Mães que transformam vidas

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Clube de Mães de Ourilândia do Norte ajuda a profissionalizar jovens e adultos

Clube de Mães de Ourilândia do Norte ajuda a profissionalizar jovens e adultos

Dona Lurdes Narcizo tem 72 anos, nasceu em Bom Jesus, Santa Catarina, e há 30 anos mora em Ourilândia do Norte. Sozinha, criou os filhos e ajudou a escrever uma história transformadora no município. Ela conta que, quando chegou à cidade, quase não havia colégio para as crianças, a saúde era muito precária e os meninos sofriam com problemas de desnutrição”. Com experiência anterior na Pastoral da Criança, dona Lurdes começou um trabalho comunitário com as mulheres da região. “Há 26 anos, nos reunimos debaixo de uma árvore e formamos a primeira Associação Cultural Educacional Vivência Amigo, o Clube de Mães”.

No começo, o trabalho da associação era voltado à redução da carência nutricional das crianças. Mas dona Lurdes percebeu que as mães, também, precisavam de apoio, especialmente para serem inseridas no mercado de trabalho. Foi quando ela decidiu oferecer cursos no Clube de Mães: informática, costura, crochê, bordado, artesanato e panificação. Além disso, o Clube de Mães passou a abrigar uma escola de educação infantil, onde hoje estudam 260 crianças de famílias carentes.

A Vale foi parceira de toda essa história. Por meio de um convênio, a mineradora doou sete máquinas de costura para o Clube. Também foram doados equipamentos para a cozinha, como refrigeradores e armários, além de cinco computadores. “Quando chegaram os computadores, nós dávamos uma hora de aula por dia, pra cada turno, e conseguimos formar mais de 600 pessoas. Muitos jovens estão trabalhando na própria Vale ou em empresa terceirizadas e, ainda, em outros mercados de trabalho. A melhor alegria e a melhor recompensa pra nós é ver que essas pessoas melhoram de vida e que hoje estão trabalhando”, conta dona Lurdes.

A fundadora do Clube de Mães lembra, também, que a Vale ajudou na reforma do Clube e da escola. E reforça a importância da parceria. “Os nossos maiores parceiros são a Vale e a sociedade de Ourilândia. Se não tivesse computador, não tinha como fazer, se não tivesse as máquinas de costura, não tinha como fazer nada. Ter vontade é importante, mas precisa ter a ferramenta de trabalho para você conseguir ensinar. E nós trabalhamos sem ganhar nada. É simplesmente por amor ao próximo. Nós precisamos construir esse Brasil, nós precisamos que esse Brasil melhore.

Portas abertas para o futuro

A história de Marinete Ferreira, 48 anos, também cruzou com o Clube de Mães de Ourilândia do Norte. De uma família pobre, de sem terra, ela teve uma infância e juventude difíceis. Até que, no ano de 1999, encontrou seu primeiro emprego no Clube de Mães, onde está até hoje. “Aqui, me abriram as portas e eu aprendi tudo. Aprendi a lutar pelos meus objetivos. Foi uma conquista muito grande, o lugar que alavancou a minha vida”, ela ressalta.

Também no Clube, Marinete fez o curso de informática e descobriu o mundo digital. Animada, logo depois, fez vestibular e passou para Pedagogia na Universidade Federal do Pará (UFPA). Hoje, é pós-graduada em Educação Especial e orientadora da escola José Casciano, que funciona dentro do Clube de Mães. “Esse curso me ajudou muito: no meu trabalho e na vida acadêmica”.

Marinete destaca o apoio da Vale para a reforma da escola e instalação do parquinho das crianças. E fala do orgulho que sente pela trajetória que conseguiu construir: “Tudo que eu consegui, todas essas conquistas, tudo eu agradeço e devo ao Clube de Mães e à Vale. Foram super importantes em minha vida. Sem eles, não conseguiríamos desenvolver o trabalho de qualidade que realizamos hoje”.

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