Passagens exclusivas para animais beneficiam fauna na Floresta Amazônica

Sobre a Vale

19/05/2017

Passagens exclusivas para animais beneficiam fauna na Floresta Amazônica

Viadutos exclusivos para passagem de animais foram criados pela primeira vez no Brasil. As duas passagens foram executadas pela Vale e atendem determinação do Ibama para implantação do Ramal Ferroviário S11D. Os viadutos estão localizados no sudeste do Pará e fazem parte de conjunto de 32 passagens de fauna implantadas ao longo dos 101 quilômetros do Ramal.

Viaduto integrado ao ambiente natural dos animais

A orientação do Ibama foi motivada pelos bons resultados obtidos com o emprego de viadutos em países da América do Norte e da Europa, que chamaram a atenção da equipe de licenciamento ambiental para a eficiência da medida. No Brasil, a solução mais comum ainda é a instalação de túneis subterrâneos. Ainda segundo informações divulgadas pelo órgão, os viadutos possibilitam uma travessia segura para os animais e permitem a dispersão de espécies que precisam de áreas extensas para sua sobrevivência.

Por meio do monitoramento, já foi possível registrar fauna silvestre em 75% das estruturas. A identificação foi feita por fotos obtidas de câmeras acopladas a sensores de movimento, instaladas em locais estratégicos ao longo da ferrovia. As fotos flagram o momento em que tatu-quinze-quilos, tamanduá, cutia, iguana, capivara, lontra, cachorro do mato e jaguatirica usam as passagens para cruzar a ferrovia.

Jaguatirica usa passagens para animais no ramal

Os dois viadutos de fauna foram construídos com o objetivo de reproduzir uma área natural se aproximando ao máximo do habitat dos animais. As estruturas são cobertas com gramíneas e pequenos arbustos, típicos da região. Além dos viadutos, três outros tipos de passagens foram instaladas, conforme análise conjunta realizada entre o Ibama e Vale. São eles: a adaptação de sistemas de drenagem com passadiços para possibilitar o trânsito de animais sob a ferrovia mesmo em períodos de chuva, passagens exclusivas sob linha férrea e passagens de primatas interligando a copa das árvores de ambos os lados da ferrovia.

Além das passagens, o projeto do Ramal foi pensado para a menor interferência possível na Floresta Nacional de Carajás. Dos 101 quilômetros, apenas três passam pela Floresta, por meio de obras especiais como pontes, viadutos e túneis, com o objetivo de permitir a plena reconectividade da Floresta e possibilitar o fluxo da fauna silvestre.

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