Iniciativas

A bactéria que vale bilhões

Você lembra do PacMan? Aquele clássico game dos anos 80 em que uma cabeça amarela com uma boca enorme come pastilhas espalhadas em um labirinto e é perseguida por fantasmas! Deve estar se perguntando o que isso tem a ver com a Vale, não? Uma das nossas pesquisas mais revolucionárias é também uma verdadeira caça aos minérios.

Em parceria com o BNDES e a Universidade de São Paulo (USP), estamos desenvolvendo uma tecnologia que procura bactérias "comedoras" de cobre. Elas serão usadas no beneficiamento do cobre – processo que separa o mineral dos rejeitos – em substituição a outros processos químicos. O metal será extraído dos micro-organismos, reprocessado e colocado à venda.

Descubra como o processo vai funcionar:

Na Mina do Sossego, em Canaã dos Carajás (PA), que começou a operar em 2004, há uma barragem de 20 mil m³ de água, equivalente a 8 mil piscinas olímpicas.


Nesse lago, o resíduo do beneficiamento do cobre é depositado. Nele, estão cerca de 90 milhões de toneladas de rejeito com um teor de 0,07% de cobre.


Pelo menos 35 tipos de bactérias e fungos presentes na barragem se alimentam do cobre misturado ao resíduo.


Cerca de 20 pesquisadores da USP tentam identificar quais micro-organismos conseguem consumir o maior volume.


Se tudo der certo, será possível recuperar o cobre das bactérias, reprocessá-lo e colocá-lo à venda no mercado.


É um projeto
revolucionário
na mineração

Luiz Mello, diretor do Instituto Tecnológico Vale (ITV)


O cobre é cada vez mais raro na natureza. Em uma toneladade minério extraída, só existe 1% do metal puro. Por isso, ele é tão valorizado.


Saiba mais
sobre o uso do metal e sobre as nossas operações de cobre

Para implantar a Mina do Sossego, entre 1997 e 2004.


O investimento na pesquisa: