Até o início do ano, todo o lixo produzido em Marabá, no Pará era depositado em uma estrada, a pouco mais de 4 km da rodovia PA-150. A decomposição do material orgânico atraía urubus e representava um sério risco, já que o terreno fica próximo ao aeroporto da cidade. Após uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a Fundação Vale, que investiu R$ 593,6 mil na contratação de empresa especializada, foi realizado um diagnóstico do sistema de limpeza urbana e um projeto para readequação e implantação do aterro.
Com uma população que ultrapassa 200 mil habitantes, e em franca expansão devido à instalação de projetos siderúrgicos e de infraestrutura, o município produz cerca de 130 toneladas de resíduos sólidos por dia. O antigo lixão transformou-se em aterro controlado. O lixo passa pelas etapas de compactação, drenagem do chorume - líquido que é liberado na decomposição da matéria - e cobertura de terra.
Ainda não pode ser considerado aterro sanitário porque não estamos tratando o chorume, nem os gases emitidos pelo lixo, mas essas adaptações fazem parte do projeto original e são metas previstas.
Diagnóstico do sistema de limpeza urbana
Mesmo sem o projeto concluído, o local é outro. Para chegar à solução, foi realizado um estudo que mapeou a cidade, identificando, por exemplo, quantos caminhões operam na coleta e qual a periodicidade do trabalho. Atualmente, 16 funcionários que trabalham no aterro recebem cursos de capacitação e, no próximo ano, cerca de 500 funcionários da limpeza urbana serão capacitados. O projeto, considerado piloto, já serve de inspiração para iniciativas semelhantes em Ourilândia do Norte e Tucumã, municípios vizinhos.