Estudos periódicos monitoram impactos causados pelo rompimento da barragem ao longo da bacia do Rio Doce
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Estudos periódicos monitoram impactos causados pelo rompimento da barragem ao longo da bacia do Rio Doce

23/06/2016 17:00

O rejeito da barragem de Fundão não possui contaminantes e é constituído basicamente de óxido de silício (areia) e óxidos de ferro, além de óxidos de alumínio em menor quantidade. Esses são alguns dos resultados de estudos constantes realizados pela Samarco sob orientação dos órgãos ambientais de Minas Gerais e do Espírito Santo. O objetivo é analisar a situação da água e biota aquática ao longo da bacia do Rio Doce.

Os resultados da constituição do rejeito obtidos são similares com os encontrados de modo independente pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e pela Agência Nacional de Águas (ANA). A partir de amostragens realizadas em novembro de 2015, esses órgãos verificaram que não há na constituição do rejeito metais como arsênio, cádmio, chumbo e demais em concentrações acima do limite preconizado pela legislação. Além disso, avaliações sobre a ruptura da barragem mostraram que 87% do rejeito ficaram contidos nos 120 primeiros quilômetros, no trecho entre a barragem de Fundão e o reservatório de Candonga, em Minas Gerais.

Além dos estudos químicos e físicos da água e sedimento, foram realizadas análises com organismos vivos, para medir o efeito real do impacto do rejeito sobre a biota aquática. Esses estudos demonstram que os rejeitos não são tóxicos, porém os impactos físicos associados à grande quantidade de material particulado foram relevantes e estão associados especificamente ao momento da passagem da pluma.

Foram realizados estudos de bioacumulação de metais no rio Doce antes da passagem da pluma de turbidez. Nesses levantamentos foi observado que, mesmo antes da chegada da pluma, o filé de peixe já continha presença de cromo acima do limite estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Análises realizadas após a passagem da pluma não indicaram alterações na qualidade do filé de peixe.

Já para os organismos marinhos, foi indicada a presença de arsênio, selênio e zinco, acima dos limites estabelecidos pela Anvisa. Com base em estudos científicos, é possível concluir que existem várias fontes para estes elementos na região costeira próxima à foz do rio Doce, sendo que as atividades da Samarco e o rompimento da barragem não tiveram efeito sobre as concentrações desses elementos no sedimento, na água e na fauna analisada. Os estudos que tratam da análise de metais em peixes continuarão a ser desenvolvidos em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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