Confira um balanço das ações realizadas desde o dia do acidente

Comunicados

22/03/2016

Confira um balanço das ações realizadas desde o dia do acidente

Confira um balanço das ações realizadas desde o dia do acidente

Atualizado em 22/03/2016

A Vale, como acionista da Samarco juntamente com a BHP Billiton, tem atuado para garantir a integridade das pessoas afetadas pelo acidente ocorrido na barragem de rejeitos de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, no último dia 5. Saiba mais sobre as últimas ações realizadas:

Apoio às pessoas atingidas pelo acidente

A Samarco informou que 100% das famílias de Mariana e Barra Longa impactadas pelo acidente estão em casas alugadas ou de familiares. Após visitas, as famílias escolheram o imóvel que mais gostaram e assinaram o termo de acordo de escolha com a Samarco. Todas as residências alugadas pela empresa foram equipadas com móveis, eletrodomésticos, utensílios domésticos e enxoval, adquiridos preferencialmente de fornecedores da região, e abastecidas com alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal e água potável.

A Samarco iniciou, em novembro, a entrega dos cartões de auxílio financeiro para as famílias impactadas pelo acidente com as barragens. Até o dia 15 de março, 525 cartões para a comunidade e 3.594 para ribeirinhos haviam sido distribuídos. A entrega continua sendo feita à medida que os cadastros vão sendo validados, até que todos os núcleos familiares elegíveis sejam atendidos.

No dia 2 de março, a Vale, Samarco e BHP Billiton assinaram um acordo com os governos Federal, dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo para acelerar as medidas de recuperação social, ambiental e econômica das regiões impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão. O acordo define a criação de uma fundação de direito privada que será responsável pela execução de cerca de 40 programas de reparação. Saiba mais.

Estão sendo feitas reuniões periódicas com as comunidades, prefeituras, governo estadual e federal, órgãos ambientais, Ministério Público, Defensoria Pública e demais órgãos competentes. O objetivo dos encontros é prestar esclarecimentos e informações sobre as ações da Samarco, bem como desenvolver ações conjuntas. Foram instalados também Postos de Atendimento em Colatina, Linhares, Marilândia e Baixo Guandu, no Espírito Santo, e em Mariana e Barra Longa, Minas Gerais. O objetivo é centralizar as demandas, dúvidas e reivindicações da comunidade, facilitando o atendimento e o acompanhamento de soluções.

Trabalho e renda

A Samarco disponibilizou auxílio financeiro emergencial para as famílias que perderam sua renda mensal em função do acidente por meio de cartões. O auxílio contempla o pagamento mensal de um salário mínimo para a família, mais um adicional de 20% do salário mínimo para cada um dos dependentes e cesta básica monetizada no valor de R$ 338,61 (Valor de referência do DIEESE para MG). Mais de 800 pessoas afetadas em Mariana (MG) e Barra Longa (MG) tiveram o perfil profissional levantado pela equipe de Ocupação, Trabalho e Renda, uma das frentes de atuação da Samarco. 225 moradores de Mariana, Barra Longa e região foram encaminhados, em dezembro e janeiro, para novas oportunidades no mercado de trabalho. Além disso, cerca de 30 jovens das comunidades de Bento Rodrigues e Paracatu (MG) se inscreveram no processo seletivo do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) para cursos técnicos e Ensino Médio Integrado nas áreas de Automação Industrial, Administração, Metalurgia e Edificações. O objetivo deste trabalho é buscar a reintegração dessas pessoas às suas funções anteriores, restabelecendo suas condições de trabalho ou mesmo abrindo novas atividades produtivas de acordo com o perfil profissional e o interesse de cada pessoa. Nestes mesmos munícipios, a Samarco e empresas parceiras realizaram contratações de moradores para atuação em reforma de imóveis, cercamento e recuperação de propriedades rurais, revegetação, organização de donativos e cuidado com animais resgatados.

Barragens

A Vale fez uma verificação detalhada das condições estruturais de todas as suas barragens. Nenhuma alteração foi detectada durante as inspeções. Nossas barragens são monitoradas por instrumentos que dão respostas com relação ao seu comportamento estrutural. Os dados são analisados por engenheiros geotécnicos, que avaliam frequentemente se os níveis de leituras dos instrumentos estão condizentes com as condições de operação normal das estruturas.

Em 27 de janeiro, ocorreu uma nova movimentação de parte da massa residual da Barragem de Fundão devido às chuvas. O volume deslocado permanece entre a barragem de Fundão e Santarém, dentro das áreas da Samarco.

Rejeitos

A Samarco vem realizando o acompanhamento do comportamento da pluma de turbidez na região marinha e esclarece que o rejeito presente na barragem não é tóxico. Ele é composto, em sua maior parte, por sílica (areia) proveniente do beneficiamento do minério de ferro e não apresenta nenhum elemento químico danoso à saúde. O resultado das análises solicitadas pela Samarco à SGSGeosol Laboratórios, empresa especializada em análises ambientais e geoquímicas de solos, atesta que o rejeito proveniente da barragem de Fundão não oferece perigo às pessoas ou ao meio ambiente. As amostras foram coletadas no dia 8 de novembro próximo a Bento Rodrigues, Monsenhor Horta, Pedras, Barretos e Barra Longa, em Minas Gerais, e analisadas segundo a norma brasileira ABNT NBR 10004:2004.

A pluma de turbidez proveniente da foz do rio Doce não atingiu as águas do Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia. Testes em laboratório da água coletada em Abrolhos indicaram a ausência de óxido de ferro, um dos elementos que remeteria à pluma de turbidez no rio Doce. A qualidade da água coletada em diferentes dias mostrou ainda que os parâmetros estão dentro dos limites do CONAMA 357 nível 1 (água salina), não havendo anormalidades. Além da comprovação trazida pelos laudos, os acompanhamentos diários feitos pela Samarco nos dois estados indicam que a turbidez das praias no norte do Espírito Santo e do sul da Bahia está dentro da normalidade, o que torna improvável uma presença da pluma na região de Abrolhos.

Rio Doce

Diagnóstico realizado por uma consultoria especializada confirma que continuam existindo peixes e cardumes ao longo do Rio Doce. O estudo, realizado de 3 a 11 de dezembro de 2015, foi feito em 215 pontos do curso d’água. O estudo revelou ainda que a área da bacia do rio afetada pelo acidente é inferior a 1%. Leia mais aqui.

Resultados de novas análises feitas pelo Serviço Geológico do Brasil (CRPM) e pela Agência Nacional de Águas (ANA) divulgados, no dia 15 de dezembro de 2015, atestam que a qualidade da água do Rio Doce está compatível com os resultados encontrados antes da passagem da pluma de turbidez. Os laudos confirmam também que, após o tratamento adequado para atender aos padrões de potabilidade definidos pelo Ministério da Saúde (Portaria 2.914), a água pode ser consumida pela população sem riscos. Com relação à presença de metais pesados dissolvidos na água, os níveis de arsênio, cádmio, mercúrio, chumbo, cobre, zinco, entre outro, são, de modo geral, similares a levantamentos realizados pela CPRM em 2010.

A Samarco dedica-se à recuperação da cor e da turbidez do rio, em todo o trecho impactado. A expectativa é a de que os trabalhos sejam concluídos em até três anos, de acordo com especialistas. O compromisso da Samarco é fazer com que o rio Doce alcance condições melhores que as registradas antes do acidente. Os trabalhos de recuperação abrangem medidas como a limpeza do Reservatório de Candonga: a revegetação das margens dos rios Gualaxo, do Carmo e Doce e o mapeamento da vida no rio Doce, por meio de um sonar.

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