho até a data do rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão. Também foram beneficiadas as comunidades que vivem até 1km do leito do Rio Paraopeba, desde Brumadinho até a cidade de Pompéu, na represa de Retiro Baixo.

O acordo estabelece, entre outras, as seguintes medidas:

- Adiantamento da indenização por meio de pagamentos mensais equivalentes a um salário mínimo por adulto, 1/2 salário mínimo por adolescente e 1/4 para crianças, a partir de 25 de janeiro, pelo prazo de um ano;

- Assessoria técnica independente para que os atingidos possam negociar suas indenizações individuais;

- Reembolso ou custeio direto das despesas extraordinárias do Estado de Minas Gerais, seus órgãos de atuação direta e sua administração indireta, inclusive mediante o custeio das despesas de transporte, alojamento e alimentação dos servidores envolvidos nos trabalhos de resgate e demais ações emergenciais.

Saiba mais sobre as indenizações emergenciais.

Resgate e assistência a animais

Como foi feito resgate dos animais nos locais atingidos?

A Vale montou uma força-tarefa formada por veterinários, biólogos e auxiliares, contando com voluntários mobilizados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, consultorias e empregados Vale. A empresa ainda disponibilizou um helicóptero especializado no resgate emergencial de animais.

Para onde os animais estão sendo levados?

Os animais estão sendo cuidados na Fazenda Abrigo de Fauna e no Hospital Veterinário montados pela Vale. O trabalho está sendo realizado por veterinários, pessoal de apoio e voluntários. A empresa montou uma central de alimentação e medicação, que estará disponível enquanto os animais estiveram abrigados.

O que mais a Vale está fazendo pelos animais?

A Vale disponibilizou a lista dos animais que estão na Fazenda Abrigo de Fauna e no Hospital Veterinário. Acesse aqui para ver a lista

A empresa reforça que continua cuidando dos animais atingidos pelo rompimento da barragem de Brumadinho.

É possível visitar a Fazenda Abrigo de Fauna?

Sim. As visitas acontecem aos sábados. Os interessados devem entrar em contato com a Central de Atendimento 0800 031 0831 para agendar.

Porque a Vale está realizando Feiras de Adoção de Cães e Gatos?

A Vale está realizando feiras de adoção de cães e gatos com o objetivo de promover uma adoção responsável e dar um novo lar para os animais que hoje estão abrigados na Fazenda. Além disso, a feira é uma oportunidade de promover o reencontro com os antigos donos que porventura perderam os seus animais. A realização das feiras faz parte de um acordo firmado com o Ministério Público de Minas Gerais no Termo de Compromisso Preliminar (TCP). Para realizar a adoção será necessário apresentar cópia de documento com foto e comprovante de residência. Cada tutor receberá uma cartilha com orientações de cuidado.

Medidas de contenção do rejeito

O que está sendo feito para conter o deslocamento do rejeito?

A Vale está construindo estruturas de contenção que, juntas, irão cessar o carreamento de sedimentos para o rio Paraopeba, além de cumprirem papel integrado para os trabalhos de limpeza do rio e do ribeirão Ferro-Carvão.

Entre a B1 e a confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba, são três grandes estruturas de contenção (duas barreiras hidráulicas filtrantes e um dique), além de 24 pequenas barreiras estabilizantes. A finalidade desse conjunto de intervenções é reter o carreamento de sedimentos para o curso do rio Paraopeba. As obras estão em andamento e devem ser concluídas até o final deste ano.

Além dessas estruturas, também foi instalada uma cortina de estacas metálicas próximo à confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba. Essa medida viabilizou a limpeza do trecho do rio onde está a maior concentração de sedimentos e, desde 27 de maio, cessou o carreamento de sólidos no curso do Paraopeba.

Para complementar as ações de recuperação do rio Paraopeba, foi implantada uma Estação de Tratamento de Água Fluvial (ETAF), também localizada próximo à confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba. Desde o dia 9 de maio, quando começou a operar, até o começo de setembro, a ETAF devolveu para o rio Paraopeba mais de 1,5 bilhão de litros de água limpa, dentro dos padrões de legais determinados pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Essas estruturas são definitivas?

Todas as estruturas são descomissionáveis, ou seja, podem ser desmontadas a partir do momento em que não serão mais necessárias para a estabilização das áreas afetadas.

Os rejeitos serão removidos do trecho impactado do rio Paraopeba?

Em meados de maio, a Vale iniciou a dragagem dos rejeitos de trecho impactado do rio Paraopeba. Esse processo é fundamental para a recuperação do rio. Por meio da dragagem é realizada a remoção do rejeito acumulado na região assoreada do rio. O material removido é armazenado e desidratado em grandes bolsas (bolsas geotêxteis). A água drenada dessas bolsas é bombeada para uma estação de tratamento e retorna limpa ao rio Paraopeba. O planejado é que a dragagem siga até 2020, começando na confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba e seguindo por cerca de 2 km a jusante deste ponto. Nesse trecho, estima-se que estejam depositados entre 300mil m3 e 350 mil m3 do material que vazou da barragem B1.

A dragagem não é a única ação de remoção dos rejeitos de áreas impactadas. Desde o rompimento da B1, o planejamento e a execução do trabalho de remoção são desenvolvidos em conjunto com o Corpo de Bombeiros.

Como o rejeito é transportado e onde ele é depositado?

Foi implantado um acesso rodoviário de 3,6 quilômetros de extensão onde funcionava o antigo ramal ferroviário da Mina Córrego do Feijão. O acesso já está em uso e é exclusivo para os veículos usados nas obras, especialmente para o manejo de rejeitos. A via começa próximo à ponte da Avenida Alberto Flores e vai até a área da mina. Com essa ação, o resultado foi a redução significativa do trânsito de veículos pesados nas vias locais, melhorando o trânsito, a segurança e o conforto das comunidades.

Importante destacar que os rejeitos removidos são vistoriados pelo Corpo de Bombeiros e, após liberados, são depositados em uma área dentro da mina Córrego do Feijão, previamente autorizada pelos órgãos competentes. 

Como funciona a barreira?

A membrana de contenção instalada tem 30 metros de comprimento e profundidade de dois a três metros. A estrutura funciona como um tecido filtrante, evitando a dispersão das partículas sólidas (argila, silte, matéria orgânica etc), que provocam a turbidez da água e alteram sua transparência.

A fim de manter a verticalidade das cortinas anti-turbidez, há correntes metálicas na borda inferior (na parte imersa), não permitindo que o fluxo do rio faça a cortina subir até a superfície da água. Já o elemento flutuante utilizado é uma boia cilíndrica, que pode ser utilizada para conter o avanço de elementos suspensos na água.

Como funciona essa Estação de Tratamento de Água?

A Estação de Tratamento de Água Fluvial (ETAF) tem capacidade para tratar aproximadamente 2 milhões de litros por hora, o equivalente a cerca de 20 piscinas olímpicas por dia. A implantação da estrutura integra o Plano de Contenção de Rejeitos apresentado pela empresa aos órgãos públicos. Próximo à nova ponte da Avenida Alberto Flores foi instalada uma cortina de estacas metálicas para contenção dos rejeitos. Neste ponto, a água do ribeirão Ferro-Carvão, afluente do rio Paraopeba, está sendo captada e bombeada para a ETAF, onde passa por processos de filtragem e remoção de sedimentos.

Na ETAF, a água é separada dos sólidos por meio de um processo de decantação e, em seguida, passa pela filtragem, retornando tratada ao córrego Casa Branca, outro afluente do Paraopeba. Os sólidos decantados na bacia de sedimentação são direcionados para grandes bolsas denominadas tubos geotêxteis, responsáveis por conter, armazenar e desidratar o rejeito. A água drenada dessas bolsas é conduzida ao sistema de filtragem instalado. Os sólidos nos tubos geotêxteis serão removidos e transportados para uma área previamente definida e autorizada pelos órgãos competentes. Todo esse processo de tratamento de água é fundamental para reduzir significativamente a movimentação de sedimentos no curso do rio Paraopeba. Com a instalação desse sistema, a Vale reafirma seu compromisso de mitigar os impactos causados ao meio ambiente e às comunidades em decorrência do rompimento da barragem 1.

O Rio Paraopeba está sendo monitorado?

Desde janeiro, a Vale implantou uma série de ações para monitorar a qualidade da água do rio Paraopeba. Atualmente, são 67 pontos de monitoramento cobrindo uma área de mais de 2,6 mil km de extensão do rio. Já foram realizadas cerca de 3 milhões de análises de água, solo e sedimentos, considerando 393 parâmetros. Além da análise da água superficial, também foram coletadas amostras em profundidade de dois metros. Os resultados são comparáveis às águas superficiais, estando dentro da normalidade. Esse trabalho é conduzido por quatro laboratórios especializados independentes e envolve aproximadamente 250 profissionais.

Desde o fim de março, o Igam não detecta níveis de mercúrio e chumbo acima dos limites legais. A presença desses metais pesados foi o que levou a autarquia estadual a proibir a captação direta da água do rio. A proibição ainda se mantém como medida preventiva.

Sobre o rompimento

A Vale já tem alguma informação sobre as causas do rompimento?

Os esforços da empresa estão concentrados, neste momento, no atendimento dos atingidos e na reparação e no desenvolvimento dos municípios atingidos direta e indiretamente. A Vale reforça seu apoio à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros, que estão no local em busca dos desaparecidos. Além disso, a Vale segue investigando as causas do rompimento, mas ainda não tem uma conclusão sobre as causas.

A Vale é a maior interessada na apuração dos fatos e tem cooperado plenamente com as autoridades. Documentos e informações solicitados pela Justiça e demais órgãos têm sido apresentados pela empresa e por seus empregados de modo inconteste, em colaboração às investigações.

Foram criados Comitês Independentes de Assessoramento Extraordinário (“CIAE”) para acompanhar as providências destinadas à assistência às vítimas e à recuperação da área atingida, apurar as causas e reforçar as condições de segurança das barragens.

A Vale sabia do risco de rompimento da barragem?

A barragem I possuía todas as declarações de estabilidade aplicáveis e passou por auditoria externa e independente em setembro de 2018.

A barragem I estava em operação?

A barragem I estava em processo de descomissionamento. Ela estava inativa há cerca de três anos. Consequentemente, ela sequer estava recebendo rejeitos de mineração. É uma barragem construída em 1976 pela Ferteco, empresa que foi adquirida pela Vale em 2001.

O rompimento atingiu outras barragens?

As estruturas de pequeno porte IV e IV-A, da Mina de Córrego de Feijão, foram atingidas pelo rejeito que vazou da Barragem I. A Barragem VI passou por inspeção logo após o rompimento da Barragem I. Ela está sendo monitorada constantemente por dois radares, sendo um deles a cada 3 minutos com acompanhamento em tempo real.

A Vale está fazendo alguma ação para reforçar a segurança da Barragem VI?

Sim. A Vale está realizando o rebaixamento do nível da água da Barragem VI, por meio de sistema de bombeamento, mantendo a estrutura no nível de segurança recomendado. Além disso, está sendo realizada a recuperação do sistema de drenagem superficial e foi executado canal de alívio do dreno de fundo da barragem.

Sobre as barragens

O que são barragens?

Barragens são estruturas projetadas por engenheiros, utilizadas como reservatório para contenção e acumulação de substâncias líquidas ou de mistura de líquidos e sólidos provenientes do processo de beneficiamento de minérios.

Quantas barragens a Vale possui?

A Vale tem um total de 133 barragens de minério de ferro no país, sendo 105, ou 80% delas, localizas em Minas Gerais. Além disso, tem 21 barragens de minério de ferro no Pará e 7 no Mato Grosso do Sul.

O que é descomissionamento?

Descomissionamento é o processo de encerramento definitivo do uso de uma barragem, ou seja, a estrutura não possui mais características de barragem e é totalmente reincorporada ao relevo e ao meio ambiente.

Para mais informações, acesse a nossa página sobre barragens aqui.

Sobre os Comitês Independentes de Assessoramento Extraordinário

Em 27 de janeiro de 2019, o Conselho de Administração da Vale criou dois Comitês Independentes de Assessoramento Extraordinário. O primeiro, foi dedicado ao acompanhamento das providências destinadas à assistência às vítimas e à recuperação da área atingida pelo rompimento da barragem, de modo a assegurar que serão empregados todos os recursos necessários, o CIAEAR, e o segundo foi dedicado à apuração das causas e responsabilidades pelo rompimento da barragem, CIAEA.

Em 15 de fevereiro, a empresa anunciou a formação de um terceiro comitê, que será dedicado a assessorar o Conselho em questões relacionadas ao diagnóstico das condições de segurança, gestão e mitigação dos riscos relacionados às barragens de rejeitos de minério da Vale, bem como recomendar medidas a serem tomadas para reforçar as condições de segurança das mesmas, o CIAESB.

No mesmo dia 15, o Conselho optou por reavaliar a composição dos comitês, para manter todos com o mesmo padrão – compostos exclusivamente por membros externos, independentes, de reputação ilibada e com experiência nos temas de que se ocuparão. Essa decisão também permitirá que os conselheiros, antes indicados aos dois primeiros comitês, dediquem-se integralmente aos assuntos do Conselho de Administração.

Abaixo a lista dos três Comitês:

Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Apoio e Reparação ("CIAEAR")

Leonardo Pereira (membro externo independente - coordenador do comitê) - Foi presidente da CVM de 2012 a 2017. É Conselheiro independente do Oversight Advisory Committee da Organização Mundial da Saúde. Engenheiro e economista. Mestre em Administração pela Warwick University; pós-graduação pela AOTs, Japão. Visiting Fellow na Harvard Law School em negociação e governança corporativa. Experiência Global de mais de 25 anos no mercado de capitais.

Ana Cristina Barros (membro externo independente) - 30 anos na defesa do meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Serviu como Secretária Nacional de Biodiversidade e Florestas no Ministério do Meio Ambiente. Realizações: concepção e promoção do Cadastro Ambiental Rural, o apoio a criação de Unidades de Conservação e políticas nacionais para gestão das terras indígenas, negociações com o Fundo Global de Meio Ambiente e representação do Brasil na avaliação de sua Política de Biodiversidade realizada pela OCDE.

Márcio Gagliato (membro externo independente) - Mestre em Psicologia Social (PUC) e Doutor pela Faculdade de Saúde Pública (USP). Consultor técnico para agências das Nações Unidas e organismos Não-Governamentais Internacionais, mais de 12 anos de experiência em respostas humanitárias, incluindo ações na Líbia, Irã, Síria, Gaza, Sudão do Sul, Somália, Zimbabwe, entre outros. Premiado com fellowship Programme em Direitos Humanos pela Universidade de Columbia (NY). Especialista em emergências pela Organização Pan-Americana da Saúde e participa do "Grupo de Referência do Comitê Permanente Interagências em Saúde Mental e Apoio Psicossocial em emergências humanitárias".

Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Apuração ("CIAEA")

MDra. Ellen Gracie (membro externo independente - coordenadora do comitê) - Ex-Ministra do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, Presidente do Comitê especial de investigação da Petrobras, Presidente do Comitê especial de investigação da Eletrobras.

Jose Francisco Compagno (membro externo independente) - Sócio Líder da Área Forense da EY entre 2002 e 2018 e Sócio Líder - Transaction Support de 2001 a 2005. Sócio de Auditoria da Arthur Andersen de 1998 a 2001. Diretor de Auditoria da Coopers & Lybrand Auditores Independentes, de 1987 a 1998. Graduado em Ciências Contábeis pela FMU - SP. Membro do Comitê Executivo da EY, de 2016 a 2017.

Manuel de Almeida Martins (membro externo independente) - Engenheiro Civil, formado pela Escola de Engenharia da UFRJ em 1971, com especialização em engenharia geotécnica e engenharia de barragens. Desempenhou atividades por trinta anos em estudos, detalhamento de projetos, acompanhamento de construção, fiscalização, controle de qualidade, monitoramento e avaliações de segurança de barragens e obras de terra/rocha e fundações, em grandes empresas brasileiras, como engenheiro geotécnico e gerente de departamento especializado em geotecnia. Nos últimos vinte anos tem atuado como Consultor Independente em engenharia geotécnica para projetos e obras de infraestrutura e, principalmente, barragens.

Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Segurança de Barragens (CIAESB)

Flávio Miguez de Mello (membro externo independente – coordenador do comitê) - Engenheiro civil com especialização em hidráulica (1967) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Ciência em Geologia (1975) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Miguez é referência em engenharia de barragens. Fez cursos e treinamentos nos EUA, Canadá e Portugal, foi ou é professor em cursos em diversas universidades desde 1968, publicou mais de cem trabalhos técnicos no Brasil e no exterior e dirigiu empresas de consultoria e instituições técnicas no Brasil e no exterior, entre as quais a Comissão Internacional de Grandes Barragens, o Comitê Brasileiro de Barragens, a Academia Nacional de Engenharia, a Escola de Engenharia da UFRJ, e recebeu vários prêmios acadêmicos e profissionais. Atuou em diversos projetos de barragens no Brasil e no exterior.

Willy Lacerda (membro externo independente) - Possui graduação em Engenharia Civil pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil (1958), mestrado em Geotechnical Engineering - University of California - Berkeley (1969) e doutorado em Geotechnical Engineering - University of California - Berkeley (1976). Participou da fundação do Instituto de Geotécnica da cidade do Rio de Janeiro, em 1966. Como Professor da COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre 1967 e 2007 orientou mais de 50 dissertações de Mestrado e 18 de Doutorado. Tem mais de 150 artigos publicados em revistas indexadas e Anais de Congressos. Atualmente é professor colaborador da COPPE - Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Estabilidade de Taludes, atuando principalmente nos seguintes temas: aterros sobre argila mole, barragens de terra, escorregamentos de terra, estabilidade de taludes, solos colapsiveis, mecânica dos solos e solos tropicais. Foi Presidente (1996-2000) da ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica), atualmente é Sócio Emérito e membro permanente do conselho diretor. Foi Presidente do JTC1- Joint Technical Committee on Landslides and Engineered Slopes, das 3 sociedades Internacionais: ISSMGE, ISRM, IAEG no período 2006-2010; atualmente é um dos "core members". Recebeu o título de "Professor Emérito" da UFRJ, em outubro de 2010. Eleito para a ANE - Academia Nacional de Engenharia, em 2012. Título de “Professor Eminente” concedido pela Escola Politécnica da UFRJ em 2015. É coordenador do INCT "Instituto Geotécnico de Reabilitação de Encostas e Planícies - REAGEO" desde 2008.

Alberto Fabrini (membro externo independente) - Possui mais de 30 anos de experiência em gestão de complexas unidades de negócio nos ramos industrial e de mineração. Foi Presidente do Conselho da ABAL (Associação Brasileira de Alumínio) e membro de conselho do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração). Durante 9 anos, Alberto ocupou diversas posições de Diretoria Executiva de operações de alumina, alumínio primário e bauxita, na Norsk Hydro. No qual, assumiu entre 2013 à 2016, a Vice Presidência Global. Anteriormente, trabalhou por 22 anos na Alcoa. Empresa que chegou a ocupar entre 2005 a 2007, a posição de Managing Director, da unidade da Jamaica, assim como, a cadeira de Diretor de Refinaria, da Alumar e Diretor Industrial, em Poços de Caldas. O executivo possui graduação em Engenharia Mecânica (1980), pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com cursos de especialização de gerenciamento ambiental na York University Canada e curso de gerenciamento global na Thunderbird School of Global Management (Canadá e Estados Unidos).

Pedro Repetto (membro externo independente) – Engenheiro civil-geotécnico licenciado com mais de 50 anos de experiência em mais de 500 projetos em 28 países, incluindo o Brasil. Antes de se tornar consultor independente em 2008, foi diretor e vice-presidente da URS Corporation, em Denver, empresa na qual havia atuado como gerente de linha de negócios de mineração, gerente de escritório e gerente da divisão de engenharia, do grupo civil/geotécnico e do grupo de mineração. Suas áreas de especialização na indústria de mineração incluem instalações de armazenamento de rejeitos, instalações de lixiviação em pilhas, depósitos de estéril, estabilidade de taludes e fundações para estruturas de mineração. Participou do projeto e avaliação de dezenas de instalações de rejeitos, incluindo todos os tipos de tecnologias de deposição de rejeitos, incluindo deposição convencional, rejeitos espessados de alta densidade e empilhamento a seco (dry stacking, rejeitos filtrados). Foi o Professor Principal de Engenharia Geotécnica na Universidade Católica do Peru por mais de 20 anos. Serviu como especialista do Instituto Federal de Geociências e Recursos Naturais da Alemanha para a organização e ensino de cursos de educação continuada sobre resíduos de mineração, incluindo rejeitos. Também serviu como um investigador principal ou um dos principais investigadores para três projetos de pesquisa de engenharia de terremotos patrocinados pela National Science Foundation.


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