S11D - Perguntas frequentes - Vale
Comando para Ignorar Faixa de Opções Ir para o conteúdo principal
​​​​​​

Perguntas frequentes

O que é o S11D e como ele funciona?

O S11D é composto por mina e uma usina, para extração e processamento de minério de ferro, respectivamente. O minério será lavrado a céu aberto e transportado até a usina por meio de Transportadores de Correias de Longa Distância. Após ser processado, o minério será transportado por ferrovia até o Maranhão, onde será embarcado no Porto de Ponta da Madeira, em São Luís. O produto final poderá ser vendido separadamente ou misturado (blendagem) ao minério do Sistema Sul e Sudeste, de Minas Gerais, em centros de distribuição e armazenamento no exterior. Confira no infográfico abaixo o passo a passo do processo.

Quantas pessoas foram empregadas no projeto? E depois, ao fim das obras?

No pico das obras, em outubro de 2015, o projeto chegou a absorver uma mão de obra de pouco mais de 40 mil trabalhadores, a grande maioria residente no Pará e Maranhão, considerando as frentes de trabalho em todo o projeto. Atualmente, cerca de 15 mil pessoas continuam trabalhando na mina, na usina e nas obras de duplicação da Estrada de Ferro Carajás. Na fase de operação da mina e da usina do S11D, quando o ramp-up estiver concluído, a previsão é que sejam gerados 2,6 mil empregos diretos e, pelo menos, outros 10 mil indiretos.

Com o fim das obras do projeto, há reclamações do aumento de desemprego na cidade. O que a Vale tem feito para minimizar esses impactos?

A Vale está dando todo o apoio aos trabalhadores desde o fim das obras do projeto. Foi elaborado um plano de desmobilização, com participação da Vale, da prefeitura e de outras instituições, com o objetivo de planejar e elaborar ações. No plano, constam, entre outras ações, o apoio financeiro para aqueles que desejem voltar para o seu local de origem. Entre 70 a 80% dos trabalhadores da montagem eletromecânica optaram por voltar para suas regiões de origem e o restante se declarou natural de Canaã ou das proximidades. Há ainda campanhas de conscientização para esclarecer aos trabalhadores que, com a entrada em operação do S11D, o município viverá uma nova fase de estabilização na demanda de empregos.

Qual foi o investimento feito pela Vale na cidade de Canaã dos Carajás?

O Projeto S11D investiu em Canaã mais de R$ 150 milhões em obras de infraestrutura, educação, saúde, cultura, lazer e programas de formação profissional. Foram mais de 30 obras executadas ou em execução na cidade. Os investimentos se somam às ações realizadas durante a implantação da mineração de cobre da Vale, que também funciona no município, desde 2004, a unidade de Sossego. Na época da implantação, foram aplicados mais de R$ 130 milhões em obras de infraestrutura, educação, saúde, cultura lazer e programas de formação profissional.

O investimento melhorou os indicadores sociais do município?

Sim. Houve uma evolução considerável dos indicadores sociais de Canaã dos Carajás na última década.

A Vale foi notificada por provocar a mudança da cor da água do rio Sossego?

Não. A notificação foi para que a Vale fizesse um ‘Plano de Proteção do Igarapé Sossego’, o que foi devidamente atendido com a apresentação das práticas de controle ambiental existentes e que fazem parte dos programas ambientais associados ao processo de licenciamento do S11D. Os valores medidos no monitoramento da qualidade dos cursos d’água são reportados periodicamente para os órgãos ambientais e estão de acordo com os parâmetros estabelecidos na legislação.

As obras do ramal ferroviário do S11D provocaram rachaduras em casas da região?

As rachaduras encontradas não tiveram relação com a atividade de detonação para as obras de construção do ramal ferroviário. Todas as ações obedeceram aos requisitos legais e normatização vigente. O ramal está legalmente licenciado, com Licença de Operação emitida pelo IBAMA, após criteriosas inspeções e vistorias.

Como a Vale está lidando com as invasões de sem-terras às propriedades compradas pela empresa ao redor do S11D?

A Vale vem exercendo seu direito na Justiça. A empresa obteve decisões judiciais que impedem a invasão de seus imóveis. É importante ressaltar também que, de acordo com a legislação, os imóveis vinculados à mineração ou para compensação ambiental não podem ser destinados para a política de reforma agrária.

A Vale adquiriu áreas públicas?

A empresa adquiriu a posse ou propriedade dos imóveis necessários à atividade de mineração, que podem ocorrer em terrenos públicos ou particulares, conforme o Decreto-Lei 227/67.

O S11D trará ganhos ambientais?

Sim. Toda a operação do S11D conta com inovações tecnológicas que garantem sustentabilidade e competitividade ao empreendimento. O sistema de lavra será a céu aberto, a movimentação de minério no interior da mina será feita sem o uso de caminhões fora de estrada (Sistema Truckless) e o tratamento do minério será feito totalmente a seco. O uso de água será limitado às atividades de limpeza de equipamentos e consumo humano. Essa tecnologia permitirá a redução de 93% do consumo de água em relação ao processo convencional, o equivalente ao abastecimento de uma cidade com mais de 400 mil habitantes por um ano. Confira mais sobre o Sistema Truckless no vídeo abaixo.

A substituição de caminhões fora de estrada por correias transportadoras contribuirá para a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE)?

Sim. Se o S11D seguisse a linha de uma mineração convencional, seriam necessários cerca de 100 caminhões fora de estrada para a operação. Com o transporte do minério de ferro por meio de Transportadores de Correias de Longa Distância, os caminhões não são necessários. Somado ao processamento a seco, o sistema vai reduzir em 70% o consumo de diesel e suas emissões e em 50% as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).

Quais as iniciativas ambientais da Vale em Canaã dos Carajás?

Para garantir o equilíbrio positivo entre a natureza e a atividade da mineração, a Vale monitora permanentemente a fauna e a flora da região de Canaã dos Carajás e de outras localidades onde atua. Antes de iniciar qualquer atividade, a empresa realiza um profundo trabalho de salvamento tanto da vegetação, quanto dos animais que habitam a área de interferência, com o objetivo de causar o menor impacto possível ao meio ambiente. Em Canaã dos Carajás, será criada uma nova unidade de conservação na Serra da Bocaina, onde serão preservados mais de 6 mil hectares de ambientes naturais. Este será o único ecossistema de savana metalófila preservada fora da Floresta Nacional Carajás (Flona). Conheça outras iniciativas ambientais da Vale na região.

  • A Vale também desenvolve atividades para o salvamento de fauna. Cada equipe de salvamento é composta por um encarregado/ biólogo e dois auxiliares, que afugentam ou resgatam os animais que não foram afastados nas atividades prévias (varredura, barulho na chegada das máquinas nas frentes de trabalho). As equipes fazem uma varredura nas áreas, buscando tocas, animais de difícil locomoção e ninhos de aves. Os ninhos, quando encontrados, são cercados e identificados, ficando protegidos até que as aves voem naturalmente, após o período de crescimento. Os animais resgatados (que não puderam ser afugentados) são soltos imediatamente em área próxima com a mesma tipologia vegetal. Se for necessário atendimento veterinário, os animais são enviados aos Centros de Recepção de Fauna Resgatada, construídos especificamente para receber esses animais. Atualmente, a empresa possui três Centros de Recepção, que contam com ambulatório para atendimento veterinário, além de áreas para quarentenas internas e externas, visando à reabilitação de animais que eventualmente necessitem de tratamento.
  • A empresa também desenvolve um programa de acompanhamento da supressão vegetal e resgate da flora desenvolvido na área de implantação do S11D. A ideia é minimizar os impactos ocasionados pelas atividades de implantação do projeto. Amostras de plantas, frutos e sementes são coletadas e enviadas para um viveiro, para que, no futuro, possam ser usadas na recomposição vegetal quando a atividade mineral acabar.
  • A empresa também mantém um viveiro, na Mina do Sossego, com capacidade para produzir 1,2 milhão de mudas de 300 espécies da Floresta Amazônica, com o objetivo de recompor a vegetação de cerca de 10 mil hectares de terras no entorno da Floresta.