Transformando vidas em Marabá

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Transformando vidas em Marabá

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Descubra como uma boa ideia garantiu renda e cidadania para um grupo de vendedoras de refeições da Vila Itainópolis.

Acordar cedo, preparar lanches e ir para próximo do trilho do trem da Estrada de Ferro Carajás (EFC) para vender bolos, salgados e sucos. Assim começava mais um dia para Elvira da Costa, conhecida como Dona Moça. Faça chuva ou sol, há 30 anos era essa a rotina para esta moradora da Vila Itainópolis, em Marabá, onde vivem cerca de 2000 habitantes.

Dona Moça se mudou para a Vila Itainópolis quando a linha de ferro ainda estava em construção. Desde então, sempre trabalhou vendendo alimentos no local, para ajudar no sustento de sua casa. A tradição da venda de refeições às margens do trem passou por 3 gerações da família. As filhas e a neta de Dona Moça seguiram o caminho da matriarca e enfrentaram os desafios diários de acordar de madrugada para fazer o preparo dos alimentos e percorrer um longo caminho até os trilhos para conseguir uma renda complementar. Itens como remédios e roupas eram comprados com o dinheiro arrecadado.

Há mais de um ano, Dona Moça não passa mais horas embaixo do sol quente para faturar a renda com a qual sustenta a família. Ela e as outras pessoas que vendiam alimentos às proximidades da Estrada de Ferro Carajás passaram a integrar o Programa de Apoio à Geração e Incremento de Renda – AGIR.

Desenvolvido pela Fundação Vale, em parceria com o Instituto de Socioeconomia Solidária e com o apoio da Vale, o programa buscou desenvolver alternativas de geração de renda para as pessoas que tinham como negócio o comércio informal de alimentos nos pontos de parada da ferrovia.

O programa oferece aos participantes apoio em infraestrutura, maquinário e também acompanhamento técnico em toda a gestão integrada dos novos negócios (produção, venda, compras e tesouraria), além de cursos de qualificação. No caso de Marabá, o Agir estimula o negócio social Boleiras de Itainópolis, com a produção de bolos, cupcakes, pães e biscoitos para a comunidade local e comércios vizinhos.

“Minha vida melhorou e eu espero em Deus que melhore ainda mais”, comemora Dona Moça. Ela e as outras pessoas envolvidas no programa integram a Associação das Boleiras da Vila Itainópolis. Hoje, a associação tem uma estrutura adequada para a produção e venda dos alimentos. E o melhor, com todas as vendedoras formalizadas, com CNPJ e tudo mais.

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