Sobre a Vale

01/06/2022

Vale: há 80 anos transformando o futuro

Duas imagens conectadas. Uma mostra uma correia transportadora de longa distância e a outra um empregado ao lado de um equipamento autônomo. No meio das imagens está a frase: “Vale: há 80 anos transformando o futuro”.

Falar sobre a história da Vale é falar sobre transformação. Hoje, a empresa completa 80 anos de atuação, sempre com o propósito de melhorar a vida e transformar o futuro. Juntos. Desde o dia 1º de junho de 1942, muito aconteceu, mas algo permanece igual: a obstinação em tornar-se uma das empresas de mineração mais seguras e confiáveis do mundo, sempre respeitando o princípio básico da vida em primeiro lugar.

Aprendizados, mudanças, desafios e evoluções sempre fizeram parte do caminho trilhado até aqui e, por saber que o papel de uma mineradora vai muito além de minerar, a Vale tem orgulho de celebrar seus 80 anos com um olhar voltado para o novo, conectada às comunidades em que está inserida e antenada aos anseios da sociedade. É essa postura que faz a Vale valorizar seu passado, manter-se com foco no presente enquanto trabalha para melhorar o futuro.

Valorizar o passado

Relembrar a história da Vale é viajar no tempo e no progresso do Brasil. Na cidade mineira de Itabira, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), hoje Vale, nasceu com o intuito de colaborar com o desenvolvimento econômico do país por meio da industrialização.

Ao longo dos anos, os reflexos do crescimento da empresa puderam ser percebidos em diversos outros setores. Os projetos construídos ao longo de sua história permeiam áreas como a cultura, meio ambiente, desenvolvimento social e inovação. Acompanhe a seguir:

Década de 1940
Década de 1950
Década de 1960
Década de 1970
Década de 1980
Década de 1990
Década de 2000
Década de 2010
Imagem dos anos 40, em preto e branco. Nela é possível ver a frente de uma locomotiva e um empregado ao lado.

1º Locomotiva EFVM. Reprodução: Marcele Oliveira

Junto da criação da empresa, em 1942, veio a posse da Estrada de Ferro Vitória Minas Gerais, que ganhou 40 km de extensão. A partir de então, o Brasil obteve não apenas a posse de uma via férrea da mais alta importância e de instalações portuárias, como também uma parcela substancial de riqueza mineral.

Imagem aérea de uma floresta. No meio dela há uma árvore amarela em destaque.

Reserva Natural Vale. Foto: Ricardo Teles

Desde os primeiros anos de existência, a preservação ambiental já era tema na Vale. Em 1951, a Reserva Natural Vale, localizada em Linhares/ES, foi fundada. A área começou a ser formada com a compra de fazendas da região, até que se atingisse o número de 102 propriedades adquiridas, nos anos 1970.

Imagem em preto e branco da construção do porto. É possível ver uma ampla estrutura sendo erguida às margens do mar.

Vista aérea de obras de construção do Complexo Portuário de Tubarão. Foto: Correio da manhã/ Arquivo Nacional

Já em 1966, a empresa começou a avançar no cenário mundial de exportação com a inauguração do Porto de Tubarão, no Espírito Santo, motivando um salto na navegação mundial. No ano seguinte, dois importantes marcos aconteceram: a empresa passou a figurar entre as 6 maiores exportadoras do mundo, comercializando 26 tipos de minério, e as jazidas de Carajás, no sul do Pará, foram descobertas.

Imagem de diversos empregados andando ao lado de um navio. Todos usam uniformes e capacetes.

Nantong ,China, 2012: Empregados do estaleiro andando ao lado do navio Vale Shandong, em construção.

Neste período, a empresa desenvolveu uma política de diversificação de atividades que a levou a se engajar em projetos para a produção de bauxita/alumina/alumínio, manganês, titânio, fosfato/fertilizantes, madeira/celulose, pelotas e ferritas magnéticas. Além disso, em 1973 foi realizada a primeira venda de minério de ferro para a China que levou o Brasil a se transformar no primeiro país do mundo a exportar minério de ferro para os chineses.

Imagem de uma coruja branca. Atrás dela é possível ver folhas verdes.

Espécie brasileira de águia Harpia no Parque Zoobotânico. Foto: Ricardo Teles

Os anos 80 trouxeram avanços em diversas áreas. Houve a inauguração da Estrada de Ferro Carajás – que lidera o ranking das ferrovias mais eficientes do Brasil, graças ao constante investimento em tecnologia –, a criação do Parque Zoobotânico – que abriga exclusivamente espécies nativas da fauna e flora amazônicas e está localizado dentro da Floresta Nacional de Carajás, em uma Unidade de Conservação Federal, ocupando uma área de 30 hectares preservados – e a inauguração do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira.

Imagem de Shirley, sentada, olhando para o lado e gesticulando com as mãos

Shirley Virgínia Coutinho, na época, diretora-superintendente da Fundação Vale. Crédito: Jornal Vale

Na década de 90, a Vale era a principal exportadora do país, líder do mercado mundial de minério de ferro. Era bem mais que uma mineradora, ainda que a produção, beneficiamento e transporte de minério constituíssem o centro de suas operações. Na 1ª metade dos anos 90, buscou reforçar a competitividade nas áreas de atuação tradicionais e prosseguir no levantamento geológico de oportunidades mineiras, ampliando os novos investimentos em mineração.

E foi no início da década, em 1990, que a primeira mulher tomou posse de um cargo de liderança. Shirley Virgínia Coutinho foi diretora-superintendente da Fundação Vale do Rio Doce de Habitação e Desenvolvimento Social.

Acima é possível ver o antigo lodo da empresa Companhia Vale do Rio Doce e, abaixo, o atual logo da Vale.

Mudança da marca de Companhia Vale do Rio Doce para Vale e o logo para apenas um V estilizado.

Este foi um período importante na história da empresa em aspectos de crescimento, no início da década as ações começaram a ser comercializadas na bolsa de Nova Iorque. Em 2006, alcançou o valor de mercado recorde de US$ 56,9 bilhões, tornando-se a maior empresa de mineração e metais do mundo. Em 2007 aconteceu a mudança de marca, passando oficialmente de CVRD para Vale, como atualmente.

Outros eventos, como a criação do Parque Botânico em Vitória, o lançamento do primeiro curso de pós-graduação em Engenharia Ferroviária do país e a criação do Instituto Tecnológico Vale também ocorreram neste período.

Imagem de uma correia transportadora de longa distância, equipamento que se assemelha a trilhos. Atrás é possível ver bastante vegetação.

Correria transportadora de longa distância do Complexo S11D Eliezer Batista, Canaã dos carajás, Pará. Foto: Ricardo Teles

Em sua trajetória mais recente, a Vale conquistou importantes feitos e enfrentou grandes desafios que marcaram para sempre a história da empresa. Entre os avanços, estão a criação do Fundo Vale – que tem o intuito de gerar impacto socioambiental positivo –, a inauguração do Complexo S11D Eliezer Batista – que é maior projeto de mineração de sua história e da indústria da mineração, trazendo um novo impulso ao desenvolvimento econômico e social do país, em especial aos estados do Pará e Maranhão – e a criação do Instituto Cultural Vale – que nasce com o objetivo de fomentar e apoiar a riqueza cultural brasileira.

Nesta década tivemos as tragédias de Mariana e Brumadinho, que fez a Vale lançar um olhar ainda mais cuidadoso para a vida de seus empregados e comunidades. E é com foco no presente que a Vale inicia sua transformação cultural.

Foco no presente

Os 80 anos que fizeram da Vale o que ela é hoje serviram para mostrar que a mudança do amanhã começa hoje. É por isso que empresa tem investido todos os dias em temas capazes de mudar não apenas o ambiente interno, como também o mundo.

Arraste para o lado e saiba o que a Vale já está fazendo pelo futuro:

Imagem da locomotiva na oficina. Ela é verde escura e tem os dizeres “100% elétrica” em amarelo e branco.

Transporte sustentável

Se no passado as ferrovias e os navios foram sinal de avanço, hoje eles continuam tendo papel essencial nos negócios da empresa. Atualmente, a Vale conta com duas locomotivas 100% elétricas, uma no Complexo Tubarão, em Vitória, no Espírito Santo, e a outra na Estrada de Ferro Carajás, no Pará. Tal iniciativa faz parte do programa Power Shift, que busca substituir as fontes de energias atuais por alternativas limpas, colaborando com um futuro mais sustentável. A navegação também evoluiu e a Vale, por meio do programa Ecoshipping, adquiriu o primeiro mineraleiro de grande porte do mundo equipado com velas rotativas (rotor sails) que permite, por ano, uma redução de até 3,4 mil toneladas de CO2 equivalente em cada navio

Imagem de um empregado Vale, de braços cruzados, dentro de uma operação. Ao lado dele há um equipamento autônomo.

Autônomos a favor da segurança

Descrição gerada automaticamente com confiança médiaAlém disso, a inovação é hoje uma aliada quando o assunto é segurança. Se antes os empregados precisavam atuar em áreas sujeitas aos riscos inerentes à operação, hoje os equipamentos autônomos (72 em operação em quatro estados do Brasil) desempenham essas funções, enquanto os humanos recebem qualificação para se tornarem aptos a interagir com tais equipamentos e se preparem para a mineração do futuro.

Imagem de um depósito de areia ao ar livre. É possível ver diversos caminhões no local.

Ecoprodutos

A Vale não tem mudado apenas sua forma de transportar suas produções ou operar suas unidades, mas também tem evoluído no que diz respeito a oferta de ecoprodutos ao mercado. O briquete verde – capaz de diminuir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) na produção de aço nas indústrias siderúrgicas – e a areia sustentável – que aumenta a segurança das operações ao reduzir a disposição de rejeitos em barragens e representa uma alternativa ao consumo da areia natural – são exemplos claros de como o as atitudes do presente impactam positivamente o futuro de todos.

Imagem de um veículo elétrico. É possível ver a frente dele e um homem dirigindo. O local é escuro, subterrâneo e há equipamentos ao lado.

Níquel de baixo carbono

Descrição gerada automaticamenteAtualmente, as operações da Vale no Canadá produzem alguns dos produtos de níquel de menor emissão de carbono do mundo e de alta pureza, essenciais para baterias de longo alcance. Com os veículos elétricos ganhando espaço no mercado, o níquel Classe 1 da empresa tem se tornado estratégico na produção dessas baterias e na eletrificação da indústria como um todo. Neste ano, a Vale fechou uma parceria com a produtora de baterias de íon-lítio, NorthVolt AB, para fornecer níquel de baixo carbono, e com a Tesla Inc, líder em produção de veículos elétricos. Em maio, a vantagem no fornecimento de produtos de baixo carbono foi fortalecida com a obtenção de certificação de terceiros independentes para mais produtos de níquel. Cerca de 83% do níquel Classe 1 da Vale agora tem uma pegada de carbono verificada de forma independente.

Imagem de duas empregadas da Vale sorrindo para foto. Eles estão na frente dos computadores e atrás deles você pode ver outras pessoas trabalhando.

Respeito as diferenças

Mais do que nunca, a Vale tem investido na diversidade do seu time. Por acreditar que as diferenças somam, a empresa tem trabalhado para oferecer um ambiente de trabalho livre de estereótipos e preconceitos. Algumas das ações já em curso fomentam a contratação de mulheres, garantem benefícios para pessoas trans – como hormoterapia e cirurgia de redesignação sexual – e incentivam a manutenção do respeito mútuo através de um canal de acolhimento criado para orientar e colher denúncias de qualquer empregado que sentir-se assediado ou discriminado dentro da Vale.

Melhorar o futuro

Todas as atitudes tomadas no presente e ao longo dos 80 anos de história serão refletidas no amanhã. E, para garantir que o futuro seja melhor para todos, a Vale assumiu diversos compromissos que colaboraram com essa missão. Conheça algumas metas da empresa:

Até 2025

Dentro de 3 anos, a Vale tem como meta dobrar o número de mulheres na empresa, em relação ao ano de 2019. Só nos últimos dois anos, a presença feminina na empresa cresceu aproximadamente 19%, o que equivale a cerca de 4.500 mulheres a mais no quadro de empregados, e contou com crescimento de 80% feminino nas posições de cargo de liderança sênior.

Até 2030

Em linha com as melhores práticas de sustentabilidade mundial, a Vale irá investir até US$ 6 bilhões para reduzir em 33% suas emissões de carbono diretas e indiretas até 2030, ou seja, aquelas sob a responsabilidade da empresa. Outros três compromissos também foram assumidos para o ano de 2030, sendo esses no viés social:

  1. Figurar entre as três empresas do setor mais bem posicionadas nos requisitos sociais de acordo com as principais avaliações externas em mineração sustentável;
  2. Retirar 500 mil pessoas da pobreza extrema e
  3. Colaborar com as comunidades indígenas vizinhas a todas as operações da Vale na elaboração e execução de seus planos em busca de direitos previstos na Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Até 2035

Além da meta estipulada para 2030, a empresa comprometeu-se em cortar 15% das emissões da sua cadeia de valor.

Até 2050

Por meio de todas as ações que já começaram a ser tomadas e das demais metas sustentáveis estipuladas, a Vale pretende tornar-se carbono zero até 2050.

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