Futuro e minérios nas mãos de mulheres artesãs

Futuro e minérios nas mãos de mulheres artesãs

Foi com a a união de um grupo de mulheres artesãs de Parauapebas que nasceu o projeto “Mulheres de Barro”. Essa história começou em 2005, nas oficinas do Programa de Educação Patrimonial, realizadas pela Vale durante a implantação do Projeto Salobo.

O Programa, que era uma parceria com o Museu Emílio Goeldi, buscava estudar e ensinar sobre o patrimônio arqueológico encontrado na região da Mina de Salobo. Ali, as mulheres encontraram nos resquícios da região uma identidade cultural para a produção artesanal da cidade. As artesãs seguiram em treinamento no programa durantes 6 anos. A partir daí, o Mulheres de Barro cresceu e tomou dimensões maiores do que esperavam as próprias colaboradoras.

Em 2016, com o patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet, que o projeto se concretizou no “Centro Mulheres de Barro”. Atualmente, o local oferece área de preparo de argila, sala para queima das peças com forno a gás, sala para preparo de formas, espaço para convivência, salão para exposição, loja para comercialização dos produtos, além de um ateliê com espaço para capacitações e um pequeno escritório. Exposições, visitas guiadas e oficinas vem sendo realizadas no lugar, que é o primeiro polo cultural com essas características na região. Mais de cem alunos - entre crianças, adolescentes, professores e idosos - já passaram por lá em oficinas.

“Hoje já estamos passando essa riqueza que a gente adquiriu pra outras pessoas.” Adi Marilda Batista, cooperadora do Mulheres de Barro

Adi Marilda Batista, cooperadora do Mulheres de Barro

Sandra, uma das líderes da cooperativa, conta: “Além da produção de artesanato, também fazemos a disseminação do conteúdo com a comunidade, com os visitantes. É parte importante do processo, porque a região não tem nenhum espaço como esse.”.

Mais recentemente, em 2017, iniciou-se uma assessoria para o fortalecimento da cooperativa. O projeto 'Caminhos para a Perenidade de Projetos Patrocinados' é uma

inovação da Vale que visa a sustentabilidade do Mulheres de Barro. A ideia é apoiar a instituição com plano de metodologia, planejamento e gestão compartilhada que deve durar três anos. A partir disso, o objetivo é que o projeto se torne mais eficiente, autônomo e independente.


As peças criadas pelo Mulheres de Barro já são uma fonte de renda alternativa para as cooperadas. Além das inspirações arqueológicas, as obras produzidas são feitas com barro da região e pintadas com os minérios locais – como o ferro e o manganês.

“Hoje essa cerâmica tem a identidade do município. Ela é daqui da região, da região do Salobo, que faz parte do projeto de mineração. Usamos na cerâmica para fazer nossos grafismos e pinturas o minério de ferro – que fica uma tinta beleza. Já usamos o manganês e estamos tentando usar o cobre.”

Adi Maria Batista, cooperadora do Mulheres de Barro

O futuro, para a gente, também é feito a mão e lado a lado com a comunidade.

Saiba mais aqui

Assista abaixo ao vídeo sobre o projeto:

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