Perguntas Frequentes

Samarco

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Perguntas frequentes

Sobre o depósito de rejeitos da Vale

A Vale depositou rejeitos de suas minas acima da capacidade da Barragem de Campo Grande?

Não. Conforme documento do Plano de Ação Emergencial de Barragem da Mineração (PAEBM) (acesse aqui o documento), protocolado junto aos órgãos competentes, sua capacidade de projeto é de 23,5 Mm3 e, atualmente, a barragem ocupa um volume de 19,59 Mm3. Ou seja, a Barragem de Campo Grande não está saturada.

Esta atividade de transferência de rejeitos está licenciada?

A atividade de transferência de rejeitos para a Samarco está licenciada desde 1994 pela Licença de Operação Corretiva da Mina de Alegria, processo COPAM No 182/87/03/94. Esta licença foi submetida a revalidações sucessivas, conforme previsto na legislação ambiental vigente em Minas Gerais. A licença é emitida pelo COPAM (Conselho Estadual de Política Ambiental do Estado de Minas Gerais). Nessa licença ambiental, está previsto que a Vale poderia dispor a lama em novas estruturas da Samarco que viessem a ser construídas. A responsabilidade pelo licenciamento para a disposição do rejeito na Barragem de Fundão é da Samarco. Veja aqui a licença emitida.

Qual quantidade de rejeitos provenientes de suas minas foi depositada pela Vale em barragens da Samarco?

Em 2014, a Vale enviou para a Samarco a quantidade de 1.005.581 toneladas de rejeitos provenientes da Mina de Alegria, em Minas Gerais. Esta quantidade representa exatamente 4,4722% do volume total depositado na Barragem de Fundão entre janeiro de 2014 e dezembro de 2014. Veja aqui a Nota de Débito Financeira da Samarco.

Impactos ambientais

A recuperação do Rio Doce é possível?

Sim. A lama decorrente do rompimento da barragem se depositou quase que somente na calha do Rio Doce, depois de passar pelo rio Carmo, um de seus formadores. Os outros afluentes como os rios Piranga, Casca, Matipó, Piracicaba, Santo Antônio, Corrente, Caratinga, Suaçuí Pequeno, Suaçuí Grande, Manhuaçu e Guandu ficaram intocados e vão se encarregar de renovar a água e a vida no Rio Doce. Em artigo publicado em 18 de novembro, no site Colabora, o jornalista Agostinho Vieira afirma que, ao contrário do que tem circulado nas redes sociais, o Rio Doce não está morto e pode ser recuperado. O texto cita alguns fatores que vêm provocando o assoreamento no Rio Doce há anos, como a falta de saneamento e o desmatamento na região, principalmente das matas ciliares. A reportagem finaliza dando como exemplo a recuperação do Rio Tâmisa, em Londres, que chegou a ser considerado biologicamente morto e hoje está limpo. Leia mais aqui. Diversas instituições federais e capixabas constituíram, recentemente, um grupo de governança para atuar e informar a sociedade, de forma integrada, sobre temas ligados à Bacia do Rio Doce. O primeiro conteúdo que está no ar traz informações relevantes sobre a viabilidade da água do Rio Doce, por meio do tratamento realizado com uso de floculantes naturais. Para conhecer o material, acesse www.governancapelodoce.com.br.

O que está sendo feito para preservar o Rio Doce?

A Samarco informou que, segundo análises realizadas em 22 de novembro, a eficiência das barreiras de contenção, instaladas nas áreas protegidas, em Regência, distrito de Linhares (ES), chegou a ser de até 80% comparadas à turbidez da água de dentro do estuário ao canal principal do rio. Para auxiliar, a Samarco contratou a Golder Associates, empresa especialista em desastres desta magnitude, que se dedicará à elaboração de planos, gestão e supervisão das ações que serão implementadas em todas as áreas impactadas ao longo do Rio Doce. A Samarco também estuda parcerias com outras instituições ambientais, como o Instituto Terra, do fotógrafo Sebastião Salgado, que tem atuação voltada para a recuperação ambiental de mananciais ao longo do rio.

O rejeito das barragens é tóxico?

Não. O rejeito presente nas barragens é inerte, ou seja, não contém componentes tóxicos. Ele é composto, em sua maior parte, por sílica (areia) proveniente do beneficiamento do minério de ferro e não apresenta nenhum elemento químico danoso à saúde. O resultado das análises solicitadas pela Samarco à SGSGeosol Laboratórios, empresa especializada em análises ambientais e geoquímicas de solos, atesta que o rejeito proveniente da barragem de Fundão não oferece perigo às pessoas ou ao meio ambiente. As amostras foram coletadas no dia 8 de novembro próximo a Bento Rodrigues, Monsenhor Horta, Pedras, Barretos e Barra Longa, em Minas Gerais, e analisadas segundo a norma brasileira ABNT NBR 10004:2004. Estes locais foram definidos para a coleta por serem os mais próximos ao acidente e, portanto, as amostras representam melhor o material que estava depositado na barragem. Após as análises, o rejeito nesses locais foi classificado como não perigoso. Isto significa que o material analisado não apresenta periculosidade às pessoas e ao meio ambiente, tendo em vista que não disponibiliza contaminantes para a água, mesmo em condições de exposição a chuvas.

Por que a pluma está sendo direcionada para o mar?

De acordo com a Samarco, tratam-se de as providências definidas pelo Ministério Público, Iema, Projeto Tamar e Instituto Chico Mendes. Os órgãos recomendaram que a pluma de turbidez seja direcionada para o mar, com o objetivo de proteger a fauna e flora na foz do Rio Doce. Segundo os especialistas, a diluição do material será mais rápida em função do volume de água, ao contrário do que aconteceria se ele ficasse estacionado no estuário. Saiba mais no site da Samarco.

Qual é o estado atual da água do Rio Doce?

De acordo com a Samarco, resultados de novas análises feitas pelo Serviço Geológico do Brasil (CRPM) e pela Agência Nacional de Águas, em 15 de dezembro, atestam que a qualidade da água do Rio Doce está compatível com os resultados encontrados antes da passagem da pluma de turbidez. Os laudos confirmam também que, após o tratamento adequado para atender aos padrões de portabilidade definidos pelo Ministério da Saúde (Portaria 2.914), a água pode ser consumida pela população sem riscos. Com relação à presença de metais pesados dissolvidos na água, os níveis de arsênio, cádmio, mercúrio, chumbo, cobre, zinco, entre outro, são, de modo geral, similares a levantamentos realizados pela CPRM em 2010.

Ações futuras

Quais são os planos da Vale para a reconstrução da área atingida?

A Vale e a BHP Billiton anunciaram em 27 de novembro a criação de um fundo voluntário e sem fins lucrativos, com a Samarco, para resgatar e recuperar o Rio Doce e seus afluentes, afetados pelo acidente. O fundo será capitalizado, inicialmente, com recursos da Vale da BHP. A intenção é buscar apoio financeiro adicional de outras instituições privadas, públicas e ONGs. O valor inicial está em fase de definição. O objetivo, porém, é que os recursos permitam o funcionamento do fundo por um período de longo prazo. Adicionalmente, a Vale apoia um fundo emergencial de R$ 1 bilhão anunciado ontem pela Samarco e os Ministérios Público Federal e de Minas Gerais. O Termo de Compromisso Preliminar, que prevê a destinação dos recursos, visa garantir o custeio de medidas preventivas emergenciais, mitigatórias, reparadoras ou compensatórias, sejam ambientais ou sociais, decorrentes do acidente ocorrido na barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015. No Espírito Santo, também foi anunciado um Termo de Compromisso Sociambiental (TCSA) entre a Samarco e os Ministérios Públicos Federal, do Espírito Santo e do Trabalho, que vista estabelecer ações nos municípios de Baixo Guandu, Colatina, Linhares e Marilândia para prevenir e mitigar os impactos socioambientais decorrentes do acidente. Em 2 de março de 2016, a Vale, a Samarco e a BHP Billiton assinaram um acordo com o governo federal e os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, para a recuperação social, ambiental e econômica das regiões atingidas pelo rompimento da barragem. O acordo define a criação de uma fundação de direito privada que será responsável pela execução de cerca de 40 programas de reparação. Saiba mais.

Sobre barragens

A Vale tomou alguma providência em suas barragens após a ocorrência em Mariana? Quais medidas foram adotadas?

A Vale fez uma verificação detalhada das condições estruturais de todas as suas barragens. Nenhuma alteração foi detectada nas inspeções realizadas. Os seguintes componentes foram verificados: acessos, reservatórios, cristas, bermas, taludes, drenagem superficial, sistema de drenagem interna, ombreira e sistema extravasor. Dezoito profissionais de geotecnia da área de Ferrosos, além de equipes em escritórios da Vale, atuaram de forma emergencial, contribuindo para a agilidade dos resultados das inspeções.

As Barragens de Germano e Santarém têm risco de rompimento?

A Samarco informou, durante coletiva de imprensa realizada em 17 de novembro de 2015, que as suas estruturas de barragem e de diques encontram-se estáveis. A empresa mantém uma sala de controle, com empregados monitorando as barragens durante 24 horas por dia. Inspeções diárias são realizadas pela equipe técnica da empresa. Na unidade de Germano, em Mariana (MG), o fator atual de segurança do dique de Selinha é de 1,22. Isso significa que ele está 22% acima do equilíbrio mínimo, que é de 1,0. No caso de Santarém, o índice atual é de 1,37, o que significa que ele está 37% acima do ponto mínimo de equilíbrio. Estão sendo realizadas obras emergenciais para contenção e reforço, anunciadas na mesma coletiva, para aumentar o fator de segurança e reduzir os riscos nas estruturas decorrentes do acidente. A norma NBR 13028 prevê que, em uma condição normal de operação, o fator de segurança deve ser igual ou superior a 1,5, ou seja, com 50% acima do equilíbrio limite. Saiba mais no site da Samarco.

As estruturas têm plano de emergência em caso de rompimento? Se tiverem, o que eles preveem?

A Vale tem os Planos de Ações Emergenciais (PAEBMs) para todas as estruturas em que há exigência prevista na legislação. Os planos apresentam procedimentos de mitigação e comunicação que devem ser adotados em situação de emergência, visando à preservação da vida, da saúde, de propriedades e do meio ambiente. Os planos contêm informações gerais da barragem, definição de áreas afetadas em uma ruptura hipotética, procedimentos preventivos e corretivos para situações de emergência, procedimentos de notificação e comunicação, incluindo sistemas de alerta e responsabilidades gerais. A Samarco informou que as comunidades impactadas pelo acidente receberam visitas de suas equipes com orientações sobre procedimentos de emergência. As pessoas foram informadas sobre a localização e o alcance das sirenes fixas instaladas nos pontos de encontro em cada localidade.

Como são monitoradas as barragens?

Nossas barragens passam por inspeções visuais e são monitoradas por instrumentos que dão respostas com relação ao seu comportamento estrutural. Os dados dos monitoramentos são analisados por engenheiros geotécnicos, que avaliam frequentemente se os níveis de leituras dos instrumentos estão condizentes com as condições de operação normal das estruturas.

Quais normas de monitoramento de barragens são seguidas e o que elas preveem?

Para o desenvolvimento de projetos de barragens, a Vale atende aos critérios da norma NBR 13028, bem como as diretrizes de projetos de organismos internacionais renomados, como o ICOLD (Comitê Internacional de Grandes Barragens). Durante a operação, a Vale atende às legislações estadual e federal. No Brasil, a Lei 12.334 de 2010 estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens e as portarias do DNPM 416/2012 e 526/2013 dispõem sobre o Plano de Segurança de Barragens (PSB) e sobre o Plano de Ações de Emergenciais (PAEBM), respectivamente. Em Minas Gerais, a Vale atende às deliberações normativas 62/2002 e 87/2005, que dispõem sobre critérios de classificação das barragens, bem como sobre os requisitos de gestão de segurança.

Apoio à Samarco

A Vale disponibilizou equipe para auxílio nas ações?

Cerca de 100 empregados estão diretamente envolvidos nas ações. As equipes ajudaram a Samarco na arrecadação de materiais necessários para os primeiros atendimentos aos desabrigados, além do cadastramento e da identificação de alojamentos na região. Médicos, enfermeiros, assistentes sociais e empregados estão dedicados 24 horas no atendimento às vítimas. O Centro de Saúde da Mina de Alegria, que pertence à Vale e fica próximo ao local do acidente, também está disponível em tempo integral.

Como foi feito o resgate de animais?

A Samarco informou que, desde 5 de novembro, data do acidente com a barragem em Mariana (MG), foram resgatados mais de 250 animais em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Todos esses animais receberam atendimento médico veterinário e alimentação. Os recursos disponibilizados permitiram a realização de diversas ações, entre elas, a contratação de médicos veterinários e bombeiros civis, um galpão com hospital de campanha para todos os animais e a locação de transportes necessários ao resgate, além de todos os suprimentos necessários para garantir a qualidade de vida desses animais.
Junto aos parceiros na frente de assistência aos animais domésticos resgatados em Mariana (MG) e Barra Longa (MG), a Samarco começou a definir, em 16 de fevereiro, o futuro dos animais assistidos nos Centros de Recolhimento montados pela empresa. Saiba mais.

De que maneira a Vale tem agido para apoiar a Samarco com o acidente?

Como acionista da Samarco, juntamente com a BHP Billiton, a Vale tem atuado ativamente nas ações para garantir a integridade das pessoas afetadas pelo acidente. Desde o primeiro dia, disponibilizamos recursos humanos e materiais para auxiliar a Samarco nos trabalhos de resgate e remoção dos locais de riscos dos desabrigados pelo acidente. Três pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale de Belém (PA), com experiência em monitoramento e áreas costeiras, foram acionados para integrar a equipe da Samarco. Eles estão realizando um trabalho de monitoramento em área próxima à foz do Rio Doce.

Há risco de enchentes nas cidades localizadas às margens do Rio Doce?

A Samarco informou que, segundo relatório divulgado em 14 de novembro, pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Serviço Geológico do Brasil, a pluma de turbidez não irá causar enchentes nos municípios do Espírito Santo localizados às margens do Rio Doce. A entidade está monitorando 24 horas, em tempo real, a calha do rio para acompanhar o deslocamento da pluma que, neste sábado, se deslocava com baixa velocidade na cidade de Resplendor (MG). Saiba mais no site da Samarco.

O diretor-presidente da Vale esteve no local do acidente?

Sim. Logo no sábado, 7/11, Murilo Ferreira sobrevoou a área do acidente e esteve reunido com o presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, e líderes da Vale em MG. Na quarta-feira, 11/11, Murilo esteve novamente em Mariana, junto com o presidente da BHP Billiton, Andrew Mackenzie. Na ocasião os três executivos fizeram uma coletiva de imprensa.

O que a Vale forneceu para apoio à Samarco?

Foram cedidos helicópteros e 30 mil litros de combustível aeronáutico, utilizados nas ações de resgate às vítimas nos distritos impactados, assim como três carros e duas ambulâncias. Um heliponto na Mina de Alegria foi liberado para as equipes de resgate. Seis especialistas em trekking da Vale também estão ajudando nas ações, assim como técnicos de prevenção e controle de perdas. Cinco caminhões fora de estrada (utilizados nas operações de mina), uma pá carregadeira e um trator estão fazendo o trabalho de enrocamento do dique da barragem, que se rompeu. Um técnico da Vale, especialista em barragens, além de outros dois engenheiros geotécnicos, estão em tempo integral na Samarco à disposição da empresa. Logo nos primeiros dias, a Vale ficou responsável pelo fornecimento de água mineral para a “Arena Mariana”, local onde inicialmente os desabrigados foram acolhidos antes de serem acomodados em hotéis na cidade. A Vale montou no município de Acaiaca, a 5 quilômetros de Barra Longa, um dos distritos de Mariana afetados pela lama, um sistema de captação de água, com bomba, gerador e tubulação dedicados para alimentar dois caminhões-pipa. Eles realizam, ininterruptamente, o transporte de água para a limpeza daquela localidade. Também em Barra Longa, foi montada uma captação de água para atender aos moradores.

Quando as crianças das localidades atingidas voltaram às aulas?

Com o apoio da Samarco, cerca de 900 alunos dos distritos de Mariana e do município de Barra Longa afetados pelo acidente com a barragem iniciaram o ano letivo, após o Carnaval. Imóveis foram reformados e alugados pela empresa, novos espaços foram preparados e também será oferecido apoio no transporte de estudantes. A empresa contribuirá com mobiliário e equipamentos para as escolas e viabilizará o transporte dos alunos das duas comunidades até as unidades.

Quantas pessoas foram acolhidas?

A Samarco informou que um total de 99,7% das famílias de Mariana e Barra Longa impactadas pelo acidente da barragem estão instaladas em casas alugadas ou de familiares.. A realocação das pessoas tem sido sendo realizada diariamente pela Samarco, com participação ativa da Secretaria Municipal de Assistência Social de Mariana. A ordem das mudanças segue as prioridades definidas pelos próprios moradores durante as reuniões realizadas duas vezes por semana entre os representantes das comunidades, Samarco, Ministério Público de Mariana e outros órgãos competentes.

Todas as residências alugadas pela empresa foram equipadas com móveis, eletrodomésticos, utensílios domésticos e enxoval, adquiridos preferencialmente de fornecedores da própria região. Antes da mudança, a empresa também abasteceu as casas com alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal e água potável.

Impactos operacionais

A Vale teve sua produção impactada por conta do acidente?

A produção em Mariana alcançou 6,3 Mt no quarto trimestre de 2015, ficando 38,6% e 34,2% menor do que no 3T15 e no 4T14, respectivamente, em função do acidente da barragem de rejeitos de Fundão, da Samarco.

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