Folia de Reis resgata tradição da comunidade de Paracatu de Baixo
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Folia de Reis resgata tradição da comunidade de Paracatu de Baixo

10/01/2017 16:00

A Folia de Reis de Paracatu de Baixo (MG) mantém viva a tradição de relembrar a viagem dos três Reis Magos ao encontro do Menino Jesus. O grupo foi fundado na comunidade, em 1961, pelo morador José Patrocínio de Oliveira (Zezinho) para resgatar a manifestação cultural folclórica presente em várias gerações de sua família.

Com início no dia 26 de dezembro, a Folia percorreu casas e comércios das localidades de Monsenhor Horta, Boa Vista, Cana do Reino, Campinas, Pedras, Borba, Furquim e Paracatu. O encerramento ocorreu em Águas Claras, em 6 de janeiro, marcando a comemoração do Dia de Reis. Os integrantes do grupo tocaram diante do presépio, e todos os devotos puderam participar de uma confraternização, em que foram servidas comidas típicas como feijão tropeiro e feijoada.

Há 48 anos, Zezinho, de 86 anos, é o mestre da Folia de Reis de Paracatu. Segundo ele, o evento deste ano superou as expectativas. “Ficamos muito felizes e confiantes para as próximas celebrações. Estamos bem animados com a ajuda da Renova e com todos da comunidade que nos recebem em suas casas e fazem as doações para a companhia”, ressalta.

O grupo recebeu apoio da Fundação para a logística e compra dos instrumentos musicais perdidos com o rompimento da barragem de Fundão. Essa ação faz parte do Programa de Resgate dos Bens Imateriais da Renova.

Você sabia?

No último dia 6, o Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) declarou a Folia de Reis como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, em reunião realizada na Casa Fiat de Cultura, no Circuito Liberdade, em Belo Horizonte.

Saiba mais
 

Fundação Renova

A Fundação Renova tem a missão de implementar e gerir os programas de reparação, restauração e reconstrução das regiões impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão, localizada no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais.

O papel da Fundação é restaurar e restabelecer as comunidades e os recursos impactados pelo rompimento e também substituir ou compensar o que não é passível de remediação, sempre de forma eficiente, idônea, transparente e ética.