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Energia

Para transformar recursos naturais em prosperidade e desenvolvimento, temos uma grande demanda energética. Para atender a esta demanda, mantemos um portfólio de contratos e geração própria, formado principalmente por energia renovável. 

Reporte de KPIs

Como a Vale é um dos 5 maiores consumidores de eletricidade do Brasil, um importante indicador de desempenho é o custo da energia elétrica. O custo de energia elétrica da Vale Global é de US$ 5 bi/ano.

Atualmente, estamos posicionados entre as indústrias com menor custo de eletricidade do mundo.

Intensidade de energia consumida por produto (1)

Produto Unidade (3) 2020
Minério de Ferro GJ / tFe Eq 0,080
Pelotas GJ / tFe Eq 0,821
Minério de Manganês GJ / tfe Eq 0,097
Ferroligas Manganês GJ / tFe Eq 7,418
Carvão (Térmico e Metalúrgico) GJ / tFe Eq 0,726
Níquel e Cobre (2) GJ / tFe Eq 0,979

Notas:

(1) Intensidade de energia consumida por produto é a quantidade de energia necessária para produzir uma tonelada do produto nas atividades das unidades produtivas, não incluindo os volumes de energia consumidos nas operações logísticas (ferrovia, portos, etc.).​

(2) Ao extrair e processar níquel, nossas operações também produzem cobre, cobalto e metais preciosos. Devido à baixa expressividade de volume do cobalto e metais preciosos, o indicador considera somente os volumes totais de níquel e cobre. Algumas unidades produzem somente cobre.​

(3) No indicador GJ/tFeEq (Gigajoules por tonelada de minério de ferro equivalente), todas as produções dos diferentes produtos da Vale (carvão, níquel, cobre, manganês, etc) são convertidos ao equivalente de minério de ferro, nosso principal produto.

Evolução do Desempenho

Participação de fontes renováveis

(em mil TJ)
Participation of renewable sources

O consumo de energia foi de 146,2 mil TJ, um pequeno aumento em relação ao ano anterior, principalmente devido à retomada dos volumes de produção de minério de ferro e pelota e, mais significativamente, do carvão, apesar da redução na produção de níquel e cobre, sobretudo em função da greve em Sudbury. Em virtude dessa leve retomada dos volumes e manutenção do patamar de consumo, a intensidade energética global foi de 0,352 TJ/mil toneladas de minério de ferro equivalente, uma redução de 1% em relação à verificada em 2020.

Em 2021, a eletricidade representou 29,6% da matriz de consumo de energia da Vale, sendo 89% provenientes de fontes renováveis.

No Brasil, esse percentual é ainda maior: 99% são de origem renovável, sendo 96% pelos contratos de concessão para os ativos próprios, bem como pelos contratos de aquisição de energia da Vale. Essa energia renovável contratada foi atestada por meio de certificados ou declarações de geradores, tendo sido auditada por terceira parte.

O portfólio de autogeração de energia elétrica da Vale é 99% renovável. A capacidade instalada em 2021 foi de 2,3 GW, relativa a ativos de geração hidrelétricos e eólicos, de propriedade direta e indireta, localizados no Brasil, no Canadá e na Indonésia. Essas plantas atendem em média 59% do consumo global de eletricidade da Vale, sendo 69% do consumo da Vale no Brasil2, e contribuem para o compromisso relativo às mudanças climáticas de redução de emissões de GEE.

Competitividade e aumento da geração própria

Através do incremento de nossa autoprodução e redução da demanda em horários de pico, os custos com energia elétrica se tornam mais competitivos.

Para o Canadá e Brasil, entre 2018 e 2023, essas inciativas representam redução em torno de 25%, entre o custo projetado e após as iniciativas.

Metas e prazos

Nossas metas para 2030 são:

  • Atingir 100% de consumo a partir de fontes renováveis no Brasil até 2025 e 100% do consumo de eletricidade renovável globalmente até 2030.
  • Melhorar 5% do indicador de eficiência energética global em relação ao baseline de 2017 até 2030 (1)


Os três pilares das iniciativas em energia são:

100% do consumo de energia renovável

Substituição de fontes convencionais de energia por energia renovável.

Eficiência energética

Alto desempenho energético em toda a cadeia produtiva da Vale, suportado por um modelo de gestão sistematizado e equipes multidisciplinares.

Powershift

Transformação da matriz energética: substituição de combustíveis fósseis por energia renovável através da eletrificação de máquinas e equipamentos.

1 Meta do Programa de Eficiência Energética da Vale. O objetivo principal do programa é maximizar redução do consumo de energia através da implantação de iniciativas de eficiência energética em todas as operações, contribuindo assim para redução de emissões de gases de efeito estufa, eliminação de Gaps ESG e redução de custos . A expectativa é obter uma melhora na eficiência energética global (todas operações) de no mínimo 5% até 2030. A Vale também possui o Programa Powershift, que tem como objetivo principal a mudança da matriz energética da companhia substituindo o uso de combustíveis fósseis por energia renovável, através da adoção de novas tecnologias, reduzindo de forma significativa as emissões de gases de efeito estufa.

Nossa Gestão

Para nós, a gestão e o fornecimento de energia eficazes no Brasil são prioridades, dadas as incertezas associadas às mudanças no ambiente regulatório e os riscos de aumento nas tarifas. Nesse sentido, atuamos em toda cadeia de energia elétrica desde a oferta até a gestão do consumo final para garantir que a energia mais segura, renovável e competitiva será disponibilizada para as nossas operações.

Gestão da Oferta de Energia:

A nossa capacidade instalada no Brasil é de 1,8 GW, provenientes de usinas controladas direta e indiretamente, através das nossas subsidiárias. Utilizamos a eletricidade produzida por essas usinas para suprir as nossas necessidades internas de consumo.

Atualmente, cerca de 60% da energia elétrica consumida pelas operações no Brasil é proveniente de autoprodução. Até 2025, a Vale se comprometeu a atingir a autossuficiência em energia elétrica no Brasil.

Gestão da Demanda de Energia (2021):

Matriz Energética

Energy Matrix:

Eficiência Energética

Eficiência Energética é fator chave para otimização de custos e ao mesmo tempo garantir reduções de emissão de gases de Efeito Estufa. A Vale está implementando em suas operações um moderno Sistema de Gestão de Energia, denominado SmartEnergy, o que permitirá monitorar o consumo de energia de forma automática facilitando e dando transparência aos trabalhos de gestão da matriz energética global da empresa.

Gestão de impactos

O desenvolvimento sustentável é prioridade para a nossas empresas coligadas de geração de energia. Nesse sentido, a atuação com foco na proteção da biodiversidade, prevenção da poluição e mitigação dos impactos decorrentes de suas operações são exemplos desse compromisso com a sustentabilidade.

Sistemas de Transposição de Peixes (STP): Estruturas – escadas ou elevadores - construídas em torno das barragens que permitem a continuidade do processo de migração de peixes durante o período da piracema, época em que sobem os rios para reprodução.

Impact Management Impact Management

Na Aliança Geração, a usina de Funil foi a primeira do Brasil a instalar o STP (janeiro de 2004) e já transportou mais de 1.000 toneladas de peixes no Rio Grande (MG).

Em Belo Monte, o STP consiste em um canal com 1,2 mil metros de extensão e conta com anteparos que proporcionam áreas de baixa velocidade das águas e possibilitam o descanso dos peixes.

Para mais informações sobre Gestão de Impacto em energia, veja nosso posicionamento sobre o reassentamento de Belo Monte.

Políticas e Normas

A Vale está desenvolvendo um procedimento de Comercialização de Energia Elétrica com o objetivo de estabelecer diretrizes para os processos de Compra e Venda de energia, buscando alinhamento com Normas internas e a maximização do resultado.

Principais Diretrizes:

Visão de Riscos

Escassez de energia

Os custos mais elevados da energia ou sua escassez podem afetar de maneira negativa nossos negócios. Os custos de óleo combustível, gás e eletricidade são um componente significativo do nosso custo de produção, representando 11,1% do nosso custo total de produtos vendidos em 2018. Para atendermos nossa demanda por energia, dependemos dos seguintes recursos: derivados de petróleo, que representaram 31% do total das necessidades energéticas em 2018, energia elétrica (31%), gás natural (17%), carvão (17%) e outras fontes de energia (4%).

Catástrofes Naturais

Catástrofes naturais, como vendavais, secas, enchentes, terremotos e tsunamis, podem afetar negativamente nossas operações e projetos nos países em que operamos, e podem gerar uma contração nas vendas aos países afetados, dentre outros fatores, pela interrupção do fornecimento de energia e pela destruição das instalações industriais e infraestrutura.

Fornecedores

Partes importantes de nossos segmentos de minério de ferro, pelotização, níquel, carvão, cobre, energia e outros negócios são operadas por intermédio de joint ventures. Isso pode reduzir o nosso nível de controle, bem como a nossa capacidade de identificar e gerenciar riscos. Nossas projeções e planos para essas joint ventures e consórcios pressupõem que nossos parceiros cumprirão suas obrigações de fazer aportes de capital, compra de produtos e, em alguns casos, fornecer pessoal de gestão qualificado e competente. Caso quaisquer de nossos parceiros não cumpram com seus compromissos, a joint venture ou o consórcio afetado poderá não ser capaz de operar de acordo com os seus planos de negócios ou é possível que tenhamos que aumentar o nível do nosso investimento para implementá-los.

Perspectivas

Seguimos com o propósito de alcançar a autossuficiência em energia elétrica no Brasil. Temos buscado investir continuamente em autoprodução, a partir de fontes renováveis, como hidroelétricas, usinas eólica e solar, pautados pela qualidade e segurança do fornecimento, competitividade de custos e sustentabilidade.

O caminho para a autossuficiência e redução de custos:

Perspectives
Além disso, firmamos mais um contrato de fornecimento de energia renovável a partir do projeto eólico Folha Larga Sul, em operação desde  agosto de 2020. Esse contrato contém ainda a opção de aquisição do parque pela Vale, o que acrescentaria até 150 MW à nossa capacidade de geração.
Perspectives Perspectives

Business Case

Projeto Eólico Folha Larga

Projeto eólico com estrutura de negócio inovadora, que serve como referência para outros desenvolvimentos.

Benefícios:

Aumento da eficiência térmica dos fornos de pelotização no Brasil

Objetivo: Utilizar a metodologia de Lean Six Sigma para atuar diretamente na redução dos desvios e no consumo específico de energia térmica aplicada nos fornos de pelotização para o processamento de pelotas, buscando a excelência operacional de forma a atingir o benchmark individual das unidades de produção de forma integrada.

Thermal

Consumo de energia térmica Tubarão (Mcal/t)

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