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Resíduos

Os resíduos gerados em nosso processo produtivo englobam os resíduos minerais e não minerais. Mantemos um programa de gerenciamento focado na minimização, segregação, rastreabilidade, valoração e destinação apropriada, além de incentivar a geração de emprego e renda a partir de práticas de reciclagem.

Na mineração, nos processos de lavra e beneficiamento são gerados resíduos denominados estéril e rejeitos, estes resíduos de mineração possuem processo de gerenciamento diferenciado e atualmente são dispostos em estruturas chamadas pilhas e barragens. Veja mais sobre controle de gestão de barragens.

No que diz respeito aos resíduos não minerais, a gestão eficiente é de grande importância para a Vale, uma vez que possibilita a minimização do impacto ambiental gerado pelas nossas atividades. Dessa forma, o nosso Programa de Gestão de Resíduos foca na atuação de três frentes principais:

Reporte de KPIs

Em 2020 foram geradas 751 mil toneladas de resíduos, dos quais 40,5 mil podem ser classificados como perigosos e 710,8 mil como não perigosos. Do total, 85% dos resíduos tiveram destinação sustentável, por meio de reprocessamento, reciclagem e reuso.

Disposição e Destinação

(Total de 728,7 mil toneladas GRI 306-2)
Disposição e Destinação

Evolução da performance

A Vale gerou 751 mil toneladas de resíduos em 2020, o que representa um aumento de 7,6% em relação a 2019. Desse total, cerca de 5,4% são resíduos classificados como perigosos.

Geração de Resíduos não minerais

(em mil toneladas) GRI 306-2

Geração de Resíduos não minerais Geração de Resíduos não minerais

A Vale destinou 728,7 mil toneladas de resíduos não minerais em 2020, sendo que 59% tiveram destinação sustentável, por meio de reprocessamento, reciclagem e reuso:

Global - Disposição e Destinação

(em mil toneladas) GRI 306-2

Gráfico Disposição e Destinação Gráfico Disposição e Destinação

Geração de Resíduos Minero-Metalúrgicos

(em milhões de toneladas)

Geração de Resíduos não minerais Geração de Resíduos não minerais

Metas

Unidade Vale Indicador / KPI
Malásia Redução da geração de resíduos perigosos
Suprimentos Aumento da destinação sustentável de resíduos, excluindo metálicos
EFVM Redução de resíduos sem destinação sustentável
Portos Sul / Sudeste Redução da destinação não sustentável de resíduos
Salobo Redução da geração de resíduos com destinação não sustentável
Onça Puma Redução da geração de resíduos perigosos com destinação não sustentável

Malásia

h
Unidade Vale
Malásia
Indicador / KPI
Redução da geração de resíduos perigosos

Suprimentos

Unidade Vale
Suprimentos
Indicador / KPI
Aumento da destinação sustentável de resíduos, excluindo metálicos

EFVM

Unidade Vale
EFVM
Indicador / KPI
Redução de resíduos sem destinação sustentável

Portos Sul / Sudeste

Unidade Vale
Portos Sul / Sudeste
Indicador / KPI
Redução da destinação não sustentável de resíduos

Salobo

Unidade Vale
Salobo
Indicador / KPI
Redução da geração de resíduos com destinação não sustentável

Onça Puma

Unidade Vale
Onça Puma
Indicador / KPI
Redução da geração de resíduos perigosos com destinação não sustentável

Nossa Gestão

 A Vale conta com uma área de tecnologia ambiental que desenvolve projetos de valorização de resíduos com as áreas operacionaisCada unidade operacional deve desdobrar seu programa de gerenciamento de resíduos adaptado à sua realidade e cultura locais, buscando metas específicas para o atendimento de suas prioridades e levando em conta o Plano Vale de Gerenciamento de Resíduos.

As metas dos programas estão focadas principalmente em dois indicadores: redução de geração e aumento da destinação sustentável, como a compostagem, reúso, rerrefino e reciclagem, valorizando o aproveitamento e procurando reduzir o descarte de resíduos em aterros, em atendimento ao ODS 12 – Consumo e produção responsáveis.


Visão de Riscos

Como forma de controle da destinação dos resíduos no Brasil, a Vale criou o Programa de Auditoria dos Destinatários de Resíduos, no qual todas as empresas que recebem resíduos da Vale Brasil passam por processo de avaliação e auditoria ambiental em um período máximo de três anos. Em 2018, foram realizadas 130 auditorias, para um total de 378 empresas com cadastro ativo. Já ano de 2019, foram realizadas 61 auditorias, para um total de 265 empresas com cadastro ativo.

Business Case

Aproveitamento de madeiras de embalagens (Mina de Carajás)

Na mina de Carajás, localizada na cidade de Parauapebas (PA), região amazônica, em parceria com uma empresa local, a Vale desenvolveu um projeto de Aproveitamento de resíduo de madeiras de embalagens em caldeiras de geração de energia, para reduzir a disposição final para aterros. Em 2019, 1.270 toneladas de resíduos de madeira foram destinados para reaproveitamento e, em 2020, foram 505 toneladas, com uma redução devido às restrições de logística e da pandemia do Covid-19.

Regeneração de óleos usados (Mina de Carajás)

A Vale implantou em sua Central de gerenciamento de materiais descartados (CMD) de Carajás uma unidade de regeneração de óleos de refrigeração usados. O processo consiste em uma análise prévia dos óleos na fonte geradora e posterior coleta, filtragem, regeneração e devolução dos óleos para utilização pelas oficinas de manutenção. Já foram regenerados cerca de 970.000 litros em 2019 e 940.000 litros em 2020, demonstrando o grande sucesso do projeto, uma vez que representou uma redução significativa da compra de óleos novos pelas áreas de manutenção da unidade operacional.

Destinação de bifenilas policloradas (PCBs)

A Vale desenvolveu ações para agilizar a destinação ambientalmente adequada de resíduos com bifenilas policloradas, conhecidos como PCBs, em todas as suas unidades operacionais. Os PCBs são considerados contaminantes ambientais, com impacto à saúde e aos ecossistemas.

Com base nos compromissos internacionais e os valores de segurança e meio ambiente da empresa, foi estabelecido um processo de identificação das potenciais fontes de óleos contaminados com PCBs nas unidades operacionais da Vale. Foram consolidadas as demandas e estabelecido um processo de destinação final gradual, compatibilizando os ciclos de manutenção dos equipamentos elétricos e a busca da antecipação das metas de destinação de PCBs.

Essas ações também objetivam antecipar o fim do uso de PCBs, meta da Convenção de Estocolmo, prevista para até 2025, além de garantir sua disposição final ambientalmente adequada até 2028. Até 2020, foram destinadas mais de 200 toneladas de resíduos contaminados com PCBs e foram regenerados mais de 12.000 litros de óleos de transformadores, que passaram a ser classificados como óleos sem contaminação.

Reciclagem de pneus Fora de estrada

A Vale destina para empresas de reciclagem as sucatas de pneus fora de estrada geradas em suas operações no Pará e em Minas Gerais, no Brasil. A reciclagem desses pneus tem um grande desafio devido ao seu tamanho - podem ter mais de 4 metros de diâmetro – e também pela resistência da malha de aço interna, o que dificulta muito seu manuseio e corte para reciclagem. Cerca de 9 mil toneladas de pneus são recicladas por ano.

A sucata metálica é utilizada como material para a produção de vergalhões usados na construção civil.
Os pneus são utilizados para produzir placas de revestimento ou transformados em chips de borracha, que podem ser utilizados pela indústria automobilística e cimenteiras.

Aproveitamento de madeiras de embalagens (Desenvolvimento cooperativa em São Luis/MA)

No Terminal portuário de Ponta da Madeira a Vale desenvolveu um projeto de apoio à implantação e desenvolvimento da Cooperativa de Trabalho, Coleta e Recuperação de Resíduos da Vila Maranhão (CoopVila). O projeto social é desenvolvido com moradores da Vila Maranhão, vizinhos a suas operações da Vale, em São Luís (MA). Em 2019, 1.504 toneladas de resíduos de madeira foram destinados e, em 2020, foram 1.140 toneladas. 

O projeto é um grande exemplo da atuação conjugada do desenvolvimento de uma cooperativa local e o aproveitamento de resíduo de madeiras de embalagens para confecção de peças e móveis de madeira, reduzindo a disposição final para aterros e gerando renda para a comunidade local.

Fomento à economia circular

A Vale inaugurou, em novembro de 2020, a Fábrica de Blocos do Pico, primeira planta piloto de produtos para a construção civil cuja matéria-prima principal é o rejeito da atividade de mineração. Instalada na Mina do Pico, no município de Itabirito (MG), a fábrica promoverá a economia circular na operação de beneficiamento do minério de ferro.

Após o período de testes, a expectativa é que, a cada ano, cerca de 30 mil toneladas de rejeito deixem de ser dispostas em barragens ou pilhas para serem transformadas em 3,8 milhões de produtos pré-moldados de larga aplicação na indústria da construção civil, como pisos intertravados, blocos de concreto estruturais, blocos de vedação, dentre outros.

A Vale conduz estudos de aplicação do rejeito desde 2014. A empresa investirá cerca de R$ 25 milhões em pesquisa e desenvolvimento tecnológico (P&D) nos primeiros dois anos da Fábrica de Blocos do Pico, que contará com a cooperação técnica do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Dez pesquisadores da instituição atuarão na pesquisa nesse período, entre professores, técnicos de laboratório e alunos de pós-graduação, graduação e curso técnico.

A Vale estuda replicar a fábrica de blocos em outras unidades de Minas Gerais, após o período de P&D na Mina do Pico. A empresa também mantém parceria com mais de 30 organizações, entre universidades, centros de pesquisas e empresas nacionais e estrangeiras, para o desenvolvimento de soluções para o reaproveitamento do resíduo da mineração em diferentes setores da indústria.

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