Rejeitos do acidente não chegarão à Bahia, aponta Inema
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Rejeitos do acidente não chegarão à Bahia, aponta Inema

25/11/2015 11:00

A onda de rejeitos minerais que se formou após o acidente que causou o rompimento da Barragem de Fundão, da Samarco, no último dia 5, tem chance praticamente nula de chegar à Bahia. A informação é do coordenador de monitoramento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), Eduardo Topázio. Em comunicado publicado nessa quarta-feira, 25, na página do Inema, Topázio desmentiu os boatos que circulam pelas redes sociais, de que os rejeitos teriam chegado ao litoral baiano.

“A distância entre o estuário (ambiente aquático onde acontece a mistura entre o rio e o mar) do Rio Doce e estes outros locais é enorme, demoraria muito a chegar aqui, levando em consideração a dinâmica do mar. A tendência das correntes, nesta época do ano, é ir para o sul, e a Bahia está ao norte da foz do Rio Doce”, explicou por meio de nota. Segundo o especialista, é extremamente remota a possibilidade de os rejeitos chegarem ao litoral sul da Bahia, principalmente nas praias de Itacaré, Alcobaça e Abrolhos.

“Devem ser consideradas todas as condições climáticas da região, no deslocamento dos rejeitos. Na ocorrência de chuvas é natural que apareçam manchas marrons no mar, o que pode levar as pessoas a fazerem confusão com os rejeitos de minério” finalizou Topázio.​​