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Biodiversidade

A Vale reconhece a importância da biodiversidade e a avalia como tema intrínseco ao seu negócio, considerando sua riqueza, amplitude e valor na manutenção da vida e dos serviços ecossistêmicos.

Protegemos e ajudamos a proteger, uma área aproximadamente 6 vezes maior do que a área ocupada por nossas operações, isto é, cerca de 8,5 mil km² de áreas naturais, contribuindo assim para a proteção de espécies da fauna e da flora nativas, principalmente endêmicas e ameaçadas de extinção, tendo em vista uma gestão integrada dos territórios onde atuamos.

Sintonizada à Política de Sustentabilidade, destaca-se como base da nossa atuação os compromissos abaixo:

Com foco nesses compromissos, a Vale tem como objetivo de longo prazo buscar o Impacto Líquido Neutro (No Net Loss)¹ sobre a biodiversidade.

¹Quando as perdas são iguais aos ganhos. Existem impactos, mas tomamos medidas para evitá-los e minimizá-los para realizar reabilitação/restauração e compensação.

Reporte de KPIs

Para acompanhar o desempenho das suas operações no tema biodiversidade, a Vale utiliza os indicadores do sistema do GRI (GRI 304: Biodiversidade), que são reportados anualmente pelas unidades operacionais e cujos resultados são divulgados no Relatório de Sustentabilidade. Além disso, planos de gestão da biodiversidade específicos de algumas áreas operacionais apresentam indicadores relacionados aos programas e medidas, assim como aqueles do GRI.

Indicadores:

Indicador 1

As áreas operacionais da Vale se sobrepõem a áreas de alto valor de biodiversidade, como hotspots e wilderness áreas.

Categorias/Relevância Km²
Área total impactada 1.389,23
Área total impactada em wilderness (vida selvagem) 918,04
Área total impactada em hotspots (áreas com alta diversidade e alto risco de degradação) 361,21
Áreas impactadas em áreas protegidas 245,49
Áreas impactadas adjacentes a áreas protegidas¹ 427,21
Áreas impactadas em áreas prioritárias para conservação fora de áreas protegidas 108,54
Áreas impactadas adjacentes a áreas prioritárias para conservação fora de áreas protegidas¹ 168,80

Área total impactada

Km²
1.389,23

Área total impactada em wilderness (vida selvagem)

Km²
918,04

Área total impactada em hotspots (áreas com alta diversidade e alto risco de degradação)

Km²
361,21

Áreas impactadas em áreas protegidas

Km²
245,49

Áreas impactadas adjacentes a áreas protegidas¹

Km²
427,21

Áreas impactadas em áreas prioritárias para conservação fora de áreas protegidas

Km²
108,54

Áreas impactadas adjacentes a áreas prioritárias para conservação fora de áreas protegidas¹

Km²
168,80

¹Para o cálculo da área adjacente, foi considerado o buffer de 10 km, gerado a partir dos limites externos das áreas protegidas e áreas prioritárias para a conservação (entorno), e avaliada sua sobreposição em relação à área da unidade operacional.

Indicador 2

Habitats protegidos ou restaurados.

Unidades protegidas pela Vale ou com apoio da empresa - MM1

Área protegida Localização Bioma Propriedade Área (km²)
Floresta Nacional de Carajás Brasil (Pará) Floresta Amazônica ICMBio¹ 3910,0
Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri Brasil (Pará) Floresta Amazônica ICMBio 1142,4
Floresta Nacional do Itacaiúnas Brasil (Pará) Floresta Amazônica ICMBio 1365,9
Reserva Biológica do Tapirapé Brasil (Pará) Floresta Amazônica ICMBio 992,0
Área de Proteção Ambiental do Igarapé do Gelado Brasil (Pará) Floresta Amazônica ICMBio 232,7
Parque Nacional dos Campos Ferruginosos de Carajás Brasil (Pará) Floresta Amazônica ICMBio 220,0
Parque Botânico de São Luís Brasil (Maranhão) Floresta Amazônica Vale 1,1
Parque Botânico de Tubarão Brasil (Espírito Santo) Mata Atlântica Vale 0,3
Reserva Natural Vale Brasil (Espírito Santo) Mata Atlântica Vale 227,1
Reserva Biológica de Sooretama Brasil (Espírito Santo) Mata Atlântica ICMBio 278,0
Reservas particulares do patrimônio natural (RPPN) no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais Brasil (Minas Gerais) Mata Atlântica Vale 128,0
Áreas de proteção de quatro pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) Brasil (Minas Gerais) Mata Atlântica Vale 3,3
Reserva Natural Florestas do Norte (Forêt Nord Nature Reserve) Nova Caledônia Floresta e Maquis Shrubland Governo da Nova Caledônia 2,7
Reserva Pic du Grand Kaori Nova Caledônia Floresta e Maquis Shrubland Governo da Nova Caledônia 3,1
Área Protegida Privada Moçambique - Área privada 16,7
Centro Ecológico Vale Malásia (Vale Eco Center) Malásia Sundaland Vale 2,9
Total 8.526,19
Área protegida

Floresta Nacional de Carajás

Localização
Brasil (Pará)

Bioma
Floresta Amazônica

Propriedade
ICMBio

Área (km²)
3910.0

Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri

Localização
Brasil (Pará)

Bioma
Floresta Amazônica

Propriedade
ICMBio

Área (km²)
1142.4

Floresta Nacional do Itacaiúnas

Localização
Brasil (Pará)

Bioma
Floresta Amazônica

Propriedade
ICMBio

Área (km²)
1365.9

Reserva Biológica do Tapirapé

Localização
Brasil (Pará)

Bioma
Floresta Amazônica

Propriedade
ICMBio

Área (km²)
992.0

Área de Proteção Ambiental do Igarapé do Gelado

Localização
Brasil (Pará)

Bioma
Floresta Amazônica

Propriedade
ICMBio

Área (km²)
232.7

Parque Nacional dos Campos Ferruginosos de Carajás

Localização
Brasil (Pará)

Bioma
Floresta Amazônica

Propriedade
ICMBio

Área (km²)
220.0

Parque Botânico de São Luís

Localização
Brasil (Maranhão)

Bioma
Floresta Amazônica

Propriedade
Vale

Área (km²)
1.1

Parque Botânico de Tubarão

Localização
Brasil (Espírito Santo)

Bioma
Mata Atlântica

Propriedade
Vale

Área (km²)
0.3

Reserva Natural Vale

Localização
Brasil (Espírito Santo)

Bioma
Mata Atlântica

Propriedade
Vale

Área (km²)
227.1

Reserva Biológica de Sooretama

Localização
Brasil (Espírito Santo)

Bioma
Mata Atlântica

Propriedade
ICMBio

Área (km²)
278.0

Reservas particulares do patrimônio natural (RPPN) no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais

Localização
Brasil (Minas Gerais)

Bioma
Mata Atlântica

Propriedade
Vale

Área (km²)
128.0

Áreas de proteção de quatro pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)

Localização
Brasil (Minas Gerais)

Bioma
Mata Atlântica

Propriedade
Vale

Área (km²)
3.3

Reserva Natural Florestas do Norte (Forêt Nord Nature Reserve)

Localização
Nova Caledônia

Bioma
Floresta e Maquis Shrubland

Propriedade
Governo da Nova Caledônia

Área (km²)
2.7

Reserva Pic du Grand Kaori

Localização
Nova Caledônia

Bioma
Floresta e Maquis Shrubland

Propriedade
Governo da Nova Caledônia

Área (km²)
3.1

Área Protegida Privada

Localização
Moçambique

Bioma
-

Propriedade
Vale

Área (km²)
16.7

Centro Ecológico Vale Malásia (Vale Eco Center)

Localização
Malásia

Bioma
Sundaland

Propriedade
Vale

Área (km²)
2.9

Total

8.526,19

¹O Parque Nacional dos Campus Ferruginosos possui parte de sua área interna aos limites da Floresta Nacional de Carajás. O valor em questão refere-se apenas a área externa a esses limites.

Indicador 3

Quantidade de terras (próprias ou arrendadas, usadas para atividades produtivas ou extrativistas) alteradas ou reabilitadas.

Área Impactada e em Recuperação (km²) 

9,83 km² Impactada

11,80 km² Recuperação (total)

9,92 km² Permanente

1,88 km² Provisória

Localização das áreas impactadas e em recuperação (km²) - MM1 

Impactada Recuperação (total) Permanente Provisório
Brasil
Minas Gerais 2,77
6,77
5,50
1,27
Espírito Santo 0,03
0,40
0,40
0,00
Pará 3,79
2,40
2,40
0,00
Maranhão 0,01
0,00
0,00
0,00
Mato Grosso do Sul 0,12
0,11
0,11
0,00
Bahia 0
0,20
0,20
0,00
Internacional
Indonésia 2,26
1,42
0,81
0,61
Nova Caledônia 0,00
0,15
0,15
0,00
Canadá 0,00
0,05
0,05
0,00
Moçambique 0,85
0,30
0,30
0,00
Brasil

Minas Gerais

Impactada
2.0

Recuperação (total)
6.4

Permanente
0.1

Provisório
6.3

Espírito Santo

Impactada
0

Recuperação (total)
0.3

Permanente
0.3

Provisório
0

Pará

Impactada
2.9

Recuperação (total)
3.5

Permanente
3.5

Provisório
0

Maranhão

Impactada
0

Recuperação (total)
0.4

Permanente
0.4

Provisório
0

Mato Grosso do Sul

Impactada
0.3

Recuperação (total)
0.1

Permanente
0.1

Provisório
0

Bahia

Impactada
0

Recuperação (total)
0.2

Permanente
0.2

Provisório
0

Internacional

Indonésia

Impactada
3.5

Recuperação (total)
0.9

Permanente
0.9

Provisório
0

Nova Caledônia

Impactada
0.3

Recuperação (total)
0.3

Permanente
0.3

Provisório
0

Canadá

Impactada
0

Recuperação (total)
1.0

Permanente
1.0

Provisório
0

Moçambique

Impactada
0.8

Recuperação (total)
0.3

Permanente
0.3

Provisório
0

Indicador 4

Número de espécies incluídas na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN em inglês) e em listas nacionais de conservação com habitats situados em áreas afetadas por operações da organização.

Em 2019, foram registradas 4.454 espécies com ocorrência em habitats afetados pelas operações da Vale ou próximo a elas, 2.374 da fauna e 2.080 da flora. Desse total, considerando as principais categorias de ameaça (Vulnerável, Quase Ameaçada, Em Perigo e Criticamente em Perigo), 111 encontram-se na lista brasileira de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente (Brasil) e 114 na lista global da IUCN - International Union for Conservation of Nature, conforme tabela a seguir:

Tabela de espécies em listas de risco de extinção

Categoria MMA (2014) IUCN (2018)
Pouco Preocupante (LC) 0
322
Deficiência De Dados (DD) 6
24
Vulnerável (VU) 50
53
Quase Ameaçada (NT) 0
35
Em Perigo (EN) 47
22
Criticamente em perigo (CR) 14
4
Categoria

Pouco Preocupante (LC)

MMA (2014)
0

IUCN (2018)
322

Deficiência De Dados (DD)

MMA (2014)
6

IUCN (2018)
24

Vulnerável (VU)

MMA (2014)
50

IUCN (2018)
53

Quase Ameaçada (NT)

MMA (2014)
0

IUCN (2018)
35

Em perigo (EN)

MMA (2014)
47

IUCN (2018)
22

Criticamente em perigo (CR)

MMA (2014)
13

IUCN (2018)
2

MM2

Número e percentual de unidades operacionais que necessitam de planos de gestão da biodiversidade de acordo com critérios estabelecidos e número (percentual) dessas unidades com planos em vigência.

Em 2019, foram analisadas 54 unidades operacionais, em relação à necessidade de planos de gestão devido a requisitos legais e/ou ao valor da biodiversidade. Deste total, 46 requerem planos de gestão (85,2%) e 49 no total já foram implantados (incluindo áreas com mais de um plano).  

Metas e prazos

A Vale estabeleceu um objetivo de longo prazo de buscar o No Net Loss, focado em reduzir as perdas significativas de biodiversidade. Este compromisso está em plena consonância com os compromissos assumidos no âmbito da Política de Sustentabilidade e da estratégia de sustentabilidade da empresa. Para atingir este objetivo, estamos trabalhando para implantar e reforçar todo o processo de gestão de riscos, impactos, atributos e desempenho.

Em 2019, a Vale tornou pública a sua Agenda 2030, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Tratando especificamente da questão da biodiversidade, a Agenda traz a Meta Florestal - Recuperar e proteger 500.000 hectares de áreas até 2030. Essa meta também está associada à ambição de deixar um legado positivo nos biomas em que operamos. Essa meta também está alinhada e poderá contribuir com o compromisso brasileiro de recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa previsto na Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa.

Além disso, a agenda Vale também traz metas relacionadas a água e mudanças climáticas que tem relação com a biodiversidade a partir do momento que estão associadas a redução de interferências associadas a serviços ecossistêmicos importantes, com a redução da captação de água nova e da emissão de gases de efeito estufa.

Nossa Gestão

Adotamos uma abordagem de gestão integrada do território e, no caso particular da biodiversidade, incorporando e aplicando conceitos referentes à Hierarquia de Mitigação de Impactos (HMI)¹ na busca pelo Impacto Líquido Neutro (em inglês, No Net Loss)¹ nos territórios em que atuamos.

No trabalho de gestão de riscos e impactos, são elaborados diagnósticos específicos que compreendem desde o planejamento da entrada em novos territórios até a concepção final dos projetos, visando avaliar possíveis interferências em áreas de patrimônio natural, áreas protegidas, assim como habitats e espécies sensíveis. Todas as expansões de operações e novos projetos são precedidos de estudos de impactos ambientais de acordo com as normas e regulamentações de cada país e região em que se inserem.

Em 2019, a Vale elaborou um padrão normativo que traz diretrizes e processos para gestão da biodiversidade focados em todas as etapas do ciclo de vida, desde o planejamento do projeto até o pós-fechamento, publicado no início de 2020. Esse documento traz a Hierarquia de Mitigação de Impactos, a gestão de riscos, métricas e os processos necessários para que novos projetos e até mesmo operações possam avaliar e gerir riscos de biodiversidade e estabelecer metas e ações relacionadas ao No Net Loss. Esse documento normativo foi elaborado com base na experiência adquirida e resultados obtidos durante o trabalho desenvolvido em parceria com a The Biodiversity Consultancy e a equipe da Mina do Complexo S11D, que deu origem ao Plano de Gestão da Mina S11D. 

¹Abordagem de gestão de impactos que deve ser aplicada sequencialmente para antecipar e evitar, e onde a prevenção de impactos não for possível, minimizar; quando ocorrerem impactos, restaurar; e onde os impactos significativos permanecerem em alguma proporção, compensar. O foco dessa abordagem é evitar perdas líquidas de biodiversidade, mitigando riscos e impactos.

Alinhamentos estratégicos e compromissos ICMM

Como membro do ICMM, a Vale está comprometida com os princípios estabelecidos pelo Conselho e em 2019 reforçou seu comprometimento com a Expectativa de Performance 7, que está focada em não operar em Áreas do Património Mundial e na implantação e reforço da hierarquia de mitigação do impacto, com o objetivo de não ter perdas consideráveis de biodiversidade.

Convenção da Diversidade Biológica (CDB) e pelo Plano Estratégico para a Biodiversidade

A Vale busca estar sempre alinhada aos compromissos e metas estabelecidos pela Convenção da Diversidade Biológica (CDB). Proteção e recuperação de ambientes naturais, manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais, redução de ameaças as espécies são parte dessas metas e estão alinhadas a nossa Agenda 2030 a partir da meta florestal, assim como a nossa estratégia de biodiversidade que tem como objetivo de longo prazo neutralizar impactos a biodiversidade.

Gestão de impactos

A Vale atua sempre buscando os melhores métodos, tecnologias e ações que permitam a menor interferência nos recursos naturais. Ainda sim as operações tem impactos diretos e indiretos na biodiversidade. Trabalhamos com medidas de prevenção, mitigação, controle, recuperação e compensação que não se restringem somente às obrigações legais, com o objetivo de incorporar a proteção dos componentes da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos às nossas atividades, buscando assim, sempre que possível, implementar ações voluntárias voltadas para a conservação.

Focada em melhorar e maximizar os resultados dessas ações, a Vale estabelece parcerias com especialistas em biodiversidade, tais como universidades, organizações governamentais e consultoria em busca de estudos ambientais consistentes, atividades de mitigação, recuperação e compensação que constituam planos de ação eficazes, além de fomentar a geração e divulgação de conhecimento.

Políticas e Normas

Por se tratar de um tema transversal, as diretrizes da Vale no tocante à biodiversidade estão refletidas em sua Política de Sustentabilidade, tendo por princípio priorizar a gestão de riscos e impactos, perseguir o zero dano aos empregados e comunidades e deixar um legado social, econômico e ambiental positivo nos territórios onde opera.

Em 2019, a Vale elaborou um padrão normativo que traz diretrizes e processos para gestão da biodiversidade focados em todas as etapas do ciclo de vida dos projetos.

Visão de Riscos

Nossas operações ocupam hoje cerca de 1,4 mil km², sendo que os principais riscos e impactos diretos e indiretos a biodiversidade estão associados a alterações em ambientes naturais e a mudanças no uso do solo, que alteram os componentes do meio físico, que por sua vez funcionam como suporte para os elementos do meio biótico (flora e fauna). Em 2015 a Vale fez um estudo de mapeamento e classificação os riscos à biodiversidade decorrentes das nossas operações, a partir de nove categorias de áreas e/ou territórios relevantes para biodiversidade, de acordo com organizações globais e nacionais (KBA, Áreas Protegidas, Wilderness Areas, Hotspots, ocorrência de Espécies Ameaçadas IUCN, entre outros) às quais se atribuiu pesos que caracterizam a sua importância com relação à biodiversidade. As análises foram feitas considerando a inserção das áreas operacionais nessas áreas e/ou territórios o que gerou a nota de risco.

Das 33 unidades com atividades operacionais (representam 97% do total Vale) avaliadas em 14 países, obtivemos os seguintes resultados:

10 unidades Baixo Risco

14 unidades Médio Risco

9 unidades Alto Risco

Em Junho de 2020 estabelecemos uma parceria com o IBAT (Integrated Biodiversity Assessment Tool) para auxiliar nas análises de risco e impacto nas fases iniciais dos projetos, apoiando as diretrizes do padrão normativo focado na Gestão da Biodiversidade.

Iniciativas Voluntárias

A seguir sao apresentados highlights da nossa atuação em biodiversidade. Essas iniciativas reforcam o nosso compromisso e confirmam que e possível integrar a biodiversidade a mineração.

Business for Nature

Em 2020, reforçando o seu compromisso com a preservação da biodiversidade, a Vale aderiu ao Call for Action da Business for Nature, uma união de esforços de empresas e instituições para proteger nosso planeta e reverter as significativas perdas na natureza. É primeira vez que tantas companhias avançam em um mesmo sentido com o objetivo de influenciar discussões para a entrega de uma Estrutura de Biodiversidade Global Pós-2020 na COP-15.

O Call for Action reuniu uma lista de mais de 500 empresas de grande porte para cobrar de governos e lideranças mundiais a adoção de políticas ambientais ainda nesta década. Entre os pedidos, está o reforço à proteção da Amazônia, causa já apoiada pela Vale há mais de 30 anos, e a adesão à agenda internacional de biodiversidade.

Para participar da ação, as empresas que compõem o Business for Nature precisam ter compromissos públicos e metas focadas para conter a perda de biodiversidade e proteger os recursos naturais.

Projeto Experiências em Biodiversidade

Implantado em 2017, o projeto visa promover encontros anuais em comemoração ao dia internacional da diversidade biológica.

Este projeto foi elaborado com o objetivo de trocar experiências a partir da inscrição e envio de trabalhos que refletem iniciativas e soluções em biodiversidade implantadas e executadas em todas as áreas da Vale, reforçando a importância do tema para a companhia e as experiências, além de ampliar o conhecimento.

Reserva Natural Vale

Contribuindo para Conservação de um Hotspot de Biodiversidade

A Reserva Natural Vale(RNV) é uma propriedade da Vale localizada no Brasil (estado do Espírito Santo) que protege 23 000 hectares de Mata Atlântica, o bioma mais ameaçado do país. Esta reserva trabalha em quatro pilares – conservação da diversidade biológica e de serviços ecossistêmicos, pesquisa científica, educação e restauração florestal.

    Em parceria com o ICMBio, a Vale apoia a proteção da Reserva Biológica (Rebio) de Sooretama, que junto a RNV somam cerca de 50 mil hectares protegidos.

    A Reserva protege cerca de cinco mil espécies de plantas e animais da Mata Atlântica, entre elas mais de 160 espécies ameacadas de extinção e 64 espécies endêmicas.

    Mantém um dos maiores viveiros de mudas nativas da Mata Atlântica, com capacidade de produção de 3 milhões de mudas por ano.

    Possui um herbário reconhecido mundialmente, que compartilha informações e apoia pesquisas em várias localidades.

    Na RNV também há um espaço de uso público destinado a atividades de lazer e educação ambiental, sediando cursos e eventos relacionados à pesquisa do bioma.

    O projeto Eu Pesquisador reúne pesquisadores de projetos desenvolvidos na Reserva para compartilhar conhecimentos, despertar o interesse e conscientizar alunos e professores de escolas públicas da região sobre a importância da Biodiversidade. Em 2019, foram envolvidos 137 alunos e seis professores de três escolas estaduais do município de Sooretama. O Projeto contou com a parceria das Secretarias Municipais de Educação e Transporte de Sooretama/ES e pesquisadores das instituições Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Pitágoras e Universidade Vila Velha (UVV).

Fundo Vale

Desenvolvimento Sustentável Aliado à Conservação da Biodiversidade

Ao longo de 9 anos de atuação, o Fundo apoiou 54 inciativas de conservação e uso sustentável da Amazônia, aportando cerca de R$ 120 milhões, em três programas de trabalho: Monitoramento Estratégico, Áreas Protegidas e Biodiversidade, e Municípios Verdes. Foi reconhecido entre os TOP 10 financiadores de ações de conservação da Amazônia, em estudo da Fundação Moore. Trabalha numa lógica de cooperação com organizações da sociedade civil, muitas delas referências nacionais e internacionais em sustentabilidade, com destaque para sua reputação, presença de campo e resultados efetivos na agenda socioambiental brasileira.

A experiência acumulada pelo Fundo Vale mostrou que a conservação da Amazônia passa pelo sucesso de uma economia que valorize a floresta em pé. Assim, desde 2015, o Fundo Vale vem buscando fortalecer sua estratégia de apoio às cadeias produtivas de base florestal e sustentável. A partir de 2017 sua estratégia está focada no fomento de um ecossistema de negócios socioambientais. A ideia é criar um ambiente mais vibrante de negócios sustentáveis com impactos positivos mensuráveis, bem como instrumentos financeiros que potencializem as cadeias de base florestal e baixo carbono.

Para mais informações a respeito do Fundo Vale, acesso o site.

Projetos de pesquisa e conservação

Ainda no campo das parcerias, a Vale financiou projetos de conservação de espécies ameaçadas, com destaque para:

  • “Projeto Amigos da Jubarte” - em parceria com o Instituto O Canal, o Instituto Baleia Jubarte, a Prefeitura Municipal de Vitória e a Universidade Federal do Espírito Santo.
  • “Onça-pintada”, o projeto Competição, coexistência e saúde geral de grandes felinos na Mata Atlântica de Tabuleiro, desenvolvido na Reserva Natural Vale (RNV) desde 2005, em parceria com a UVV.
  • Estudo de Mamíferos de Médio e Grande Porte Ameaçados com uso de Drone - parceria com a UFV desenvolvido em áreas protegidas Vale no Quadrilátero Ferrífero.
  • Projeto Harpia - parceria com a UFES e o INPA desenvolvido na Reserva Natural Vale.

Pesquisa e Desenvolvimento

Desde 2010 a Vale vem atuando, a partir da Gerência Executiva de Tecnologia e Inovação para a Sustentabilidade, em convênios e parcerias com instituições de fomento à pesquisa (FAPESPA, FAPESP, FAPEMIG, entre outras) e universidades.Em 2019 foram desenvolvidos vários projetos com apoio dessas instituições e parcerias com várias universidades como a UFV, UFRJ, UFES e UFMG. Entre eles estão projetos relacionados a recuperação ambiental, tecnologia aplicada ao estudo de mamíferos ameaçados e serviços ecossistêmicos em áreas protegidas.

A Vale mantém desde 2009 o Instituto Tecnológico Vale – Mineração e Desenvolvimento Sustentável (ITV DS) em Belém, instituição sem fins lucrativos de pesquisa e ensino de pós-graduação. Essa instituição tem um grupo de pesquisadores dedicado a pesquisas relacionadas a biodiversidade e serviços ecossistêmicos com foco na Floresta Nacional de Carajás.

As pesquisas desenvolvidas no ITV são orientadas para temas socioambientais de desafio da cadeia de mineração, prioritariamente nos territórios de atuação da Vale. A agenda do Instituto tem foco nos temas biodiversidade, serviços ambientais, recursos hídricos, genômica ambiental, reflorestamento com espécies nativas, recuperação de áreas degradadas, mudanças do clima, ocupação e uso da terra e socioeconomia. 

Além da pesquisa, o ITV está envolvido na formação de pessoas por meio do curso de mestrado profissional “Uso sustentável dos recursos naturais em Regiões Tropicais”. Até o momento, foram formados 85 mestres, sendo 45% profissionais da Vale. Em 2019, o ITV criou o Programa de Mestrandos Residentes com objetivo de impulsionar e influenciar a formação de profissionais locais em temas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), oferecendo dez bolsas de estudo. 

Ao longo do ano, o ITV investiu um total de R$ 40 milhões investidos em 17 iniciativas de pesquisa com projetos que contribuem para o conhecimento e a conservação da biodiversidade, como estudos de espécies de plantas raras e endêmicas de campos rupestres ferruginosos, espécies raras de morcegos e invertebrados, taxonomia, fenologia, genômica e propagação. 

“A ITV trabalha para criar futuras oportunidades, por meio de pesquisas científicas e desenvolvimento de tecnologia e expandir o conhecimento e as fronteiras de negócios da Vale de maneira sustentável. ”

Para maiores informações Acesse o site do ITV

Compromisso Empresarial Brasileiro para a Biodiversidade

Em 2020 a Vale aderiu ao Compromisso Empresarial Brasileiro para a Biodiversidade proposto pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Reforçamos ainda mais o nosso compromisso de investir na pesquisa, conservação, recuperação ambiental e disseminação do conhecimento produzido nas nossas áreas https://cebds.org/ibnbio/o-compromisso/.

Parque Zoobotânico de Carajás

Entre as ações adicionais e voluntárias relacionadas à conservação da biodiversidade, o Parque Zoobotânico Vale (PZV), localizado na Floresta Nacional de Carajás, abriga um plantel com 70 espécies da fauna amazônica e mais de 360 indivíduos, atuando na conservação ex situ de espécies endêmicas e ameaçadas. São animais provenientes de resgates nas operações da empresa, além de apreensões e resgates pelos órgãos ambientais.

O parque trabalha com importantes ações de educação ambiental e conscientização para a conservação, tendo recebido mais de 90 mil visitantes em 2019, entre famílias, escolas, universidades e instituições de pesquisa. Além disso, o PZV desenvolve um programa de reprodução de espécies ameaçadas, como a ararajuba (Guaruba guarouba), endêmica da Amazônia brasileira e considerada vulnerável a extinção. Vários filhotes já nasceram no Parque e, em março de 2019, três deles foram reintroduzidos em áreas naturais na cidade de Belém, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio), no Projeto Reintrodução e Monitoramento das Ararajubas em Unidades de Conservação da RMB – Belém Mais Linda.

Vale & Biodiversidade

Acesse aqui o arquivo.

Compromissos com a Conservação da Biodiversidade

Essas iniciativas reforçam nosso compromisso e confirmam que é possível integrar a conservação da biodiversidade à mineração.

Quadrilátero Ferrífero

Áreas Protegidas Vale: Formação de Corredores Ecológicos e Conservação de Espécies Ameaçadas no Quadrilátero Ferrífero

No Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais (Brasil) que abriga os biomas Cerrado e Mata Atlântica, há cerca de 68 mil hectares de áreas protegidas, fruto de ações de compensação ambiental e de iniciativas voluntárias da Vale. Nos estudos até então realizados, cerca de 70 espécies de animais e plantas ameaçadas foram identificadas no local.

Em 2018, a região representava 3,4 vezes a área das nossas operações no Quadrilátero Ferrífero. Esses espaços protegidos são definidos visando à formação de um mosaico de conectividade entre as reservas legais, unidades de conservação e demais áreas protegidas, resultando em significativos corredores ecológicos que cumprem seu papel na manutenção da diversidade genética.

Carajás

Implicações para Licenciamento, Mitigação, Compensação e Conservação

Em Carajás (Brasil, Pará, bioma Amazônia), ajudamos a proteger 780 mil hectares de florestas nativas e ecossistemas naturais associados, com cerca de 7 mil espécies de plantas e animais protegidos, entre essas, 50 espécies de animais ameaçados e aproximadamente 300 animais endêmicos da Amazônia, de acordo com estudos desenvolvidos até 2018. Nessa área, criamos e ajudamos a manter, em parceria com o ICMBio, o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos de Carajás, com mais de 79 mil hectares de florestas e campos rupestres protegidos. Este parque concretiza a preservação de remanescentes de campos rupestres ferruginosos no norte do Brasil e amplia a proteção em mais de 22 mil hectares de áreas contínuas a Floresta Nacional de Carajás.

Recuperação, restauração e conservação de espécies

Focada na reprodução de espécies nativas do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais consideradas raras, endêmicas e ameaçadas de extinção, a Biofábrica é voltada para a recuperação e restauração de áreas pelo uso de espécies-chave para a conservação da biodiversidade da região.

Em 2019, foram produzidos mais de 40 mil indivíduos, de espécies como a Cattleya milleri, orquídea considerada “Criticamente em Perigo”, e o cacto Arthrocereus glaziovii considerado “Em Perigo”, ambas as espécies endêmicas dos campos rupestres. Ao longo do ano, foram reintroduzidos aproximadamente 3 mil indivíduos em áreas de recuperação/restauração. O monitoramento dessas mudas comprova uma porcentagem de sobrevivência em campo elevada, auxiliando no enriquecimento e restauração de habitats.

No Complexo de Tubarão, no Espírito Santo, a Vale desenvolveu a recuperação de áreas e realiza o manejo de 113 hectares, além da recuperação de outros 31, em áreas de preservação permanente em torno das lagoas. O projeto envolveu também o plantio 8.500 mudas de espécies nativas e frutíferas da Mata Atlântica, incluindo espécies ameaçadas de extinção. Destaca-se, ainda, a implantação do Plano Executivo para a Restauração Ecológica no Parque Estadual da Fonte Grande, com o objetivo principal de reestabelecer a conexão entre fragmentos florestais. Localizado no maciço central na Ilha de Vitória, o projeto será responsável por recuperar 33 hectares com o plantio de 8 mil mudas de espécies da Mata Atlântica.

Áreas protegidas e unidades de conservação

A Vale opera dentro de unidades de conservação em regiões de alto valor para a biodiversidade, sempre respeitando as determinações legais em cada categoria de Unidade de Conservação. Em Carajás, por exemplo, há operações na Floresta Nacional de Carajás (Minas em Serra Norte e S11D) e na Floresta Nacional do Tapirapé Aquiri (Salobo). Trata-se de unidades de conservação de uso sustentável, categoria que permite atividades antrópicas em desenvolvimento conjunto com a conservação da biodiversidade. Em Minas Gerais, a maioria das unidades operacionais do Quadrilátero Ferrífero fica dentro da Área de Proteção Ambiental Sul (APA Sul), também na categoria de unidades de conservação de uso sustentável.

Em busca da conservação da biodiversidade, a Vale estabelece parcerias estabelecidas com unidades de conservação de terceiros, formalizadas ou não, nas quais investe em infraestrutura, proteção ecossistêmica (aceiros, cercas, prevenção e combate a incêndio e caça), pesquisa e inovação.

Cavidades e campos rupestres

Os campos rupestres são associados aos depósitos minerários e sofrem os maiores impactos de atividades como expansão urbana, áreas de pastagens e agropecuária. No caso do Quadrilátero Ferrífero (QF), em Minas Gerais, o projeto “Mapeamento das Fitofisionomias das Áreas Preservadas do Quadrilátero Ferrífero”, do Instituto Socioambiental de Viçosa, demonstrou que a mineração ocupa cerca de 3 % da área do QF, em comparação aos 15% da agropecuária e os 69% ocupados por áreas naturais. Os estudos comprovam que as áreas de mineração representam um percentual baixo de ocupação do território, mas contribui com 42% da área preservada.

No sudeste do Pará, considerando a área total de campos rupestres ferruginosos nos limites da Floresta Nacional de Carajás e do Parque Nacional Campos Ferruginosos, apenas 5% sofreram a intervenção por atividades da mineração nos últimos 10 anos.

Criado em 2017, o Parque Nacional Campos Ferruginosos resultou do licenciamento ambiental do Complexo S11D Eliezer Batista, com o objetivo de salvaguardar áreas representativas de campos rupestres ferruginosos em 3.900 hectares e cavidades.

Os levantamentos das espécies raras, endêmicas e/ou ameaçadas são regionais, vão além dos limites das operações da empresa e cobrem todas as áreas disponíveis de campos rupestres. Esta gestão visa conhecer o território de atuação e mapear áreas de ocorrência de espécies de interesse.

Principais ações executadas em 2019 voltadas às espécies de campos rupestres

Projeto de busca por espécies críticas de flora no Quadrilátero Ferrífero, Sudeste do Pará, áreas protegidas Vale e integrantes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

  • Criação de rede de taxonomistas de diferentes instituições de pesquisa Nacional para acompanhar a identificação botânica de novas espécies.
  • Coleta de sementes das principais espécies raras, endêmicas e/ou ameaçadas em Carajás, com cultivo e propagação em viveiros.
  • Capacitação de equipes de resgate e viveiristas sobre as espécies de interesse para a respectiva conservação.
  • Elaboração de Protocolos de Germinação de espécies endêmicas dos Campos Rupestres, para gerar conhecimento sobre elas, além de técnicas para produção de mudas.
  • Projeto de resgate e translocação de licófitas nos campos rupestres ferruginosos da região Norte do Brasil, em parceria com o ITVDS e a UFRJ/NUPEM.

Recuperação de áreas degradadas

Tanto o planejamento quanto a execução da RAD são de responsabilidade das unidades operacionais que integram os complexos minerários e os corredores logísticos (portos e ferrovias) da empresa, de modo que o processo de recuperação incorpore os valores ecológicos, estético-paisagísticos, socioeconômicos e culturais dos diferentes territórios em que atua. Já a área corporativa, além de oferecer suporte técnico, tem o papel de normalizar os procedimentos técnicos, administrativos e operacionais aplicáveis à RAD, além de promover a coleta e a consolidação dos principais indicadores de desempenho, a fim de subsidiar a tomada de decisões e dar visibilidade ao tema.

Para o alinhamento do processo à Política de Sustentabilidade, a Vale estabeleceu o Padrão Gerencial de Sistema de RAD, cujo objetivo é definir e padronizar as diretrizes gerais a serem observadas no planejamento e execução das atividades de recuperação de áreas degradadas da empresa em âmbito nacional.

PRORAD

O foco do Programa de Aperfeiçoamento da Recuperação de Áreas Degradadas (PRORAD), em 2019, se concentrou na implantação das melhorias mapeadas nos pilotos executados em 2016 e 2017. Foram firmados acordos de cooperação técnica com universidades regionais para internalizar os resultados obtidos, seja mediante treinamentos às equipes de RAD ou no desdobramento de estudos anteriores, voltados ao atendimento de casos específicos.

As ações previstas no PRORAD estão em implantação, permeando por diversas áreas do conhecimento, tais como: fertilização específica de substratos minerários, seleção de espécies vegetais adaptadas à revegetação de feições mineradas, o monitoramento de áreas mineradas recuperadas e a mecanização do preparo de solo em taludes de corte, dentre outras.



Amazônia

Estamos há mais de 30 anos na Amazônia, ajudando a proteger, em parceria com o ICMBio, cerca de 800 mil hectares de floresta, área equivalente a cinco vezes a cidade de São Paulo, que representam um estoque de 490 milhões de toneladas de carbono equivalente.

Na última década, por meio do Fundo Vale, apoiamos mais de 70 iniciativas de instituições de pesquisa, governos, ONGs e startups para a proteção de mais de 23 milhões de hectares de floresta. Com a Fundação Vale, investimos em projetos sociais no Pará e no Maranhão, nas áreas de saúde, educação, cultura e geração de renda.

E, com o Instituto Tecnológico Vale, investimos em pesquisas como nas áreas de biodiversidade, estudo dos genomas de espécies e mudanças climáticas. Todas estas iniciativas somadas representaram R$ 792 milhões em investimentos.

Por isso, reforçamos nosso compromisso de promover o desenvolvimento sustentável na região:

  • Respeitar e promover os direitos e a cultura dos povos indígenas e comunidades tradicionais.
  • Apoiar o combate ao desmatamento ilegal e ao garimpo ilegal, além de contribuir para o ordenamento territorial e a regularização fundiária nas terras consolidadas.
  • Investir em energias renováveis e reduzir emissões de carbono, com metas alinhadas ao Acordo de Paris.
  • Incentivar a inclusão de florestas nos mercados de carbono por meio de mecanismos de REDD e outros.
  • Escalar iniciativas de proteção e recuperação ambiental que valorizem a floresta de pé, ampliem o sequestro e o estoque de carbono e garantam os serviços ambientais. E, dessa forma, avançamos no estabelecimento do nosso Novo Pacto com a Sociedade.

E, dessa forma, avançamos no estabelecimento do nosso Novo Pacto com a Sociedade.

Clique aqui para conhecer a página da Amazônia da Vale.

Perspectivas

A Gestão e Conservação de Florestas e Biodiversidade tem grandes desafios, destacando-se entre eles a busca por novas tecnologias que permitam a implementação de projetos cada vez mais sustentáveis. Tudo isso envolve não apenas empresas, mas também iniciativas governamentais, universidades e outras instituições de pesquisa que possam trabalhar em conjunto para desenvolver e aplicar essas iniciativas.

Ampliar o conhecimento sobre as áreas protegidas e fortalecer a análise de riscos a biodiversidade também fazem parte dos desafios que a Vale tem pela frente, já que essas medidas fortalecem as bases para a análise de riscos e prevenção de impactos, bem como para o planejamento de mitigação e conservação. Os investimentos em ações de pesquisa e desenvolvimento que já fazem parte dessa estratégia são uma grande oportunidade para garantir resultados positivos nesses desafios.

Além disso, a Vale também acompanha as tendências globais sobre o tema. O alinhamento com a agenda global de sustentabilidade, com foco principalmente nas metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15 (Vida Terrestre), assim como com a estratégia global de biodiversidade, com foco nas metas de Aichi, vem sendo integrado cada vez mais a estratégia da empresa.

Business Case

Flora Carajás 

A canga ferruginosa de Carajás foi objeto de uma pesquisa desenvolvida por 145 pesquisadores de 30 instituições no país e no exterior. Como resultado, a região de Carajás passou a contar com umas das floras mais bem estudadas do país, o que contribui para a sua conservação. Foram identificadas 1.094 espécies distintas contidas em 164 famílias.

Um dos aspectos que tornaram o trabalho único foi a coleta de amostras de plantas para a produção de identificadores genéticos, conhecidos como códigos de barra de DNA, por meio do sequenciamento, o que resultou na produção de uma biblioteca de referência para a flora permitindo a rápida e objetiva identificação das espécies e suas relações evolutivas.

Os resultados possibilitaram também o desenvolvimento de tecnologia para o uso do DNA das plantas, presentes no solo, como uma nova ferramenta molecular para o monitoramento ambiental. Os resultados da flora foram publicados 169 artigos em quatro fascículos da revista Rodriguésia, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e em outros 10 trabalhos adicionais. A mesma abordagem está sendo aplicada no estudo da flora da Floresta Amazônica e da biota cavernícola.

Biodiversidade, Mineração e Conservação 

Hoje, em torno de 1 milhão de hectares de floresta, principalmente na Amazônia, é protegida pela Vale, diretamente ou através de parcerias. Nós nos comprometemos a recuperar e proteger 500.000 ha até 2030.

Há décadas a Vale vem protegendo a floresta Amazônica, enquanto opera a maior mina de minério de ferro do mundo. Com isso, é possível notar, pela imagem abaixo, que praticamente toda a área ao redor de nossas operações foi desmatada nos últimos 30 anos, ficando praticamente intacta apenas a área que a Vale ajuda a proteger.

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