Pesquisa e produção científica

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A Reserva Natural Vale (RNV) é um centro de conhecimento científico que há décadas congrega pesquisadores de vários campos, os quais desenvolvem, em seus 23 mil hectares, estudos importantes para a conservação da biodiversidade no país. Para apoiar alguns destes estudos, o local abriga uma ampla coleção entomológica, com diversas espécies de insetos, e um herbário, com coleções de plantas.

Saiba mais sobre estes espaços e como submeter novos projetos de pesquisa.

Coleção entomológica

A coleção entomológica da Reserva Natural Vale, foi iniciada em 1986. Atualmente, o acervo conta com aproximadamente 12.600 exemplares de insetos pertencentes a diversos grupos. A maioria deles está preservada a seco em alfinetes entomológicos, havendo também insetos em mantas.

Os espécimes presentes na coleção possuem grande relevância para o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de Ecologia, Biogeografia, Taxonomia, Agricultura e Conservação da Biodiversidade. Além disso, também são utilizados como ferramenta de ensino na Educação Ambiental.

1.500Espécies Identificadas

12.600Exemplares de Insetos

Esta coleção encontra-se disponível para receber pesquisadores e demais interessados em desenvolver estudos a partir deste acervo. Os dados da coleção estão sendo digitalizados e em breve estarão disponíveis online por meio da rede speciesLink

Herbário

+ de 16.000amostras de plantas

Referência no estudo da flora dos tabuleiros do norte do Espírito Santo.

Herbários representam coleções de plantas que possuem flores, frutos e esporos preservados a seco, sendo cada amostra de planta denominada como exsicata. Através dos herbários é possível compreendermos a diversidade de espécies vegetais presentes em uma determinada região.

O herbário da Reserva Natural Vale foi iniciado em 1963 e seu acervo conta com mais de 16.000 exsicatas pertencentes a diversos grupos de plantas.

Os dados referentes as exsicatas estão disponíveis online através das plataformas do speciesLink, SiBBr, Reflora, INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos e e GBIF (Sistema Global de Informação sobre a Biodiversidade).

Espécies raras

As coleções científicas da Reserva Natural Vale possuem em seu acervo uma ampla diversidade de espécies, incluindo raras e ameaçadas de extinção. Entre as amostras de plantas preservadas no Herbário, destaca-se a árvore chamada Jueirana-facão (Dinizia jueirana-facao), espécie rara e ameaçada, de ocorrência exclusiva na Floresta Atlântica de Tabuleiro do Espírito Santo. A árvore pode chegar a 40 metros de altura e pesar cerca de 62 toneladas.

Em relação a Coleção Entomológica, um dos exemplares existentes no acervo também considerado como ameaçado é a formiga Dinoponera lucida, popularmente conhecida como Tocandira. Esta espécie é endêmica da Mata Atlântica. A Tocandira chama atenção pelo seu tamanho: a formiga pode chegar até 4 cm de comprimento.

A presença desses exemplares em nosso acervo reforça a importância das coleções científicas como um banco de dados para o desenvolvimento de pesquisas estratégicas visando a conservação da biodiversidade.

Meliponário

A Reserva Natural Vale possui uma coleção de colmeias de abelhas de diferentes espécies. Ela funciona como importante ferramenta ambiental, pois as abelhas, ameaçadas de extinção, têm participação direta na reprodução da maioria das espécies botânicas brasileiras e são um importante bioindicador para a análise da qualidade do ambiente. Conheça mais sobre as espécies abaixo.

Abelha Mosquitinho

Mosquitinho (Pebleia droryana):

Também é conhecida como Inhati e Mirim-guaçú, e pode ser encontrada nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Essa abelha é mansa e bastante pequena, possuindo apenas cerca de 3 milímetros de comprimento. Seus ninhos são comumente encontrados em ocos de árvores e barrancos. Estima-se que as colônias dessas abelhas possam apresentar de 2.000 a 3.000 indivíduos.

Abelha Jataí

Jataí (Tetragonisca angustula):

Espécie de abelha sem ferrão encontrada em todas as regiões do Brasil. Possui corpo pequeno, com cerca de 4 milímetros de comprimento. Seus ninhos são construídos em cavidades preexistentes, como buracos nas paredes, ocos de árvores e barrancos. Na entrada dos ninhos é comum observar uma estrutura semelhante a um tubo, construído a partir de cera ou cerume. Esta estrutura contribui para a proteção da colônia. O mel das abelhas Jataí tem vários benefícios medicinais e é considerado o mel mais higiênico, comparado ao produzido por outras espécies de abelhas. Além disso, é amplamente utilizado na medicina popular.

Uruçu-amarela

Uruçu-amarela (Melipona mondury):

Comumente encontrada em fragmentos de Mata Atlântica dos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Esta abelha apresenta um maior tamanho corporal comparada a Mosquitinho e Jataí, variando entre 10 e 12 milímetros de comprimento. Seus ninhos são construídos em ocos de árvores e apresentam uma entrada típica, sendo ela toda circundada por raias de barro. Essa entrada, que dá passagem para as abelhas, é guardada por uma única operária.

Conheça outros espaços e projetos

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Coleções botânicas

ícone Coleção Vidas da Mata Atlântica ícone Coleção Vidas da Mata Atlântica

Coleção Vidas da Mata Atlântica

A Reserva possui uma série de espaços dedicados a preservação da flora local, sendo vários deles acessíveis pelos visitantes. Confira abaixo mais informações sobre alguns espaços.

Novo Arboreto ou "23 B"
Imagem Novo Arboreto

Um arboreto é uma área destinada ao cultivo de plantas arbóreas, arbustivas e/ou herbáceas, devidamente identificadas, catalogadas e ordenadas espacialmente, as quais são mantidas com diferentes propósitos, sobretudo científico.

Podem ser cultivadas plantas de interesse medicinal, paisagístico e silvicultural. E aqui, no modelo de “vitrine a céu aberto”, encontram-se árvores nativas e exóticas a nível nacional, espaçadas 10 x 10 metros e 4 exemplares de cada espécie.

Entre os objetivos do espaço estão contemplação, educação, pesquisa, material didático e obtenção de propágulos (ex. sementes), visando a multiplicação ou reprodução das plantas, assim como acompanhar o comportamento das espécies em mesma condição de luz, avaliando copas, raízes, sanidade e as suas fenologias.

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Arboreto
Imagem Arboreto

O Arboreto é muito semelhante ao “Novo Arboreto”, ou 23 B, onde são plantadas espécies nativas e exóticas a nível nacional, porém em maior número, sendo 10 exemplares de cada espécie, espaçadas a 5 metros de distância, totalizando cerca de 220 espécies. A primeira delas foi plantada em 02/01/1978.

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Palmeto
Imagem Palmeto

O Palmeto é uma coleção viva de palmeiras. Aqui na Reserva, além dos aspectos culturais e de harmonização paisagística, o objetivo é caracterizar a performance de cada espécie nas condições locais e, com isso, incentivar seu uso de maneira ampla em projetos diversos e fortalecer o banco de sementes para propagação. As palmeiras estão entre as plantas mais antigas do planeta e sua origem remonta há mais de 120 milhões de anos, sendo plantas características da flora tropical.

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Pomar
Imagem Pomar

Os pomares da Reserva Natural Vale possuem cerca de 110 espécies das demais localidades do nosso globo. Além das mais habituais, que normalmente encontramos nos mercados, possuímos várias que não são muito conhecidas, porém muito gostosas e nutricionais. A família Myrtaceae é um exemplo das mais conhecidas goiabas, jabuticabas, pitangas e araçás, possuem inúmeras outras de paladar saboroso.

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Os animais que habitam a Reserva são muito espertos e costumam se esconder ao perceber a nossa presença. Pensando nisso, a Reserva criou a Coleção Vidas da Mata Atlântica, para divulgar a fauna protegida no local. A coleção com 15 exemplares é formada por réplicas em tamanho real de mamíferos, aves e répteis. Saiba mais sobre os animais abaixo.

Anta (Tapirus terrestris)

É o maior mamífero terrestre do Brasil, pode chegar a pesar 300 Kg e 2 metros de comprimento, sendo o focinho em forma de tromba uma característica muito marcante.


Nos adultos sua pelagem curta é marrom-escuro, já os filhotes possuem pelagem mais clara e com listras e pintas brancas. Sua gestação dura de 13 a 14 meses e geram apenas um filhote por prole e este fica com a mãe por mais de 1 ano.

Alimentam-se de plantas terrícolas e aquáticas, realizando importante papel ecológico como dispersora de sementes.

Quati (Nasua nasua)

É um mamífero com hábitos diurnos, vivem em grupos de até 30 indivíduos. Podem pesar de 3 a 11 kg medindo de 40 a 70 cm de comprimento.


Possui focinho fino e alongado, a cauda é alongada, tendo como característica cerca de oito anéis claros, alternados com outros escuros. Sua pelagem varia de amarelo à marrom escuro.

Alimenta-se de plantas e pequenos animais como roedores, aves, répteis, insetos além de também se alimentarem de frutos.

Veado (Mazama americana)

Apresentam peso médio de 20 a 45 kg e tamanho de até 65cm de altura. A diferença entre macho e fêmea é a presença de chifres simples, sem ramificações, nos machos.


Espécie de habito florestal alimentam-se de frutos, folhas, flores e fungos. Possuem hábitos de vida noturnos, terrícolas e são bons nadadores. As principais ameaças a este animal são a caça, atropelamentos, doenças transmitidas pelo gado e a perda de habitat.

Bugio (Alouatta guariba)

São animais que comem somente folhas, folívoros comportamentais, tendo a necessidade de descansar uma grande parte do dia, facilitando assim a digestão. Vivem em grandes grupos normalmente com um macho dominante. Seu peso médio varia entre 5 e 7kg na fase adulta. Vocaliza através de rugidos e latidos que podem ser ouvidos a centenas de metros de distância.

Jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris)

São animais de hábitos noturnos e passam a maior parte do dia tomando sol. Sua cor é esverdeada com o ventre amarelado, o focinho largo e achatado. Pode medir até 3 metros de comprimento e viver até 50 anos.


Sua dieta incluí invertebrados, principalmente na fase inicial da vida, e vertebrados na fase adulta. São animais oportunistas e podem comer caramujos, aves, mamíferos pequenos. A destruição dos habitats e a caça predatória tem sido responsável pelo declínio de suas populações.

Tatu-canastra (Priodontes maximus)

É o maior tatu existente no mundo, podendo chegar a 1,5 metros de comprimento e até 60 kg. Possui dieta insetívora, alimenta-se de cupins e formigas.


É reconhecido como “engenheiro do ecossistema” pois através de suas escavações, altera o ambiente físico e cria novos habitats para outros vertebrados. Possui hábitos noturnos e passam parte do tempo abaixo do solo, o que dificulta sua visualização e estudo, sendo um dos mamíferos de grande porte menos conhecidos do Brasil.

Paca (Cuniculus paca)

É um roedor de hábitos solitários. Possui um tamanho médio de 80 cm de comprimento, pesa aproximadamente 12 kg, vive em média 16 anos.


Os dentes frontais crescem permanentemente e o animal os desgasta roendo madeira ou objetos duros. Sua alimentação é a base de frutas, sendo considerada dispersora de sementes, exercendo importante pape na renovação da floresta.

Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla)

Mamífero, solitário, porte médio, 87 e 110 cm e pode pesar até 7 kg. Podem abrigar-se em ocos de árvores e até em tocas abandonadas de tatus. Apresenta no dorso um desenho semelhante a um colete preto, sendo também conhecido por tamanduá-de-colete.


O focinho é longo e os olhos muito pequenos, não enxergando bem. Alimentam-se principalmente de formigas, cupins e abelhas, utilizando as garras fortes para fazer buracos no cupinzeiro e com a língua captura os insetos. Caça, atropelamentos em rodovias e a transformação das paisagens naturais são ameaças a população dos tamanduás.

Preguiça-comum (Bradypus variegatus)

São animais de porte médio. Possui membros compridos, com três dedos, corpo curto, cauda curta e grossa, cabeça pequena e redonda; orelhas não visíveis, faixa preta em torno dos olhos, além de um leve "sorriso" e um focinho preto.


São consideradas animais solitários, cuja interação social se restringe à associação mãe-filhote que ocorre durante os primeiros meses de vida. Possui dieta baseada em folhas, preferindo árvores de copa alta para poder se expor ao sol, também podem ser vistos em arbustos expostos. No solo, são lentas, porém podem nadar muito bem.

Onça-pintada (Panthera onca)

É o maior felino das Américas, podendo chegar a 135 kg. Possui pelagem amarelo-dourado com pintas pretas na cabeça, pescoço e patas. Nos ombros e costas tem pintas formando rosetas que têm, no seu interior, um ou mais pontos.


Se alimenta principalmente de mamíferos de médio e grande porte, sendo os porcos-do-mato, os veados, as capivaras, as pacas, os tatus e os quatis as presas mais consumidas. Por estar no topo da cadeia alimentar e necessitar de grandes áreas preservadas para sobreviver, é um indicador de qualidade ambiental. A onça-pintada não mia como a maioria dos felinos. Assim como o leão e o tigre, ela emite uma série de roncos muito fortes que são chamados de esturro.

Ouriço-cacheiro (Sphiggurus villosus)

É um mamífero solitário, de porte médio, podendo medir até 60 cm. A coloração de seu dorso é pardo-amarelo-escuro, apresentando grande número de espinhos que medem 04 cm de comprimento.


É um animal ativo, principalmente ao crepúsculo e durante a noite. Alimenta-se de insetos, caracóis e vegetais, constroem tocas para hibernar e terem as crias.

Jiboia (Boa constrictor)

Serpente de porte médio, possui cores que variam de creme a marrom ou cinza, com manchas escuras que auxiliam na camuflagem. Podem chegar a quatro metros de comprimento, e pesar até 40 quilos.


Tem hábitos terrestres e semi-arborícolas e geralmente são ativas à noite. Alimenta-se de roedores, lagartos e anfíbios, tendo uma digestão lenta que pode durar semanas. Mata suas presas por estrangulamento, envolvendo-as e apertando-as até sufocá-las. Podem viver aproximadamente 20 anos. É a segunda maior cobra do país, só perde pra sucuri, mas não é perigosa nem mesmo venenosa.

Gavião-real (Harpia harpyja)

É a maior ave de rapina do Brasil, sendo considerada a mais forte do planeta. Mede entre 90 e 105 centímetros de comprimento e apresenta uma envergadura de mais de 2m, apesar do tamanho é bastante ágil e difícil de ser vista.


Alimenta-se de animais grandes, como a preguiça, mutuns, macacos, tatus, cachorros-do-mato e cobras.

Tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus)

Sua cor geral é preta, com a garganta e peito de cor amarelo gema de ovo, possui bico negro. Pode medir cerca de 46 cm, tendo 12 cm de bico. Seus dedos são providos de unhas longas e curvas, as asas são curtas e a língua é comprida e fina.


Faz ninho em cavidades de árvores, a fêmea põe de 2 a 4 ovos e é alimentada pelo macho durante o período. Alimenta-se de frutos, insetos, ovos, anfíbios e morcegos. Bebe água armazenada no interior de bromélias.

Submissão de projetos de pesquisa

A Reserva está aberta para receber pesquisadores e parceiros que desenvolvem projetos com o objetivo de promover o conhecimento científico e o engajamento da sociedade, despertando, por meio da educação ambiental, a sensibilização e a multiplicação de atores para o fomento da sustentabilidade.

Para acessar online parte do acervo da Reserva Natural Vale, clique aqui.

Para submeter projetos e saber mais informações sobre pesquisas na Reserva Natural Vale, entre em contato conosco.

Telefone: +55 (27) 3371-9701

Localização

Localização

Rodovia BR 101, KM 122
Linhares, Espírito Santo, Brasil

  • Distância das
    principais capitais

    162,3 km de Vitória (ES)

    686 km do Rio de Janeiro (RJ)

    632 km de Belo Horizonte (MG)

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    Todos os dias,

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