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Barrragem

Barragens

Barragens

É nossa prioridade melhorar continuamente nossos procedimentos de segurança e gestão de riscos, fortalecer nosso compromisso com a sociedade e manter o diálogo e a transparência sobre nossas barragens.

Por isso, reunimos aqui nossas principais iniciativas para gestão e monitoramento de nossas estruturas. Navegue pela página para entender tudo que tem sido feito.

Em caso de dúvidas ou outras informações, entre em contato com a nossa Central de Atendimento pelo 0800 039 6010

Sobre barragens e rejeitos

Como muitos termos são técnicos, produzimos um glossário para que você compreenda todos os termos da página.

Ilustração caminhão
O que é uma barragem e qual a sua função?

Barragens são estruturas geotécnicas projetadas por engenheiros com a finalidade de contenção de sólidos, líquidos ou misturas de sólidos e líquidos. Na Vale, as barragens são utilizadas, em geral, para a contenção de sedimentos, rejeitos ou água.

Por que elas existem?

As barragens existem para várias finalidades. Uma barragem de água, por exemplo, pode auxiliar na geração de energia hidrelétrica ou aumentar a disponibilidade hídrica de um determinado local. Na Mineração, as barragens são parte do processo de produção do minério que, após extraído do solo, passa pela separação de impurezas. O que resta desse processo é depositado nas barragens, que são reservatórios para contenção desse material.

Neste vídeo explicamos o que são barragens de mineração, como elas funcionam e como fazemos o monitoramento de nossas estruturas na Vale.
O que são rejeitos?

O rejeito é o que sobra após o processamento (beneficiamento a úmido do minério). Ele é composto por minério de ferro, areia e água, não sendo tóxico, corrosivo ou inflamável.

Você sabe quais são os métodos de construção e alteamento possíveis?

Quando uma barragem é criada, um dique é construído para que os rejeitos de minério sejam contidos. Esse é o dique de partida. À medida que a barragem vai recebendo mais rejeitos, novas camadas são colocadas em cima do dique de partida - operação chamada de alteamento. O alteamento pode ser de diferentes tipos. Os principais utilizados pela Vale são:  alteamento a jusante (modelo convencional) e a montante. Além desses dois modelos, existe o método “Etapa única”, onde não é alteamento, entenda melhor abaixo:

Após o rompimento de Brumadinho, a Vale se comprometeu com a eliminação das estruturas das barragens alteadas com método a montante, atendendo também a recente legislação que determina a descaracterização desse tipo de estrutura.

Etapa única

Não há alteamentos neste modelo. A barragem é construída em solo ou enrocamento (que são blocos de pedras) compactado, sem a construção posterior de alteamentos para ampliação de sua capacidade.

A Jusante/ convencional

O maciço da barragem é construído em solo compactado, independentemente do tipo de rejeito depositado na mesma. Os alteamentos são realizados no sentido do fluxo de água. A barragem cresce sobre ela mesma, na direção da corrente dos resíduos, o que melhora a estabilidade da estrutura.

A Montante

O corpo da barragem é construído com o uso de rejeito por meio de alteamentos sucessivos sobre o próprio rejeito depositado. Os alteamentos são realizados no sentido contrário ao fluxo de água. A barragem necessita de rejeito grosso para que o maciço possa ser construído. Ela cresce por meio de degraus que são feitos com o próprio rejeito sobre o dique inicial.

Método "linha de centro"

É uma variante do método à jusante, em que os alteamentos sucessivos se dão de tal forma que o eixo da barragem se mantém na posição inicial, ou seja, coincidente com o eixo do dique de partida. São feitos degraus um sobre os outros, mantendo sempre o eixo de simetria.

As barragens da Vale

As barragens da Vale

Você sabe quantas barragens a Vale possui?

No Brasil, a Vale possui 110 barragens, entre estruturas ativas, paralisadas, descaracterizadas ou em construção. Dessas, todas as construídas no método a montante, o mesmo da barragem B1 de Brumadinho, estão sendo eliminadas pelo processo de descaracterização.

E onde elas estão?

85 estão em Minas Gerais, 21 no Pará e 4 no Mato Grosso do Sul. Destas, 70 barragens estão em operação e 38 inativas. Também temos outras duas estruturas em implantação, a barragem Torto, na Mina Brucutu (MG); e pilha de estéril 2 (PDE2), na Mina Manganês Azul (PA).

* Dados segundo as estruturas inscritas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Atualizado em: setembro/2021

A eliminação das estruturas a montante

O processo para eliminar as barragens a montante da Vale, a descaracterização, abrange muitas etapas, estudos e cuidado com as particularidades de cada barragem. Nosso compromisso é eliminar 30 barragens em Minas Gerais e Pará, sendo que 7 já foram entregues.

Entenda quais barragens serão eliminadas, os prazos, locais e todas as etapas desse processo:

Neste vídeo trazemos informações sobre as obras de eliminação das nossas barragens de mineração à montante e como elas funcionam na Vale.

Localização das Barragens

Localização das Barragens

Criamos um mapa, onde é possível saber onde estão nossas barragens, acessar fotos e documentos do Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM), além dos mapas de inundação e os procedimentos de emergência. Veja abaixo:

Clique sob os estados para ver as barragens referentes

Pará

Ourilândia do Norte

Selecione uma das barragens abaixo para mais informações

Barragem Igarapé

Pará

Canaã dos Carajás

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Barragem de Rejeitos do Sossego

Pará

Parauapebas

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Azul

Estéril Sul

Geladinho

Gelado

Jacaré

Kalunga

Pera Jusante

Pera Montante

Captação de Água

Pondes de Rejeitos

Pará

Marabá

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Barragem de Rejeito do Mirim

Captação de Água do Igarapé MA

Barragem de finos l

Dique de Finos l

Dique de Finos ll

Dique de Finos lll

Minas Gerais

Brumadinho

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Minas Gerais

Nova Lima

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Minas Gerais

Sabará

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Minas Gerais

Barão de Cocais

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Minas Gerais

São Gonçalo do Rio Abaixo

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Minas Gerais

Itabira

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Minas Gerais

Belo Vale

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Minas Gerais

Rio Acima

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Minas Gerais

Santa Bárbara

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Minas Gerais

Rio Piracicaba

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Diogo

ED Vale das Cobras

Elefante

Minas Gerais

Jeceaba

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Minas Gerais

Congonhas

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Minas Gerais

Itabirito

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Minas Gerais

Ouro preto

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Minas Gerais

Mariana

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Minas Gerais

Catas Altas

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Mato Grosso do Sul

Corumbá

Selecione uma das barragens abaixo para mais informações

Padrão Global da Indústria sobre Gestão de Rejeitos ("GISTM")

Desde 2019, revimos e estamos estruturando, a cada dia, nossa política de gestão de rejeitos. Ela é baseada nas melhores práticas nacionais e internacionais do setor e capaz de fortalecer a segurança das barragens.

Para conhecer mais sobre o GISTM, visite o Portal ESG da Vale

Segurança

Segurança

Tudo que você precisa saber sobre segurança e emergência de barragens na Vale:

Nosso trabalho é focado em prevenir riscos. Por isso, periodicamente demandamos revisões feitas por empresas externas e independentes com o objetivo de termos atualização das condições de segurança física e hidráulica das barragens. Essas revisões atendem aos requisitos legais previstos nas normas brasileiras e em termos assinados junto a órgãos oficiais como o Ministério Público (MP) e a Agência Nacional de Mineração (ANM). Assista ao vídeo e entenda melhor:

Neste vídeo são apresentados os protocolos de segurança da Vale em relação às suas barragens de mineração.
Relatório de Inspeção de Segurança Regular (RISR)

Este relatório é revisado duas vezes por ano, em atendimento à Portaria DNPM 70.389/17, do Governo Federal, nele é possível monitorarmos as Declarações de Condição de Estabilidade (DCE) e entender as condições das estruturas. Dessa forma, temos mais qualidade no nosso processo de acompanhamento e revisão de segurança de nossas barragens.

Uma mudança importante na monitoração das barragens é a inclusão do Engenheiro de Registro (EOR). Anteriormente, o padrão era contratar auditorias semestralmente e elas faziam um relatório com base nas informações disponibilizadas e, geralmente, uma inspeção de campo. Atualmente, existe um EOR que acompanha a estrutura regularmente, o que permite termos RISR com mais informações e assertividade. Além disso, o EOR acompanha a implementação das recomendações nas barragens.

O objetivo da Vale é que todas as estruturas avaliadas tenham um resultado positivo. Para isso, estamos investindo em tecnologia e aprimorando nossos fatores de segurança.

Auditoria Independente

Realizadas por empresas internacionais, essas auditorias enviam relatórios periódicos, atendendo às demandas do Ministério Público. Quando são recomendadas ações de reforço, é feito um monitoramento da estabilidade da barragem, pela mesma empresa auditora, ao longo de um ano após a conclusão das obras.

Parceiro da segurança

A Vale instaurou a função de engenheiro de registro (EoR) como etapa adicional para fortalecer a governança. Essa função é responsável pela inspeção de segurança regular e pelos relatórios técnicos mensais sobre a situação das barragens. Caso seja constatada alteração na condição de segurança de alguma estrutura, uma nova Declaração de Estabilidade (DCE) poderá ser emitida a qualquer momento.

Tecnologia para o monitoramento das barragens

As barragens da Vale são monitoradas 24 horas por dia, sete dias por semana. Para fornecer dados precisos, são utilizados instrumentos de alta tecnologia, como câmeras de vídeo com inteligência artificial, radares que detectam movimentações milimétricas, drones de inspeção, piezômetros (que medem a pressão a água) e geofones (sensores para medir ondas sísmicas induzidas e naturais).

Os dados das estruturas são coletados em tempo real e encaminhados para os Centros de Monitoramento Geotécnicos (CMG), que estão localizados em Minas Gerais - Itabira e Nova Lima - e Parauapebas, no Pará. Todas as informações são analisadas pelos técnicos da Vale de forma contínua. Isto nos permite verificar o estado das estruturas e tomar medidas preventivas e corretivas de forma rápida e segura.

Veja quais são os níveis de emergência possíveis e o que eles representam:

É considerado situação de emergência eventos adversos que afetem a segurança da barragem e possam causar danos à sua integridade estrutural e operacional, à preservação da vida, da saúde, da propriedade e do meio ambiente. A situação de emergência deve ser avaliada e classificada de acordo com os níveis ao lado:

Nível 1

Detalhamento

Quando uma anomalia é identificada e tem potencial, caso não tratada, de comprometer a segurança da estrutura. Essa classificação é realizada conforme critério estabelecido pela legislação.

Para quem é comunicado?

Agência Nacional de Mineração (ANM), órgãos ambientais, Defesa Civil (nacional, estadual e municipal).

Quais estruturas estão nesse nível?

Barragens: 5, 6, 7A, Área IX, Campo Grande, Dicão Leste, Dique B, Dique Borrachudo II, Dique Paracatu, Doutor, Forquilha IV, Maravilhas II, Marés I, Marés II, Peneirinha, Santana, Sistema 5 (MAC), Sistema Pontal, Vargem Grande.
Ações imediatas: sinalização de instabilidade e intensificação do monitoramento.

Nível 2

Detalhamento

Quando o resultado das ações adotadas na anomalia referida do Nível I for classificada como “não controlada” ou “não extinta”, necessitando de novas inspeções especiais e intervenções.

Para quem é comunicado?

ANM, órgãos ambientais Defesa Civil (nacional, estadual e municipal,) Zona de Autossalvamento (ZAS), e Zona de Segurança Secundária (ZSS).

Quais estruturas estão nesse nível?

Barragens: Capitão do Mato, Forquilha I, Forquilha II, Grupo, Sul Inferior, Xingu, Norte/Laranjeiras.
Ações imediatas: Ações imediatas nessa situação: a partir desse nível é feita a evacuação das pessoas que estão na ZAS, seguindo o plano de ação para emergência em barragens.

Nível 3

Detalhamento

Situação de ruptura iminente ou está ocorrendo.

Para quem é comunicado?

ANM, órgãos ambientais Defesa Civil (nacional, estadual e municipal), ZAS e ZSS.

Quais estruturas estão nesse nível?

Ações imediatas: os cuidados são estendidos para as pessoas que estão na ZSS por meio de medidas educativas adicionais.
Barragens: B3/B4, Forquilha III e Sul Superior

Neste vídeo são detalhados os métodos de construção e alteamento de barragens de mineração, quais são os níveis de emergência possíveis para uma barragem e como essa classificação é feita.

Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM):

As estruturas que possuem um alto potencial de dano social, ambiental e cultural precisam ter um Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM). Além dessas, as barragens com DPA médio, são analisadas e, caso essas estruturas possuam outras características dentro da lista de critérios, elas também devem possuir o PAEBM.

O Plano é elaborado, desenvolvido, implementado e gerido de acordo com as exigências da lei e protocolado nas Prefeituras e Defesas Civis municipal e estadual.

Neste vídeo detalhamos como funciona o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração, o PAEBM, na Vale.

Todos os documentos de PAEBM podem ser encontrados na íntegra aqui

O plano define ações imediatas em caso de emergência. Seu principal objetivo é planejar medidas para minimizar riscos e danos. O PAEBM contém:

  • As manchas de inundação, caso ocorra o rompimento da barragem;

  • Tempo de chegada a cada estrutura;

  • Pontos de encontro e rota de fuga;

  • Como proceder em caso de soar-se as sirenes;

  • Informações sobre teste mensais e geolocalização das sirenes;

  • Telefones importantes de contato em caso de emergência.

Clique aqui e acesse todas essas informações listadas acima.

  • Por meio de estudos técnicos que indicam o trajeto do rejeito em um hipotético rompimento da barragem, chamado de mancha de inundação, o PAEBM estabelece rotas de fuga e pontos de encontro. Periodicamente, a comunidade da ZAS é orientada e treinada sobre como agir caso ocorra alguma emergência.
  • O PAEBM indica onde e quantas sirenes de alerta de emergência precisam ser instaladas em cada localidade, cobrindo todos os pontos da área de mancha.
  • As sirenes passam por testes periódicos, inclusive silenciosos. Nos testes mensais, o som emitido pelas sirenes é de uma música instrumental. Assim, os moradores podem diferenciar quando se trata de um teste ou quando o alerta é de real.

Conheça os tipos de simulados abaixo:

Os simulados são exercícios de preparação e avaliação dos protocolos e procedimentos propostos para as situações reais de emergência. Por meio deles são testados e validados planos, protocolos, acordos e procedimentos, além de esclarecer papeis e responsabilidades e identificar oportunidades de melhoria.

Essas ações envolvem vários times, regiões e disciplinas, com funções táticas e estratégicas, envolvidas na resposta de uma situação de emergência, como postos de comando, centros de monitoramento e escala hierárquica na tomada de decisões.

A participação da comunidade nos simulados é fundamental para o correto entendimento de como se portar em caso de situação real de emergência.

Diálogo Constante

Todas as ações de PAEBM são discutidas com os órgãos competentes e com a própria comunidade. Profissionais explicam quando haverá simulados de emergências e quais medidas precisam ser adotadas pelos moradores.

Entenda o que é Zona de Autossalvamento (ZAS) e Zona de Segurança Secundária (ZSS):

Zona de Autossalvamento (ZAS)

Toda região em que não exista tempo suficiente para uma intervenção das autoridades competentes em situação de emergência. Por isso, adota-se a distância que corresponde a um tempo de chegada da onda de inundação igual a 30 minutos ou 10 km.

Zona Segurança Secundária (ZSS)

É a região que está após 10 km ou 30 minutos. Existe tempo suficiente para que pessoas com treinamento adequado procedam seu próprio salvamento e se retire em direção aos pontos de encontro onde acontece o acolhimento. Ressaltamos que caso as barragens sejam classificadas nos níveis 2 ou 3 de emergência, a ZAS é evacuada e a ZSS notificada.

Seminários Orientativos

Seminários Orientativos

Para que a mineração seja feita de forma segura, a Vale realiza diversas ações de prevenção. Entre as ações estão: sinalizações de emergência, simulados, testes de sirene, reuniões públicas e treinamentos.

Além disso, estamos comprometidos com a transparência e com o atendimento à legislação (Resolução nº 51, de 24 de dezembro de 2020, que determina a necessidade de realização de Seminários Orientativos anuais, com participação dos stakeholders, para aprofundamento do PAEBM com estes públicos) por isso, mantemos uma rotina de diálogo com a comunidade para falar de segurança com barragens e prevenção a riscos. Em caso de dúvida, entre em contato pelo telefone 0800 039 6010

Veja mais detalhes dos seminários da Vale. Clique aqui

Inovação

Inovação para a segurança das operações e comunidades

A Vale investe em novas tecnologias para o monitoramento de barragens, pois sabe da importância de ter a tecnologia como aliada. É desta forma que alcançamos agilidade e segurança em nossas ações.

Passe o mouse para conhecer mais sobre essas tecnologias.

Monitoramento contínuo das estruturas com equipes 24h por dia e todos os sistemas voltados para que as pessoas tenham uma visão segura e ágil de qualquer situação, os centros integrados de monitoramento geotécnico (CMGs) ficam em Nova Lima e Itabira em Minas Gerais, Parauapebas no Pará, e em Corumbá no Mato Grosso do Sul;

Para o monitoramento das estruturas das barragens, o aerolevantamento de dados é um grande aliado. Esta coleta de informações ocorre por meio de sobrevoos de helicóptero com um sensor eletromagnético acoplado à aeronave.

Evolução dos sistemas para alerta de emergência dos Planos de Ação de Emergência para Barragens de Mineração – PAEBMs, como: sistema de acionamento automático de sirenes em barragens. Os sensores detectam movimentações nas estruturas e podem disparar as sirenes de forma automática em caso de movimentação dentro de um limite de sensibilidade. O acionamento automático de sirenes é um procedimento que eleva a confiabilidade e rapidez no alerta às comunidades. É algo automático, que não depende de intervenção humana.

Radares Dopplers e Tiltmeters, que são equipamentos de detecção de colapso nas estruturas. Eles já estão sendo utilizados em atendimento ao projeto de acionamento automático de sirenes de emergência, em caso de necessidade, seguindo a resolução 13/2019 da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Operações com equipamentos remotos em estruturas com nível de emergência crítico. Isso permite, por exemplo, que barragens a montante como a Sul Superior, em Barão de Cocais e a B3/B4 em Nova Lima sejam eliminadas com segurança, retirando trabalhadores do campo e do risco.

Tecnologias que melhoram a captação e segurança dos dados para tomada de decisão sobre as estruturas, como: robôs para sondagem, uso de drones para inspeções remotas e ampliação de instrumentos automatizados e com inteligência artificial.

O Deep Drive e Helix AR2 são equipamentos que fazem medição de ondas sísmicas nas barragens. O Deep Drive chega a uma profundidade de 100m e possui uma cabine de comando. Caso tenha alguma emergência, ela é acionada. Já o Helix AR2 é um robô que agrega soluções importantes para o processo de descaracterizações das barragens.

Veja também as principais ações que estão sendo feitas em reparação e desenvolvimento nas áreas impactadas pelo rompimento da B1, em Brumadinho. Clique aqui.

Acesse aqui a página de Reparação.

A Vale busca práticas que equilibram suas operações com o desenvolvimento sustentável. Iniciativas, planos e metas fazem parte da página do ESG.

Clique aqui para ter informações detalhadas.

Perguntas Frequentes

Perguntas Frequentes sobre nossas barragens

O que a Vale faz para garantir a segurança de suas barragens?

A Vale monitora suas barragens pelo Centro Técnico de Monitoramento Geotécnico, 24 horas por dia, 7 dias por semana. O CMG integra os dados de instrumentações de mais de 100 estruturas, utilizando vários sensores e sistemas de monitoramento remoto com transmissão em tempo real. Além disso, técnicos realizam inspeções periódicas nas estruturas. Nas barragens, também temos vários equipamentos instalados que fazem a medição de diversos aspectos da estrutura. Há também auditorias internas e externas, quando o trabalho dos técnicos é checado por outras pessoas de dentro e de fora da Vale.

Existem ainda as sirenes que integram os sistemas de alerta nas barragens. Além dessas sirenes, temos o sistema de redundância, que é um dos processos da gestão de barragens, que exige que a Vale tenha uma infraestrutura preparada para suportar sistemas que venham a falhar. Exemplo: caso o operador falhe no acionamento da sirene, ela aciona sozinha, por meio de sistema automatizado. Temos sistemas de redundância elétrica, de telecomunicações, de rede, de energia, entre outros.

Estamos focados na evolução do nosso Sistema de Gestão de Rejeitos e Barragens, seguindo as mais rigorosas práticas internacionais e exigências legais. Também mantemos canais de diálogos sempre abertos e transparentes com a sociedade, órgãos reguladores e poder público para reforçar a segurança de nossas operações.

Sempre ouço falar no Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM). Quais são seus objetivos?

Contribuir para a criação de uma cultura prevencionista nas comunidades onde atuamos, identificando situações e eventos diversos que possam colocar em risco a integridade da estrutura de uma barragem. O PAEBM também estabelece recursos e estratégias para evitar ou minimizar impactos sociais, ambientais e econômicos em um eventual cenário de rompimento de barragem.

E quais são as ações do PAEBM?

Entre as medidas para garantir a execução correta do PAEBM, destacam-se:

  • A sinalização de emergência: em parceria com as Defesas Civis municipais, são instaladas placas de rotas de fuga e de ponto de encontro nas Zonas de Autossalvamento (ZAS) nos municípios. A rota de fuga é o trajeto que as pessoas devem seguir no caso de uma emergência. Já os pontos de encontro são locais onde todos devem se reunir se houver necessidade de deixar a área.
  • Os simulados de situação hipotética de ruptura, para que a comunidade e agentes envolvidos da Zona de Autossalvamento (ZAS) tomem conhecimento das ações previstas e sejam treinados em como proceder caso ocorra uma situação de emergência real. Eles são realizados em parceria com as defesas civis municipais e estadual e demais órgãos de respostas à emergência; Os testes de sirenes fazem parte de uma exigência legal e asseguram o adequado funcionamento do sistema sonoro, identificando se as sirenes estão funcionando corretamente e se estão atendendo a todos os requisitos necessários.
  • Os testes de sirenes são previamente informados à população e são realizados em parceria com as Defesas Civis municipais. O comissionamento é o teste inicial, que certifica o funcionamento do sistema de alerta após a sua implantação. Depois dessa etapa, os testes passam a ser mensais, em determinados dias e horários, conforme cronograma estabelecido juntos aos órgãos competentes.
  • Treinamentos: além dos simulados com a comunidade, realizamos também treinamentos internos, com empregados e terceiros, para garantir uma resposta rápida e adequada de todas as áreas envolvidas com uma situação de emergência.
  • Comunicação de risco: a Vale mantém um sistema de comunicação informativa com as comunidades próximas às suas operações. Entre os temas tratados, estão os cenários de risco, rotas de fuga, pontos de encontro, sinalização, sirenes e simulados.
As barragens da Vale são regidas por alguma legislação?

Todas as barragens da Vale localizadas no Brasil se enquadram dentro dos requisitos legais definidos pela Lei 12.334; Portaria 70.389 do DNPM e resolução 51, da Agência Nacional de Mineração e pela Lei Federal 14.066 de 2020.

Como fico sabendo de uma situação real de emergência com barragens?

Em uma situação real de emergência você ouvirá o som da sirene intermitente seguido da seguinte mensagem: “Atenção! Atenção! Isso é uma emergência. Esta é uma situação real de emergência de rompimento de barragem. Abandonem imediatamente as suas residências, sigam pela rota de fuga até o ponto de encontro e permaneçam até que sejam repassadas novas instruções.”

Em caso de dúvidas, para quem posso ligar?

Em caso de dúvidas, você pode entrar em contato com a Vale pelo 0800 039 6010.

Todos os Planos de Ação de Emergência para Barragens de Mineração da Vale estão disponíveis em aqui.

O conteúdo técnico desta página foi simplificado para facilitar o entendimento de todos.