Estudo atesta que pluma de turbidez não chegou a Abrolhos
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Estudo atesta que pluma de turbidez não chegou a Abrolhos

27/01/2016 10:00



A pluma de turbidez proveniente da foz do rio Doce não atingiu as águas do Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia. Análises feitas pelo laboratório contratado pela Samarco, ALS Corplab, nas amostras de água coletadas no local, indicam que não houve alteração relacionada ao acidente na barragem de Fundão no mar na região.

Os testes em laboratório da água coletada em Abrolhos indicaram a ausência de óxido de ferro, um dos elementos que remeteria à pluma de turbidez no rio Doce. A pluma é composta basicamente por água e partículas sólidas de óxidos de ferro e sílica (areia) ou quartzo, proveniente do processo de beneficiamento do minério de ferro. As partículas sólidas em suspensão deixam a água com aspecto turvo.

A qualidade da água coletada em diferentes dias mostrou ainda que os parâmetros estão dentro dos limites do CONAMA 357 nível 1 (água salina), não havendo anormalidades.

Além da comprovação trazida pelos laudos, os acompanhamentos diários feitos pela Samarco nos dois estados indicam que a turbidez das praias no norte do Espírito Santo e do sul da Bahia está dentro da normalidade, o que torna improvável uma presença da pluma na região de Abrolhos.

Existem outros fatores de influência de movimentação de sedimentos na região costeira do Espírito Santo e sul da Bahia que podem explicar o aparecimento de uma pluma em Abrolhos no último dia 7. Houve registro de fenômenos climáticos que ocasionaram a formação de ondas no litoral com altura entre 1,5m e 2,5m que provocaram ressuspensão natural de outros sedimentos.

A Samarco realiza o monitoramento constante da qualidade da água em dezenas de pontos ao longo do Rio Doce e na sua foz, além de uma grande extensão no litoral, disponibilizando-os periodicamente às autoridades.​