Projeto PD&I
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Projeto PD&I

Projetos de PD&I integrados para Recuperação de Áreas Degradadas

Projetos de PD&I integrados para Recuperação de Áreas Degradadas

O desenvolvimento de projetos voltados a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) na Vale gerou com o tempo resultados com potencial cada vez maior de integração, por suas características complementares. Em função dessa perspectiva, a empresa elaborou um modelo de gestão de programas de PD&I em Meio Ambiente, cujo objetivo é alcançar uma maior coordenação entre os projetos e, consequentemente, otimizar sua aplicação.


Tendo como base esta premissa, a aplicação do Programa na Recuperação de Áreas Degradadas (RAD) é um exemplo promissor. Quatro projetos de pesquisa apresentados no Informativo MAIS ilustram como a conexão de estudos pode trazer melhores resultados, de forma mais rápida e com menor custo. Construídos e contratados conjuntamente, por meio de parcerias com instituições de ensino e pesquisa, dois dos projetos tratam da seleção de espécies nativas para a recuperação das áreas degradadas, um aborda conhecimento sobre solos e outro vai à frente, na questão do monitoramento dos processos de recuperação. Há ainda dois outros textos que tratam de temas relacionados, uma pesquisa sobre o uso de lodo de esgoto sanitário em RAD e a apresentação da Biofábrica da Vale, especializada na conservação e reprodução de espécies botânicas da flora nativa.

Para saber mais sobre o Programa de RAD e a metodologia de formulação de programas, acesse aqui

Veja abaixo duas das principais pesquisas que estão sendo feitas dentro do contexto do Programa de PD&I de Recuperação de Áreas Degradadas:

Veja abaixo duas das principais pesquisas que estão sendo feitas dentro do contexto do Programa de PD&I de Recuperação de Áreas Degradadas:

Definição de espécies estruturantes

Conheça o estudo que visa contribuir para o conhecimento dos processos de
restauração dos campos rupestres.

Estudo busca aperfeiçoar a Recuperação
de Áreas Degradadas

Saiba mais sobre a pesquisa que pretende aprofundar, difundir e internalizar
conhecimentos sobre revegetação em áreas mineradas.

Definição de espécies estruturantes

Conheça o estudo que visa contribuir para o conhecimento dos processos de restauração dos campos rupestres.

Estudo busca aperfeiçoar a Recuperação de Áreas Degradadas

Saiba mais sobre a pesquisa que pretende aprofundar, difundir e internalizar conhecimentos sobre revegetação em áreas mineradas.

Índice permitirá monitoramento da Recuperação de Áreas Degradadas

O monitoramento do estágio de Recuperação de Áreas Degradadas (RAD) é uma etapa muito importante do processo de desenvolvimento do trabalho em RAD, porque gera informações tecnicamente confiáveis para que a empresa mantenha seu planejamento de ação ou faça eventuais correções de rumos, além de embasar os relatórios enviados aos órgãos ambientais, cada vez mais atentos a essa questão.

Por isso, o projeto científico “Monitoramento dos processos de recuperação de áreas mineradas no Quadrilátero Ferrífero”, coordenado pelo professor Igor Rodrigues de Assis, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), foi iniciado em 2018 como parte integrante do Programa de RAD. O estudo é inovador na Vale e será realizado até o ano de 2020, com o objetivo de criar um índice de recuperação específico para o Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. Nesse sentido, estão previstos a elaboração de um guia prático para monitoramento de áreas em processo de recuperação; o treinamento de equipe técnica da empresa para a realização de monitoramento; e o levantamento de parâmetros balizadores e indicadores do status da recuperação ambiental, caracterizados pela vegetação e solo de diferentes áreas em processo de recuperação.

Para conhecer mais detalhes
sobre a pesquisa, acesse aqui

Seleção de gramíneas nativas para utilização na Recuperação de Áreas Degradadas

A pesquisa científica “Desenvolvimento de metodologia para recomposição vegetal de áreas impactadas pela mineração de ferro utilizando gramíneas nativas resistentes”, coordenada pelo professor Eduardo Gusmão, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), integra o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (RAD). Desde 2015, com previsão de término em 2019, o estudo busca, por meio de experiências em campo e em casa de vegetação (estrutura abrigada), desenvolver uma metodologia confiável e que possa ser facilmente replicada para recomposição da cobertura vegetal nativa em áreas degradadas por mineração de ferro. Para isso, trabalha com gramíneas resistentes já identificadas.

A pesquisa está em fase adiantada. Já houve, entre dezenas de etapas e subetapas planejadas, estudos abrangendo os seguintes temas: ecofisiologia da germinação de gramíneas resistentes e sua resposta ao estresse hídrico; ação de ácidos húmicos (produzidos a partir da biodegradação da matéria orgânica morta) no crescimento e metabolismo fisiológico de gramíneas nativas; colonização e desenvolvimento de fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) em substratos de rejeito de mineração; e caracterização morfológica e análise de crescimento vegetal. “As gramíneas proporcionam o início do processo de sucessão ecológica, favorecendo a introdução de outras espécies ou a colonização natural da área. Com base no trabalho feito até aqui, duas espécies mostraram crescimento satisfatório em todas as condições de teste e já foram selecionadas – Setaria parviflora e Paspalum densum”, relata Eduardo Gusmão.

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Biofábrica da Vale reproduz espécies nativas

A Vale inaugurou, em 2015, a primeira Biofábrica do setor mineral especializada na conservação e reprodução de espécies botânicas da flora nativa. Localizada no Centro de Tecnologia de Ferrosos, em Nova Lima, Minas Gerais, a Biofábrica dispõe de um laboratório em que são mantidas as condições ideais de nutrição, temperatura e luminosidade para garantir o desenvolvimento das mudas, em ambiente protegido. Isso permite que as sementes coletadas em campo sejam quase que inteiramente aproveitadas, ao contrário do que ocorreria na natureza, onde muitas não germinam.

Luiza Vieira, analista de Meio Ambiente responsável pela Biofábrica, conta que recebe pesquisadores de universidades e outras instituições interessados em estudos ambientais, e trabalha de forma integrada com as equipes que atuam no Programa de Recuperação de Áreas Degradadas. “Pesquisas como a que criará indicadores científicos para o monitoramento dessas áreas nos auxiliarão tanto no que diz respeito à precisão das informações apresentadas aos órgãos ambientais quanto em nossa própria percepção do estágio de maturidade da recuperação, importante para balizar nossas iniciativas”, ressalta. Atualmente, a Biofábrica possui 40 mil exemplares em processo de aclimatação, pela diminuição de nutrientes e déficit de água, entre outros fatores, estágio em que as plantas são preparadas para resistir ao meio externo em que serão inseridas. Desse total, 15 mil exemplares estão prontos para uso em campo.

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Lodo de esgoto sanitário como solução para Recuperação de Áreas Degradadas

Integrado ao Programa de Recuperação de Áreas Degradas (RAD), o “Estudo de viabilidade de aplicação de lodo de esgoto na Recuperação de Áreas Degradadas no Quadrilátero Ferrífero”, desenvolvido internamente pela analista de Meio Ambiente da Vale Roberta Guimarães, vem sendo realizado desde 2016, com resultados promissores.

A pesquisa científica busca comparar a adubação utilizando composto orgânico, convencionalmente adotada pela Vale, com a aplicação de lodo de esgoto. Foram definidas doses, tanto do lodo quanto do composto orgânico atualmente utilizado, com o intuito de aumentar para 2% o teor de matéria orgânica nos solos e no substrato minerário (estéril) comumente encontrados na região. Isso poderá trazer uma diminuição significativa de custos para a empresa, na medida em que reduzirá a compra de fontes de matéria orgânica e, por outro lado, evitará os gastos com o transporte do lodo de esgoto produzido pela Vale.

Há também ganhos ambientais. Nos mais de 10 mil hectares de áreas aptas a receber o lodo de esgoto sanitário, seria possível aplicar quase 350 mil toneladas de lodo, o que representa uma massa 500 vezes maior do que a produção das estações de tratamento da Vale em Minas Gerais e da ETE Betim da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Para testar o uso do lodo, foi feita uma semeadura com um “mix” de plantas utilizado em RAD na Vale. Houve aumento de teor de matéria orgânica no solo, não ocorreu lixiviação de metais pesados e a vegetação que cresceu com o uso de lodo de esgoto foi mais robusta do que a que se desenvolveu com o composto orgânico empregado normalmente, nas mesmas condições de adubação.

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