Oswaldo Barros: conheça quem ajudou a construir seis das oito usinas do Complexo de Tubarão
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28/03/2016

Oswaldo Barros: conheça quem ajudou a construir seis das oito usinas do Complexo de Tubarão


“Comecei a trabalhar na empresa através de um convite de um amigo, que ao também ingressar, viu que tinha uma vaga na área de manutenção da Usina 1 e me chamou. Como ela ainda ​estava terminando de ser montada, participei do final de sua construção e foi a primeira para o meu currículo. Naquela época, pouco se falava em “pelotização”, ninguém nem sabia o que isso significava. E como o projeto da antiga Companhia Vale do Rio Doce era expandir, nós tínhamos que dominar o assunto para construir e operar as próximas usinas."

E assim foi feito. A empresa mandou um grupo de empregados para os Estados Unidos e o Canadá com o objetivo de que visitássemos plantas de pelotização e fôssemos treinados para exercer com excelência tal atividade. Assumo que no início foi difícil, mas com os anos de trabalho aprendemos tudo e hoje posso dizer que conheço cada parafuso das usinas 1 a 6. E como quatro delas fora construídas em parceria com outras empresas ao redor do mundo, o chamado joint venture, eu também tive que viajar algumas vezes para a Áustria, Alemanha, Itália, Espanha e Japão, onde foram concluídos os projetos detalhados e fabricação/compra dos equipamentos.

E a evolução da primeira até a última usina que participei foi notável e continuou na construção das usinas 7 e 8. Antes não existiam algumas tecnologias que hoje são básicas nesse processo, quando se espera aumentar a produtividade e qualidade e diminuir os impactos ao meio ambiente e ao empregado, pelo menos. Antes, os equipamentos de recuperação de pó eram de baixa eficiência. As próprias ruas de Tubarão e as roupas dos empregados ficavam repletas desse material. Agora é diferente, todas as usinas possuem um sistema de recuperação de pó com precipitadores de alta tecnologia, motores de ventiladores, com variação de velocidade, evolução da tecnologia dos ventiladores dando maior eficiência e maior resistência ao desgaste. As Zonas do forno foram repensadas e dimensionadas para excelência da qualidade e produtividade. Com a construção de novas usinas e a modernização das antigas, a capacidade instalada de produção, aumentou de 18 milhões de toneladas de pelotas para, aproximadamente, 38 milhões atualmente.

No início a segurança também era um assunto pouco comentado. Para se ter ideia, nem uniformes tínhamos. Lembro-me que na Vale, fomos nós, da Superintendência de Pelotização, os primeiros a usarem, o famoso uniforme da cor caqui. Outra mudança que provocamos foi contratar um engenheiro de segurança para cuidar da operação e acompanhar a construção das usinas, sendo que isso não era obrigado... Fomos nós que achávamos importante e decidimos tê-lo.

E hoje, ao olhar para trás, vejo que tive sucesso no que me propus a fazer, tendo dado uma boa contribuição à CVRD ou Vale que foi tudo para mim. Foram 22 anos trabalhados com muita alegria e prazer ao lado de brilhantes companheiros engenheiros, técnicos, supervisores, mecânicos e outros, sem os quais seria impossível atingir nossas metas com sucesso. Minha esposa falava que eu sempre passava mais da metade do dia longe dela. Mas o que eu podia fazer? Eu realmente gostava de ir à Tubarão. Principalmente porque eu tinha liberdade, a empresa me oferecia isso. O que eu julgasse ser importante ou eficiente, ela me permitia fazer, e isso só me trazia incentivo a melhorar cada vez mais. E eu deixei uma continuação aqui... A minha filha, Érica Barros, também decidiu trabalhar na Vale e se orgulha bastante disso!”.

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Oswaldo Barros: conheça quem ajudou a construir seis das oito usinas do Complexo de Tubarão