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MAIS Bio celebra produção de pesquisa científica na Vale

MAIS Bio celebra produção de pesquisa científica na Vale

A Convenção sobre Diversidade Biológica é um tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) que tem o Brasil como um de seus signatários e celebra em 2018 seu aniversário de 25 anos. Para marcar a data e destacar os estudos e as iniciativas de profissionais da empresa alinhados com as diretrizes de conservação da biodiversidade, compartilhando-os internamente, a Vale criou o Prêmio MAIS Bio. A escolha dos melhores trabalhos classificados como ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e submetidos em forma de case foi anunciada durante o encontro “Experiências em Biodiversidade”, que aconteceu nos dias 22 e 23 de maio no Centro de Proteção e Educação Ambiental da Mata do Jambreiro, em Nova Lima (MG).

Entre os 16 cases inscritos no MAIS Bio, foi premiado, na categoria Instituto Tecnológico Vale-Desenvolvimento Sustentável, o pesquisador Guilherme Oliveira, com seu estudo sobre “Bases genéticas para estudos de licenciamento e conservação da biodiversidade – o banco de códigos de barra de DNA de plantas de Carajás”. Na categoria empregados Vale, empatadas em primeiro lugar, receberam a premiação a analista de Relações com a Comunidade Roberta Atherton, pelo case “Amigos da Jubarte: turismo de observação e conservação ambiental como alicerces para o fomento ao desenvolvimento socioambiental do Espírito Santo”, e a engenheira florestal Ana Amoroso, pelo trabalho “Espécies endêmicas dos campos rupestres do Quadrilátero Ferrífero”.

Para saber mais sobre o prêmio e conhecer
todos as iniciativas inscritas, acesse aqui

Código de barras de DNA amplia
conhecimento sobre espécies

Vale apoia projeto para conservação das jubartes

O case “Amigos da Jubarte: turismo de observação e conservação ambiental como alicerces para o fomento ao desenvolvimento socioambiental do Espírito Santo” foi apresentado por Roberta Atherton, analista de Relações com a Comunidade da Vale. Sua escolha como um dos vencedores do Prêmio MAIS BIO se deu porque a iniciativa contempla uma série de objetivos alinhados à Política de Sustentabilidade da empresa, está baseada em pesquisa e inovação e tem se mostrado muito exitosa, tanto em relação aos resultados obtidos quanto no que diz respeito à visibilidade do projeto, bastante conhecido pelos capixabas.

A Vale se aproximou do projeto Amigos da Jubarte em 2016 e, em 2017, passou a apoiá-lo financeiramente e com sua expertise, tornando-se uma de suas parceiras. No litoral capixaba existe uma das maiores concentrações de baleias-jubarte no Brasil, daí a relevância de realizar um estudo no sentido de criar instrumentos para garantir a sua conservação.

Do ponto de vista científico, o trabalho realizado por biólogos e oceanógrafos ligados aos institutos tem como base a fotoidentificação das baleias; estudos de bioacústica, biogeografia e comportamento dos cetáceos; gerenciamento das áreas de encalhe; e o mapeamento feito pelo Sistema de Informação Geográfica (SIG). Nos 20 cruzeiros de pesquisa de 2017, as expedições estudaram e mapearam 121 grupos de jubartes, em um total de 370 indivíduos.

Entre os objetivos do projeto, estão incluídos ainda a educação e a geração de renda, por meio do incentivo ao turismo de observação. Nesse campo, os resultados também são significativos. Ao longo de 2017, 6 mil pessoas estiveram envolvidas em ações do Amigos da Jubarte, e houve mais de 200 interessados em participar da primeira capacitação de profissionais de referência para a iniciativa.

Espécies de interesse para conservação do Quadrilátero Ferrífero

Escolhido como um dos cases vencedores do Prêmio MAIS Bio, o trabalho sobre “Espécies especiais dos campos rupestres do Quadrilátero Ferrífero” apresenta estudos realizados desde 2015 para melhor conhecer a flora das áreas protegidas da região. A pesquisa traz um conhecimento inovador, na medida em que preenche lacunas de informação sobre espécies, e é realizada com o apoio de botânicos e de uma rede de taxonomistas importantes em seus campos de atuação, promovendo uma integração com pesquisadores de referência.

A engenheira florestal Ana Amoroso, autora do case, explica que, “pelo princípio da precaução, e não havendo muito conhecimento sobre determinada espécie, é comum que a espécie seja classificada como de interesse para conservação (rara, ameaçada e/ou endêmica). Para saber mais sobre as plantas nessa categoria, estamos fazendo um trabalho que começou pelo levantamento dos dados que existiam em herbários físicos e virtuais sobre aproximadamente 50 espécies citadas por autores como endêmicas dos ambientes de canga."

O trabalho foi o primeiro realizado de forma sistemática sobre a flora das Reservas Particulares do Patrimônio Natural da Vale em Minas Gerais e permitiu que fossem localizadas nessas áreas plantas que há muito tempo não eram encontradas em levantamentos florísticos, como a Stephanopodium englerii, espécie endêmica classificada como EN (em perigo) de acordo com o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). Até setembro de 2018, das 50 espécies listadas inicialmente como endêmicas, 14 tiveram seu conhecimento ampliado, sendo três espécies confirmadas como não endêmicas do Quadrilátero Ferrífero; duas espécies não são exclusivas de canga; 11 espécies (incluindo as duas anteriores) foram registradas fora de canga; e outras oito podem vir a ter confirmação dos registros também em litologia diferente da ferruginosa.