S11D é o maior investimento privado realizado no Brasil nesta década
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S11D é o maior investimento privado realizado no Brasil nesta década

19/10/2018 12:00
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O Complexo S11D Eliezer Batista, inaugurado pela Vale em 2016, representa um marco na indústria da mineração de minério de ferro. O empreendimento está localizado no município de Canaã dos Carajás, sudeste do Pará. A implantação da mina e usina, em plena região amazônica, representou um dos maiores desafios de construção da década. Em três anos, foram investidos US$ 6,4 bilhões para viabilizar o que há de mais moderno em tecnologia e conservação ambiental em uma área até então desprovida de estradas e energia elétrica.

Outros US$ 7,9 bilhões foram aplicados na construção de um ramal ferroviário de 101 quilômetros, na expansão da Estrada de Ferro Carajás (EFC), com duplicação de 578 km da ferrovia e na ampliação do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). No total, a Vale investiu US$ 14,3 bilhões no S11D.

Entre as soluções inovadoras do empreendimento estão a modularização, o sistema truckless (operação sem caminhão fora de estrada) e o beneficiamento do minério à umidade natural. Trata-se, ainda, do maior investimento privado realizado no Brasil nesta década e que impacta positivamente as exportações brasileiras, trazendo novo impulso ao desenvolvimento econômico e social do país, em especial aos estados do Pará e Maranhão. As operações da Vale em Minas Gerais também foram beneficiadas, já que parte do minério nelas produzido vem sendo misturado (blending) com o minério do Sistema Norte, composto pelas minas do S11D e Carajás, favorecendo a competitividade do minério brasileiro no mercado internacional.

Usina de processamento de S11D. Foto: Ricardo Teles

A operação

A mina do S11D está localizada no alto da serra, a 400 metros acima da usina. São quatro sistemas de escavadeiras e britadores móveis que operam simultaneamente na lavra do minério. Depois de britado (quebrado em partes menores), o material é transportado por correias até uma casa de transferência, onde o minério de ferro, a canga e o estéril são separados e direcionados para a usina de processamento ou para o empilhamento.

O minério é enviado à usina por meio do Transportador de Correia e Longa Distância (TCLD), que tem mais de nove quilômetros de comprimento até chegar à usina. Nesta etapa, o minério é classificado em sinter feed (minério com menor granulometria, mais fino) e em pellet feed (maior granulometria, mais grosso), de acordo com a demanda do mercado. Após passar pela usina de classificação, o minério segue para o pátio de estocagem, pátio de produto e, em seguida, para o silo de carregamento de vagões.

Importante destacar que áreas como a usina, pátios de estocagem e de manobra e carregamento de trens estão localizadas em um terreno de pastagem fora da Floresta Nacional de Carajás.

Arrecadação de impostos

Só no primeiro ano de operação (2016-2017), considerando apenas cinco dos mais de 100 impostos e tributos aplicados sobre a atividade de mineração, o Complexo S11D Eliezer Batista gerou cerca de R$ 150 milhões em pagamentos de impostos e taxas para União, o Pará e a cidade de Canaã dos Carajás.

Investimentos Sociais

Desde o início da implantação do S11D, em 2013, até o primeiro ano de operação, a Vale aplicou mais de R$ 150 milhões em ações sociais, envolvendo 40 obras a partir de parceria público-privada com a prefeitura de Canaã dos Carajás. Entre elas, está a construção e a reforma de oito escolas municipais, que ganharam uma infraestrutura de maior qualidade com salas climatizadas, quadras esportivas cobertas e prédios adaptados para pessoas com deficiência. O hospital público da cidade foi reformado e ampliado, permitindo quase dobrar a capacidade de atendimento. A unidade recebeu ainda uma área cirúrgica, uma maternidade e uma sala de cuidados com recém-nascidos.

Empregos

No pico das obras, em outubro de 2015, foram gerados mais de 12 mil empregos, sendo a maioria residente nos estados do Pará e Maranhão. Atualmente, cerca de 2 mil pessoas trabalham na operação da mina e usina do S11D.

S11D em números

  • 93% de redução no consumo de água
  • 50% de redução de emissões de gases de efeito estufa
  • 70% de redução no consumo de diesel
  • 18 mil MWh de eletricidade economizados por ano
  • 64 navios foram necessários para o transporte dos equipamentos e estruturas
  • 203,5 mil toneladas é o peso total aproximado das estruturas metálicas e equipamentos
  • 16,6 mil toneladas de ferragens usadas na implantação, aço suficiente para construir 2,5 Torres Eiffel
  • 244 mil m³ de concreto, o suficiente para construir quatro estádios do Maracanã ou 70 prédios de 24 andares
  • 109 módulos construídos como peças de lego para montagem da usina
  • O projeto reuniu fornecedores de 12 países distribuídos em quatro continentes

Origem do nome Complexo S11D Eliezer Batista

O maior projeto da história da mineração mundial foi batizado com o nome de Eliezer Batista (1924-2018), que foi presidente da Vale por duas vezes. Foi ele o responsável por preparar a então Companhia Vale do Rio Doce para o crescimento que ocorreria a partir da década de 1980, criando uma estratégia de comercialização de minério em grandes volumes e a longo prazo com as siderúrgicas japonesas.

Já "S11D" está relacionado à localização do empreendimento. Trata-se do bloco D do corpo S11, que fica na Serra Sul da grande região de Carajás. Ao norte fica a Mina de Carajás, em operação desde 1985, situada em Parauapebas, município vizinho à Canaã. Para fins geológicos, o S11D é apenas um bloco do corpo que foi dividido em quatro partes: A, B, C e D. O potencial mineral do corpo S11 é de 10 bilhões de toneladas de minério de ferro, sendo que os blocos C e D possuem reservas de 4,24 bilhões de toneladas. As primeiras sondagens na região datam dos anos de 1970.

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