Neste Coming out day, empregados da Vale contam histórias próprias e de familiares sobre as barreiras enfrentadas por pessoas LGBTQIA+

Sobre a Vale

09/10/2020

Neste Coming out day, empregados da Vale contam histórias próprias e de familiares sobre as barreiras enfrentadas por pessoas LGBTQIA+

Ilustação com pessoas e texto 11 de outubro - Coming out day

Marcelo, Augusto, Ane e Frédéric têm histórias completamente diferentes, mas compartilham um sentimento em comum: o alívio. Empregados da Vale, Marcelo, Augusto e Frédéric contam como enfrentaram o momento de sair do armário e assumir sua orientação sexual ou identidade de gênero para família, sociedade e para si próprio, já Ane, conta a história de sua filha. Sair do Armário (do inglês Come Out) é um termo amplamente conhecido pela comunidade LGBTQIA+ e recebeu uma data especial no calendário, o dia 11 de outubro, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de todos se sentirem livres e seguros para ser como são e da sociedade aprender a respeitar as diferenças.



Nosso símbolo é um arco-íris. Vamos brilhar como ele. Todos os dias. Juntos - Frase de Frederic Nobs, analista administrativo da Vale na Suíça  

“Se assumir é um passo importante em nossas vidas. Infelizmente, é obrigatório que todos nós tenhamos que passar por isso. Mas ao mostrar ao mundo que existimos, que não somos pervertidos, nem pessoas disfuncionais, ajudaremos o mundo a evoluir. Nosso símbolo é um arco-íris. Vamos brilhar como ele. Todos os dias. Juntos”, celebra o analista administrativo da Vale na Suíça.


Fréderic entrou na Vale após já ter passado pelo momento de se assumir e, em menos de 10 meses já passou a integrar o grupo de afinidade LGBTQIA+ como representante da Suíça. O mesmo aconteceu com o assistente de gestão de riscos Marcelo Mota. Para o mineiro, porém, após a admissão na empresa, há seis anos, ainda foi preciso lidar com alguns processos internos.


Eu parecia ter me libertado, ao me aceitar gay, mas por não ter contado a verdade para a minha família sempre ficava uma angústia, como se eu continuasse a viver uma vida dupla, de mentiras. Resolvi, então, mandar o convite do meu casamento para ver qual seria a reação de todos. E fui surpreendido. Para minha avó, a primeira que conversei, “o que importava era que eu estivesse feliz. Já minha mãe ficou curiosa como seria a despedida de solteiro”, lembrou o assistente, com alegria.

Imagem de homem


Ele conta que, antes disso tudo, precisou lidar com a própria resistência de aceitar que todos saberiam sua orientação sexual, uma vez que realizou o primeiro casamento gay na sua cidade. “Logo todos colegas de trabalho já estavam sabendo do casamento e que eu sou gay. Eu tinha receio em conversar com meu líder imediato. Na minha cabeça seria mais fácil ele me dispensar do que criar algum problema. Já com ajuda da assistência social da empresa, me vi com força para abrir o jogo e encarar tudo de frente, e com cabeça erguida, e o meu líder me deu um grande apoio”, contou.


O técnico de controle de processos Augusto da Cruz lembra da importância de, assim como Marcelo, contar com o apoio de uma rede de profissionais especializados. Aos 24 anos, sendo homem transgênero, ele passou cerca de três anos em processo de transição até conseguir se assumir no ambiente de trabalho.



“Uma dica que eu dou é buscar informações e procurar fazer tudo certo com profissionais qualificados e não desistir. É vestir mesmo a camisa de ser quem realmente é. Eu demorei uns 3 anos para ser realmente o Augusto dentro da empresa, tive muito medo das pessoas, pensei que não teria apoio. Mas assim que informei aos meus colegas de trabalho e gestor, eu fui muito bem compreendido e apoiado”, lembra.

Assim que informei aos meus colegas que trabalho eu fui muito bem compreendido e apoiado - Frase de Augusto Cruz, técnico de controle de processo  

A assistente administrativa Ane Brito também encontrou na empresa suporte para apoiar a filha, uma mulher trans. Assim como tantos outros, Jessica também enfrentou todo tipo de preconceito e se refugiou fora do país buscando se esconder. “Eu pensei: a escolha dela é difícil, ela vai ter lutas e eu estarei com ela, em tudo que precisar”. Apesar do preconceito da sociedade, Ane encontrou nos colegas de trabalho a esperança para lutar bravamente pela filha.



Ane Brito, assistente administrativa da Vale
Ane Brito, assistente administrativa da Vale.

Eles me motivaram a ter esperança, me apoiaram, me ergueram! Foi graças a eles que conseguimos parte do valor de uma das cirurgias! A Vale está de parabéns por se engajar em abrir espaço e oportunidades para grupo LGBTQIA+. Afinal, todos fazemos parte de uma mesma empresa”, reforça.




Como apoiar colegas a enfrentarem esse momento

Demonstre respeito, mostrando que todos podem conviver em um ambiente saudável sem diferenças e desigualdade – Marcelo Mota.
Não veja o outro como alguém de outro mundo, mas como um profissional, respeitado pelo que é e pelo seu caráter – Augusto Rafael.
Não faça piadas ou dê sorrisos amarelos. Apoiar e respeitar é algo para o ser humano. Tantas pessoas querem apenas fazer parte do todo e não podem – Ane Soares.
Mude a percepção da comunidade. Um grande passo foi dado depois que a “homossexualidade” foi removida da lista de distúrbios mentais, mas ela ainda é erroneamente interpretada por muitas pessoas. Precisamos trabalhar juntos, de forma pacífica. A melhor maneira é discutir e aceitar o que o outro tem a dizer – Frederic Nobs.

Sobre o coming out day

O Coming out day foi criado em 1988 por Robert Eichberg e Jean O'Leary após uma marcha de mais de 500.000 pessoas em Washington DC pelos direitos LGBTQIA+. Além de reforçar a importância de se assumir, o Coming Out Day também busca exaltar a bravura das pessoas que enfrentaram o ainda difícil momento de revelar sua orientação sexual e/ou identidade de gênero e sensibilizar a sociedade sobre as barreiras que impedem essas pessoas de viverem sua verdade sem medo se sofrer preconceito ou discriminação.



Diferença faz a diferença  

Neste Coming out day, empregados da Vale contam histórias próprias e de familiares sobre as barreiras enfrentadas por pessoas LGBTQIA+