Dormentes usados da EFVM dão origem a carvão vegetal de alta qualidade

Sobre a Vale

10/04/2013

Dormentes usados da EFVM dão origem a carvão vegetal de alta qualidade

Um projeto inédito no Brasil transforma os dormentes usados da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) em carvão vegetal de alta qualidade. A iniciativa, desenvolvida pela Vale em parceria com uma empresa do Espírito Santo, traz ganhos principalmente ambientais.

Entre os benefícios estão a eliminação do atual passivo de 30 mil toneladas de dormentes da EFVM. Até então, a destinação sustentável desse material se limitava ao uso como peças de decoração, artesanato e mourão para cercas. Outro destino era a incineração.

O novo processo também evita o gasto de 16 milhões de litros de água. Este seria o volume necessário para plantar 200 mil pés de eucaliptos, quantidade de matéria-prima necessária para fabricar o mesmo montante de carvão vegetal gerado com a queima das 72 mil toneladas de dormentes.

Ganhos ambientais e sociais

A iniciativa conta com um sistema de controle de emissões que evita a emissão de gases tóxicos no ambiente, por meio de resfriamento. Prevê ainda o rastreamento total do material, desde o local onde ele está estocado até a sua transformação em carvão vegetal. Assim, eliminamos o risco de utilização incorreta dos dormentes.

Além disso, há um incentivo ao empreendedorismo local. Ao transformar resíduos em insumos para novos processos produtivos, o projeto gera empregos, renda e investimentos em novas tecnologias de reciclagem.

A previsão é de que sejam fornecidas 72 mil toneladas de dormentes durante 53 meses à empresa parceira, que irá processar o material. O carvão é vendido para siderúrgicas da região. O projeto representará uma economia de R$ 10 milhões para a Vale com o corte de custos de frete para o transporte das peças usadas e sua destruição. Também irá gerar uma receita de R$ 180 mil durante o período de vigência do contrato.

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Dormentes usados da EFVM dão origem a carvão vegetal de alta qualidade