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Descaracterização de Barragens

Descaracterização de Barragens

Descaracterização de Barragens

A Vale tem direcionado todos os esforços para aprimorar seus procedimentos de segurança e renovar seu pacto com a sociedade. As obras de descaracterização de barragens a montante são parte desse compromisso. Nesta página, você encontra o compilado de ações e iniciativas direcionadas para descaracterização, obras de contenção e reforço de barragens. Essas obras são essenciais para fortalecer a gestão das nossas operações.

Segundo a Agência Nacional de Mineração, a barragem descaracterizada é uma estrutura que não recebe, de forma permanente, aporte de rejeitos e/ou sedimentos provenientes de suas atividades e que deixa de possuir ou de exercer a função de barragem.

A adoção desta prática pode parecer simples, mas não é. Imagine que cada barragem possui uma identidade própria, como uma “impressão digital”

Antes de qualquer iniciativa no processo de descaracterização, é necessário desenvolver um estudo minucioso e aprofundado para entender as condições e especificidades que a barragem possui naquele local e, a partir daí, traçar qual será a melhor alternativa para a aplicação da prática.

Para respeitar essas particularidades, a Vale está adotando diversos modelos para as suas descaracterizações.

Clique nos boxes para conhecer melhor dois desses processos:

Modelo 1

No infográfico abaixo, é possível visualizar o processo escolhido para a descaracterização da barragem do Modelo 1

Passe o mouse pelas ilustrações para entender melhor as etapasClique nas ilustrações para entender melhor as etapas

Etapa 1

Aumento do Fator Segurança

Isso é feito por meio do bombeamento de águas superficiais e da construção de canais periféricos. Além disso, em algumas barragens, que utilizam esse mesmo processo, pode ser realizada a perfuração e operação de poços profundos para bombeamento da água.

Reforço

Em alguns casos, será avaliada a construção de um reforço no maciço da barragem para melhorar a estabilidade e permitir que as intervenções seguintes ocorram com segurança.

Etapa 2

Descaracterização

Após a estabilização da estrutura, é feita a descaracterização com a reconformação do terreno, remoção parcial ou total do reservatório. A depender da estrutura é feita a revegetação para reintegração ao ambiente local.

Etapa 3

Monitoramento e controle

A última parte do processo é o monitoramento e controle da recuperação ambiental da área após a descaracterização. Também nesse momento, é feito o acompanhamento da estabilidade biológica da região, ou seja: verificamos como essas alterações estão impactando o meio ambiente.

Modelo 2

Para a barragem do Modelo 2, a Vale optou que o processo se iniciasse pela remoção dos rejeitos secos - sem presença de água - da estrutura. O processo será da seguinte forma:

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Etapa 1

Remoção dos rejeitos

Primeiro, os rejeitos são removidos da estrutura. Em alguns casos, são utilizados escavadeiras e tratores operados remotamente para priorizar a segurança. Caminhões, também não tripulados, fazem o transporte do material até a área fora da zona de risco. Sistemas de bombeamento e dragas também são estudados para esse processo de remoção de rejeitos. O maciço da barragem é removido.

Etapa 2

Recuperação

Após a remoção do rejeito e do maciço da barragem, serão executados o plano de recuperação ambiental, para reintegrar a área ao meio ambiente local.

Etapa 3

Monitoramento

São instalados os instrumentos para monitoramento.

Os processos de descaracterização permitem que as áreas sejam reflorestadas e reintegradas ao ambiente natural.

Galeria

Veja fotos e vídeos das obras que vêm sendo realizadas pela Vale.

Barragem B3/B4

Na barragem B3/B4, na Mina Mar Azul, em Nova Lima, seguem as obras de remoção da pilha de estéril. Atividade começou em novembro de 2020.

Barragem B3/B4

A contenção já construída em Macacos, Nova Lima, oferece mais segurança em caso de rompimento da barragem B3/B4. A estrutura possui 33 metros de altura e 190 metros de comprimento.

Mina Manganês do Azul

Clique e assista ao vídeo para conhecer os trabalhos que estão sendo realizados no sudeste do Pará.

Barragem Fernandinho

Fase final de descaracterização da barragem de Fernandinho, em Nova Lima. A obra já ultrapassa 90% de conclusão.

Dique 2 do Sistema Pontal

O Dique 2 do Sistema Pontal, em Itabira, segue com obras de reforço para a fase de descaracterização da estrutura.

Dique Rio do Peixe

Finalizada a descaracterização do dique Rio do Peixe, em Itabira. A obra segue em processo de plantio de mudas, conforme previsto no plano de revegetação.

Barragem Doutor

Construção do novo vertedouro da barragem Doutor, em Ouro Preto, foi iniciada em agosto de 2020. Com essa obra, manteremos o nível do reservatório rebaixado.

Barragem 8B

Localizada na Mina de Águas Claras, em Nova Lima, a 8B já foi descaracterizada e deixou de funcionar como barragem desde novembro de 2019.

Barragem Forquilha I

Canais periféricos construídos para auxiliar no rebaixamento de água da Barragem Forquilha I, na Mina Fábrica, em Ouro Preto.

Barragem Vargem Grande

Canais periféricos construídos para desvio das águas das chuvas, contribuindo com a manutenção do volume de água na barragem Vargem Grande, em Nova Lima.

Barragem 8B

Detalhe da atividade de revegetação da 8B, em 2020. Estrutura já foi descaracterizada.

Dique Rio do Peixe

Após fim das obras em dezembro de 2020, o dique Rio do Peixe, em Itabira, deixou de funcionar como reservatório de rejeitos da mineração.

Barragem Vargem Grande

Desvio do trecho da BR 356, que liga Belo Horizonte a Itabirito, em construção. A obra antecede o processo de descaracterização da barragem Vargem Grande, em Nova Lima.

Dique 2 do Pontal

As obras de reforço do dique 2 do Sistema Pontal, em Itabira, são preparatórias para a descaracterização da estrutura.

Barragem Doutor

Na barragem Doutor, em Ouro Preto, obras de construção do novo vertedouro avançam e escavações chegaram à área do dique 2, em março de 2021.

Barragem 8B

Entenda como foi feita a descaracterização da barragem 8B, localizada na Mina Águas Claras, em Nova Lima.

Obras de contenção

Em conjunto com os processos de descaracterização e visando reforçar a segurança das comunidades e do meio ambiente, também estamos executando uma série de obras de contenções emergenciais para algumas das barragens a montante que serão descaracterizadas e que apresentam maior grau de risco.

A contenção funciona para reter os rejeitos em um cenário extremo de rompimento da barragem.

Geralmente, são escolhidos materiais como concreto, pedras ou metais para compor essas estruturas, podendo variar de acordo com as caraterísticas geológicas da região.

Barragens com estruturas de contenção para aumento da segurança:

  • Barragem Sul Superior (Mina Gongo Soco);
  • Barragem B3/B4 (Mina Mar Azul);
  • Barragens Forquilhas I, II e III e Grupo (Mina Fábrica).


Contenção B3/B4

Contenção da Barragem B3/B4 está em andamento, com objetivo de proteger o Rio das Velhas e a Estação de Tratamento de Água de Bela Fama.

Contenção B3/B4

Contenção da Barragem B3/B4 está em andamento, com objetivo de proteger o Rio das Velhas e a Estação de Tratamento de Água de Bela Fama.

Contenção Sul Superior

Contenção em Barão de Cocais (MG) é uma estrutura que conterá 100% dos rejeitos da Barragem Sul Superior em caso de emergência com eventual ruptura.

Contenção Sul Superior

Contenção em Barão de Cocais (MG) é uma estrutura que conterá 100% dos rejeitos da Barragem Sul Superior em caso de emergência com eventual ruptura.

Contenção da Mina Fábrica

Está em implantação entre os municípios de Itabirito e Ouro Preto, em Minas Gerais. Projetada para reter os rejeitos das barragens da Mina Fábrica, na eventualidade de ruptura.

Contenção da Mina Fábrica

Está em implantação entre os municípios de Itabirito e Ouro Preto, em Minas Gerais. Projetada para reter os rejeitos das barragens da Mina Fábrica, na eventualidade de ruptura.

Contenção B3/B4

Contenção em pedras para a barragem B3B4 construída em Macacos.

Status da descaracterização:

Imagem com gráfico do status da descaracterização

A Vale monitora suas barragens 24 horas por dia, no Centro de Monitoramento Geotécnico, o que garante que essas etapas de construção sejam realizadas de forma segura para todos os envolvidos nas obras e as comunidades.

Esse monitoramento é realizado por meio de câmeras, estação robótica (capaz de detectar movimentações milimétricas na estrutura) e piezômetros automatizados - dispositivo que faz a medição de temperatura, pressão e volume da água - e conta com profissionais de prontidão para garantir uma tomada de decisão embasada, rápida e segura.

Já os trabalhadores que realizam atividades diretamente nas barragens são capacitados no Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM) e contam com serviços de apoio para resgate imediato em uma situação de emergência.

Sabemos que obras nas barragens podem gerar impactos às comunidades próximas. Para amenizar esse efeito, são executadas, com regularidade, as seguintes ações:

Clique aqui e confira o informativo do Projeto de Descaracterização

Caminhões-pipa molham as vias de acesso às obras para evitar dispersão de poeira;

Medidores de ruído são instalados para controlar limite de som proveniente das obras;

Sistema de telemetria, que monitora a velocidade dos caminhões utilizados no transporte de materiais para as obras, foi implantado para reforçar a segurança do tráfego;

Sinalização de segurança em acessos e vias próximas às obras;

Veículos utilizados nas obras passam por inspeção visual para garantir as condições de tráfego;

Trabalhos de sensibilização dos motoristas são realizados, por meio de campanhas educativas, blitz e testes com bafômetro;

Foram criados acessos alternativos para reduzir o tráfego de veículos pesados nas vias utilizadas pelas comunidades.

Ficou com alguma dúvida nos termos usados na página?

Visite o nosso Glossário e entenda melhor alguns termos técnicos e específicos sobre barragens

Clique e confira

Desde o início da pandemia do coronavírus, estamos adotando uma série de medidas para proteger a saúde de empregados próprios e trabalhadores das empresas que prestam serviços, promovendo, assim, um ambiente de trabalho seguro.

  • Entrevista diária com trabalhadores e medição de temperatura, antes de iniciar a jornada de trabalho;
  • Nas frentes de obra, foram disponibilizados álcool em gel e orientações sobre prevenção do contágio;
  • Reforço da higienização das instalações, ferramentas e equipamentos em cada troca de turno;
  • Distribuição de máscaras para empregados em todas as obras;
  • Testagem em massa dos empregados próprios e terceiros.
Conheça mais ações da Vale no enfrentamento ao coronavírus. Clique aqui

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre descaracterização e descomissionamento?

Descaracterização é o ato de intervir na estrutura com o objetivo de fazê-la perder por completo as características de barragem.Ao final das obras, a estrutura fica totalmente estável e é reincorporada ao relevo e ao meio ambiente.

Já o descomissionamento é a etapa inicial do processo de descaracterização, que se inicia com a confirmação de que a barragem já não é mais necessária no contexto operacional do empreendimento e, portanto, poderá ser desativada ou descaracterizada.

Com a descaracterização das barragens a montante, qual será o destino dos rejeitos dessas estruturas?

O rejeito será disposto em cavas exauridas e em pilhas de estéril e de rejeitos.

Essas obras trazem mais risco à estabilidade das estruturas?

A Vale vem adotando todas as medidas necessárias para aumentar a segurança e minimizar os riscos decorrentes das intervenções relativas ao processo de descaracterização. No caso das obras de descaracterização para barragens, por exemplo, são estudadas alternativas como uso de equipamentos não tripulados (trator, escavadeiras, caminhões, entre outros tipos de equipamentos) com operação por acionamento remoto; helicóptero e teleférico de carga para acesso às áreas de risco. O objetivo é não colocar pessoas em área de riscos.

Nem todos os rejeitos serão removidos das estruturas. Ainda assim, podemos afirmar que as estruturas foram descaracterizadas e estão seguras para quem mora ou trabalha nessas localidades?

É importante frisar que o projeto de descaracterização tem como objetivo fazer com que a estrutura perca por completo as características de barragem. Ou seja, ao final das obras, as estruturas ficarão totalmente estáveis e reincorporadas ao relevo e ao meio ambiente. Em alguns casos, poderá permanecer rejeitos residuais, que não comprometerão a estabilidade do terreno onde havia a barragem.