Sobre a Vale

14/11/2018

Vale celebra o artesanato Brasileiro e patrocina o Festival da Cultura Imaterial, no Rio de Janeiro

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Acontece de 22 de novembro a 31 de janeiro, no Rio de Janeiro, o Festival da Cultura Imaterial e Fazer Artesanal – Festival Artesol. O evento é patrocinado pela Vale e pelo Ministério da Cultura via Lei de Incentivo á Cultura e será realizado no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico. Na programação há diversas atividades gratuitas, como seminários e oficinas, além da grande exposição “Criativos por Tradição” sobre o artesanato brasileiro. São mais de 200 obras de artesãos das cinco regiões do país!

O festival também conta com uma feira de venda de produtos artesanais e uma extensa programação durante esses dois meses. A iniciativa tem apoio do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e é realizada pela organização Artesol.

Confira a programação completa!

Feira Criativa – 22 a 25 de novembro

A Feira Criativa vai reunir artesãos de diferentes partes do Brasil que vão estar no Rio de Janeiro especialmente para participar do Festival e comercializar peças de cerâmica, cestaria, bordados, entalhe, entre outros objetos criados em diferentes territórios criativos do Brasil.

A feira acontece de 22 a 25 de novembro.

Dia 22 – das 17h às 21h

Dias 23, 24 e 25 – das 10h às 18h

As associações de artesãos que participarão da feira são:

  • Associação dos Artesão de Coqueiro Campo – MG
  • Cooperativa dos Artesãos dos Lençóis Maranhenses – MA
  • COPARTT – Cooperativa de Artesanato do Trançado do Tupinambá – BA
  • Cooperativa de Artesanato e Turismo da Floresta (TURIARTE) – PA
  • Associação Yamurikumã das Mulheres Xinguanas – MT
  • Associação de Artesãos Redeiras do Extremo Sul (Redeiras) – RS
  • Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Poloprobio) – AM
  • Espedito Seleiro – CE
  • Associação de Produtores da Floresta do Baixo Sul da Bahia (Joias do Quilombo) - BA
  • Doutos da Borracha – AC
  • Exposição Criativos por Tradição

    Data: de 22 de novembro/2018 a 31 de janeiro/2019
    Horários: Segundas-feiras - das 12h às 18h | De terça a domingo - das 10h às 18h

    Entre as peças selecionadas pela curadoria estão telas bordadas, animais criados a partir de galhos retorcidos da caatinga, figuras humanas imaginadas pelos mestres da madeira e do barro, trançados com fibras da Amazônia, do Cerrado, da Mata Atlântica e dos Pampas, potes de cerâmica inspiradas na arte rupestre do país, gibões e sandálias de couro da cultura sertaneja. O conjunto das obras expressa a potência criativa das comunidades artesãs.

    Seminário Fazer Artesanal / Patrimônio Imaterial

    Datas: 23 e 24/11/2018
    Contará com a participação de especialistas em artesanato brasileiro em suas mais diversas perspectivas: patrimônio cultural, política pública, design, moda, empreendedorismo, sustentabilidade e mercado, além de outros temas voltados para a valorização do fazer artesanal.

    8hCredenciamento
    Dia 23/11 Sexta-feira Seminário – Festival Artesol
    9h às 10h50

    11h às 12h30
    Mesa 1: Políticas públicas de apoio ao artesanato no Brasil

    Roda de Conversa: Instrumentos de salvaguarda e seus resultados para a comunidade

    Mediador: Professor Antônio Arantes

    Convidados: Maria José de Souza (Associação para o Desenvolvimento da Renda de Divina Pastora)

    Vandeli Costa Alves (representante da Associação Arte Miriti de Abaetetuba – Miritong)

    Kailu Yawalapiti (representante da Associação YamuriKumã das Mulheres Xinguanas)
    14h30 às 16h Mesa3: Fortalecimento do artesanato com inclusão social dos artesãos

    Mediador: Ricardo Gomes Lima

    Qualificação do artesão para o empreendedorismo
    Palestrante: Júlio Ledo

    O tempo das mãos
    Palestrante: Paula Dib
    16h10 às 17h30 Mesa 4 – Roda de conversa: Cultura – Educação – Conectividade

    Mediadora: Mariana de Mello e Souza

    Convidados: Afonso Oliveira e Edna Maria da Silva (Fundação Joaquim Nabuco – Projeto Mestres dos Saberes)

    Renan Quevedo – Projeto Novos para Nós

    Josiane Massin – Projeto Rede Artesol

    9h às 10H20Mesa 5: Roda de Conversa – O fazer artesanal na Moda

    Mediadora: Carol Delgado

    Convidados: Flavia Aranha

    Nina Almeida Braga (Instituto E)
    Dia 24/11 Sábado Seminário – Festival Artesol
    10H30 às 12h Tradição com Inovação

    Debatedores

    Tema 1: A intervenção do design no produto artesanal de tradição

    Palestrante: Adélia Borges

    Tema 2: O trabalho do designer com povos indígenas

    Palestrante: Sergio Matos

    Tema 3: Processos de co-criação

    Palestrante: Humberto Campana
    14h às 16h15 Mesa 6: Artesanato e Mercado

    Debatedores:

    Tema 1 – As demandas e exigências do mercado

    Maira Fontinelli – coordenadora do artesanato do Sebrae Nacional

    Tema 2 – O papel dos lojistas na cadeia do artesanato

    Anny Darakijian – representante da Associação para o Comércio Brasileiro (AsCabras)

    Tema 3 – O artesanato como negócio na visão do artesão

    João Gomes

    Tema 4 – O trabalho das ONGs de apoio à abertura de canais de comercialização

    Sonia Quintella de Carvalho

    Oficinas

    As oficinas vão acontecer nos fins de semana durante o período em que acontece a Exposição, permitindo um contato direto com técnicas artesanais através de atividades mediadas pelos próprios artesãos. Haverá vivências de pintura corporal indígena, trançados, bordados, renda, xilogravura, entre outras. As atividades são gratuitas e as inscrições poderão ser feitas no site

    25/11 –Trançado em capim colonião com Mestre Juão de Fibra – GO

    Turma 1 – 09 às 12h / Turma 2 – 14h às 17h

    O trançado de capim colonião, encontrado no cerrado brasileiro, é uma criação exclusiva do artesão João Gomes e dos grupos capacitados por ele em Goiás. Conhecido como Juão de Fibra, ele é reconhecido no estado de Goiás como Mestre Artesão de Referência Cultural por ser um verdadeiro artista capaz de tramar com maestria, delicadeza precisão e autenticidade as fibras brasileiras. Entre as peças marcadas pelo design autêntico do artesão estão cestos, painéis, bolsas e bichos decorativos que contrapõem a rusticidade do capim com formas orgânicas e elegantes. A cestaria de capim colonião especificamente chama atenção pela delicadeza da trama com esse capim que é uma planta bastante rígida originária da África, mas muito comum no Planalto Central brasileiro.

    25/11 –Renda Irlandesa com Maria José Souza de Divina Pastora – SE

    Turma única - das 09 às 12h e das 14h às 17h

    O modo de fazer Renda Irlandesa da pequena cidade de Divina Pastora é patrimônio cultural imaterial do Brasil registrado pelo Iphan. A técnica de renda de agulha de origem europeia, ganhou no país expressão única e é produzida com primor pelas artesãs sergipanas desde o Brasil Colônia. Os lacês, espécie de cordão sedoso e achatado, marcam os caminhos que são preenchidos com a renda, formando grafismos variados, como motivos florais. As rendeiras riscam em um papel o desenho que desejam, costuram o lacê no papel que dá o contorno para a renda que preenche os espaços vazios, com a combinação de mais de vinte pontos.

    30/11 e 01/12 - Bordado Filé com Maria Patrícia dos Santos Silva de Marechal Deodoro – AL

    Turma 1 – 09 às 12h / Turma 2 – 14h às 17h

    O Bordado de Filé é registrado como Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas e possui o selo de identificação geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Na pequena cidade litorânea de Marechal Deodoro, o ditado "Onde há rede, há renda" confirma-se em toda sua riqueza. De origem europeia, o filé foi introduzido no Brasil pelos portugueses e a técnica consiste em criar desenhos de temas florais e geométricos sobre uma estrutura de rede, semelhante à rede de pesca.

    02/12 –Reciclado com Getúlio Damado – RJ

    Turma 1 – 09 às 12h / Turma 2 – 14h às 17h

    "O amor é lindo e é de graça" é o tema do artista mineiro radicado no Rio de Janeiro. Com seu ateliê em Santa Tereza, bairro da capital carioca, ele se vale do conhecimento da família de marceneiros e transforma sucata em obras lúdicas, as quais ele chama de "engenhocas" – são móveis, brinquedos e peças de decoração muito criativas.

    07/12, 08/12 e 09/12 - Xilogravura com Erivaldo Ferreira da Silva – RJ

    07 e 08/12 - Turma 1 – 09 às 12h / Turma 2 – 14h às 17h (Entalhe e Impressão)
    09/12 - Turma 3 – 09 às 12h / Turma 4 – 14h às 17h (Impressão)

    Gravurista desde seus 13 anos, Erivaldo Ferreira da Silva foi incentivado por seu pai, o poeta cordelista Expedto F. Silva, a aprender a técnica, criar e comunicar universos através da arte da gravura em madeira, onde o artesão entalha um desenho em relevo em uma matriz que depois é pintada para se fazer a reproduções. É uma técnica que se consagrou no Nordeste como uma expressão de arte e comunicação, representando o universo lúdico local.

    14/12, 15/12 e 16/02– Grafismos indígenas com Krapanpoi Kayapó e Nhankoro

    14/12, 15/12 - Turma 1 – 09 às 12h / Turma 2 – 14h às 17h (Pintura em suporte)
    16/12 – Turma 3 – 09 às 12h / Turma 4 – 14h às 17h (Pintura corporal)

    A pintura corporal é uma característica marcante do povo Kayapó desenvolvida por mulheres desde que se tornam mães. As cores são resultantes de pigmentos naturais – jenipapo para o preto e urucum para o vermelho, que são aplicadas sobre a pele ou tecido com a ferramenta kwyky. Através de motivos e padrões gráficos representam a fauna e flora circundante num nível de conexão cosmológica. Krapanpoi e Nhankoro Kayapó são da aldeia Kaprankrere da Terra Indígena Las Casas PA e integram duas organizações, a Associação Floresta Protegida e Cooperativa Kayapó de Produtos da Floresta. Na oficina ministrada por eles teremos uma introdução sobre a produção dos pigmentos, ferramenta, aplicação e simbologia dos grafismos.

    06/01 –Boneca Abayomi com Lena Martins – RJ

    Turma 1 – 09 às 12h / Turma 2 – 14h às 17h

    Abayomi em Iorubá quer dizer encontro precioso: abay= encontro e omi=precioso e é o termo utilizado para denominar a bonecas negras feitas com nós em retalhos de tecido. Arte educadora e militante do Movimento de Mulheres Negras, Lena Martins encontrou nessa arte uma forma de comunicar expressões sociais e culturais constituintes de nossas raízes. Fundada em 1988, a Cooperativa Abayomi estimula as relações de generosidade, o fortalecimento da auto-estima e reconhecimento da identidade afro-brasileira de negros e descendentes, para superar as desigualdades de gênero, integrando a cultural brasileira.

    11, 12, 13/01 – Feltragem de Lã com Tânia Regina Tunes Furtado e Luciana Viana- RS

    11/01 e 12/01 - Turma 1 – 09 às 12h / Turma 2 – 14h às 17h 13/01 – Turma 3 – 09 às 12h / Turma 4 – 14h às 17h

    A Associação Ladrilã, fundada em 2010, trabalha com técnicas diversas na confecção de produtos inovadores utilizando a lã como matéria prima. Com a criação da Ladrilã, tanto a fiação como a tecelagem no tear tradicional voltaram a fazer parte do cotidiano de algumas artesãs. A lã é tosqueada no início do verão e volta a crescer em alguns meses, garantindo a proteção necessária às ovelhas.

    18, 19, 20/01 – Bonecos Mamulengo com Edjane Maria Ferreira de Lima – PE

    18 e 19/01 - Turma 1 – 09 às 12h / Turma 2 – 14h às 17h
    20/01 – Turma 3 – 09 às 12h / Turma 4 – 14h às 17h

    Mamulengos são bonecos entalhados em madeira de mulungu que ganham vida pelas mãos de quem os cria. No Nordeste são utilizados no teatro de bonecos encenado por artistas do povo, onde os atores são bonecos que falam, dançam, brigam e quase sempre, morrem.

    25/01 e 26/01 – Bordado Livre com Matizes Dumont – MG

    Turma 1 – 09 às 12h / Turma 2 – 14h às 17h

    Grupo de artistas que representam de forma única aspectos da nossa cultura com linhas e cores há mais de 30. A "bordação" proposta traz a oportunidade de "rebordar" a história de vida, num exercício de humanização e espiritualidade que é utilizada em processos de desenvolvimento humano e também em processos socioeducativos.

    27/01 – Macramê com Araruna – RJ

    Turma 1 – 09 às 12h / Turma 2 – 14h às 17h

    Técnica criada na pré-história pra amarrar fibras e criar objetos, o macramê é uma forma de tecelagem manual na qual não se usa nenhuma ferramenta, somente os dedos e fios que se prendem por nós, formando uma infinidade de cruzamentos geométricos, franjas e formas decorativas.Macramê significa exatamente isso, "nó". A oficina será ministrada por Quenia e Leila que empreendedoras por trás da marca Araruna e do ateliê Ubudh, que realiza projetos de moda pra várias marcas brasileiras e também projetos de design revelando identidade e histórias individuais.


    Artesanato: patrimônio cultural imaterial

    O artesanato tradicional brasileiro revela os saberes e fazeres de artistas de todo o país. Através da manipulação e transformação de uma matéria-prima, eles criam objetos e obras singulares, revelando costumes, histórias e a identidade de um povo. Ao patrocinar o evento, a Vale celebra a diversidade do artesanato de raiz e valoriza o patrimônio cultural imaterial.

    informações

    Festival Artesol:

    - De 22/11/2018 a 31/01/2018
    - No Museu do Meio Ambiente – Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico – Rio de Janeiro
    - Entrada gratuita

    Exposição Criativos por Tradição

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    Vale celebra o artesanato Brasileiro e patrocina o Festival da Cultura Imaterial, no Rio de Janeiro