Reparação e desenvolvimento

Plano de Reparação e Compensação para as famílias da ZAS

Plano de Reparação e Compensação para as famílias da ZAS


Reconhecemos os impactos causados às famílias da Zona de Autossalvamento (ZAS) da barragem Sul Superior em função da evacuação e, desde então, estamos empenhados em reparar e compensar os danos.

Buscamos responder às demandas das comunidades de Vila do Gongo, Socorro, Piteiras e Tabuleiro. E, cientes de que os moradores têm papel fundamental na concepção do Plano de Reparação e Compensação da ZAS, avançamos, juntos, com a missão de melhorar a qualidade de vida, de modo a recompor, dentro do possível, as condições anteriores.

Zona de Autossalvamento (ZAS)

Chamamos de Zona de Autossalvamento, ou ZAS, a região localizada abaixo da estrutura de uma barragem, a uma distância de 10 km ou com um tempo de chegada do rejeito, em caso extremo de rompimento, de 30 minutos. Por sua proximidade, ela é considerada uma prioridade em situações de risco ou de emergência. Pela legislação brasileira, há obrigatoriedade de evacuação das áreas mais próximas à barragem, caso ela seja considerada de nível 3 de emergência. Como medida preventiva, no entanto, a Vale indica que a ação aconteça no nível 2.

A Reparação até aqui

Arraste para o lado

Entrega de um Espaço de Convivência reformado

Registro digital e documental de bens edificados da região

Parceria com instituições locais para a realização de atividades sociais

Apoio à Festa de Nossa Senhora Mãe Augusta do Socorro

Aluguel de residências para 156 famílias da ZAS

Atendimentos médicos e acolhimentos psicossociais realizados

Resgate de 1.792 animais

Doação de ração

Fornecimento de vacinas e medicamentos para os animais

Conheça nossas ações



Assistência integral

Atualmente, 156 famílias da Zona de Autossalvamento (ZAS) residem em casas alugadas pela Vale em um processo que teve participação ativa de todas as pessoas envolvidas. Mantemos atendimento médico e acolhimento psicossocial a todos os moradores, por meio de equipes especializadas.

As famílias evacuadas receberam, até dezembro de 2020, um auxílio emergencial mensal de 1 salário-mínimo por adulto, ½ para adolescente e ¼ para crianças.

Para aquelas que não haviam recebido a primeira parcela acordada nas negociações individuais, no início de 2021, também foi concedido um valor para composição da renda, conforme acordado entre a Vale, a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG), o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Prefeitura de Barão de Cocais.

A Vale entende que a indenização individual é uma etapa importante para que os moradores retomem suas rotinas e planejem o futuro, por isso segue comprometida em indenizar todas as pessoas de forma abrangente, justa e rápida.

Cuidado com os animais

Os animais das comunidades que foram evacuadas também estão recebendo todos os cuidados necessários. Atualmente, eles estão em estruturas alugadas pela empresa, além de hotéis, pet shops e clínicas veterinárias, nos quais recebem todos os cuidados de nossa equipe especializada e visitas regulares de seus tutores.

Rio de cor escura e árvores margeiam espaços de terra demarcados e construções da fazenda que abriga alguns dos animais resgatados.

Fortalecimento de vínculos sociais

Para fortalecer os vínculos sociais e contribuir com o bem-estar dos moradores das comunidades de Socorro, Piteira, Tabuleiro e Vila do Gongo, formalizamos, em dezembro de 2020, a entrega do Espaço de Convivência reformado. O imóvel foi equipado para receber os moradores em suas tradicionais rotinas de encontros, celebrações e outras conexões sociais, obedecendo às recomendações para evitar a proliferação da Covid-19.

A gestão é de responsabilidade conjunta da subcomissão do Espaço de Convivência e da Associação de Desenvolvimento Comunitário de Socorro, que também estarão à frente dos agendamentos para a utilização do local.

Espaço de Convivência, reformado pela Vale, com as portas e janelas abertas.

Atividades sociais

Acolhendo as sugestões das comunidades de Socorro, Piteira, Tabuleiro e Vila do Gongo, promovemos, junto à Casa do Artesão, ao Projeto Sementes e à ONG Juventude Viração, uma série de cursos e oficinas para os moradores locais.

Foram mais de 357 capacitações entre dezembro de 2020 e junho de 2021. Jovens, adultos e idosos puderam aprender canto coral, violão, teclado, teatro, dança contemporânea e zumba, além de participarem de oficinas de reforço escolar e de artesanato.

Um homem sentado em uma cadeira usa máscara e toca violão enquanto olha para duas mulheres, que estão sentadas na frente dele também tocando seus violões.

Proteção ao patrimônio

Após o acionamento do nível máximo de emergência da barragem Sul Superior, foi necessário desenvolver ações de proteção do patrimônio cultural existente na ZAS e na ZSS. Entre elas, o registro digital e documental de bens edificados em Barão de Cocais, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo e o resgate e o tratamento das peças sacras da Igreja de Nossa Senhora Mãe Augusta do Socorro, que contou também com a documentação de sua história.

Festa de Nossa Senhora Mãe Augusta do Socorro

A Festa de Nossa Senhora Mãe Augusta do Socorro é realizada há 300 anos em Socorro e considerada como Patrimônio Cultural Imaterial.

Sabendo sobre a importância desse evento para a comunidade, acionamos uma empresa especializada para elaborar o Relatório de Registro da festividade, preservando, assim, sua memória.

A partir desse relatório técnico, construído com a participação de membros das comunidades e de técnicos da Secretaria de Cultura e Patrimônio de Barão de Cocais, foi elaborada uma cartilha que traz um pouco da história e da cultura do vilarejo de Socorro, lugar onde nasceu a cidade de Barão de Cocais.

Baixe a cartilha “Festa de Nossa Senhora de Mãe Augusta do Socorro – Histórias de um Lugar e de um Festejo Cheio de Tradição”


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