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Mudanças Climáticas

As mudanças climáticas representam uma realidade comprovada cientificamente e um desafio que afeta não apenas as nossas atividades produtivas, mas todo o planeta. Combater os impactos da mudança do clima é prioridade estratégica na agenda da Vale. A empresa tem potencial para contribuir com um futuro mais sustentável, pautado em sua matriz energética renovável, e na qualidade diferenciada do seu produto.

Em função disso, temos atuado de forma contínua e pautados por referências científicas e práticas, sempre aderentes às nossas políticas e normas internas, para lidar com o tema.

Dentre as características da Vale que lhe conferem destaque no cenário de mudanças do clima, estão incluídas:

A qualidade do minério de ferro, particularmente em sua operação em Carajás

As minas de minério de ferro da Vale localizadas no Brasil possuem alta concentração de ferro e baixo teor de escória, permitindo que o minério de ferro da Vale emita menos carbono ao ser processado na indústria siderúrgica. Como exemplo, o Complexo Eliezer Batista S11D em Carajás permitirá a produção de minério com teor de 66,7% de ferro, além de ser o maior projeto de mineração do mundo, produzindo cerca de 150 milhões de toneladas anuais.

A predominância de níquel Classe I em suas reservas (60%), cuja alta qualidade permite ampla gama de aplicações.

A Vale possui minas de níquel com cerca de 60% de concentração de níquel primário, um produto mais refinado que possibilita maior diversificação de aplicação e estabilidade para os volumes de venda. Com o aumento da produção de carros elétricos, espera-se um aumento na demanda e no preço do níquel primário, o que viabilizará a Vale beneficiar o níquel secundário para ser vendido com maior valor agregado.

Atividade de mineração altamente dependente de infraestrutura logística sensível a riscos climáticos extremos.

Os ativos fixos como ferrovias e portos são especialmente vulneráveis a eventos climáticos extremos, uma vez que possuem longo prazo de vida útil e pouca, ou nenhuma flexibilidade de mudança locacional.

Reporte de KPIs

As atividades da Vale resultaram, em 2019, na emissão de cerca de 575,3 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Desse volume, mais de 97% foram emissões indiretas ou de Escopo 3, ou seja, resultam do uso dos produtos Vale em outras indústrias. As emissões diretas, de Escopo 1 (combustíveis e processos industriais) e Escopo 2 (compra de eletricidade) somaram cerca de 12,6 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Título: Emissões totais de GEE da Vale  (em milhões de tCO2e)

Para mais informações sobre as nossas emissões de Gases de Efeito Estufa acesse o nosso Relatório de Sustentabilidade - 2019

Evolução da performance

As emissões diretas de GEE da Vale (Escopo 1) foram cerca de 13,3% menores em 2019 em comparação ao ano de 2018, totalizando 11,3 milhões de tCO2e. Já as emissões indiretas da compra de eletricidade (Escopo 2) foram reduzidas em 16,6% em 2019, totalizando 1,3 milhões de tCO2 e, principalmente devido à redução do consumo de eletricidade.

Emissões totais de GEE da Vale

(Milhões de tCO2e)

Outras Emissões Indiretas de GEE

(Escopo 3 - toneladas de CO2e)


As emissões de Escopo 3, emissões indiretas de GEE apuradas ao longo da cadeia de valor, abrangem emissões upstream (relacionadas a bens e serviços comprados ou adquiridos) e emissões downstream (relacionadas a bens e serviços vendidos). Em 2019, essas emissões totalizaram aproximadamente 563 milhões de tCO2eq no ano, resultado bastante similar ao de 2018 (menos 4%). Cerca de 97% dessas emissões downstream são devidas ao processamento e uso de produtos vendidos pela Vale na cadeia siderúrgica e metalúrgica.

Metas e prazos

Meta de Carbono

Em 2019, a empresa revisou suas metas de clima, incluindo novos compromissos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), metas mais ambiciosas do que as estabelecidas anteriormente em 2018, com o objetivo de se tornar uma empresa de mineração neutra em carbono.

A meta de redução absoluta de 33% das emissões de escopo 1 e 2 até 2030, com base nos dados de 2017, está alinhada ao objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a menos de 2ºC. Esta meta é atrelada à remuneração variável de todos funcionários da Vale.


Além disso, aprovamos a meta de nos tornar carbono neutro em 2050, e para nos impulsionar na direção da descarbonização, aprovamos um preço interno de carbono de USD 50/tCO2e. Este preço está alinhado ao cenário de 2ºC, seguindo as recomendações da Carbon Pricing Leadership Coalition.

Iniciativas chaves para alcançar a para meta 2030

Planos para alcançar a meta 2030

Para evoluir na estratégia de carbono neutro, o Fórum de Baixo Carbono foi criado para definir e supervisionar a implementação das iniciativas. O Fórum é coordenado pela Diretoria de Sustentabilidade, e conta com a participação do CEO da Vale e dos Diretores Executivos de Ferrosos, Metais Básicos, Estratégia e Finanças e Relações com Investidores.

Como vantagens competitivas na agenda de clima, a Vale possui mais de 1 milhão de hectares de área florestal protegida e alto percentual de fontes renováveis em sua matriz energética. Para atingir nossos compromissos, a Vale investirá cerca de US$ 2 bilhões em energia renovável nos próximos 10 anos para apoiar e buscar soluções para a economia de baixo carbono, com foco em projetos com VPL positivo.

De modo a priorizar as iniciativas mais custo-competitivas para entregar nossa meta de 2030, elaboramos uma curva de custo marginal de abatimento (curva MAC), que analisa mais de 35 projetos e está em constante evolução.



Os projetos são orientados para soluções que ampliem a utilização de eletricidade a partir de fontes renováveis nas operações, que promovam  práticas e rotinas de gestão de energia e eficiência energética de forma a criar um ambiente que incentive a adoção de comportamentos e soluções eficientes e inovadoras de uso racional de energia e que estimule a busca de soluções tecnológicas diferenciadas, considerando os impactos sociais, econômicos e ambientais e que alinhem o portfólio de negócios à transição para uma economia de baixo carbono, alavancando novas oportunidades de negócios.

A Vale tem investido esforços e recursos para redução de emissões de gases de efeito estufa para mitigação dos impactos relacionados a mudanças climáticas. A projeção total de gastos esperada para o ano é de US$ 78 milhões¹, dos quais US$ 44 milhões já foram executados até outubro de 2020. 

O valor do dispêndio, apenas neste ano, engloba uma série de iniciativas, distribuídas nas três principais rotas de solução.  

  • Eficiência energética e eletricidade renovável 
  • Biocombustíveis 
  • Eletrificação e tecnologias inovadoras.





As iniciativas relacionam-se a:

  • Mina à céu aberto: eficiência energética incluindo automação e inteligência artificial, estudos de eletrificação, combustíveis alternativos, dentre outros;
  • Mina subterrânea: utilização de veículos e equipamentos de mina movidos a eletricidade, incluindo os estudos para a infraestrutura e recarga das baterias, além de avaliação do uso de combustíveis alternativos;
  • Usina de beneficiamento: estudos de otimização de etapas produtivas;
  • Metalurgia e Pelotização:  eficiência energética, eletrificação, combustíveis alternativos, novos processos;
  • Ferrovia: estudos de eletrificação e teste piloto de locomotiva elétrica, aplicação de inteligência artificial, bem como investimentos em equipamentos/sistemas para melhoria contínua da eficiência energética.
  • Navegação: implementação de testes-piloto visando a aplicação de novas tecnologias e soluções que contribuam para a melhoria da eficiência energética dos navios, bem como estudos de utilização de novos combustíveis;
  • Geração de energia renovável: estudos de prospecção e aquisição de novos projetos de geração de eletricidade com base em fontes de energia renováveis;
  • Estratégia e diagnósticos: investimentos em ferramentas de gestão e estudos para redução de emissões de gases de efeito estufa. 

Além disso, como parte da estratégia, a Vale realizou uma análise preliminar de cenário de sua resiliência nos negócios nos três cenários de mudança climática, considerando os cenários da Agência Internacional de Energia (IEA).

A construção de cenários relacionados ao clima permite à Vale identificar indicadores para monitorar o ambiente externo e reconhecer mais rapidamente as mudanças nos cenários, permitindo uma adaptação ágil às necessidades atuais.

 ¹ Os valores serão atualizados em Fevereiro de 2021, após o fechamento anual da companhia.

Escopo 3

A Vale tem como objetivo reduzir 15% das emissões líquidas de escopo 3 até 2035, de modo a incentivar clientes e fornecedores na mesma direção e alinhado com seu compromisso de ser carbono neutro. Por meio do engajamento ativo com clientes das indústrias siderúrgica e metalúrgica, a Vale trabalhará para reduzir as emissões em sua cadeia de valor. A empresa guiará suas operações com base em relacionamentos win-win, produtos menos intensivos e novas tecnologias.

Emissões líquidas de escopo 3 absoluta (MtCO2eq)

1BaU siginifica business as usual. Cenário baseado na produção ~400Mtpa.
Nota: Science based target.

Entre as iniciativas já implementadas, destacam-se:

Inclusão de cláusulas contratuais relacionadas a Gestão de Gases de Efeito Estufa para fornecedores. Para mais informações, acesse aqui a página sobre Fornecedores.

Criação de Joint Venture voltada para a produção de metálicos de baixo carbono (acesse aqui).

Portfólio de produtos premium que promove a redução de emissões por meio de minério de melhor qualidade.

Metas da IMO - International Maritime Organization para descarbonização da navegação - iniciativas que já agregaram valor significativo ao meio ambiente e aos acionistas:

Valemax 2G (comparado aos Capesizes em 2011):

41% de redução de emissões

41% redução no consumo de combustíveis fósseis

38% redução de custos

Gestão de Riscos

Os riscos e oportunidades relacionados às mudanças do clima são de responsabilidade da Diretoria de Sustentabilidade e são identificados com base no planejamento estratégico dos negócios, processos existentes de gerenciamento de riscos e monitoramento do ambiente regulatório. Estes tópicos são apresentados periodicamente ao Comitê Executivo de Gerenciamento de Riscos, onde são analisados para então serem reportados trimestralmente ao Conselho de Administração e publicados no Relatório Anual e no Relatório de Sustentabilidade. Os riscos identificados são monitorados e revistos anualmente caso não ocorra alguma alteração relevante neste período.

A Vale utiliza uma matriz de riscos que considera a severidade e probabilidade de cada ocorrência. No caso de riscos relacionados às mudanças do clima, a Vale desenvolveu metodologias específicas de análise divididas entre impactos decorrentes da transição para uma economia de baixo carbono e de impactos físicos, de forma alinhada às diretrizes do Task-force on Climate-related Financial Disclosures - TCFD.

Nossos principais riscos relacionados às mudanças climáticas são:

Regulatório / Legal

  • Mudanças nas políticas para restrição ou adaptação aos efeitos das mudanças climáticas
  • Litígios pelo não atingimento das políticas para mitigar os impactos climáticos

Tecnológico

Substituição dos produtos/processos por tecnologias mais eficientes/atuais

Mercado

Mudanças na oferta e demanda em decorrência da conscientização por produtos mais limpos

Reputação

Percepção dos consumidores e investidores sobre a aderência da empresa a políticas mais verdes

Riscos físicos

Danos diretos aos ativos e impactos indiretos na cadeia de suprimentos como enchentes, secas, etc.


Metodologias da Vale para riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas

Riscos Regulatórios: A Vale desenvolveu um modelo interno de precificação de carbono para avaliação dos riscos atrelados às mudanças climáticas, por meio de projeções de possíveis impactos nos custos operacionais de cada unidade de negócio.Além disso, a empresa participa de fóruns externos e possui ferramentas de monitoramento e controle de riscos de transição.

Riscos Físicos: A partir dos estudos do IPCC, a Vale desenvolveu, junto ao Instituto Tecnológico Vale, um modelo de projeção e mapeamento dos possíveis impactos físicos que oferecem riscos a operação da empresa. A projeção Climática é realizada com o uso de um Sistema de modelagem climática que permite a obtenção de senários futuros de temperatura e precipitação. As projeções foram realizadas para os trechos do Corredor Norte , Corredor Sul e para Corumbá.

TCFD

A Vale aderiu em 2017 às recomendações da Força-tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD, em inglês) capitaneada pelo Financial Stability Board, contendo diretrizes para o reporte de riscos financeiros relacionados à mudança do clima pelas empresas e instituições financeiras.

A partir da assinatura, a empresa também iniciou um trabalho interno para adequar a qualificação e quantificação de riscos climáticos às recomendações da TCFD.

Nossa Gestão

Como parte da estratégia, e alinhada às recomendações do Task Force on Climate Related Finnancial Disclosures (TCFD), a Vale realizou uma análise preliminar de cenário de sua resiliência nos negócios nos três cenários de mudança climática, considerando os cenários da Agência Internacional de Energia (IEA).

A construção de cenários relacionados ao clima permite à Vale identificar indicadores para monitorar o ambiente externo e reconhecer mais rapidamente as mudanças nos cenários, permitindo uma adaptação ágil às necessidades atuais. Como resultado, a empresa investe em negócios e tecnologias que apoiam o crescimento de uma economia de baixo carbono e fornecem soluções para a cadeia de suprimentos e a sociedade como um todo. 

Como principais ações referentes ao TCFD, nos últimos anos, destacam-se:

2016

  • Contribuição técnica na construção do framework do TCFD através do processo de consulta pública;
  • Revisão dos industry briefs publicados e, comentamos indicadores de desempenho a serem reportados em relatório financeiros, a exemplo do 20 F.

2017

  • Endossamos o framework do TCFD como uma das primeiras empresas signatárias;
  • Assinamos nova carta de posicionamento do setor empresarial brasileiro a favor da precificação mundial do carbono (carta do CEBDS [1] – braço brasileiro do WBCSD [2]);

2018

  • Definição da meta de redução de intensidade de emissão tendo 2017 como ano base;
  • Realização da primeira avaliação de resiliência da Vale frente à cenários de Mudanças climáticas da IEA[3];
  • Reportamos e publicamos o CDP nos moldes das recomendações do TCFD;
  • Atualização das análises de riscos de precificação de carbono;
  • Implantação do programa Powershift (transformação da matriz energética da companhia em renovável) na Vale;

2019

Entre o final de 2019 e o início de 2020, a Vale conduziu um diagnóstico do nível de aderência de sua gestão de riscos às diretrizes do TCFD, que pode ser encontrado de forma resumida na tabela abaixo. Além disso, mapeou oportunidades de melhoria e próximos passos. 




A tabela abaixo mostra os principais avanços da Vale em relação as recomendações propostas pelo TCFD:

Elementos chave dos disclosures sobre riscos e oportunidades climáticos recomendados pelo TCFD
Recomendação TCFD Disclosure Vale Referência
1. Governança - transparência em relação à governança de riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas
1.1. Descrição da supervisão do Conselho de Administração Comitê de Sustentabilidade e Conselho de Administração responsáveis pela validação e acompanhamento das diretrizes em baixo carbono. Capítulo “Governança” ou “Governança da Sustentabilidade” CDP item C1.1
1.2. Papel dos executivos no mapeamento e gestão da agenda Fórum de Baixo Carbono, com reuniões mensais para avaliar desdobramento e implantação da estratégia Vale Carbono Neutra. Este fórum é coordenado pela Diretoria Executiva de Sustentabilidade e Relações Institucionais com apoio das Diretorias Executivas: de Carvão, de Estratégia e Exploração Mineral, de Suporte aos Negócios, de Ferrosos, de Metais Básicos e com a participação do Diretor Presidente e do CFO da Vale. As reuniões envolvem a alta liderança e grupos técnicos das áreas de negócios e corporativo. Capítulo “Mudanças climáticas e energia” CDP item C1.2
2. Estratégia - impactos atuais e potenciais no negócio, na estratégia e no planejamento financeiro da empresa
2.1. Transparência quanto aos riscos e oportunidades identificados no curto, médio e longo prazo Avaliação preliminar e qualitativa de potenciais riscos de transição e físicos, além de oportunidades de baixo carbono. Os estudos serão aprofundados ao longo de 2020. Capítulo “Mudanças Climáticas e Energia” CDP item C2.4, C2.5
2.2 Impacto dos temas identificados no portfólio e na estratégia Adoção de precificação interna de carbono em curso (shadow price) de USD50/tCO2e em linha com o necessário para limitar aumento de temperatura a 2°C, a ser integrada às análises de projetos de capital, projetos correntes, ciclo orçamentário e planejamento estratégico em 2020. Capítulo “Mudanças climáticas e energia” CDP item C2.4, C2.5
2.3. Resiliência do negócio frente a cenários climáticos Exercício inicial elaborado em 2018 em relação à sensibilidade do EBITDA aos cenários da Agência Internacional de Energia, incluindo cenário de 2°C.
Análises preliminares sobre riscos físicos de aumento da temperatura e regime de chuvas elaboradas pelo Instituto Tecnológico Vale.
Análise de sensibilidade a cenários climáticos em andamento no âmbito do ciclo atual de Planejamento Estratégico, tendo como base os cenários da Agência Internacional de Energia.
Capítulo “Mudanças climáticas e energia” CDP item C3.1
3. Gestão de riscos – processo de identificação, avaliação e gestão de riscos corporativos
3.1. Processo para mapeamento e avaliação de riscos climáticos Questões ambientais e de mudanças climáticas estão inseridas no processo corporativo de gestão de risco. Os riscos físicos relacionados com impactos que a mudança do clima pode causar sobre ativos da Vale e seu entorno, em decorrência de aumento de temperatura, alteração nos padrões de pluviosidade, aumento de eventos extremos e aumento do nível do mar, por exemplo, afetando operações da Vale [5]. Outros riscos, como possíveis impactos de legislações climáticas sobre as atividades da empresa, através da imposição de limites de emissão de gases de efeitos estufa por setor e aumento de custos diretos e/ ou indiretos em decorrência da precificação de carbono, também estão entre os riscos identificados pela empresa. Capítulo “Mudanças climáticas e energia” CDP Item 2.2
3.2. Processo de gestão de riscos climáticos Os principais riscos climáticos estão inseridos no processo de gestão de risco da empresa. Além disso, o acompanhamento dos principais riscos também é comunicado no âmbito do Fórum de Baixo Carbono. Capítulo “Mudanças climáticas e energia” CDP Item 2.2
3.3. Integração ao processo de gestão de riscos corporativos Riscos climáticos mapeados pelas diferentes áreas no âmbito da Gestão de Riscos Corporativos (GRC), e incluídos nas matrizes de Riscos Operacionais e de Negócios Riscos de transição devido à impacto de Regulações (e.g. IMO) e físicos incluídos nos fatores de risco (20 F) 20 F Capítulo “Gestão de Riscos”
4. Métricas e metas
4.1. Reporte de métricas utilizadas para monitorar riscos e oportunidades climáticos
  • Emissões absolutas e intensidade
  • Consumo de energia, intensidade e perfil da matriz
  • Uso de água e da terra
Capítulo “Mudanças climáticas e energia: Desempenho e Energia” “Recursos Hídricos e efluentes”
4.2. Transparência quanto a emissões de escopos 1, 2 e 3 Relato de emissões escopos 1,2 e 3 no Relatório de Sustentabilidade, no Portal ESG e no Questionário do CDP Capítulo “Mudanças climáticas e energia: Desempenho”
4.3. Estabelecimento de metas com clareza Em dezembro de 2019 a Vale assumiu metas mais ambiciosas em sua agenda climática, tendo como ano base 2017. São elas:
  • Alcançar a neutralidade de carbono em escopos 1 e 2 até 2050
  • Reduzir as emissões de escopo 1 e 2 em 33% até 2030, nível compatível com aumento de temperatura global em até 2 ºC. Esta meta é atrelada à remuneração variável de todos funcionários da Vale.
  • Produzir 100% da energia elétrica que consome a partir de fontes renováveis até 2025 no Brasil e globalmente até 2030
  • Estabelecer ambição para redução das emissões de escopo 3
  • Recuperar e proteger 500 mil hectares até 2030, além de mais de 1 milhão de hectares que já são protegidos pela Vale.
Capítulo “Metas Globais de Sustentabilidade” e “Mudanças climáticas e energia” CDP item C1.3

A tabela abaixo mostra os principais avanços da Vale em relação as recomendações propostas pelo TCFD:

Elementos chave dos disclosures sobre riscos e oportunidades climáticos recomendados pelo TCFD
Recomendação TCFD Disclosure Vale Referência
1. Governança - transparência em relação à governança de riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas
1.1. Descrição da supervisão do Conselho de Administração Comitê de Sustentabilidade e Conselho de Administração responsáveis pela validação e acompanhamento das diretrizes em baixo carbono. Capítulo “Governança” ou “Governança da Sustentabilidade” CDP item C1.1
1.2. Papel dos executivos no mapeamento e gestão da agenda Fórum de Baixo Carbono, com reuniões mensais para avaliar desdobramento e implantação da estratégia Vale Carbono Neutra. Este fórum é coordenado pela Diretoria Executiva de Sustentabilidade e Relações Institucionais com apoio das Diretorias Executivas: de Carvão, de Estratégia e Exploração Mineral, de Suporte aos Negócios, de Ferrosos, de Metais Básicos e com a participação do Diretor Presidente e do CFO da Vale. As reuniões envolvem a alta liderança e grupos técnicos das áreas de negócios e corporativo. Capítulo “Mudanças climáticas e energia” CDP item C1.2
2. Estratégia - impactos atuais e potenciais no negócio, na estratégia e no planejamento financeiro da empresa
2.1. Transparência quanto aos riscos e oportunidades identificados no curto, médio e longo prazo Avaliação preliminar e qualitativa de potenciais riscos de transição e físicos, além de oportunidades de baixo carbono. Os estudos serão aprofundados ao longo de 2020. Capítulo “Mudanças Climáticas e Energia” CDP item C2.4, C2.5
2.2 Impacto dos temas identificados no portfólio e na estratégia Adoção de precificação interna de carbono em curso (shadow price) de USD50/tCO2e em linha com o necessário para limitar aumento de temperatura a 2°C, a ser integrada às análises de projetos de capital, projetos correntes, ciclo orçamentário e planejamento estratégico em 2020. Capítulo “Mudanças climáticas e energia” CDP item C2.4, C2.5
2.3. Resiliência do negócio frente a cenários climáticos Exercício inicial elaborado em 2018 em relação à sensibilidade do EBITDA aos cenários da Agência Internacional de Energia, incluindo cenário de 2°C.
Análises preliminares sobre riscos físicos de aumento da temperatura e regime de chuvas elaboradas pelo Instituto Tecnológico Vale.
Análise de sensibilidade a cenários climáticos em andamento no âmbito do ciclo atual de Planejamento Estratégico, tendo como base os cenários da Agência Internacional de Energia.
Capítulo “Mudanças climáticas e energia” CDP item C3.1
3. Gestão de riscos – processo de identificação, avaliação e gestão de riscos corporativos
3.1. Processo para mapeamento e avaliação de riscos climáticos Questões ambientais e de mudanças climáticas estão inseridas no processo corporativo de gestão de risco. Os riscos físicos relacionados com impactos que a mudança do clima pode causar sobre ativos da Vale e seu entorno, em decorrência de aumento de temperatura, alteração nos padrões de pluviosidade, aumento de eventos extremos e aumento do nível do mar, por exemplo, afetando operações da Vale [5]. Outros riscos, como possíveis impactos de legislações climáticas sobre as atividades da empresa, através da imposição de limites de emissão de gases de efeitos estufa por setor e aumento de custos diretos e/ ou indiretos em decorrência da precificação de carbono, também estão entre os riscos identificados pela empresa. Capítulo “Mudanças climáticas e energia” CDP Item 2.2
3.2. Processo de gestão de riscos climáticos Os principais riscos climáticos estão inseridos no processo de gestão de risco da empresa. Além disso, o acompanhamento dos principais riscos também é comunicado no âmbito do Fórum de Baixo Carbono. Capítulo “Mudanças climáticas e energia” CDP Item 2.2
3.3. Integração ao processo de gestão de riscos corporativos Riscos climáticos mapeados pelas diferentes áreas no âmbito da Gestão de Riscos Corporativos (GRC), e incluídos nas matrizes de Riscos Operacionais e de Negócios Riscos de transição devido à impacto de Regulações (e.g. IMO) e físicos incluídos nos fatores de risco (20 F) 20 F Capítulo “Gestão de Riscos”
4. Métricas e metas
4.1. Reporte de métricas utilizadas para monitorar riscos e oportunidades climáticos
  • Emissões absolutas e intensidade
  • Consumo de energia, intensidade e perfil da matriz
  • Uso de água e da terra
Capítulo “Mudanças climáticas e energia: Desempenho e Energia” “Recursos Hídricos e efluentes”
4.2. Transparência quanto a emissões de escopos 1, 2 e 3 Relato de emissões escopos 1,2 e 3 no Relatório de Sustentabilidade, no Portal ESG e no Questionário do CDP Capítulo “Mudanças climáticas e energia: Desempenho”
4.3. Estabelecimento de metas com clareza Em dezembro de 2019 a Vale assumiu metas mais ambiciosas em sua agenda climática, tendo como ano base 2017. São elas:
  • Alcançar a neutralidade de carbono em escopos 1 e 2 até 2050
  • Reduzir as emissões de escopo 1 e 2 em 33% até 2030, nível compatível com aumento de temperatura global em até 2 ºC. Esta meta é atrelada à remuneração variável de todos funcionários da Vale.
  • Produzir 100% da energia elétrica que consome a partir de fontes renováveis até 2025 no Brasil e globalmente até 2030
  • Estabelecer ambição para redução das emissões de escopo 3
  • Recuperar e proteger 500 mil hectares até 2030, além de mais de 1 milhão de hectares que já são protegidos pela Vale.
Capítulo “Metas Globais de Sustentabilidade” e “Mudanças climáticas e energia” CDP item C1.3

[1] CEBDS -Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável
[2] WBSD- World Business Council for Sustainable Development
[3] IA- International Energy Agency
[4] Os gases de efeito estufa (GEE) considerados no âmbito desta política são: CO2, CH4, N2O, HFC, PFC, SF6 e NF3. Doravante serão chamados de “emissões”; “carbono”; ou GEE.
[5] O Instituto Tecnológico Vale regionalizou (downscalling) os modelos de aquecimento global referenciados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) para a realidade brasileira. Isto permitiu à Vale identificar as alterações nos regimes e volumes de chuvas e a variação de temperatura para todas as operações no Brasil. Foram regionalizados os modelos RCP 4.5 e 8.5. A partir das alterações nos padrões de chuvas e temperaturas, foi possível identificar os principais ativos vulneráveis e potenciais alterações na intensidade e frequência de riscos operacionais previamente identificados pelo processo de gestão de risco da empresa.

Metas e Prazos

Nossos próximos passos para evoluir no tema e cumprir os compromissos pactuados são:

  • Realizar a avaliação da estratégia para alcançar neutralidade de emissões, envolvendo ativos florestais, créditos de carbono, compensação, dentre outros com previsão de conclusão para 2021;
  • Realizar o treinamento extensivo de precificação de carbono para líderes de projetos de capital, equipes de orçamento e planejamento;
  • Atualizar a análise de cenários pela equipe de planejamento estratégico.

Análise de resiliência da estratégia frente a cenários de mudanças climáticas

A Vale, em linha com as recomendações do TCFD, analisou a resiliência da sua estratégia frente aos cenários de mudanças climáticas. Clique aqui para acessar o relatório com a análise completa e resultados.

Gestão dos riscos causados pelas mudanças climáticas na Vale

Clique aqui para acessar o relatório com as análises e ações da Vale para a gestão de riscos relacionados a mudanças climáticas.

CDP

O CDP é uma ONG britânica que tem como objetivo fazer com que as empresas deem transparência sobre sua forma de gestão do tema mudanças climáticas e sobre os riscos e oportunidades ao negócio relacionados com mudanças do clima. Assim, a Vale possui publicação na CDP, que ocorre anualmente no segundo semestre.

A Vale, de forma voluntária, responde e publica suas repostas desde 2003.

Em 2018, o CDP adequou o questionário às recomendações do TCFD e, por enterdemos a complexidade do desafio para todas as adequações a este novo tipo de reporte, mantemos nossas publicações e estamos promovendo uma série de ações internas que nos conduzam a um melhor gerenciamento e eficácia.

Precificação de carbono

A Vale reconhece as mudanças climáticas como um dos maiores desafios da sociedade e, baseado nisso, desde 2008, atualiza periodicamente a Política Global de Mudanças Climáticas, que define as diretrizes corporativas, compromissos e metas para fundamentar a Estratégia Vale Carbono Neutra.

A precificação de carbono consiste na atribuição de um preço para a compensação dos impactos negativos causados no ciclo de vida das atividades econômicas geradoras de emissões de gases do efeito estufa (GEE). Portanto, a precificação baseia-se no princípio do poluidor-pagador, que diz que os agentes poluidores são obrigados a arcar com os custos da reparação do dano de suas atividades. A execução desse pagamento se dá por mecanismos de precificação do carbono, sendo os mais comuns o mercado de carbono (esquemas de comércio de emissões – ETS) e a tributação. (CDP e CEBDS, 2015)¹.

  • Mercados de Carbono: Instrumento econômico onde se estabelece um limite (cap) para as emissões de GEE e há uma alocação de direitos ou permissões para emitir (allowances) até atingir o limite estabelecido pela jurisdição (país, província ou região). Esta alocação pode ser feita por meio da distribuição gratuita² das permissões e/ou por meio de leilões (cenário atual da União Europeia). Desta forma, cria-se um mercado para a comercialização (trade) das permissões, chamado Emissions Trading System (ETS), onde as empresas que emitem quantidades inferiores ao seu limite podem vender suas permissões para empresas que emitem acima do seu limite permitido. O preço do carbono é definido pelo mercado (oferta e procura), mas muitos governos estabelecem um preço mínimo para regular o mercado. Este instrumento também é denominado como mercado de carbono ou cap and trade.
  • Tributos de carbono: A tributação consiste na cobrança de um preço fixo por cada unidade de emissão (ex: reais ou dólares por tonelada métrica de dióxido de carbono emitido). Esta taxa é paga aos governos, funcionando como um imposto de carbono. Neste instrumento, não há limitação das emissões, mas o valor da taxa é calculado de forma a atingir o nível social ótimo de emissões. Este nível ótimo representa o ponto em que o aquecimento global seja contido ao limite estabelecido no Acordo de Paris (abaixo de 2°C), garantindo o maior nível possível de bem-estar para a sociedade.

Atualmente 22% das emissões globais já são precificadas, de acordo com o relatório do Banco Mundial “State and Trends of Carbon Pricing 2020”. Até meados de 2020, 63 iniciativas de precificação de carbono já estavam implementadas ou previstas², das quais 31 consistiam em mercados de carbono e 30 em tributos de carbono. No total, participam dessas iniciativas de precificação 46 em jurisdições nacionais e 32 em nível subnacional. No entanto, quase metade dessas emissões estão sendo precificadas a preços abaixo de US$ 10/tCO2e.

Mapa
Fonte: World Bank, Carbon pricing dashboard. Link: https://carbonpricingdashboard.worldbank.org/

A Vale está sujeita a precificação de carbono em suas operações em países como Canadá, em nível nacional e regional (Ontario, Manitoba e NewFoundland), Reino Unido e Japão. No Brasil e na Indonésia a precificação de carbono ainda está sob consideração.

A Vale acompanha tendências e estudos sobre mudanças climáticas em fóruns globais, que visam definir estratégias regulatórias e econômicas para mitigar riscos e incentivar priorização de investimentos em tecnologias inovadoras e de menor emissão em todo o mundo.

Nossas equipes monitoram a evolução de regulamentações, e apoiam a construção de políticas climáticas sobre precificação de carbono como forma de estimular a transição para uma economia de baixo carbono. Entendemos que os instrumentos econômicos, como a precificação de carbono, são os mais indicados para lidar com a redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE), uma vez que cumprem os objetivos ambientais a menor custo para a sociedade (custo efetividade).

Por isso, apoiamos posicionamentos externos de instituições como CEBDS, braço do WBCSD no Brasil, Carbon Pricing Leadership Coalition, grupo do Banco Mundial que lidera discussões sobre precificação de carbono em empresas, entre outras instituições.

A adoção de um preço interno do carbono pela Vale tem como objetivo incentivar investimentos em reduções de GEE até antecipar-se regulações mais restritivas em termos de emissões.

1 CDP e CEBDS, 2015. “Navegando por cenários de precificação de carbono: Guia prático sobre seus diferentes mecanismos, aplicações e ferramentas para adaptar a estratégia de negócio”.
2 Utilizando-se de critérios de grandfathering, baseados em emissões históricas, ou de benchmarking, baseados em índice de referência para o setor.
2 É considera uma iniciativa com implementação planejada quando está formalmente adotada por meio de legislação e possui uma data de início oficial.



Preço interno de carbono na Vale

Uma das ferramentas internas adotadas para operacionalizar a estratégia Vale Carbono Neutra é a precificação de carbono, implantada recentemente na Vale. Ao final de 2019, a Vale adotou um preço interno de carbono (preço sombra) de 50 dólares por tonelada de CO2 equivalente (US$50 / tCO2eq). Este preço está alinhado às metas de temperatura do Acordo de Paris, conforme as recomendações da Carbon Pricing Leadership Coalition (CPLC)³.

A precificação de carbono é uma ferramenta utilizada a fim de viabilizar as metas de redução e de neutralidade de emissão da Vale. Precificar o carbono significa atribuir um valor monetário as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Para empresas, um preço interno de carbono permite a avaliação do impacto financeiro da estratégia de baixo carbono e antecipação de potenciais riscos regulatórios relacionados com restrições de emissões.

Em junho de 2020, foi iniciado o uso do preço interno de carbono nas análises econômico-financeiras dos novos investimentos. A associação de um custo às emissões de gases de efeito estufa nas análises de viabilidade permite que, no momento da tomada de decisão, seja explicitado o impacto das emissões no valuation do projeto, viabilizando os projetos da carteira da Meta Carbono. Desta forma, o preço de carbono passa a subsidiar as avaliações de risco e oportunidades, seleção e priorização de projetos, contribuindo com a trajetória de descarbonização da Vale. Destaque-se que a Vale também elaborou sua curva de custo marginal de abatimento, por meio da qual prioriza as iniciativas de redução de emissão mais custo-efetivas, tendo como referência o preço interno de carbono de 50 dólares.

Ficha técnica sobre precificação interna de carbono na Vale:


Valor Abordagem Utilizada Aplicação
US$50 / tCO2-eq Preço Sombra
  • Avaliação econômico-financeira de investimentos (Correntes e Capital)
  • Curva de custo marginal de abatimento (MACC)
  • Priorização de projetos
US$10 / tCO2-eq Preço Sombra
  • Avaliação econômico-financeira de projetos de carbono florestal

Para os preços US$ 50/tCO2eq e US$ 10/tCO2eq tem-se:

Para implantação da metodologia de precificação interna de carbono na Vale, foram realizados inúmeros treinamentos internos para líderes de projetos, equipes de orçamento e de planejamento estratégico, bem como a revisão de instruções, procedimentos e ferramentas das áreas de projetos e orçamento. A Vale também elaborou um manual de precificação de carbono, para apoiar os líderes e desenvolvedores de projetos na aplicação dessa ferramenta.

A quantificação das emissões de GEE de projetos e investimentos é o primeiro passo para a precificação do carbono. A partir da contabilização do carbono dos projetos faz-se a monetização do carbono, e os custos das emissões são incorporados nos indicadores e resultados financeiros dos projetos. As principais etapas desta metodologia são:



3 Fonte: CPLC, Report of the High-Level Commission on Carbon Prices, May 29, 2017.

Engajamento externo

Acompanhamos as tendências e os estudos relacionados às mudanças climáticas em fóruns globais, que visam definir estratégias regulatórias e econômicas para mitigação e adaptação em nível mundial. No Brasil, participamos de discussões sobre o tema, colaborando com a elaboração de políticas e estratégias que visam à transição para uma economia resiliente e de baixo carbono.

Exemplos de acordos e entidades relevantes em mudanças do clima que a Vale participa:


Políticas e Normas

A estratégia da Vale em Mudanças Climáticas é pautada na “Política de Mudanças Climáticas” que possui as seguintes diretrizes estratégicas:

A Política também define os príncipios e compromissos sobre o tema para a empresa e para suas controladas, englobando:

Business Case

Uso de bateria - Terminal da Ilha Guaíba

A Vale está instalando no Terminal da Ilha Guaíba (TIG), no Rio de Janeiro, um dos maiores sistemas de armazenamento de energia em bateria para suprimento de demanda elétrica do país. O sistema, instalado em parceria com MicroPower Comerc (MPC), é composto por baterias de íon-lítio fabricadas pela Tesla. A iniciativa é um passo importante na estratégia da Vale de substituição de combustíveis fósseis.

O sistema BESS (Battery Energy Storage Systems, em inglês), que está sendo desenvolvido em parceria com a Siemens e a MPC, irá reduzir em cerca de 20% o custo com energia do porto ao substituir o fornecimento da rede elétrica da concessionária nos horários de pico de demanda, quando a tarifa é mais cara - conhecido como Peak Shaving. O equipamento tem capacidade de armazenamento de 10 megawhatts-hora, o suficiente para atender a 45 mil residências por uma hora.

Com a redução de custo, o BESS irá remunerar a Micropower e trará economia para a Vale, além de liberar capacidade para a rede elétrica local. A MPC será a responsável ainda pela operação do equipamento.


Locomotiva 100% elétrica

A Vale, em parceria com a Progress Rail, do grupo norte-americano Caterpillar, está desenvolvendo uma nova locomotiva de pátio de manobra 100% elétrica, movida a bateria. Além de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa pela substituição de diesel por eletricidade de fontes renováveis, o equipamento também irá reduzir a emissão de ruídos, minimizando os impactos nas comunidades que moram no entorno das operações da Vale.

A previsão é que a locomotiva EMD® Joule entre em fase-piloto no segundo semestre de 2020 na Unidade Tubarão, em Vitória (ES).  O equipamento está em fase de construção na planta industrial da Progress Rail, em Sete Lagoas (MG). As baterias da EMD® Joule terão capacidade de armazenamento de 1,9 MWh, expansível até 2,4 MWh, podendo operar até 24 horas sem necessidade de parar para recarregar.

A locomotiva de pátio 100% elétrica faz parte do Programa PowerShift de substituição da matriz energética da Vale por fontes limpas.

Caminhão Autônomo

Imensos caminhões fora de estrada, com capacidade para 240 toneladas, circulam nas vias de uma grande área de mineração sem um operador na cabine. Controlados apenas por sistemas de computador, GPS, radares e inteligência artificial, os veículos se movimentam de forma eficiente entre a frente de lavra e a área de descarga. Os caminhões autônomos são uma realidade na mina de Brucutu, MG. A operação autônoma do transporte de minério possui uma produtividade superior, gera menos desgaste de peças aumentando a vida útil de equipamentos da ordem de 15%. A iniciativa é de grande importância para a redução de emissões pela empresa visto que há uma economia de combustível reduzindo a emissão de CO2 e particulado.

Powershift

A Vale criou um programa interno chamado PowerShift para dar suporte às metas de sustentabilidade, com foco na transição para uma economia de baixo carbono. O programa tem o objetivo de tornar a matriz energética da empresa limpa, focando em utilização de energia renovável, utilização de combustíveis alternativos, maior eficiência das operações utilizando novas tecnologias e fomento florestal. As inciativas vinculadas ao PowerShift contribuem com aproximadamente 40% da redução planejada para a meta de 2030.

Sentinela- Inteligência Artificial

O centro de Inteligência Artificial da Vale (AI Center), localizado em Vitória, desenvolveu em parceria com o pesquisador Ali Soofastei, da Universidade de Queensland na Austrália, uma nova ferramenta que utiliza a inteligência artificial para melhor operação de caminhões fora de estrada. A ferramenta é disponibiliza no painel do operador do veículo a melhor opção de velocidade visando o menos consumo de combustível.

A solução tecnológica foi testada em 50 caminhões em Itabira(MG) trazendo um resultado de redução de 585 mil litros no consumo de diesel gerando uma economia de R$ 1,8 milhão. Em termos de redução de impacto ambiental, a redução do consumo de diesel evitou a emissão de 1.500 toneladas de CO2, o equivalente ao plantio de 3 mil árvores da Mata Atlântica.

Perspectivas

A Vale está em constante evolução na estruturação das diretrizes de gestão de riscos relacionados às mudanças do clima e, em 2018, destaca-se o trabalho em conjunto com uma consultoria externa para o levantamento e detalhamento dos impactos do tema na estratégia de longo prazo da empresa. Os resultados desse trabalho permitem refinar, ao longo do próximo ciclo, a gestão voltada às mudanças do clima, com foco na identificação de riscos e oportunidades.

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