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Brumadinho

No dia 25 de janeiro de 2019, a Barragem I, na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), se rompeu. Desde as primeiras horas após o rompimento da barragem, a Vale tem dado apoio aos atingidos e às suas famílias. Diversas ações para reparação têm sido realizadas nos âmbitos social, ambiental, de infraestrutura e de segurança. Seguimos investindo em iniciativas que visam ao desenvolvimento de uma mineração sustentável, reduzindo impactos e atuando com a sociedade, de maneira transparente, para mitigar ainda mais os riscos associados às nossas operações.

Sobre a barragem:

A Barragem I da Mina Córrego do Feijão tinha como finalidade a disposição de rejeitos provenientes da produção e ficava situada em Brumadinho (MG). A mesma estava inativa (não recebia rejeitos), não tinha a presença de lago e não existia nenhum outro tipo de atividade operacional em andamento. Naquele momento, encontrava-se em desenvolvimento o projeto de descaracterização da barragem.

A barragem foi construída em 1976, pela Ferteco Mineração (adquirida pela Vale em 27 de abril de 2001), pelo método de alteamento a montante. A altura da barragem era de 86 metros e o comprimento da crista era de 720 metros. Os rejeitos dispostos ocupavam uma área de 249,5 mil metros quadrados e o volume disposto era de 11,7 milhões de metros cúbicos.

Sobre as investigações:

Painel de Especialistas

No dia 12 de dezembro de 2019, o Painel de Especialistas, contratado pelo assessor jurídico externo da Vale para avaliar as causas técnicas do rompimento da Barragem I da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, divulgou seu relatório. O Painel de Especialistas, cuja composição foi divulgada em 8 de fevereiro de 2019, foi instruído a utilizar sua experiência profissional e julgamento para investigar e relatar sobre as causas técnicas da ruptura da barragem. O relatório do Painel de Especialistas, dez apêndices integrantes do documento e um breve vídeo explanatório estão disponíveis em  http://www.b1technicalinvestigation.com/pt/.

Relatório do Comitê de Apuração (CIAE-A)

Anunciado em 27 de janeiro de 2019, o Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Apuração (CIAE-A) foi constituído pelo Conselho de Administração da Companhia, sob a coordenação da ex-ministra Ellen Gracie, dedicado à apuração das causas e responsabilidades do rompimento da barragem B1, da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Em 2019, o Comitê se reuniu 49 vezes e, desde a sua criação, realizou diversas atividades de verificação — como entrevistas com pessoas-chave para entender o evento, análise de documentos, visitas ao local do rompimento, entre outras. O Comitê também se envolveu com as autoridades responsáveis por outras investigações relacionadas e monitorou o trabalho das várias comissões parlamentares estabelecidas, a fim de obter informações relevantes de diversas fontes. O trabalho do Comitê de Apuração também foi monitorado diretamente pelo Conselho de Administração e pelo Conselho Fiscal da Vale, por meio de relatórios periódicos. Para qualquer eventualidade, a independência do Comitê — que ainda possui sua própria alocação orçamentária — é salvaguardada.

O resultado do trabalho foi disponibilizado em um relatório ao Conselho de Administração e seu resumo foi divulgado ao mercado para garantir a prestação de contas à sociedade. Esse relatório contém recomendações de natureza técnica e de governança. A maioria das recomendações refere-se a temas que já estão sendo abordados pela Vale por meio de várias iniciativas para aprimorar seus controles internos. O resumo executivo do relatório está disponível aqui​.

A Vale definiu os prazos para as ações de atendimento às recomendações trazidas pelo relatório do CIAE-A. Até o final de 2020, 92% destas ações estavam finalizadas e o cronograma prevê que todas as ações estejam concluídas até dezembro de 2022.

Para acessar o Relatório de Prestação de Contas às recomendações do CIAE-A, elaborado sob a coordenação do Comitê de Auditoria da Vale e, o cronograma completo, clique aqui.

Programa de Reparação Integral

O Plano de Reparação Integral foi criado para o desenvolvimento de Brumadinho e da calha do Paraopeba e é baseado em três pilares.



Dados da Reparação

Resultado das buscas

Última atualização em 08/09/2021

395

Pessoas Localizadas

270

Pessoas Falecidas

9

Pessoas seguem sendo buscadas

Compensações econômicas e não econômicas

Atualizado até a quarta semana de Junho, 2021. ¹ Até Dezembro de 2020.

101.653 mil

Beneficiários recebem a indenização emergencial

+10.500

Pessoas já fazem parte de acordos para indenização civil ou trabalhista

+5.100

Acordos civis e trabalhistas assinados



R$ 13 Bilhões

desembolsados¹ na reparação

10

Postos de registro de indenização disponíveis em municípios afetados



Número de pessoas com acordos assinados

Mil pessoas com acordo assinados

Ultima atualização em Junho de 2021.​

Descaracterização

Última atualização em 2020

R$ 7,1 bilhões

Provisionados para descaracterização

+4,5 mil

Trabalhadores no pico das obras

16

Empresas de grande porte contratadas

Outros dados

Última atualização em 2020

R$ 1,8 bilhão

Serão investidos no total de obras emergenciais

2,3 milhões

Metros cúbicos de rejeito manuseados

18,7 bilhões

Litros de água limpa retornaram para o rio Paraopeba



Dados de apoio às vítimas, aos municípios e às entidades públicas

7 postos de atendimento às famílias disponíveis em Brumadinho e em Belo Horizonte
10 hospitais e unidades de saúde mobilizados para atendimento aos atingidos
+18.000 atendimentos médicos e acolhimentos psicossociais
R$ 30 milhões direcionados para a assistência social e de saúde das comunidades
185 mil itens de farmácia adquiridos e disponibilizados
R$ 6,5 milhões em equipamentos para o Instituto Médico Legal de Belo Horizonte
+ 750 milhões de litros de água fornecidos à população
211 indígenas Pataxós receberam pagamentos emergenciais e apoio à saúde
276 pessoas receberam a doação de R$ 100 mil
100 pessoas receberam a doação de R$ 50 mil
91 pessoas receberam a doação de R$ 15 mil
R$ 80 milhões repassados à prefeitura de Brumadinho como compensação financeira
R$ 258,7 milhões em aportes financeiros aos 10 municípios com operações de mineração paralisadas
R$ 107 milhões adicionais repassados ao Governo do Estado de Minas Gerais como compensação pela redução de recolhimento de ICMS
R$ 20 milhões doados ao Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais
R$ 5 milhões doados à Defesa Civil do Estado de Minas Gerais
R$ 4 milhões doados à Polícia Militar do Estado de Minas Gerais


Última atualização em 2020

Andamentos das ações


Socioeconomia

As ações de cunho socioeconômico visam a retomada produtiva de Brumadinho. Elaborado elo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT) em Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial (INPuT), o estudo Estratégia para Transformação de Brumadinho é um dos diagnósticos externos que embasam o Plano de Reparação Integral e aponta caminhos que irão permitir uma maior diversificação econômica do município, diminuindo sua dependência da mineração e criando ferramentas que suportem uma transformação da realidade local.

Tal mudança está condicionada a ações interligadas e integradas de desenvolvimento do território como um todo, buscando deixar um legado para o desenvolvimento sustentável da cidade de Brumadinho.

Transformação de Brumadinho

Macroestratégias

Meio Ambiente

 

Para reparar os danos ambientais, o nosso plano é remover totalmente todos os rejeitos até 2023 e revegetar toda a área até 2025. Parte desta área já foi recuperada e parte do curso original do riacho Ferro-Carvão foi refeito. Para mais informações acesse o Balanço de Reparação.

Manejo de rejeitos não iniciadoManejo de rejeitos iniciado​Manejo de rejeitos concluído

Recuperação em andamento​Recuperação conclúida​

A recuperação do rio Paraopeba e de sua biodiversidade é uma das premissas mais importantes do nosso trabalho. Para isso, medidas de curto, médio e longo prazos estão sendo realizadas. Implementamos um conjunto de ações que, ainda em 2019, impediram novos carreamentos de sedimentos para o rio e contiveram os rejeitos.

Contido o rejeito e impedida a sua chegada ao rio, instalamos duas estações de tratamento de água (ETAFs) que, até o julho de 2020, devolveram ao rio mais de 17 bilhões de litros de água cinco vezes mais limpa, em média, do que o limite estabelecido pelo Conama.

Retomada da remoção de rejeito

A remoção foi paralisada em março, em função da pandemia do coronavírus e retomada em agosto. Até o momento, 18 milhão de metros cúbicos já foram manuseados, o que corresponde a 20% do total.

Segurança de Barragens

A Barragem B, uma das estruturas remanescentes da Mina do Córrego do Feijão, recebeu Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva e foi retirada do nível 1 do Plane de Ação de Emergência de Barragens de Mineração retornando ao nível 0, que atesta as condições de estabilidade e segurança da barragem.

Obras emergenciais

A Vale continua atuando em diferentes frentes de obras emergenciais para recuperação ambiental, contenção e remoção dos rejeitos, com foco em minimizar os impactos causados.

Estruturas de contenção e remoção de rejeitos

A construção e instalação dessas estruturas reduz o carreamento de sedimentos para o Rio Paraopeba, além de contribuir com os trabalhos de limpeza do rio e do córrego Ferro-Carvão.

Tratamento de água

As obras focam na limpeza e na devolução de água tratada ao ribeirão Ferro-Carvão e Rio Paraopeba.

Dragagem de parte da área do rio Paraopeba

Por meio da dragagem, é realizada a remoção do rejeito acumulado na região assoreada do Paraopeba. O planejado é que a dragagem siga até 2020, começando na confluência do Ribeirão Ferro-Carvão com o Rio Paraopeba e seguindo por cerca de 2 km a jusante deste ponto. Nesse trecho, estima-se que estejam depositados entre 300 mil m³ e 350 mil m³ do material que vazou da barragem B1.

Sistema de abastecimento de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte

A Vale aplicará cerca de R$ 450 milhões em obras nos sistemas de captação de água para abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Pelo acordo firmado entre a empresa e o Ministério Público de Minas Gerais, com participação da COPASA, Estado de Minas Gerais e Ministério Público Federal, serão realizados os seguintes investimentos:

  • Construção de um novo sistema de captação de água no rio Paraopeba, a montante da confluência do rio com o ribeirão Ferro-Carvão, em Brumadinho;
  • Realização de ações preventivas na captação no rio das Velhas;
  • Contratação de uma auditoria externa para analisar os projetos e acompanhar o volume de água armazenado nos reservatórios da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

Sistema de abastecimento de água em Pará de Minas

A Vale assinou um Termo de Compromisso para execução de obras que garantam o abastecimento de água de Pará de Minas. Com isso, foi construído um novo sistema de captação de água na confluência dos córregos Moreira e Cova Danta (interligado na tubulação já existente da concessionária) e foram realizadas a perfuração de novos poços artesianos e a manutenção dos já existentes. Além disso, está em andamento a construção de uma nova adutora, com cerca de 50 km de extensão e vazão de 284 litros por segundo, para captação de água no Rio Pará.

Obras emergenciais - Dados da Reparação:

R$ 227,34 milhões Investidos em obras relacionadas ao Manejo de Rejeitos

R$ 450 milhões em obras nos sistemas de captação de água para abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)

Infraestrutura e Gestão Institucional

A realização de ações para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar coletivo é uma das muitas frentes de trabalho no processo de compensação dos impactos do rompimento da barragem B1. Definidas a partir da escuta ativa das comunidades e da parceria com o poder público, essas obras são voltadas, prioritariamente, para infraestrutura urbana e equipamentos públicos.

Algumas obras sociais já foram concluídas, como é o caso da Unidade de Saúde da Família e a Creche, em Parque da Cachoeira. O bairro, um dos mais atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho, receberá as duas estruturas como compensação social buscando proporcionar mais qualidade de vida e bem-estar aos moradores da comunidade.

Andamentos das obras

Dados extraídos em Dezembro de 2020

Balanço de Reparação

O Balanço da Reparação apresenta as ações da Vale para minimizar o impacto causado pelo rompimento da Barragem B1, informando a evolução do trabalho da Vale em Brumadinho e ao longo do Rio Paraopeba. Sabemos que há muito o que fazer. Vamos continuar fazendo e prestando contas à sociedade.

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