Memória Itabira: da hematita ao itabirito compacto

Iniciativas

Memória Itabira: da hematita ao itabirito compacto

Itabiritos

Itabira significa “pedra que brilha”. E foram justamente as pedras reluzentes do Pico do Cauê que possibilitaram o início da exploração mineral da Vale na região. A primeira onda tecnológica da mineração foi marcada pelas pás, enxadas, picaretas, mas também pela chegada dos primeiros equipamentos de mina ao município e do início da construção das estruturas que possibilitaram o desenvolvimento que temos hoje. Na época, a extraíamos uma hematita rica em ferro, que precisava de um processo de beneficiamento muito simples antes de sua comercialização.

Com a redução da oferta desta riqueza natural, e com o aumento da demanda internacional, foi preciso encontrar uma nova forma de trabalhar. A segunda onda trouxe o itabirito friável como minério predominante na extração, que exigiu estudos e o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de manter a qualidade e o teor de ferro do produto em alta.

De lá para cá, além de Cauê, outras minas foram descobertas, usinas entraram em operação e muitas mudanças ocorreram no nosso modo de produzir. Para possibilitar a continuidade das nossas operações na região, desde 2010 iniciamos outra grande empreitada: a preparação das nossas unidades para o beneficiamento do itabirito compacto, minério com teor de ferro ainda menor. Com a construção de uma nova usina e a adequação das instalações existentes, estamos iniciando a terceira onda tecnológica da mineração em Itabira.

Essa história foi construída pela mão de muitas pessoas. A história da Vale é o conjunto da história dessas pessoas que se dedicaram e se dedicam todos os dias para a construção de uma mineração cada vez mais moderna, segura e sustentável. Ao longo dos anos, crescemos e evoluímos junto com Itabira. A experiência que a história nos trás nos fortalece e nos mostra que com coragem podemos enfrentar as mudanças e continuar caminhando. Por isso, só temos a agradecer a todos que fizeram e que fazem parte dela.

Conheça as três ondas tecnológicas do minério em Itabira

Primeira onda

De 1942 a 1972, a Vale deu prioridade à extração da hematita, minério com alto teor de ferro que exigia processos mais simples de beneficiamento.

Segunda onda

Entre os anos de 1972 e 2013, a implantação das usinas Cauê e Conceição I marcam o início do beneficiamento do itabirito friável para a produção de sinter e pellet feed. Foram introduzidos os processos de separação do minério por meio magnético, gravídico e físico químico (flotação).

Terceira onda

Em 2013 entra em funcionamento a usina Conceição II, a primeira instalação da Vale preparada para o beneficiamento do Itabirito Compacto. Na mesma época, as usinas Conceição I e Cauê também passaram pelo processo adequação para que também possam tratar este tipo de minério que tem um teor de ferro ainda mais baixo.

Terceira onda

Desde 2013, a Vale vem investindo em tecnologias que permitem aproveitar minério com baixo teor de ferro. Dessa forma, vamos manter a capacidade produtiva e aumentar a vida útil das nossas atividades em Itabira.

Construção da Usina Conceição II

Construção de nova Instalação de Tratamento de Minério (ITM) para o beneficiamento do itabirito compacto com baixo teor de ferro, retirado das pilhas de estéril.

Adequação da Usina Conceição I

Adequação da usina em operação para o beneficiamento do itabirito compacto com baixo teor de ferro extraído da Mina Conceição.

Adequação da Usina Cauê

Adequação da usina em operação para o beneficiamento do itabirito compacto com baixo teor de ferro.

Quem fez parte dessa história

Assista ao vídeo "Memória da tecnologia da mineração em Itabira - Da hematita ao itabirito compacto"
Conheça a história de Gilberto Santiago, Gerente de Manutenção Industrial
Conheça a história de José Diniz, Empregado aposentado
Conheça a história de Lucas Gomes, Gerente de Operação e Tratamento
Conheça a história de Marco Antônio Teixeira, Engenheiro