Vale completa 36 anos de gestão ambiental no Complexo de Tubarão
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23/03/2016

Vale completa 36 anos de gestão ambiental no Complexo de Tubarão

Montagem do virador de vagões
Quem vê o complexo hoje, não imagina como era antes

Quem vê a Vale hoje em dia, com modernos controles ambientais, não imaginaria que esse processo nem sempre foi assim. Dar a devida importância à temática “meio ambiente” é um fato relativamente novo, seja para a população, para as empresas ou até mesmo para o governo. O primeiro grande evento para se debater a degradação ambiental no mundo foi a Conferência de Estocolmo, que aconteceu em 1972, na Suécia, quando a Vale já completava 30 anos de operação. Aqui em Tubarão, mais especificamente, a nossa gestão ambiental deu os seus primeiros passos oito anos depois deste evento, em 1980, com a implantação do Plano Diretor para Proteção do Meio Ambiente na área de Tubarão. Nele foi instituído o restabelecimento da cobertura vegetal do complexo com plantação de cerca de seis milhões de mudas, a reutilização da água na limpeza industrial e a implantação de canhões para aspersão de água nos pátios de carvão e calcário, nas pilhas de finos de minério, nas recuperadoras e nas empilhadeiras de pelotas.

Engenheiro de Meio Ambiente, Austregésilo Guimarães.  

“Eu acho que a grande diferença entre a época que entrei para os dias de hoje está em três fatores que considero fundamentais: o primeiro é que a gestão ambiental está mais sistematizada, com estabelecimento de objetivos, metas, procedimentos, auditorias e registros ambientais. O segundo ponto refere-se à implementação de novas e eficientes tecnologias ambientais, muitas delas pioneiras na América do Sul e no Brasil, para aprimoramento dos nossos controles e redução dos impactos no meio ambiente e na comunidade. O terceiro, e talvez o mais importante, refere-se ao aumento da conscientização ambiental do empregado da Vale em relação à importância do seu papel para garantir a eficácia dos dois primeiros fatores. Essa mudança de comportamento foi, claro, resultante da crescente conscientização de toda a sociedade quanto à finitude dos recursos do planeta, mas também de investimentos feitos pela empresa na educação ambiental dos seus colaboradores”, afirmou o engenheiro de Meio Ambiente, Austregésilo Guimarães.

Jorge com colegas do Meio Ambiente em 2006
Jorge com colegas do Meio Ambiente em 2006

Ainda nessa década, outras melhorias ambientais também aconteceram, como a instalação de aspersores de água nas correias transportadoras no porto e nos viradores de vagões, o início do monitoramento do mar da baía de Espírito Santo e da poeira na região vizinha de Tubarão. “Não foi uma imposição do mercado e nem da população. Não existia conscientização ambiental nessa época. A Vale fez isso por conta própria, foi uma demanda dela de buscar cada vez mais por melhores tecnologias. E isso acontece até hoje, só que agora também com uma cobrança maior da sociedade, que agora possui uma consciência ambiental”, afirma o engenheiro de Meio Ambiente, Jorge Sales.

Precipitador eletrostático
Precipitador eletrostático

E na década de 90, dentre os avanços alcançados na questão ambiental, é importante destacar a implantação de precipitadores eletrostáticos na chaminé principal da usina IV, em 1992, e a implantação de sistemas de tratamento de efluentes oleosos das oficinas da pelotização e do porto, em 1994. “Quando eu comecei aqui em Tubarão, mais ou menos em 1991, Tubarão estava na época de instalação dos precipitadores eletrostáticos, buscando melhorar a eficiência de uns sistemas já implantados e implantar outros que ainda não existiam. E, coincidentemente, eu fui para a área do meio ambiente por causa deles. Nesse período, a Vale começou a implantar as melhores tecnologias disponíveis no mercado”, conta Jorge.

Aplicação de polímero nas pilhas
Aplicação de polímero nas pilhas

Todas essas ações foram reconhecidas e o Completo de Tubarão recebeu a certificação ISSO 14001, em 2001, e junto ao governo, Ministério Público e órgãos ambientais assinou o Termo de Compromisso Ambiental (TCA), em 2007. Foi neste mesmo ano que iniciamos o Programa de Atitude Ambiental, e instalamos em todos os pátios de estocagem as Wind fences, que hoje somam 10 km de extensão. “Uma gestão ambiental adequada é de fundamental importância para a Vale, pois ela garante a sobrevivência da empresa diante dos exigentes padrões ambientais que toda a sociedade estabelece. Adicionalmente, uma gestão ambiental bem conduzida garante a redução de uso dos recursos do planeta e a minimização dos impactos causados ao meio ambiente e às comunidades do entorno da empresa. Com isto, a empresa está ajudando a construir um mundo melhor para todos nós e, especialmente, para as gerações que virão depois de nós”, conta, Austregésilo Guimarães.

CCA funciona 24 horas por dia
CCA funciona 24 horas por dia

Como parte de sua gestão, a Vale mantém até hoje o monitoramento do ar, do mar e da areia próximos à nossa região de atuação, a fim de garantir que não geramos impacto negativo. O Centro de Controle Ambiental (CCA), instalado em 2012, no topo do edifício Helio Ferraz, monitora 24 horas por dia toda e qualquer emissão visível que nossa empresa possa ter em pátios, chaminés, descarregamento de minério e até mesmo embarque de navios. A areia das praias de Camburi e Ilha do Boi passam a cada dois meses por análises laboratoriais para verificar se há possibilidade de algum tipo de contaminação, que até hoje não foi constatada. O mar também é analisado a cada dois anos, uma vez em cada estação do ano. Esse estudo monitora as componentes da estrutura das comunidades aquáticas do ecossistema marinho e as suas relações com as características físicas, químicas e biológicas da água e do sedimento encontrado no fundo do mar. O mais recente, realizado em 2015, demonstra não haver alterações na qualidade ambiental padrão da região.

Para os próximos anos, busca-se reduzir ainda mais a emissão de poeira nos pátios, nas chaminés dos precipitadores eletrostáticos e maximizar o reuso de efluentes para fins de abastecimento industrial. Atualmente, 73% da água utilizada na empresa é reaproveitada internamente seja no processo da pelotização, limpeza de equipamentos, umectação de vias ou até mesmo controle ambiental nos pátios. A equipe de Meio Ambiente também está trabalhando na definição de fonte segura de abastecimento de água industrial, desenvolvimento de novos supressores de pó, reaproveitamento de todos os resíduos gerados internamente. No último ano, a Vale anunciou que a fará investimentos de R$65 milhões até 2020 para reduzir em cerca de 20% sua emissão atual de particulados.

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