Sobre Barragens

Samarco

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Sobre barragens

Perguntas frequentes

Sobre o depósito de rejeitos da Vale

Qual quantidade de rejeitos provenientes de suas minas foi depositada pela Vale em barragens da Samarco?

Em 2014, a Vale enviou para a Samarco a quantidade de 1.005.581 toneladas de rejeitos provenientes da Mina de Alegria, em Minas Gerais. Esta quantidade representa exatamente 4,4722% do volume total depositado na Barragem de Fundão entre janeiro de 2014 e dezembro de 2014. Veja aqui a Nota de Débito Financeira da Samarco.

Impactos Ambientais

O rejeito das barragens é tóxico?

Não. O rejeito presente nas barragens é inerte, ou seja, não contém componentes tóxicos. Ele é composto, em sua maior parte, por sílica (areia) proveniente do beneficiamento do minério de ferro e não apresenta nenhum elemento químico danoso à saúde. O resultado das análises solicitadas pela Samarco à SGSGeosol Laboratórios, empresa especializada em análises ambientais e geoquímicas de solos, atesta que o rejeito proveniente da barragem de Fundão não oferece perigo às pessoas ou ao meio ambiente. As amostras foram coletadas no dia 8 de novembro próximo a Bento Rodrigues, Monsenhor Horta, Pedras, Barretos e Barra Longa, em Minas Gerais, e analisadas segundo a norma brasileira ABNT NBR 10004:2004. Estes locais foram definidos para a coleta por serem os mais próximos ao acidente e, portanto, as amostras representam melhor o material que estava depositado na barragem. Após as análises, o rejeito nesses locais foi classificado como não perigoso. Isto significa que o material analisado não apresenta periculosidade às pessoas e ao meio ambiente, tendo em vista que não disponibiliza contaminantes para a água, mesmo em condições de exposição a chuvas.

Sobre Barragens

A Vale tomou alguma providência em suas barragens após a ocorrência em Mariana? Quais medidas foram adotadas?

A Vale fez uma verificação detalhada das condições estruturais de todas as suas barragens. Nenhuma alteração foi detectada nas inspeções realizadas. Os seguintes componentes foram verificados: acessos, reservatórios, cristas, bermas, taludes, drenagem superficial, sistema de drenagem interna, ombreira e sistema extravasor. Dezoito profissionais de geotecnia da área de Ferrosos, além de equipes em escritórios da Vale, atuaram de forma emergencial, contribuindo para a agilidade dos resultados das inspeções.

As Barragens de Germano e Santarém têm risco de rompimento?

A Samarco informou, durante coletiva de imprensa realizada nessa terça-feira, 17, que as suas estruturas de barragem e de diques encontram-se estáveis. A empresa mantém uma sala de controle, com empregados monitorando as barragens durante 24 horas por dia. Inspeções diárias são realizadas pela equipe técnica da empresa. Na unidade de Germano, em Mariana (MG), o fator atual de segurança do dique de Selinha é de 1,22. Isso significa que ele está 22% acima do equilíbrio mínimo, que é de 1,0. No caso de Santarém, o índice atual é de 1,37, o que significa que ele está 37% acima do ponto mínimo de equilíbrio. Estão sendo realizadas obras emergenciais para contenção e reforço, anunciadas na mesma coletiva, para aumentar o fator de segurança e reduzir os riscos nas estruturas decorrentes do acidente. A norma NBR 13028 prevê que, em uma condição normal de operação, o fator de segurança deve ser igual ou superior a 1,5, ou seja, com 50% acima do equilíbrio limite. Saiba mais no site da Samarco.

As estruturas têm plano de emergência em caso de rompimento? Se tiverem, o que eles preveem?

A Vale tem os Planos de Ações Emergenciais (PAEBMs) para todas as estruturas em que há exigência prevista na legislação. Os planos apresentam procedimentos de mitigação e comunicação que devem ser adotados em situação de emergência, visando à preservação da vida, da saúde, de propriedades e do meio ambiente. Os planos contêm informações gerais da barragem, definição de áreas afetadas em uma ruptura hipotética, procedimentos preventivos e corretivos para situações de emergência, procedimentos de notificação e comunicação, incluindo sistemas de alerta e responsabilidades gerais. A Samarco informou que as comunidades impactadas pelo acidente receberam visitas de suas equipes com orientações sobre procedimentos de emergência. As pessoas foram informadas sobre a localização e o alcance das sirenes fixas instaladas nos pontos de encontro em cada localidade.

Como são monitoradas as barragens?

Nossas barragens passam por inspeções visuais e são monitoradas por instrumentos que dão respostas com relação ao seu comportamento estrutural. Os dados dos monitoramentos são analisados por engenheiros geotécnicos, que avaliam frequentemente se os níveis de leituras dos instrumentos estão condizentes com as condições de operação normal das estruturas.

Quais normas de monitoramento de barragens são seguidas e o que elas preveem?

Para o desenvolvimento de projetos de barragens, a Vale atende aos critérios da norma NBR 13028, bem como as diretrizes de projetos de organismos internacionais renomados, como o ICOLD (Comitê Internacional de Grandes Barragens). Durante a operação, a Vale atende às legislações estadual e federal. No Brasil, a Lei 12.334 de 2010 estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens e as portarias do DNPM 416/2012 e 526/2013 dispõem sobre o Plano de Segurança de Barragens (PSB) e sobre o Plano de Ações de Emergenciais (PAEBM), respectivamente. Em Minas Gerais, a Vale atende às deliberações normativas 62/2002 e 87/2005, que dispõem sobre critérios de classificação das barragens, bem como sobre os requisitos de gestão de segurança.

Saiba mais sobre as ações da Vale em apoio à Samarco
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