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Água

Os recursos hídricos são essenciais para as nossas atividades. Em nossa atuação, desenvolvemos programas e implementamos ações que vão além do atendimento aos requisitos legais, visando à otimização do uso e do consumo de água.

A Vale é membro do ICMM (International Council on Mining & Metals) e utiliza a metodologia GRI (Global Report Initiative) para divulgação de seus resultados e relatórios, como o Questionário de Segurança Hídrica (Disclousure Insigth Action - CDP) e o Relato Integrado.

Implementamos práticas de manejo hídrico que proporcionam governança forte e transparente, gerenciamento efetivo e eficiente nas operações e buscamos superar as expectativas das partes interessadas, para promover o uso de água sustentável.

Para desenvolver a gestão responsável do uso de água no território, onde o empreendimento de mineração será implantado, é verificada a disponibilidade hídrica em quantidade e qualidade considerando os demais usuários dependentes daquela bacia hidrográfica. Para tanto são consultados os usos de água nas respectivas bacias hidrográficas por meio dos sistemas controlados pelos órgãos ambientais e cadastro de usuários. Após estas análises e verificando viabilidade são elaborados relatórios específicos para obter as permissões de uso de água e lançamento de efluentes. São instaladas redes de monitoramento quali-quantitavo que operam desde a fase implementação e até o fechamento do empreendimento. Os resultados destas informações são consolidados em sistemas de gerenciamento (Hydro Geoanalyst, Credit 360 e em plataforma de gestão interna) e analisados por técnicos especializados a fim de assegurar a qualidade e quantidade ambiental e compromissos legais.

Como orientador de nossas ações, contamos com o programa Meta Água, iniciado em 2018 cujo objetivo principal é reduzir a captação de água doce para uso em nossos processos produtivos. Para tanto, a Vale investe na ampliação da rede de monitoramento, em iniciativas de reutilização, na busca de novas tecnologias e no desenvolvimento de estudos.



Reporte de KPIs

Volume e percentual de água e nível de estresse hídrico (em milhões de m³) - 2020

América do Norte e Europa 
América do Sul
África, Ásia e Oceania Total
Volume
(milhões de m³)
% Volume
(milhões de m³) 
% Volume
(milhões de m³)
% Volume
(milhões de m³)
%
Total 47
64
34
145
Baixo 47
100% 51
79,7% 33
97% 131
90%
Baixo a médio 0
0% 10
15,6% 0 0% 10
7%
Média a alto 0 0% 3
4,7% 0
0% 3
2%
Alto 0 0% 0 0% 1
3% 1
1%
Extremamente alto 0 0% 0 0% 0
0% 0
0%

América do Norte e Europa

Volume (milhões de m³) %
Total
43,9
Baixo
43,9 100%
Baixo a médio
0 0%
Médio a alto
0 0%
Alto
0 0%
Extremamente alto
0 0%

América do Sul

Volume (milhões de m³) %
Total
77,3
Baixo
71,7 93%
Baixo a médio
0,9 1%
Médio a alto
4,7 6%
Alto
0 0%
Extremamente alto
0 0%

África, Ásia e Oceania

Volume (milhões de m³) %
Total
26,6
Baixo
24,8 94%
Baixo a médio
0 0%
Médio a alto
0,1 0%
Alto
1,7 6%
Extremamente alto
0 0%

América do Norte e Europa

Volume (milhões de m³) %
Total
147,8
Baixo
140,4 95%
Baixo a médio
0,9 1%
Médio a alto
4,8 3%
Alto
1,7 1%
Extremamente alto
0 0%

Distribuição do volume total de água nova captada por regiões de acordo com risco hídrico (2020)

Gráfico Distribuição do volume total de água nova captada por regiões de acordo com risco hídrico - 2018

Balanço hídrico - 2020

(em milhões de m³)
Gráfico de Captações, Usos e Reutilização e SaídasGráfico de Captações, Usos e Reutilização e Saídas

Evolução da performance

Os principais usos de água na mineração são para beneficiamento do minério, limpeza de máquinas e peças, controles ambientais, higienização e consumo humano. A metodologia que a Vale adota para consolidar o balanço hídrico de suas operações e divulgar seus resultados no relatório de sustentabilidade considera as seguintes parcelas principais: água captada e utilizada pela unidade operacional, água captada sem uso e devolvida ao meio ambiente, agua captada e disponibilizada para terceiros, volume total de reutilização e descarte de efluentes industriais e doméstico.

No ano de 2020, o volume total de água captado para uso em nossos processos produtivos foi de 145 milhões de m³, valor 3% inferior ao volume captado em 2019. A Vale manteve a taxa de reutilização de água nos patamares dos últimos anos, de 80%. Em sua estratégia de gestão, a Vale entende que essa é uma forma de reduzir a captação de água do meio ambiente.

Os efluentes gerados nas unidades operacionais da Vale são provenientes dos usos industriais e consumo humano. Esses efluentes são reutilizados nos processos da empresa, sempre que possível, e no ano 2020 foram descartados no meio ambiente 29 milhões de m³, em acordo com os padrões de lançamento estabelecidos nas legislações locais.

Demanda total

(em milhões de m³)

Captação de água destinada para produção Vale

(em milhões de toneladas)

Metas, Prazos e Controle

A Meta Água tem como compromisso reduzir a captação de água doce para uso em nossos processos produtivos. A meta é reduzir 10% do uso específico referente ao ano 2017 até 2030 (água nova e doce captada e usada nos processos por tonelada produzida), o que significa menor volume de água nova captada para um mesmo volume de produção.

Além do objetivo principal da Meta Água, o programa investe na melhoria contínua da gestão dos recursos hídricos a fim de alcançar a aderência aos princípios do ICMM. Todas essas estratégias estão alinhadas ao Plano Estruturante, que é base do programa Meta Água. Dessa forma, estão entre nossos principais compromissos relacionados ao tema:

Gestão de Impactos

Medidas de contenção dos rejeitos

Cinco dias após o rompimento da Barragem I, a Vale apresentou ao Ministério Público e aos órgãos ambientais um plano que previa atuação em três trechos ao longo do rio Paraopeba, com início emergencial das obras: Trecho 1 –até 10 quilômetros de extensão do local do rompimento da barragem, levando em consideração a posição geográfica estratégica para otimizar a contenção de rejeitos no córrego Ferro-Carvão–localizado a jusante da barragem rompida –e evitar aporte de material ao rio Paraopeba, estão previstas a construção de estruturas de contenção, tais como diques de enrocamento, barreiras hidráulicas e cortina metálica com estacas-prancha, além da instalação de uma Estação de Tratamento de Água Fluvial (ETAF) no córrego Ferro-Carvão com a capacidade para tratar aproximadamente 2 milhões de litros por hora, já em operação.

Foi construída uma ponte de estrutura metálica e concreto de 50 metros para restabelecer o acesso das comunidades de Parque da Cachoeira e Córrego do Feijão à área central de Brumadinho. A ponte permite o tráfego de veículos em mão dupla e inclui passeio para pedestres.

Políticas e Normas

Em nossa Política de Sustentabilidade estão estabelecidas as diretrizes e princípios para a sustentabilidade em nossos projetos e operações, explicitando o nosso compromisso com a vida em primeiro lugar e a nossa responsabilidade social, ambiental e econômica. A concretização desses princípios e diretrizes se dará a partir de três dimensões: Operador Sustentável, relacionada à atuação responsável em todo o ciclo de vida dos nossos empreendimentos; Catalisador do Desenvolvimento Local, voltado para a colaboração com o desenvolvimento socioeconômico e ambiental dos territórios onde temos atividades, com o estabelecimento de parcerias intersetoriais com objetivo de deixar um legado positivo; e Agente Global de Sustentabilidade, que prevê a nossa contribuição para o diálogo e a busca de soluções para os desafios do desenvolvimento sustentável que são compartilhados por várias regiões e países em que estamos presentes.

Imagem ilustrada sobre água

Visão de Riscos

A ferramenta Aqueduct, desenvolvida pelo WRI (World Resources Institute), nos auxilia na avaliação de estresse hídrico, que possibilita uma visão global das regiões mais susceptíveis à ocorrência de inundações fluviais e costeiras, à severidade de secas, à variabilidade sazonal e interanual de água, bem como à sua escassez. Com base nesta ferramenta, é possível correlacionar o uso de água das nossas unidades operacionais com o grau de risco indicado.



A precisão das bases de dados para gerar estas avaliações globais vem aprimorando continuamente nos últimos anos, no entanto, se faz necessário verificar e complementar estas avaliações considerando os conhecimentos e percepções dos riscos hídricos operacionais locais, seus possíveis impactos e ações de mitigação. Para tanto iniciamos no ano 2020 a aplicação de metodologia de análise de sensibilidade dos riscos hídricos para cada unidade operacional, ou seja, escala local dos riscos físicos e critérios técnicos internos.

Esta metodologia foi aplicada em 46 unidades operacionais considerando os seguintes riscos físicos: inundações, conflito pelo uso, abastecimento e secas. Destaca-se que uma unidade operacional pode estar exposta a mais de um risco físico e os resultados dessa metodologia estão apresentados abaixo, indicando o resultado geral bem como para cada um dos tipos dos riscos físicos considerados. 

Sensibilidade aos Riscos Hídricos


 

O processo de mapeamento e gerenciamento de riscos e impactos hídricos é contínuo e deve ter como referência a bacia hidrográfica onde operamos e que temos influência. Desta forma, é necessário promover a melhoria continua dos nossos processos de avaliação dos riscos hídricos com atenção aos potenciais impactos físicos, regulatórios e à reputação, interferências das mudanças climáticas e o uso múltiplo das águas, atendendo às diversidades físicas, bióticas, econômicas, sociais e culturais das diversas regiões. Identificados e mapeados os riscos é obrigatório estabelecer, monitorar e executar planos de ação priorizando a eliminação dos mesmos. 

As ações e iniciativas de gestão de riscos hídricos da Vale são de caráter local e global, e envolvem revisão e aprimoramento dos processos de governança, elaboração de políticas, aplicação do HIRA e atualização dos planos diretores das unidades, além de alinhamento com os princípios estabelecidos pelo ICMM (International Council on Mining and Metal).

Perspectivas

Além do objetivo principal da Meta Água, o programa também investe na melhoria contínua da gestão dos recursos hídricos a fim de alcançar a aderência aos princípios do ICMM. 

Em 2018, a Vale estabeleceu a Meta Agua 2030 para reduzir o uso especifico de agua em 10% (ano-base 2017). Até 2020, acumulou redução de 8,7%. Dentre as principais ações de gestão de recursos hídricos realizadas em 2020, podemos destacar:

Conhecimento Técnico – Inovação e P&D

Sistema de monitoramento da qualidade da água (metais) contínuo e online, de análise (Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento e Sustentabilidade);
Desenvolvimento de equipamento de monitoramento contínuo da qualidade da água por meio de patrocínio e participação em startup (Mining HUB, Instituto Brasileiro de Mineração).

Conhecimento Técnico – Gestão e monitoramento

Ampliação e melhoria da rede de monitoramento quantitativa, com medidores eletromagnéticos, estacoes fluviometricas e transmissão dos dados em tempo real;
Expansão do sistema de gestão de dados de recursos hídricos nas unidades operacionais.

Governança – Normas e processos

Elaboração e publicação da Política de Água e Recursos Hídricos;
Adequação do Padrão Global Interno de Gestão de Recursos Hídricos e Efluentes as diretrizes do ICMM;
Verificação da aderência das unidades operacionais do Brasil ao Padrão Global Interno de Gestão de Recursos Hídricos e Efluentes;
Instituição do Fórum de Recursos Hídricos;
Gestão de Riscos Hídricos;
Análise de riscos hídricos e sensibilidade para as operações;
Estratégia para Gestão Responsável.
Imagem ilustrativa para Perspectivas

Processamento a seco

A empresa tem planejado a redução significativa do uso de barragens e investira em soluções para substituir o processamento a úmido por processos mais seguros e sustentáveis. E o caso do processamento a seco que alcançaram 70% da produção de minério de ferro até 2024. Em relação ao restante da produção a úmido, 16 pontos percentuais usarão o sistema de filtragem e empilhamento a seco para o tratamento de rejeitos, que exigirão, aproximadamente, USD 2,3 bilhões até 2025. O sistema está em implementação nos complexos de Vargem Grande, de Itabira e em Brucutu, contribuindo para uma menor dependência do uso de barragens de rejeitos.


Processamento a seco

Vale Brasil
Gráfico Processamento a seco
A Vale também planeja aumentar o desenvolvimento de novas tecnologias, como a separação magnética a seco de minério de ferro, possibilitada pela aquisição da New Steel, em 2018, atualmente em fase de testes. As plantas de tratamento de Serra Leste, em Curionópolis, e do S11D, em Canaã dos Carajás, também não utilizam água no tratamento do minério.
¹

No S11D, por exemplo, o uso da rota de processamento à umidade natural permite reduzir em 93% o consumo de água quando comparado com um projeto convencional de produção de minério de ferro. A economia de água equivale ao abastecimento anual de uma cidade de 400 mil habitantes. Em Minas Gerais, o processamento a seco foi ampliado de 20% (2016) para 32% (2019). Hoje, esse tipo de processamento está presente em diversas unidades, como Brucutu, Alegria, Fábrica Nova, Fazendão, Abóboras, Mutuca e Pico.

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