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Controle e Gestão de Barragens

A Vale mantém a gestão de suas barragens em permanente alinhamento e atualização com as melhores e mais rigorosas práticas internacionais.

Ao mesmo tempo, a empresa está integrada com os movimentos da sociedade e os avanços da legislação e tem contribuído de forma transparente para as discussões em diversos fóruns, sejam técnicos, legislativos ou da sociedade civil de forma em geral.

Além disso, a Vale intensificou a frequência de monitoramento de suas estruturas, assim como as inspeções para avaliação do estado de conservação das mesmas de suas estruturas, de forma a subsidiar a tomada de medidas preventivas e corretivas em suas barragens. Em fevereiro de 2019, a Vale implementou do Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG), que tem como objetivo o monitoramento 24 horas por dia, 7 dias na semana, de suas barragens para garantir informações adequadas para suportar uma tomada de decisão embasada, rápida e segura.

Em relação ao uso de novas tecnologias, a Vale atua ativamente para aumentar a recuperação de minério no processo de beneficiamento, reduzir a geração de rejeitos, implementar novas soluções de disposição de rejeitos e aprimorar os controles operacionais e a gestão de segurança das barragens. O objetivo é investir em iniciativas que visam o desenvolvimento de uma mineração sustentável, reduzindo impactos ambientais, atuando juntamente com a sociedade de maneira transparente para mitigar ainda mais os riscos associados às nossas operações.

A atividade mineral, a partir dos seus processos de lavra e beneficiamento, gera resíduos classificados como estéril e rejeito. Estes resíduos atualmente são dispostos em estruturas denominadas pilhas e barragens, além de cavas, que necessitam cuidado especial no que tange à sua segurança

Indicadores Financeiros

Em 2016, aplicamos US$ 31 milhões em melhorias voltadas para o controle de barragens e reforçamos o nosso compromisso em dar continuidade às ações para mitigação das consequências do rompimento da Barragem de Fundão.

Em 2017, investimos cerca de US$ 56 milhões em serviços de manutenção, monitoramento, obras de melhoria, auditorias, análises de riscos, revisões dos Planos de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM) e implantação de sistemas de alerta, entre outros.

Em 2018, trabalhamos fortemente em novos planos de gestão, inclusive de descaracterização de barragens a montante, com investimentos que totalizaram US$ 61 milhões.

Em 2019, os investimentos em gestão de barragens atingiram US$ 102 milhões, representando um aumento de 67% em relação a 2018. Os investimentos em gestão de barragens abrangem: manutenção de barragens, monitoramento, melhorias operacionais e de segurança, auditorias e análises de risco, revisões do Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM) e sistemas de alerta, videomonitoramento e instrumentação.

Investimentos em gestão de barragens

(Em milhões de US$)

Metas e prazos

A Vale possui o compromisso contínuo de ampliar a eficiência dos processos e manter a gestão das barragens em permanente alinhamento e atualização com as práticas internacionais, cujos padrões ultrapassam as exigências legais nacionais.

Metas

Gestão

Iniciativas da gestão de barragens

Desde o rompimento da barragem em Brumadinho, as análises foram intensificadas para subsidiar a tomada de ações preventivas e corretivas em todas a estruturas da Vale, entre elas:

Segurança e saúde operacional são elementos chaves de toda a organização

Segurança e saúde operacional reportando para o CEO Áreas de negócios e unidades funcionais
  • Departamento liderado por Diretor Executivo que define parâmetros técnicos
  • Suportar o uso de modelos de risco e gerenciamento de ativos padrões pela área operacional
  • Foco em normas e procedimentos
  • Auditoria com independência e transparência
  • Responsável pela gestão e seguranças nas operações
  • Cumprir com os guidelines de excelência operacional
  • Relatórios de Gestão de risco dos ativos e denúncias
  • Garantir expertise técnica das equipes operacionais
  • Obrigatoriedade do VPS (Vale Production System)

Segurança e saúde operacional reportando para o CEO

  • Departamento liderado pelo Diretor Executivo Carlos Medeiros define parâmetros técnicos
  • Suportar o uso de modelos de risco e gerenciamento de ativos padrões pela área operacional
  • Foco em normas e procedimentos
  • Auditoria com independência e transparência

Áreas de negócios e unidades funcionais

  • Responsável pela gestão e seguranças nas operações
  • Cumprir com os guidelines de excelência operacional
  • Relatórios de Gestão de risco dos ativos e denúncias
  • Garantir expertise técnica das equipes operacionais
  • Obrigatoriedade do VPS (Vale Production System)

Gestão de risco das barragens de rejeitos: Modelo das três linhas de defesa

A governança e as linhas de defesa atualizadas aumentam o fluxo de informações dentro da Companhia, permitindo que informações relacionadas a riscos cheguem à alta administração.

Revisões Externas

A Vale realiza revisões periodicamente por empresas externas e independentes, tendo por objetivo a avaliação das condições de segurança física e hidráulica das barragens.
Essas revisões também visam atender aos requisitos legais previstos nas normas brasileiras e termos assinados junto aos órgãos, como o Ministério Público – MP e Agência Nacional de Mineração – ANM.

Atualmente, as principais revisões são:

Relatório de Inspeção de Segurança Regular - RISR

  • Atendimento à legislação federal (Portaria DNPM 70.389/17).
  • Periodicidade: duas vezes por ano, nos meses de março e setembro.
  • Resultados: análise da condição de estabilidade com emissão da DCE (Declaração de Condição de Estabilidade)

A Vale estruturou o processo de auditoria RISR conforme fluxo abaixo, que se repete semestralmente:

Auditoria Independente

  • Auditorias realizadas por empresas internacionais e independentes
  • Atendimento às demandas do Ministério Público com envio periódico de relatórios
  • Monitoramento da estabilidade da barragem pela empresa auditora por 12 meses após a conclusão das obras de reforço, quando aplicável.

Engenheiro de Registro

A Vale também está prosseguindo com as melhorias de suas práticas de gerenciamento de riscos e, em janeiro de 2020, a função de Engenheiro de Registro (EoR) foi implementada como uma etapa adicional para fortalecer a governança de seu Sistema de Gerenciamento de Rejeitos

O EoR tem entre suas atribuições a realização da inspeção de segurança regular, bem como a emissão de relatórios técnicos mensais, interpretando continuamente os resultados das atividades de inspeção e monitoramento das estruturas.

O EoR é externo às operações e está integrado às linhas de defesa da Vale e ao nível de gestão sênior, de forma a atuar com a autoridade requerida para esse tipo de função. Dentro desse modelo de acompanhamento contínuo, e por sua vez mais rigoroso, caso seja constatada alteração na condição de segurança de alguma estrutura, uma nova Declaração de Estabilidade (“DCE”) poderá ser emitida em qualquer momento ao longo do ano.

De fato, o foco do EoR é a gestão contínua de segurança das barragens e a DCE passa a ser consequência desse processo.

O EoR é uma boa prática recomendada pela MAC (Mining Association of Canada), pelo CDA (Canadian Dam Association) e pelo Comitê Extraordinário Independente de Apuração, e visa a dar maior confiabilidade e qualidade ao processo de acompanhamento e revisão de segurança das barragens.

Para mais informações sobre as estruturas da Vale acesse Níveis de Emergência de Barragens.

Visão de Riscos

Na área de Ferrosos, o Sistema de Gerenciamento de Risco Integrado da Vale de estruturas geotécnicas é baseado em três pilares principais: Pessoas, Processos e Sistemas de Informação.

Pilar de Pessoas:
No pilar de Pessoas, equipes especializadas são dedicadas ao controle de barragens da Vale, com profissionais qualificados nas operações para cuidar das estruturas no dia-a-dia, e desenvolver projetos, estudos e análises para garantir a segurança e reduzir os riscos estruturais nas unidades de gerenciamento.

Pilar de Processos:
No pilar de Processos, a empresa está reavaliando seus procedimentos na Gestão de segurança, Gestão de risco e Gestão de emergência em todo o ciclo da estrutura, desde a implementação do projeto, operação, manutenção e monitoramento. Em todas essas fases, há o prognóstico de riscos e o estado de alerta em caso de uma emergência. A norma de gestão de riscos de negócio da Vale está em processo de validação.

Pilar de Sistemas de Informação:
No pilar de Sistemas de Informação, a área de Ferrosos possui dois sistemas de informação que suportam a tomada de decisão rápida e eficaz dos geotécnicos. Um deles é o Geotec, que armazena dados de manutenção estrutural e monitoramento. O outro é denominado GRG, que armazena dados técnicos das estruturas e o Plano de Segurança de Barragens (PSB).

Implantamos em fevereiro de 2019 o Centro de Monitoramento Geotécnico – CMG em Nova Lima/MG, responsável pelo monitoramento 24 horas, sete dias por semana, para garantir informações adequadas para suportar uma tomada de decisão embasada, rápida e segura. Em outubro de 2019, foi implantado o CMG em ITABIRA/MG.

A Vale investiu em novas tecnologias de monitoramento de barragens:

Centro de Monitoramento Geotecnico (CMG)

Níveis de Emergência de Barragens:

Consideram-se situações de emergência aquelas decorrentes de eventos adversos que afetem a segurança da barragem e possam causar danos à sua integridade estrutural e operacional, à preservação da vida, da saúde, da propriedade e do meio ambiente. A situação de emergência deverá ser avaliada e classificada de acordo com os níveis abaixo:

Nível de Emergência Detalhamento Comunicação Estruturas da Vale
1 Nível 1 Quando detectada anomalia que resulte na pontuação máxima quanto ao estado de conservação ou para qualquer outra situação com potencial comprometimento de segurança da estrutura, que demanda inspeções especiais (diárias). Agência Nacional de Mineração, Órgãos Ambientais, Defesa Civil Nacional, Estadual e Municipal. Sinalização de instabilidade. É intensificado o monitoramento.
Barragens: 5, 6, 7A, Área IX, Campo Grande, Capim Branco, Captação de Água¹, Dicão Leste, Dique B, Dique Borrachudo II, Dique Paracatu, Dique Patrimônio, Forquilha IV, Itabiruçu², Maravilhas II, Marés I, Marés II, Menezes II, Norte/Laranjeiras, Peneirinha, Santana, Sistema 5 (MAC), Sistema Pontal, Taquaras, Vargem Grande
2 Nível 2 Quando o resultado das ações adotadas na anomalia referida do nível I for classificada como “não controlada” ou “não extinta”, necessitando de novas inspeções especiais e intervenções. Agência Nacional de Mineração, Órgãos Ambientais Defesa Civil Nacional, Estadual e Municipal, ZAS, ZSS. A partir desse nível é feita a evacuação das pessoas que estão na Zona de Autossalvamento.
Barragens: Capitão do Mato, Doutor, Forquilha I, Forquilha II, Grupo, Sul Inferior, Xingu
,3Nível 3 Situação de ruptura iminente ou está ocorrendo. Agência Nacional de Mineração, Órgãos Ambientais Defesa Civil Nacional, Estadual e Municipal, ZAS, ZSS. Os cuidados são estendidos para as pessoas que estão na Zona de Salvamento Secundária por meio de medidas educativas adicionais.
Barragens: B3/B4, Forquilha III e Sul Superior
Nível de Emergência
1 Nível 1

Detalhamento:
Quando detectada anomalia que resulte na pontuação máxima quanto ao estado de conservação ou para qualquer outra situação com potencial comprometimento de segurança da estrutura, que demanda inspeções especiais (diárias).

Comunicação
Agência Nacional de Mineração, Órgãos Ambientais, Defesa Civil Nacional, Estadual e Municipal.

Estruturas da Vale
Sinalização de instabilidade. É intensificado o monitoramento.
Barragens: 5, 6, 7A, Área IX, Campo Grande, Capim Branco, Captação de Água¹, Dicão Leste, Dique B, Dique Borrachudo II, Dique Paracatu, Dique Patrimônio, Forquilha IV, Itabiruçu², Maravilhas II, Marés I, Marés II, Menezes II, Norte/Laranjeiras, Peneirinha, Santana, Sistema 5 (MAC), Sistema Pontal, Taquaras, Vargem Grande

2 Nível 2

Detalhamento:
Quando o resultado das ações adotadas na anomalia referida do nível I for classificada como “não controlada” ou “não extinta”, necessitando de novas inspeções especiais e intervenções.

Comunicação
Agência Nacional de Mineração, Órgãos Ambientais Defesa Civil Nacional, Estadual e Municipal, ZAS, ZSS.

Estruturas da Vale
A partir desse nível é feita a evacuação das pessoas que estão na Zona de Autossalvamento.
Barragens: Capitão do Mato, Doutor, Forquilha I, Forquilha II, Grupo, Sul Inferior, Xingu

3 Nível 3

Detalhamento:
Situação de ruptura iminente ou está ocorrendo.

Comunicação
Agência Nacional de Mineração, Órgãos Ambientais Defesa Civil Nacional, Estadual e Municipal, ZAS, ZSS.

Estruturas da Vale
Os cuidados são estendidos para as pessoas que estão na Zona de Salvamento Secundária por meio de medidas educativas adicionais.
Barragens: B3/B4, Forquilha III e Sul Superior

1 Única estrutura de Metais Básicos com DCE negativa.
2 A barragem de Itabiruçu está em nível 1 de emergência, porém possui DCE positiva.
3 Atualizado em 08/10/2020

Gestão de Emergências

Em caso de emergência com barragens, todas as ações contidas no Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM) serão postas em prática prontamente. Este plano define as ações imediatas a serem executadas em caso de situação de emergência com a finalidade de minimizar perdas de vidas, impactos sociais, econômicos e ambientais.

No caso de Brumadinho, logo após o ocorrido foi criado um Grupo de Resposta Imediata e um Comitê de Ajuda Humanitária. Todos os esforços da empresa estão voltados para apoio aos atingidos, em trabalho conjunto com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.

Estes esforços incluem:

  • Socorro imediato e ações emergenciais
  • Suporte Financeiro Voluntário às famílias atingidas
  • Acordos preliminares e indenizações emergenciais
  • Apoio a Comunidades tradicionais
  • Contratação de profissionais de saúde
  • Resgate e Atendimento a animais
  • Medidas de Contenção de Rejeitos
  • Monitoramento Ambiental

Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM)

Para lidar com as situações de emergência descritas acima, a Vale utiliza o PAEBM, que é um documento técnico que integra o Plano de Segurança de Barragem – PSB e que tem por objetivos:

  • Minimizar perdas de vidas, impactos sociais, econômicos e ambientais.
  • Identificar e classificar situações e/ou eventos diversos que possam pôr em risco a integridade da estrutura da barragem e estabelecer ações emergenciais.
  • Informar o fluxo de comunicação com os diversos agentes envolvidos.

O PAEBM é protocolado nas Prefeituras, Defesas Civis municipal, estadual e federal e em 2020, será revisado e protocolado nos órgãos ambientais de Minas Gerais.

Conteúdo do PAEBM

Engajamento com a comunidade:

  • Realização de simulados junto às comunidades
  • Parceria com a Defesa Civil para que moradores que vivem próximo as barragens saibam como reagir em situações de emergência, cadastramento e reuniões de ativação
  • Sistemas de sirene e alertas
  • Canal aberto com a comunidade para dúvidas e esclarecimentos sobre o PAEBM

Partes envolvidas:

Empreendedor

Agente privado ou governamental que explore a barragem para benefício próprio ou da coletividade.

Responsável técnico

Responsável técnico, com atribuições profissionais para projeto, construção, operação, manutenção ou monitoramento da barragem.

Coordenador do PAEBM

Agente, designado pelo empreendedor, responsável por coordenar as ações descritas no PAEBM, devendo estar disponível para atuar prontamente nas situações de emergência da barragem.

Equipe de segurança da barragem

Equipe de segurança da barragem: conjunto de profissionais responsáveis pelas ações de segurança da barragem, podendo ser composta por profissionais do próprio quadro de pessoal do empreendedor ou contratada especificamente para este fim.

Agentes externos

Autoridades do poder público responsável pelas ações de fiscalização, da gestão da segurança da barragem e que atuam na emergência

Centro de Monitoramento Geotécnico

Equipe do empreendedor que monitora continuamente a barragem e executa as ações previamente estabelecidas para as situações de emergência.

População:

ZAS

Zonas de Autossalvamento (ZAS) é a região do vale à jusante da barragem em que se considera não haver tempo suficiente para uma intervenção das autoridades competentes em situações de emergência, devendo-se adotar a maior das seguintes distâncias para a sua delimitação: a distância que corresponda a um tempo de chegada da onda de inundação igual a trinta minutos ou 10 km.

ZSS

Zona de Segurança secundária (ZSS) é a região constante do Mapa de Inundação, não definida como ZAS.

Fluxo de ações esperadas - PAEBM:

Novo Padrão de Gestão de Rejeitos

A Vale está focada na evolução de seu Sistema de Gestão de Rejeitos (TMS) para os negócios de Ferrosos, Carvão e Metais Básicos. Durante 2019 e 2020, a Vale trabalhou em estreita colaboração com o International Council on Metals and Mining (ICMM) e participou ativamente do Padrão Global da Indústria de Gestão de Rejeitos (GISTM, em inglês) - um esforço cujo objetivo é melhorar a segurança em todas as fases das estruturas de armazenamento de rejeitos em seu ciclo da vida.
Como membro do ICMM, a Vale considera que o foco e a prioridade imediata deve ser garantir a plena implantação do GISTM, e todas as suas estruturas de rejeitos estarão em conformidade nos prazos definidos.
A Vale já estava trabalhando em seu Sistema de Gestão de Rejeitos (TMS, em inglês) desde antes do lançamento do GISTM. A aderência entre o TMS da Vale e o GISTM é muito alta e, uma vez concluídos, todos os princípios e recomendações do GISTM serão abordados.
Veja abaixo as iniciativas em andamento nas quais a Vale está trabalhando para apoiar a implementação do GISTM:


A Vale está atualmente realizando sua primeira avaliação interna para cada segmento de negócio, com base nos requisitos do GISTM, que será concluída até o final de 2020. Após essa avaliação, será executivos sênior irão realizar uma análise crítica e criar um plano de ação para endereçar lacunas identificadas.
A Vale reitera seu compromisso com a segurança, a transparência e a adoção das conhecidas melhores práticas na gestão de suas instalações de rejeitos.

Descaracterização de estruturas a montante

Um dos principais marcos para reduzir o nível de risco da companhia é a descaracterização de todas as suas estruturas a montante. A Vale já iniciou esse processo, que continuará nos próximos anos. A primeira descaracterização, a da barragem 8B, foi concluída em dezembro de 2019. As estruturas descaracterizadas serão reintegradas ao ambiente, buscando garantir desempenho ambiental compatível com o território em que estão localizadas.

Para permitir que as obras de descaracterização ocorram em condições mais seguras e para aumentar a segurança nas áreas a jusante de barragens, em casos específicos, a Vale está construindo estruturas de contenção, ou back-up dams. A construção da primeira estrutura de contenção, para a barragem Sul Superior, no município de Barão de Cocais, foi finalizada no início de 2020. A conclusão da estrutura de contenção da barragem B3/B4 está prevista para 2S20, enquanto que a estrutura de contenção das barragens de Forquilhas e Grupo está prevista para 1S21.

Algumas das barragens da Vale possuem diques internos menores, que também foram construídos pelo método a montante e que, por isso, serão também descaracterizados. Por fim, nos termos da Resolução ANM 13/19, publicada em agosto de 2019, que estendeu as obrigações legais previstas para barragens a montante para estruturas de empilhamentos drenados, duas² destas estruturas também foram incluídas no plano de descaracterização.

O plano de descaraterização de estruturas a montante foi atualizado em setembro de 2020, com base em informações e estudos em contínua atualização sobre as estruturas da companhia. Ele considera 29 estruturas geotécnicas, compreendendo: 14 barragens, das quais 1 (8B) já foi descaracterizada; 13 diques, dos quais 2 (2 Kalunga e 3 Kalunga) já foram descaracterizados; e 2 empilhamentos drenados.

A Vale provisionou US$ 2,0 bilhões para a descaracterização de barragens a montante e outras estruturas no 1T19 e no 2T19, e provisionou US$ 671 milhões adicionais no 4T19. O desembolso dessas provisões pode ser acompanhado nos relatórios de desempenho trimestrais da Companhia.

1 Xingu foi reclassificada como barragem em setembro de 2020, com base em estudos e informações atualizados. Originalmente, sua classificação era empilhamento drenado.
2 Originalmente, três estruturas foram enquadradas. Com a reclassificação do empilhamento drenado Xingu como barragem em setembro de 2020, com base em estudos e informações atualizados, esse número foi reduzido para dois.
3 ED significa Empilhamento Drenado.
4 Ressalta-se que os diques 2, 3, 4 e 5, Minervino e Cordão Nova Vista (todos parte do Sistema Pontal), Auxiliar B5, Ipoema, Rio do Peixe, 1A e 1B não são enquadrados nas disposições da Portaria 70.389/2017 DNPM/ANM, em função de suas características.

Relatórios Técnicos

A VALE está integrada com os movimentos da sociedade e os avanços da legislação e tem contribuído de forma transparente para as discussões em diversos fóruns, sejam técnicos, legislativos ou da sociedade civil de forma em geral. Em atendimento ao artigo 14 da Lei 23.291/19, a Vale disponibiliza as seguintes informações e relatórios técnicos das barragens:

Business Case

A Vale planeja reduzir significativamente o uso de barragens e vai investir em alternativas que permitam que as operações de processamento úmido sejam substituídas por processos mais seguros e sustentáveis. O processamento a seco alcançará 70% da produção de minério de ferro nos próximos anos até 2024. Entre 2020 e 2024, a Vale planeja investir US$ 1,8 bilhão para aumentar o uso de filtragem e empilhamento a seco em mais de 50% do restante úmido volume processado. A empresa também planeja aumentar o desenvolvimento de novas tecnologias, como a separação magnética a seco de minério de ferro da New Steel, atualmente em fase de testes.

Processamento a seco

Em comparação com o processamento úmido, a técnica de processamento a seco reduz o consumo total de água em 93%, em média e a produtividade aumenta devido à maior economia de recursos, menor consumo de energia, menos fases de produção, menos equipamentos e uma operação mais simples e segura.

Para o processamento a seco, o minério de ferro extraído é britado em pequenos pedaços e classificado de acordo com o tamanho das rochas. Nesse processo, o minério é peneirado, onde a separação é feita de acordo com uma especificação padrão do produto. A classificação do tamanho por peneiramento é uma das fases mais importantes da produção.

Em relação ao processamento úmido, a água é utilizada para classificar e purificar o minério de ferro, removendo impurezas (como a sílica) que afetam a qualidade do produto final. Em seguida, o material deve ser exposto a processos de redução de umidade para ser empilhado e transportado até os clientes. Essa rota de beneficiamento é utilizada para o beneficiamento de minérios com menor teor de ferro.

Na última década, a empresa investiu quase US$ 17,8 bilhões para expandir o processamento a seco das operações de minério de ferro.

No Pará, no chamado Sistema Norte, cerca de 80% da produção já ocorre desta forma. A principal usina de Carajás, a Usina 1, está em processo de conversão para umidade natural: das 17 linhas de processamento da planta, 11 já são a seco e as seis linhas a úmido restantes serão convertidas até 2023. As plantas de tratamento de Serra Leste, em Curionópolis, e do S11D, em Canaã dos Carajás, também não utilizam água no tratamento do minério. Em Minas Gerais, o processamento a seco foi ampliado de 20%, em 2016, para 32%, em 2019. Hoje, esse tipo de processamento está presente em diversas unidades, como Brucutu, Alegria, Fábrica Nova, Fazendão, Abóboras, Mutuca e Pico.

Soluções viáveis

A Vale continua estudando diferentes soluções e tecnologias para processamento de minério, tais como:

Empilhamento a seco


A técnica de empilhamento a seco reduzirá a dependência da Vale de barragens de rejeitos a médio e longo prazo. A técnica consiste em filtrar e empilhar rejeitos parcial ou totalmente secos. A Vale anunciou um investimento estimado de US$ 1,8 bilhão entre 2020 e 2024 em alguns sites, incluindo Caue, Conceição (em Itabira) e Brucutu (em São Gonçalo do Rio Abaixo).

Concentração Magnética

A Vale pretende investir na construção de uma planta industrial para concentração magnética a seco de minério de ferro de baixo teor. A capacidade da planta, que deverá ser instalada em Minas Gerais, será de 1,5 milhão de toneladas por ano. O início do projeto está previsto para 2022. A tecnologia brasileira, conhecida como FDMS (Fines Dry Magnetic Separation), é única e foi desenvolvida pela New Steel - empresa adquirida em 2018. Ela elimina o uso de água no processo de concentração, que permite que o rejeito seja disposto em pilhas como estéril, semelhante ao processo de empilhamento a seco.


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