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Água

Os recursos hídricos são essenciais para as nossas atividades. Em nossa atuação, desenvolvemos programas e implementamos ações que vão além do atendimento aos requisitos legais, visando à otimização do uso e do consumo de água.

A Vale é membro do ICMM (International Council on Mining & Metals) e utiliza a metodologia GRI (Global Report Initiative) para seus reportes e Relatório de Sustentabilidade.

Implementamos práticas de manejo hídrico que proporcionam governança forte e transparente, gerenciamento efetivo e eficiente nas operações e buscamos superar as expectativas das partes interessadas, para promover o uso de água sustentável.

Como orientador de nossas ações, contamos com o programa Meta Água, iniciado em 2018 cujo objetivo principal é reduzir a captação de água doce para uso em nossos processos produtivos. Para tanto, a Vale investe na ampliação da rede de monitoramento, em iniciativas de reutilização, na busca de novas tecnologias e no desenvolvimento de estudos.

Reporte de KPIs

Volume e percentual de água e nível de estresse hídrico (em milhões de m³) 

América do Norte e Europa América do Sul África, Ásia e Oceania Total
Volume
(milhões de m³)
% Volume
(milhões de m³)
% Volume
(milhões de m³)
% Volume
(milhões de m³)
%
Total 43,9
77,3
26,6
147,8
Baixo 43,9
100% 71,7
93% 24,8
94% 140,4
95%
Baixo a médio 0
0% 0,9
1% 0 0% 0,9
1%
Média a alto 0 0% 4,7
6% 0,1
0% 4,8 
3%
Alto 0 0% 0 0% 1,7
6% 1,7
1%
Extremamente alto 0 0% 0 0% 0
0% 0
0%

América do Norte e Europa

Volume (milhões de m³) %
Total
43,9
Baixo
43,9 100%
Baixo a médio
0 0%
Médio a alto
0 0%
Alto
0 0%
Extremamente alto
0 0%

América do Sul

Volume (milhões de m³) %
Total
77,3
Baixo
71,7 93%
Baixo a médio
0,9 1%
Médio a alto
4,7 6%
Alto
0 0%
Extremamente alto
0 0%

África, Ásia e Oceania

Volume (milhões de m³) %
Total
26,6
Baixo
24,8 94%
Baixo a médio
0 0%
Médio a alto
0,1 0%
Alto
1,7 6%
Extremamente alto
0 0%

América do Norte e Europa

Volume (milhões de m³) %
Total
147,8
Baixo
140,4 95%
Baixo a médio
0,9 1%
Médio a alto
4,8 3%
Alto
1,7 1%
Extremamente alto
0 0%

Distribuição do volume total de água nova captada por regiões de acordo com risco hídrico 

Gráfico Distribuição do volume total de água nova captada por regiões de acordo com risco hídrico - 2018

Balanço hídrico

(em milhões de m³)
Gráfico de Captações, Usos e Reutilização e SaídasGráfico de Captações, Usos e Reutilização e Saídas

Evolução da performance

Os principais usos de água na mineração são para beneficiamento do minério, limpeza de máquinas e peças, controles ambientais, higienização e consumo humano. A metodologia que a Vale adota para consolidar o balanço hídrico de suas operações e divulgar seus resultados no relatório de sustentabilidade considera as seguintes parcelas principais: água captada e utilizada pela unidade operacional, água captada sem uso e devolvida ao meio ambiente, agua captada e disponibilizada para terceiros, volume total de reutilização e descarte de efluentes industriais e doméstico.

No ano de 2019, o volume total de água captado para uso em nossos processos produtivos foi de 149 milhões de m3, 26% abaixo de 2018. A Vale manteve a taxa de reutilização de água nos patamares de 2018, 82%. Em sua estratégia de gestão, a Vale entende que essa é uma forma de reduzir a captação de água do meio ambiente.

Os efluentes gerados nas unidades operacionais da Vale são provenientes dos usos industriais e consumo humano. Esses efluentes são reutilizados nos processos da empresa, sempre que possível, e no ano 2019 foram descartados no meio ambiente 32,8 milhões de m³, em acordo com os padrões de lançamento estabelecidos nas legislações locais.

Demanda total

(em milhões de m³)

Captação de água destinada para produção Vale

(em milhões de toneladas)

Metas e Prazos

A Meta Água tem como compromisso reduzir a captação de água doce para uso em nossos processos produtivos. A meta é reduzir 10% do uso específico referente ao ano 2017 até 2030 (água nova e doce captada e usada nos processos por tonelada produzida), o que significa menor volume de água nova captada para um mesmo volume de produção.

Além do objetivo principal da Meta Água, o programa investe na melhoria contínua da gestão dos recursos hídricos a fim de alcançar a aderência aos princípios do ICMM. Todas essas estratégias estão alinhadas ao Plano Estruturante, que é base do programa Meta Água. Dessa forma, estão entre nossos principais compromissos relacionados ao tema:

Gestão de Impactos

Medidas de contenção dos rejeitos

Cinco dias após o rompimento da Barragem I, a Vale apresentou ao Ministério Público e aos órgãos ambientais um plano que previa atuação em três trechos ao longo do rio Paraopeba, com início emergencial das obras: Trecho 1 –até 10 quilômetros de extensão do local do rompimento da barragem, levando em consideração a posição geográfica estratégica para otimizar a contenção de rejeitos no córrego Ferro-Carvão–localizado a jusante da barragem rompida –e evitar aporte de material ao rio Paraopeba, estão previstas a construção de estruturas de contenção, tais como diques de enrocamento, barreiras hidráulicas e cortina metálica com estacas-prancha, além da instalação de uma Estação de Tratamento de Água Fluvial (ETAF) no córrego Ferro-Carvão com a capacidade para tratar aproximadamente 2 milhões de litros por hora, já em operação.

Foi construída uma ponte de estrutura metálica e concreto de 50 metros para restabelecer o acesso das comunidades de Parque da Cachoeira e Córrego do Feijão à área central de Brumadinho. A ponte permite o tráfego de veículos em mão dupla e inclui passeio para pedestres.

Políticas e Normas

Em nossa Política de Sustentabilidade estão estabelecidas as diretrizes e princípios para a sustentabilidade em nossos projetos e operações, explicitando o nosso compromisso com a vida em primeiro lugar e a nossa responsabilidade social, ambiental e econômica. A concretização desses princípios e diretrizes se dará a partir de três dimensões: Operador Sustentável, relacionada à atuação responsável em todo o ciclo de vida dos nossos empreendimentos; Catalisador do Desenvolvimento Local, voltado para a colaboração com o desenvolvimento socioeconômico e ambiental dos territórios onde temos atividades, com o estabelecimento de parcerias intersetoriais com objetivo de deixar um legado positivo; e Agente Global de Sustentabilidade, que prevê a nossa contribuição para o diálogo e a busca de soluções para os desafios do desenvolvimento sustentável que são compartilhados por várias regiões e países em que estamos presentes.

Imagem ilustrada sobre água

Visão de Riscos

No momento, estamos desenvolvendo uma metodologia de Avaliação, Gestão e Monitoramento de Riscos Hídricos, totalmente alinhada com o ICMM.

Para auxiliar a empresa na análise dos riscos hídricos, contamos com a ferramenta Aqueduct. Desenvolvida pelo WRI (World Resource Institute), fornece o mapeamento dos riscos hídricos em escala global para identificar os impactos das cheias fluviais por danos urbanos, a ocorrência de inundações e severidade de secas, bem como a população afetada por essas situações. Com a ferramenta, também é possível correlacionar o uso de água pelas nossas unidades operacionais com o grau de risco indicado pelo Aqueduct.

Perspectivas

Além do objetivo principal da Meta Água, o programa também investe na melhoria contínua da gestão dos recursos hídricos a fim de alcançar a aderência aos princípios do ICMM.

Em 2018, nossas principais iniciativas no tema foram a definição da Meta Água 2030; o mapeamento de universidades para desenvolver projetos de P&D; análise de 11 Propostas de Projetos de P&D; estabelecimento de cinco contratos para aprimorar a Gestão de Recursos Hídricos nas unidades operacionais; realização de workshop de recursos hídricos, integrando unidades operacionais em nível global; aquisição de medidor de vazão ultrassônico portátil e execução de campanhas de verificação nas unidades operacionais; capacitação de coordenadores de recursos hídricos nas unidades operacionais; compra de 413 instrumentos e equipamentos para o monitoramento hídrico; revisões de balanço hídrico nas unidades operacionais; desenvolvimento de sistemática de análise e apuração dos dados quantitativos de recursos hídricos; identificação de ferramenta para gestão dos recursos hídricos e implementação do módulo da qualidade em cinco unidades operacionais; e consolidação e centralização das informações de outorgas na área corporativa.

Imagem ilustrativa para Perspectivas

Processamento a seco

A Vale investiu quase R$ 66 bilhões (US$ 17,5 bilhões¹) para instalar e ampliar o uso do processamento a seco –ou umidade natural –do minério de ferro produzido em suas operações no Brasil nos últimos 10 anos. Por não usar água no processo, o método não gera rejeito e, portanto, não utiliza barragens.

Processamento a seco

Vale Brasil
Gráfico Processamento a seco
Nos próximos cinco anos, a estimativa é aplicar mais R$ 11 bilhões (US$ 2,5 bilhões¹) em instalações de processamento similares. Hoje, cerca de 60% da produção da Vale ocorre a seco e a meta é chegar a até 70%, em 2024. As plantas de tratamento de Serra Leste, em Curionópolis, e do S11D, em Canaã dos Carajás, também não utilizam água no tratamento do minério.
¹ Cotação referente ao ano de 2018

No S11D, por exemplo, o uso da rota de processamento à umidade natural permite reduzir em 93% o consumo de água quando comparado com um projeto convencional de produção de minério de ferro. A economia de água equivale ao abastecimento anual de uma cidade de 400 mil habitantes. Em Minas Gerais, o processamento a seco foi ampliado de 20%, em 2016, para 32%, em 2018. Hoje, esse tipo de processamento está presente em diversas unidades, como Brucutu, Alegria, Fábrica Nova, Fazendão, Abóboras, Mutuca, Pico e Fábrica.

Para os próximos anos, o objetivo é empregá-lo em outras localidades de Minas Gerais, como os projetos Apolo e Capanema, que se encontram em fase de licenciamento ambiental.

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